terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Epifania do Senhor, dia que lembramos de Santos Reis - 06 de janeiro

 

Epifania do Senhor, dia que lembramos de Santos Reis

No dia 6 de janeiro, a Igreja celebra o dia de Santos Reis, também conhecida como 

celebração da Epifania do Senhor. Nessa festa, celebramos a visita dos Magos 

provenientes do Oriente, que viajaram muito para prestar homenagens e adorar o

 Menino Jesus recém-nascido. Ofereceram presentes cheios de significados ao 

menino Deus: ouro, incenso e mirra. Este fato é narrado pelo evangelista Mateus, 

no Capítulo 2, versículos 1-12. Trata-se de uma história impressionante, com vários 

símbolos importantes para a nossa vida.

Eram reis?

São Mateus chama-os apenas de “Magos”. Porém, essa palavra tinha vários significado

s. Designava a origem geográfica de pessoas da Pérsia. Por isso deduzimos que os 

magos eram daquele país. Designava também pessoas da realeza. Por isso 

acredita-se que eles eram reis. Por fim, “mago” significava também o que

 chamaríamos hoje de “cientistas”, pois eles conheciam profundamente a matemática, 

a medicina, a astronomia – tanto que detectaram o aparecimento de uma nova 

estrela – a química e outras ciências já conhecidas na época. Tudo isso concorda 

com a tradição científica dos persas.

Seguindo uma estrela

O aparecimento de uma nova estrela no céu mudou a vida daqueles homens. O

 conhecimento científico permitiu que eles descobrissem o novo astro. Daí se deduz 

que eles eram conhecedores dos mapas celestes e bons viajantes. Naquele tempo,

 os viajantes do deserto viajavam à noite e guiavam-se pela posição das estrelas. Por

 isso, eles detectaram o aparecimento da nova estrela. Porém, não apenas 

detectaram. Eles conheciam as profecias messiânicas e compreenderam que tal 

estrela anunciava o nascimento do Rei dos reis, o soberano das nações, o Salvador. 

Por isso se uniram para preparar e empreender uma viagem em busca do Rei

Salvador.

Surpresa em Israel

Seguindo a estrela, aqueles sábios viajantes chegaram a Israel. Como procuravam

 por um rei, soberano das nações recém-nascido, dirigiram-se à capital Jerusalém, 

pensando que o menino Deus seria descendente do então rei de Israel. A chegada 

desses homens na capital foi motivo de alarde e espanto, segundo o relato de São 

Mateus, pois o povo não sabia do nascimento do Messias, embora desejasse

 ardentemente este acontecimento. Mateus diz que Jerusalém entrou em polvorosa 

com a chegada dos magos.

O encontro com Herodes

Tal foi a importância da visita dos magos a Jerusalém, que foram recebidos pelo rei

 Herodes. Este, provavelmente, recebeu-os como chefes de Estado, com todas as

 honras. Ao saber, porém, o real motivo da visita, Herodes sente-se ameaçado. O Rei 

Salvador recém-nascido poderia roubar seu trono, pensou. Por isso, fingindo interesse,

 procurou saber sobre as profecias ouvindo os escribas e enviou os magos a Belém. 

E disse a eles que, depois de encontrarem o menino, voltassem para indicar o local 

onde ele estava, para que também Herodes pudesse ir adorá-lo. Herodes, na verdade, 

sanguinário que era, queria matar o menino. Herodes, com efeito, já tinha cometido

 vários assassinatos, inclusive de dois filhos seus, por causa de seu medo de perder

 o poder. Embora tenha construído grandes obras em Jerusalém, Herodes, que não 

era judeu, mas sim nabateu e odiado pelos judeus, era um homem doente pelo poder, 

capaz de qualquer coisa para se manter na realeza.

O encontro com o Menino Jesus

São Mateus diz que, tão logo os magos saíram de Jerusalém, avistaram novamente a

 estrela e encheram-se de alegria. Seguiram-na, e ela os levou ao local onde Jesus

 estava. Chegando, depararam-se com a maior das surpresas: o Rei, soberano das 

nações, o Filho de Deus, nascera numa família pobre, simples. Não nasceu em berço 

de ouro, mas numa manjedoura! Sua mãe, uma jovem simples e seu pai, adotivo, um

 carpinteiro. Mesmo assim, os reis reconheceram naquele menino o soberano das 

nações, o Príncipe da Paz, e ofereceram presentes a ele.

Presentes com significados profundos

Os magos, reconhecendo naquele Menino o Rei dos reis, ofereceram-lhe presentes.

 Por causa do número desses presentes, deduz-se que os magos eram três. Eles

 ofereceram ouro, incenso e mirra. O ouro significa a realeza daquele menino. 

O incenso simboliza sua divindade e a mirra simboliza sua humanidade e o sofrimento 

através do qual ele salvaria a humanidade. Depois de entregar os presentes, os

 magos adoraram o Menino Deus.

Fugindo de Herodes

Depois da visita, os magos foram avisados em sonhos para não voltarem a Herodes.

 Reconhecendo nisso uma mensagem divina, eles obedeceram e voltaram por outro 

caminho. Ao descobrir que tinha sido enganado, Herodes, furioso, manda matar todos

 os meninos com menos de dois anos nascidos em Belém. Ele queria ter a certeza de 

que o Messias, visto por ele como rival, fosse morto.

Fuga para o Egito

José foi avisado também em sonho e partiu para o Egito, fugindo com a Sagrada 

Família da ira de Herodes. Assim, os meninos de Belém com menos de dois anos 

deram suas vidas para que Jesus sobrevivesse. Eles passaram a ser conhecidos 

como Santos Inocentes, o que, de fato, são.

A Sagrada Família permaneceu no Egito até a morte de Herodes. Então, voltaram para Israel e foram viver em Nazaré, longe da capital Jerusalém.

Veneração

A tradição cristã conservou a veneração aos três os reis magos. Segundo a tradição, 

confirmada por São Beda, seus nomes eram Melquior, Gaspar e Baltazar. Até 474, os 

cristãos guardavam seus restos mortais em Constantinopla. Depois, foram levados 

para a grande catedral de Milão, Itália. Mais tarde, em 1164, foram trasladados para 

a bela cidade de Colônia, Alemanha. Lá, foi construída a esplendorosa Catedral dos 

Reis Magos, que guarda os restos mortais dos três reis santos até os dias de hoje.

Minha Oração

“Ó amabilíssimos Santos Reis, Baltazar, Melquior e Gaspar! Fostes vós avisados 

pelos Anjos do Senhor sobre a vinda ao mundo de Jesus, o Salvador, e guiados até 

o presépio de Belém de Judá, pela Divina Estrela do Céu. Ó amáveis Santos Reis, 

fostes vós os primeiros a terem a ventura de adorar, amar e beijar a Jesus Menino, e

 oferecer-lhe a vossa devoção e fé, incenso, ouro e mirra. Queremos, em nossa 

fraqueza, imitar-vos, seguindo a Estrela da Verdade. E descobrindo o Menino Jesus 

para adorá-lo. Não podemos oferecer-lhe ouro, incenso e mirra, como fizestes. Mas 

queremos oferecer-lhe o nosso coração contrito e cheio de fé católica. Queremos

 oferecer-lhe a nossa vida, buscando vivermos unidos à sua Igreja. Esperamos 

alcançar de vós a intercessão para receber de Deus a graça de que tanto 

necessitamos. (Em silêncio fazer o pedido). Esperamos, igualmente, alcançarmos a 

graça de sermos verdadeiros cristãos. Ó bondosos Santos Reis, ajudai-nos,

 amparai-nos, protegei-nos e iluminai-nos! Derramai vossas bênçãos sobre nossas 

humildes famílias, colocando-nos debaixo de vossa proteção, da Virgem Maria, a 

Senhora da Glória, e São José. Nosso Senhor Jesus Cristo, o Menino do Presépio,

 seja sempre adorado e seguido por todos. Amém!”

Santos Reis Magos, rogai por nós!

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