terça-feira, 31 de outubro de 2017

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - PADRE GILBERTO KASPER

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

Queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Alegremo-nos todos no Senhor,
celebrando a festa de Todos os Santos.
Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus”.

            Celebrando a Solenidade de Todos os Santos de Deus, comungamos com aqueles que já se encontram na casa do Pai e vivem em plenitude as bem-aventuranças. Nós também somos proclamados felizes, porque formamos a grande família de Deus e procuramos seguir a multidão dos que nos deixaram exemplo de fidelidade e amor.
          A multidão dos fiéis seguidores de Jesus, filhos e filhas amados pelo Pai, reúne-se numa celebração celestial. Ainda em vida são proclamados felizes porque depositaram sua confiança em Deus.
          Todos os que se mantêm fiéis a Cristo serão vitoriosos. As bem-aventuranças são o caminho da santidade proposto por Jesus. Somos filhos e filhas de Deus, pois ele é nosso Pai, e seremos semelhantes a ele.
          A Eucaristia transforma-nos, lenta e progressivamente, em seres capazes de contemplar o Pai unidos a todos os que são salvos.
          A celebração de Todos os Santos é a festa da santidade anônima. Da santidade entendida, em primeiro lugar, como dom de Deus e resposta fiel da criatura humana. Torna-se impossível enumerar todos os santos, tido como sinais da manifestação maravilhosa da ação de Deus. A santidade pode ser comparada a um grande mosaico que reflete a grandeza da única santidade de Deus.
          Cada santo é um exemplar único e exclusivo. Não podemos pensar a santidade como um produto em série. A comemoração de todos os santos nos abre à imprevisibilidade do Espírito Santo.
          A multiplicidade de santos faz deles um modelo perfeito para a vivência dos carismas pessoais e para a diversidade de opções no seguimento de Jesus e no serviço à Igreja e à sociedade.
          Quando veneramos ou falamos de um santo de nossa devoção, somos tentados a contemplá-lo (a) pela ótica perfeccionista. “Ele foi perfeito”, “Um super-humano”. Não! Os santos, antes de tudo, foram pessoas comuns. Eles fizeram sua caminhada de vida seguindo os passos de Jesus. Participaram da realidade do povo santo e pecador. Contudo, eles se destacaram na vivência radical do ideal proposto pelas bem-aventuranças. Foram pessoas que, por seu modo de viver a Boa-Nova, marcaram significativamente a sociedade de seu tempo e se transformaram em referenciais atualizados para a história.
          O convite evangélico à santidade é proposto a todos. Não é uma realidade impossível de alcançar. Tudo depende do vigor com que se vive o ideal das bem-aventuranças na relação com Cristo e nos compromissos inerentes à vida. Eu e você podemos ser santos. Não importa se somos pessoas de muitas qualidades ou não. O que conta é que sejamos pessoas extraordinárias pela vivência do programa de Jesus resumido nas bem-aventuranças.
          Fica mais uma vez entre nós a pergunta crucial: como ser santo? O que significa ser santo? A liturgia vai nos conduzir para mais perto da santidade de Deus.        
Ouve-se frequentemente de bons lábios cristãos algumas frases em relação à santidade, como: “Eu não nasci para ser santo...”. “Não sirvo para ser santo...”. “Não sou santo, logo não tenho culpa...” Gosto de pensar que tais cristãos não compreendem o próprio Batismo. O Batismo torna-nos seres divinizados, ou seja, candidatos à santidade! Não creio que sejam as coisas boas que conseguimos realizar, nem as coisas más que praticamos, por vezes, involuntariamente, que nos conduzem à santidade, porém o esforço empreendido por fazer de tudo para ser bondoso, humilde, servo e anjo para os irmãos, vivendo uma relação de ternura constante. Quem sabe, fazendo uma listinha de esforços diários nos ajude a conquistar a santidade proposta a todos os filhos e filhas de Deus, nascidos do “útero da Igreja, a Pia Batismal!” Já paramos para pensar, com quantos santos convivemos ao longo de nossa vida, mesmo que não reconhecidos, oficialmente, por decretos de beatificações ou canonizações?
            Não deixemos para amanhã, nem mesmo para daqui há pouco: comecemos já nosso esforço por sermos santos, sendo anjos uns dos outros. Só quem é simples e bondoso, sabe o quanto é magnífica a ante-sala da santidade!
                    Desejando-lhes, por intercessão de Todos os Santos, muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Ap 7,2-4.9-14; Sl 23(24); 1 Jo 3,1-3 e Mt 5,1-12).
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Novembro de 2017, pp. 30-33 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Novembro de 2017), pp. 66-72.

MEDO DA MORTE? - REFLEXÃO PADRE GILBERTO KASPER

POR QUE TANTO MEDO DA MORTE?

Pe. Gilberto Kasper

Mestre em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente e Coordenador da Teologia na Faculdade de Ribeirão Preto da UNIVERSIDADE BRASIL e UNIESP S.A., Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Assessor da Pastoral da Comunicação e Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

            Se há alguns poucos anos falar de sexo abertamente era tabu, hoje é tabu falar em "morte". Por que tanto medo da morte? A grande certeza que vivemos, é que um dia morreremos, no entanto "morremos de medo de morrer...". Cada vez que a morte passa por perto, ou me encontro diante dela através do exercício de meu ministério, encomendando alguma pessoa falecida, meu questionamento é em relação à vida que levo! A morte é uma excelente oportunidade de melhorar minha qualidade de vida. Geralmente deixamos para depois, as mudanças que talvez tivessem de serem revistas logo. É bom não sabermos o dia e a hora de nossa morte, mas quando vier, e nosso nome ecoar na eternidade, não terá outro jeito, a não ser morrer! Há quem chama a morte de segundo parto. O primeiro acontece quando deixamos o útero materno, que geralmente é aconchegante e delicioso. Talvez por isso a criança, ao nascer chora. O segundo parto, é deixar o "útero da terra". Por mais difícil que seja viver, ninguém quer partir. A morte dói, nos faz chorar e traz vazio com sabor de saudade inexplicável.
Nossa vida poderia ser comparada a uma viagem de ônibus. Quem ainda não andou de ônibus? Quando nascemos, entramos num ônibus, que é a vida terrena. A única certeza que temos é que há um lugar reservado para nós. Uma poltrona. Não sabemos quem serão nossos companheiros de viagem. Apenas sabemos que a poltrona reservada para nós deverá ser ocupada. Às vezes, ocupamos a poltrona do outro, e isso nos traz constrangimentos. Já assisti muitos "barracos" em ônibus cuja mesma poltrona estava reservada para duas pessoas. Não sabemos quem serão nossos pais, irmãos, amigos, parentes, enfim...
Nossa única missão é tornar a viagem a mais agradável possível. Às vezes há pessoas que tornam a viagem insuportável; outras vezes a viagem é agradável!
Há também o bagageiro. Nossas coisas não podem ocupar o lugar dos outros, mas deve caber em nosso próprio bagageiro do ônibus, a vida!
O ônibus, de vez em quando pára na rodoviária. Se a viagem de ônibus é a vida terrena, a rodoviária é a morte. Ninguém gosta da rodoviária: há cheiro de banheiros, de óleo diesel, barulho de ônibus chegando e saindo, ninguém se conhece, muita gente se esbarrando ou até se derrubando. Há sempre uma incerteza, um friozinho na rodoviária que arrepia nossa espinha, que é a morte. Ninguém gosta da rodoviária: todos passam por ela porque precisam, mas não porque gostam. Haverá um momento em que nosso nome será chamado no alto-falante da rodoviária. Então precisaremos descer do ônibus da vida. Se tivermos enviado algum bilhete, uma carta, feito um telefonema ou até mesmo enviado um e-mail para a eternidade, avisando nossa chegada, não precisaremos ter medo, porque Deus estará esperando por nós. O bilhete, a carta, o telefonema, o e-mail são nossa maneira de viver a fé, a esperança e a caridade através de nossa relação conosco, com Deus e com os outros!
Assim Deus estará esperando-nos na rodoviária da morte. Seremos identificados e acolhidos por Ele, de acordo com o que fomos e nunca com o que tivemos. Se Deus não tiver tempo, pedirá ao Seu Filho Jesus para buscar-nos e conduzir-nos à morada eterna. Se de tudo Jesus também não tiver tempo, Nossa Senhora nunca nos deixará perdidos ou esperando na rodoviária da morte. Ela estará lá, de braços abertos, para receber-nos e levar-nos à presença de Deus, colocando-nos em Seu Eterno Colo de Amor. É o que rezamos sempre: "...rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!"
                                                                                                 
                                                                                                           






EVENTO ANIVERSÁRIO MC + 1


APOLONIO CARVALHO - MENSAGENS 31/10/17

31/10/17: Ser humildes.

Nada somos por nós mesmos, mas em Deus somos tudo e tudo podemos em seu amor. Reconhecer a ação de Deus em nossa vida nos faz ser humildes testemunhas de sua força, de sua sabedoria e nos faz viver apenas de suas infinitas graças. Não tomamos para nós a autoria do bem, mas nos reconhecemos seus instrumentos. Não somos tampouco a origem do amor, mas agimos sob seu impulso. Ser humilde não é negar a si mesmo e subjugar-se aos outros. Ser humilde é saber que somos iguais diante de Deus e que somos todos seus filhos em direito e dignidade. Ser humilde é saber que o amor é tudo e nós somos nada. Mas o nada pleno de amor é luz para o mundo.

Apolonio Carvalho


31/10/17: Diante do outro estar “vazios” de nós mesmos.

Não se pode colocar mais nada em um recipiente que já está cheio. Da mesma forma, quando estamos diante de alguém, se estivermos cheios de nós mesmos não acolheremos o que outro tem a nos oferecer. Temos que nos esvaziar de nossas ideias, de nosso modo de fazer as coisas, de nossas opiniões ou de nossos hábitos, para poder receber e absorver a novidade que o outro representa. De que pode estar cheio o nosso coração? De orgulho, de arrogância ou de autossuficiência? Basta um pouco de qualquer uma dessas coisas para que nosso coração esteja repleto de si e fechado para os outros. O amor é capaz de doar e receber, de preencher-se e esvaziar-se ao mesmo tempo e não acumula nada para si próprio. Um coração repleto de amor sabe acolher o outro esvaziando-se de si mesmo, preenchendo-se do outro até que se torne uma só coisa com ele.

Apolonio Carvalho

Bom dia!

domingo, 29 de outubro de 2017

Beata Luce Badano

Rogai por nós

Beata Chiara Luce Badano

«Os jovens são o futuro. Eu não posso mais correr, mas quero passar a tocha para eles, como nas olimpíadas. Os jovens tem uma única vida e vale a pena usá-la bem!»,

Beata Chiara Luce Badano, rogai por nós!

Amar sempre

Amar sem nenhuma hesitação.

"Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto." (Jo 15,5) No mesmo capítulo, no versículo 9, Jesus repete a mesma coisa de forma diferente dizendo claramente "Permanecei no meu amor". Esse "permanecer" significa amar sempre, em qualquer situação, transformar minhas atitudes em amor constante e sem hesitação. Significa amar logo, imediatamente, sem esperar ocasião, pois a única oportunidade para viver o amor é o momento presente. Amar com a alegria que vem da convicção de que o amor supera a dor e suplanta a tristeza. Permanecer no amor que gera fraternidade.

Apolonio Carvalho 

Bom domingo, dia do Senhor!!!

sábado, 28 de outubro de 2017

Apolônio de Carvalho

28/10/2017

Hoje, crescer no amor mútuo

O amor mútuo cresce quando colocamos mais amor em nosso coração. Isso requer empenho da parte de todos e não pode haver nenhum tipo de pretensão. Cada pessoa envolvida nessa relação, deve viver as características do amor cristão: amar a todos, amar como a si mesmo, tomar a iniciativa em amar primeiro, reconhecer Jesus em cada um, saber "fazer-se um". O amor mútuo cresce quando alcançamos a maturidade de poder dizer um ao outro, com sinceridade e com extrema caridade, num momento apropriado, as qualidades e os defeitos de cada um, para que juntos sejamos pessoas melhores e saibamos nos amar como Jesus nos amou. Em um relacionamento permeado pelo amor, podemos nos ajudar eliminando os julgamentos e deixando que exista entre nós somente a transparência da verdade.

Apolonio Carvalho Nascimento

Bom dia

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Ser dom para o outro - APOLONIO CARVALHO


27/10/17 Ser dom para o outro.

Muitas vezes me pergunto em qual modo posso ser um dom para os outros: exercendo bem minha profissão, ajudando do ponto de vista material, dando um conselho oportuno, sugerindo soluções, escutando, acolhendo? Enfim, procurando me doar de alguma maneira? Existe um modo de ser um dom para o outro que entendi nesses dias enquanto fazia uma meditação. Quando procuro cumprir o plano de amor que Deus pensou para mim, quando faço a sua vontade, sou um dom total para todos. O nosso exemplo é Maria. Ela disse Sim à vontade de Deus, colocando-se como sua serva e tornou-se a mãe do Salvador. Em seu silêncio ela deixou falar o Verbo de Deus. Não existe maior dom que este. E nós podemos imitá-la. Se dissermos Sim à vontade de Deus, poderemos doar Jesus ao mundo, como fez Maria. Eu sou um dom quando sou a vontade de Deus sobre mim.

Apolonio Carvalho

Bom dia!


Ame seu Padre

*PADRE NÃO TRABALHA*

Se um Professor estuda, se prepara e dá uma aula de 45 minutos, ele está trabalhando.
Se um Padre estuda, se prepara e prega uma mensagem de 45 minutos, ELE NÃO TRABALHA.

Se um Psicólogo atende e aconselha pessoas, ele está trabalhando.
Se um Padre atende e aconselha pessoas, ELE NÃO TRABALHA.

Se um Administrador se organiza, faz reforma, contrata mão de obra, e gerencia uma empresa, ele está trabalhado…
Se um Padre se organiza, faz reforma, contrata mão de obra e gerencia uma igreja, ELE NÃO TRABALHA.

Se um contador faz os cálculos, economiza, equilibra as finanças e faz investimentos, ele está trabalhando…
Se um Padre faz cálculos, economiza, equilibra as finanças e faz investimentos na igreja, ELE NÃO TRABALHA.

Se qualquer um desses tirar férias, é justo, afinal, eles trabalham…
Já um Padre não pode tirar férias, não deve receber salário, e não merece respeito…
Afinal, ELE NÃO TRABALHA.

*VALORIZE SEU PADRE!*

PADRE É ALVO DAS MAIS DESENCONTRADAS OPINIÕES…

*Se o Padre é ativo*
– É ambicioso
*Se é calmo*
– É preguiçoso
*Se o Padre é exigente*
– É intolerante
*Se não exige*
– É displicente
*Se o Padre visita*
– É incômodo
*Se não visita*
– É irresponsável com os fiéis
*Se o Padre fica com os jovens*
– É imaturo
*Se fica com os adultos*
– É antiquado e ultrapassado
*Se fica com as crianças*
– É infantil
*Se procura atualizar-se*
– É mundano
*Se não atualizar-se*
– É mente fechada
*Se o Padre cuida da família*
– É descuidado com a Igreja.
*Se o Padre cuida da Igreja*
– É descuidado com a família
*Se não tem boa oratória*
– É despreparado
*Se tem boa oratória*
– É exibido
*Se procura agradar a todos*
– É sem personalidade
*Se é positivo, e procura corrigir*
– É parcial
*Se o Padre se veste bem*
– É vaidoso
*Se veste mal*
– É relaxado
*Se não sorri*
– É cara dura
*Se o Padre sorri*
– É irreverente
*Se realiza programas novos*
– É que só quer viver de promoções
*Se não realiza.*
– É que não tem ideias
*Se o Padre é alegre*
– É sem linha
*Se chora no Altar*
– É chorão
*Se o Padre fala alto*
– É irritante
*Se fala baixo*
– É um coitado, não tem voz ativa
*Se o Padre celebrar a missa na rua*
– Está baratiando o evangelho
*Se só fica na igreja*
– É acomodado nas quatro paredes
*Se o Padre está triste,*
_Já dizem que perdeu a fé.
*Se o Padre fica doente,*
_É porque está na carne.

*Ser Padre é um tremendo desafio*

É uma questão de chamada e de entrega.
O Padre é uma pessoa, que tem sentimentos!
Entenda o seu Padre!

O Padre é um ser humano que precisa das ovelhas, tanto quanto precisamos dele. É o portador das Boas Novas.

*Ame e entenda seu Padre.*
*Ore e apoie o seu Padre.*

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

ESTUDO BÍBLICO


DIVULGAÇÃO A PEDIDO DO PADRE GILBERTO KASPER - PARTICIPE - VALE A PENA

Quarta aula curso Maria no plano SALVÍFICO de Deus à luz do evangelho de São João

Ontem aula excepcional comandada pelo Padre Pedro Schiavinato 👏👏👏

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - PADRE GILBERTO KASPER

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
TRIGÉSIMO DOMINGO DO TEMPO COMUM



Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Exulte o coração dos que buscam a Deus.
Sim, buscai o Senhor e sua força,
procurai sem cessar a sua face” (Sl 104,3s).

            Neste Trigésimo Domingo do Tempo Comum, nos reunimos para celebrar novamente, a páscoa de Jesus e buscar a face de Deus, que se revela no rosto sofrido dos pobres e oprimidos. Amando os irmãos sofredores, amamos o próprio Deus. A eucaristia é a expressão da ternura misericordiosa do Pai para com todos.
          As leituras nos convidam a amar a Deus acima de tudo e nos comprometem a amar os necessitados. O amor a Deus e o amor ao próximo são inseparáveis.
          Deus nos convida a defender a vida dos pobres e esquecidos. Os dois amores da vida, Deus e o próximo: amando um, estaremos amando o outro. É importante que a comunidade saiba fazer memória da sua caminhada.
          Neste domingo, Dia Nacional da Juventude, celebramos especialmente em comunhão com os jovens.
          Na certa, temos uma situação que nos incomoda e mexe com o nosso modo de anunciar e celebrar com a comunidade o memorial da páscoa de Jesus. Como interpretar e viver nos dias de hoje a Palavra de Deus proclamada na liturgia?
          No Dia do Senhor, o Domingo, nos reunimos para nos encontrar com Deus. Mas para chegar a Ele é preciso ter feito uma opção e passar pela porta de entrada que é o povo com sua história, suas angústias, esperanças, lutas e privações, pois, Deus não quer um amor distante do povo e intimista.
          O nosso Deus que amamos e juramos fidelidade é o Deus defensor dos pobres. Somos seus aliados na defesa dos excluídos, desprotegidos e rejeitados da sociedade. A nossa religião se firma nesse Deus e cultiva o seu amor pelos últimos da terra.
          Somos reunidos por um Deus que está no meio dos deserdados e iletrados e que nos diz que a porta de entrada na sua amizade passa pelo amor ao povo que sofre e ama. E amar a Deus significa amar esse povo que vive e faz história conosco.
          E a Palavra de Deus nos faz lembrar que ser cristão significa ser missionário do bem, do amor, da justiça. Isso supõe o desmascaramento dos ídolos que mantém o povo à margem da vida e das celebrações que cultivam um deus falso e um culto vazio.
          O compromisso missionário é dos cristãos e das comunidades eclesiais. É dia de oração. Dia de ofertas generosas. Antes de tudo um dia de avaliação pessoal e comunitária. As missões não são apenas uma atividade da Igreja ou um dia do calendário pastoral. A fé que recebemos como dom e bênção não sobrevive nem se sustenta sem o mergulho no compromisso missionário e profético.
          A liturgia nos leva a olhar para o Senhor de braços abertos e olhar fixo no horizonte da missão e nos campos imensos que esperam operários e ceifadores. O que podemos e vamos fazer para contribuir no anúncio da Palavra do Senhor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma e todo o teu entendimento”. “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Esses dois mandamentos são a expressão maior da vontade de Deus. É o resumo de toda a Bíblia!
          Ao definir o amor a Deus e ao próximo como a si mesmo, o resumo da lei e de toda a mensagem bíblica, costumo pensar na qualidade desse amor. Vivemos um tempo, em que os contra valores engolem nossa sociedade, levando-a ao consumismo, egoísmo, hedonismo e individualismo. Será que nosso amor tem sabor divino? Enquanto criados à imagem e semelhança de Deus, somos capacitados a amar um amor com sabor de Deus mesmo. Porém, nunca antes houve tanta depressão e descontentamento com nossa imagem. Penso que ao criar-nos à Sua imagem e semelhança, nem régua Deus usou. Moldou-nos segundo Seu amor profundo por cada um de nós, Suas criaturas prediletas. Nem sempre nos damos conta disto. Por isso, penso que amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo, implica num terceiro mandamento: amar-me a mim mesmo como Deus me criou e moldou. Isso nem sempre é fácil. Quantas intervenções cirúrgicas plásticas vemos acontecer mundo afora, com a desculpa de melhorar a autoestima? Para mim, não existem pessoas feias, a não ser em suas atitudes, comportamentos e relações com os semelhantes. Logo gosto de dizer assim: amar a Deus e ao próximo como a mim mesmo, do jeito que cada um é, e não como gostaríamos que fosse. Se eu não for capaz de aceitar-me como sou e amar-me do jeitinho como Deus me moldou, também não serei capaz de amar meu próximo e muito menos a Deus.
          Não nos esqueçamos de devolver o envelope da Coleta para as Missões. Mesmo que a Coleta tenha sido semana passada, ainda há tempo, para os que esqueceram. Seja esta coleta o fruto saboroso, a partilha de nossa pobreza em favor das Missões. A coleta não poderá ser uma simples esmola ou migalha, mas um valor considerável que demonstre nossa generosidade. Deixar de consumir algo em favor de quem precisa mais do que nós, agrada o coração de Deus. A indiferença e insensibilidade para com as Missões, desfigura nosso compromisso de sermos uma verdadeira Igreja de Jesus Cristo, totalmente missionária e ministerial.
                    Desejando-lhes abundantes bênçãos, com ternura e gratidão, meu abraço amigo,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Ex 22,20-26; Sl 17(18); 1 Ts 1,5-10 e Mt 22,34-40).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Outubro de 2017, 92-95 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Outubro/2017), pp. 55-59.

DILATAR O CORAÇÃO - APOLONIO CARVALHO


26/10/17 Dilatar o coração para acolher os próximos.

O acolhimento é uma das obras de misericórdia que Jesus mencionou ao revelar como será o julgamento final. Seremos interrogados única e exclusivamente sobre o amor: se amamos dando de comer a quem tem fome, de beber a quem tem sede, se vestimos quem estava nu, se visitamos e socorremos os enfermos e os encarcerados e se acolhemos os peregrinos. Depois, ele dirá que considerou como feito a si cada um desses gestos. O acolhimento pode ser praticado de inúmeras maneiras: ajudando alguma obra que acolhe mendigos, moradores de rua ou dependentes de drogas, anciãos ou menores sem teto, etc. O acolhimento pode ser praticado também na relação com as pessoas: servi-las bem com a nossa profissão, escutar os amigos, receber com alegria os familiares ou qualquer outra pessoa que esteja ao nosso lado. Enfim, viver o acolhimento é reconhecer a presença de Jesus em cada próximo.

Apolonio Carvalho 

Bom dia!


Maria passa na frente

Maria passa na frente

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

3000 VISUALIZAÇÕES - MOTOCLUBE CATÓLICO

       
                                                    ARTE BY GABRIELA PONTES

OBA.... 3.000 VISUALIZAÇÕES DO NOSSO SITE...SALVE SALVE.

Agradecemos todos aqueles que acessam nosso site do Brasil e do Exterior compartilhando nossas mensagens. Ficamos emocionados com as mensagens de carinho que recebemos e tenham certeza que tudo o que fazemos vem do coração. agradecemos também à Gabriela Pontes pela sua colaboração a cada 1.000 visualizações. OS MEMBROS DO GRUPO CAVALEIROS DE SANTA ÂNGELA ESTÃO EM FESTA NESTE DIA.

VALEU...

SANTO ANTONIO DE SANTANA GALVÃO - 25 DE OUTUBRO

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, homem de paz e caridade

Frei Galvão era cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios
Conhecido como “o homem da paz e da caridade”, Antônio de Sant’Anna Galvão, popularmente conhecido como Frei Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).
Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.
O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.
Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.
Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.
Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do “recolhimento”.
Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.
Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: “Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822”. Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.
Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: “O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades”.
O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.


Apolônio de Carvalho

Considerar o irmão

Considerar o irmão

Considerar o irmão um candidato à unidade.

Todos nós somos candidatos à unidade, cada um com sua contribuição. A nossa vida em unidade com os irmãos pode ser representada por uma imensa gravura onde cada um é apenas um pequeno detalhe, mas se faltar alguém a gravura ficará incompleta. Os espaços vazios, que certamente existirão por falta nossa, serão preenchidos pelo próprio autor dessa obra, Deus. A nossa parte é dar a nossa contribuição e considerar e tratar cada um como candidato a fazer o mesmo. Cada irmão que passa ao meu lado, por mais distante que esteja dessa possível unidade, deve ser considerado por mim um elemento fundamental para que ela exista. Em sua oração ao Pai antes de morrer, Jesus a pediu para todos e não apenas para alguns. "Pai, que todos sejam um" (Jo 17,21). Todos! Portanto, cada um que encontro.

Apolonio Carvalho

Bom dia sob a proteção de santo Frei Galvão!

Evangelho de hoje

Evangelho (Lc 12,39-48)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39“Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.

41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis.

47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

MOVIMENTO VEM PRA RUA - 25 DE OUTUBRO

O Movimento Vem Pra Rua promoverá um panelaço, quarta-feira (25.10), às 21h, a fim de pressionar os Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) à decidirem quanto à manutenção da prisão em segunda instancia e ao parecer relativo ao foro privilegiado.

Para mais informações 


Gabriela Clemente

(11) 9 9541 3452

24 DE OUTUBRO - SANTO ANTONIO MARIA CLARET


QUE NOS ABENÇOE

24 DE OUTUBRO - FUNDAÇÃO DA ONU


AMAR DESINTERESSADAMENTE - APOLONIO CARVALHO


24/10/17‬: Amar desinteressadamente.

Quem ama sem interesses possui um coração puro e vive a castidade de Deus, pois é assim que Ele nos ama. Quem tem um coração puro está apto para ver Deus face a face. Não só quando de fato chegar diante Dele, mas também desde já porque está apto a reconhecer o semblante de Deus em cada pessoa, a descobrir a sua presença em toda a criação. Amar desinteressadamente faz com que deixemos atrás de nós um rastro de perfeição, porque o amor puro é um reflexo da perfeita caridade. É feliz quem ama sem interesses, pois a sua felicidade está no próprio ato de amar. A reciprocidade desse amor gera a presença de Jesus entre nós. "Felizes os puros no coração, porque verão a Deus." (Mt 5,8)

Apolonio Carvalho 

Bom dia!

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

SER INSTRUMENTO DA MISERICÓRDIA DE DEUS - APOLONIO CARVALHO


23/10/17 Ser instrumento da misericórdia de Deus.

Todos nós somos chamados a ser mediadores entre Deus e os irmãos, porque somos chamados a ser outros Cristo. Mediador, não no sentido semântico da palavra, mas no sentido de sermos canais da misericórdia de Deus para todos. Cada pessoa deve sentir, através de nós, que Deus a ama imensamente, que está pronto a perdoar todas as suas faltas e que a acolhe como um Pai. Jesus em sua vida terrena demonstrou com fatos a misericórdia infinita de Deus. Ele amou a todos: doentes, pecadores, pobres e ricos, órfãos, viúvas. E todos experimentaram uma reviravolta em suas vidas. Jesus assumiu pouco a pouco sobre si as nossas faltas e transferiu para nós a sua justiça, culminando com seu abandono sobre a cruz, quando realizou o resgate final e definitivo de cada pessoa que acreditou e acredita em sua misericórdia infinita. Deixou-nos como legado: sermos instrumentos dessa Misericórdia para cada pessoa que passa ao nosso lado.

Apolonio Carvalho 

Bom dia e uma abençoada semana!



DIA DO AVIADOR 23 DE OUTUBRO


HOJE DIA DO AVIADOR, NOSSA HOMENAGEM Á AQUELES QUE GUARDAM NOSSAS VIDAS NOS CÉUS TODOS OS DIAS. SALVE ESTES ANÔNIMOS HERÓIS

domingo, 22 de outubro de 2017

Bolinhos de chuva

Fica de hoje bolinhos de chuva

Amar importa Apolônio de Carvalho

Amar importa.

Não vejo mal algum em alguém ter preferências nos relacionamentos. Porém, ter exclusividades já é um mal que atrofia o nosso coração, que o deixa estéril e incapaz de abrir-se a todos e de amar sem fazer distinções. O próprio Jesus teve preferências. Fala-se do discípulo que ele amava, talvez por ser o mais jovem e que precisava de uma maior atenção. Mas Jesus também preferiu os pobres, os doentes, os desamparados, os últimos da sociedade de sua época. Ao mesmo tempo não excluiu ninguém, pois tinha amigos ricos como José de Arimateia, Nicodemos, Zaqueu etc. Portanto, o importante é dilatar o coração e acolher a todos.

Apolonio Carvalho 

Bom dia. Feliz sábado!

Alegrar-se com quem se alegra

Alegrar-se com quem se alegra.

Se nos momentos difíceis a partilha traz alívio à dor, nos momentos felizes ela multiplica a alegria. Quem é solidário na dor sabe ser partícipe nas conquistas, nas vitórias e nas celebrações festivas de seus amigos. Participar da alegria do outro é participar de sua vida, significa que o outro é importante e tudo que é seu é meu e vice-versa. Penso que todos nós já experimentamos o quanto aumenta nossa alegria, a presença de amigos que a partilham conosco. Parece até que a alegria se torna mais legitimada com a presença deles. Torna-se um evento marcante não só porque estamos alegres, mas também porque a partilhamos com os amigos. Talvez, alegrar-se com quem se alegra seja a parte mais fácil do "fazer-se um", mas não menos importante do que chorar com quem chora. São apenas momentos diferentes da mesma fraternidade.

Apolonio Carvalho

Bom domingo, dia do Senhor!

Alegrar-se com quem se alegra

Apolônio de Carvalho

São João Paulo Segundo

Hoje dia de São João Paulo Segundo. Rogamos suas bênçãos

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

RIBEIRÃO MOTO SHOW


RIBEIRÃO MOTO SHOW

Dia 26 de Outubro a Partir das 17h no Ribeirão Shopping

Evento gratuito.
Apresentação da Equipe Força e Ação, Food Trucks, equipe Sport Whelling. Um evento com muita adrenalina e diversão para toda família e os apaixonados por moto. 🏍️
20/10/17, 15:39 - ‪+55 16 99100-8322‬: IMG-20171020-WA0038.jpg (arquivo anexado)

LEITURA ORANTE


DIA 22 - DOMINGO - FAÇAM SUAS INSCRIÇÕES NO SITE www.sabiblica.org

QUE DEUS ESTEJA SEMPRE CONOSCO


PRECISAMOS DE DEUS EM NOSSAS VIDAS

SERVIR POR AMOR NOS TORNA MAIS LIVRES - APOLONIO CARVALHO


20/10/17 Servir por amor nos torna livres.

Muitas coisas podem me fazer sentir prisioneiro. Porém, existem algumas coisas que me aprisionam mais que tudo: são os meus apegos. Apego às coisas, aos lugares, às minhas ideias e às pessoas. Se as coisas forem usadas para servir o outro, se o melhor lugar for aquele aonde me leva o amor ao irmão, se as ideias forem propostas ao invés de impostas e as pessoas forem amadas sem distinção, então eu serei livre. Hoje quero servir por amor cada pessoa que eu encontrar. Se eu procurar reconhecer a presença de Jesus em cada uma delas, não encontrarei pessoas diferentes, encontrarei semblantes diferentes da mesma pessoa que é o próprio Jesus. Descobrirei também em mim a sua presença que diz: "Eu não vim para ser servido, mas para servir." (Cf. Mc 10,45)

Apolonio Carvalho



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

MARIA NO PLANO SALVÍFICO DE DEUS À LUZ DO EVANGELHO DE SÃO JOÃO


ONTEM TERCEIRA AULA DO CURSO MINISTRADA PELO PADRE PEDRO SCHIAVINATO COM A PRESENÇA DE 150 PARTICIPANTES. CURSO EMPOLGANTE COM A INTERATIVIDADE DOS ALUNOS E EXCELENTE DINÂMICA IMPLANTADA PELO PADRE PEDRO. PARABÉNS AOS PARTICIPANTES

fotos autorizadas pela Rosa Schiavinato - secretária administrativa do curso

Curso Maria no plano SALVÍFICO à luz do evangelho de São João

Padre Pedro

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS - PADRE GILBERTO KASPER

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
VIGÉSIMO-NONO DOMINGO DO TEMPO COMUM
DIA MUNDIAL DAS MISSÕES



            Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“A missão no coração da fé cristã”!

A Palavra de Deus do Vigésimo-Nono Domingo do Tempo Comum, Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária nos desafia a não separar a liturgia da vivência cotidiana. Com a frase-resposta “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, Jesus vence o desafio lançado por seus opositores e nos ensina a dar glória a Deus por meio da vida dedicada ao seu povo.
          Como cidadãos do reino conduzidos pela mão do Senhor, vamos acolher a palavra da salvação. Ela vem a nós com a força do Espírito e nos ensina a dar a Deus o que lhe pertence.
          Ciro, rei pagão, torna-se instrumento de salvação nas mãos de Deus. A autoridade é responsável pelo bem-estar do povo, que tem a Deus como seu único Senhor. O tripé de uma comunidade cristã é a fé, a caridade e a esperança.
          Não podemos separar a vida cotidiana da vida de fé. Na assembleia que partilha o pão da vida, reconhecendo-nos todos filhos e filhas do mesmo Pai e cidadãos da mesma pátria.
          Há quem use a palavra do Evangelho de hoje para manter a religião longe da política. Essa maneira de pensar já é uma opção política que serve aos interesses dos que têm poder e exploram o povo.
          Em tempo de tanta corrupção, podemos reconhecer vários poderosos que se colocam como deuses. O poder político coloca-se como valor absoluto. Pessoas, regimes ou estruturas que impedem a humanidade de ser “imagem de Deus” na liberdade e na justiça. Roubam de Deus o que pertence unicamente a ele: o povo.
          A política e a economia devem ser instrumento para a realização da justiça, do direito da vida, conforme a vontade de Deus. Quando o dinheiro domina a pessoa, fica perdida a noção de dignidade, de direito, de justiça e de respeito. Muitas vezes, é uma questão mal resolvida dentro de cada um de nós, na sociedade e na política.
          Os cristãos que se engajam na política não são fiéis a Deus na medida em que se comprometem com o sistema que oprime. Quando forem capazes de renunciar à riqueza, serão fiéis a Deus, a quem devem devolver o povo que lhe roubaram.
          O imposto cobrado deve ser revertido em benefício do bem comum e não desviado para algum “caixa dois”. Jesus condena a transformação do povo em mercadoria que enriquece dominadores e fortalece a dominação tanto interna como estrangeira.
          Jesus chama de hipócritas os grupos que o elogiam, mas sustentam a injustiça sobre o povo. Ele manda devolver para Deus o que é de Deus – o povo libertado. O nome do amor hoje é a política vivida como solidariedade.
          A Deus não temos como pagar, pois tudo a ele pertence. O tributo que podemos pagar a Deus é a entrega de nossa vida, compromisso com o projeto que Jesus nos ensinou, no amor fraterno e na justiça. Ligamos fé, política e economia, conseguindo romper com a dominação do dinheiro, do consumismo, da adoração à moeda estrangeira, do poder e do sucesso. Na Igreja, na comunidade, como nos organizamos para ficar livres da ganância, do poder e do dinheiro?
          A moeda deve ser restituída a César, porque nela está impressa a imagem do seu senhor: o imperador. Há uma criatura sobre a qual está impressa a imagem de Deus. Esta é sua e somente sua. Ninguém pode apropriar-se dela indevidamente.
          As palavras de Jesus nos alertam a ficarmos atentos e prontos a gritar quando as pessoas são injustiçadas, exploradas e massacradas em seus direitos.
          Somos tentados frequentemente a “comprar deus” com dinheiro ou falsas promessas e dar a César o que é de Deus. O que é de Deus? O que é de César? Não podemos cair na armadilha e trair os princípios e valores do Reino de Deus. Pedimos a graça de estar ao dispor de Deus e servi-lo de todo coração.
          A comunidade é o lugar, por excelência, para servir a Deus, cantar as suas maravilhas e professar a nossa fé nele. A fé nos leva a “devolver a César o que é de César”, recusando todo tipo de dominação ou privilégios, pois, o Deus em quem acreditamos quer vida e liberdade para todos.     
O desenvolvimento, crescimento e valor de um País, geralmente, é medido a partir da economia, enquanto deveria ser reconhecido desenvolvido, civilizado a partir dos valores de seu Povo: a riqueza de sua cultura, a sustentabilidade de seus bens naturais e a sabedoria dos que nascem naquela determinada Nação. Lamentavelmente o dinheiro apodera-se sempre da “última palavra”. Com dinheiro resolve-se a vida e os problemas de uma pequena porção de um povo em detrimento da grande maioria, que sobrevive com “migalhas”.
          Se nossos políticos e servidores públicos, que nem sempre servem o povo, mas apropriam-se indevidamente do que é de todos, trabalhassem por salários mais modestos, talvez a injustiça na política pudesse ser sanada. Não é o que acontece. Além de salários demasiados altos, têm assessorias que recebem vergonhosas ajudas de custo, além de barganhas, comissões e dinheiro sujo que compra a honra de quem quiser sobreviver ao sistema corrupto que contemplamos escancaradamente. Nossos impostos não são honestamente aplicados em favor do bem comum. Quanta sujeira varrida debaixo dos tapetes de nossos Governos! Subestimam nosso senso crítico e nós não exercitamos nossa cidadania e direitos. Não valorizamos nem mesmo um centavo de troco, permitindo que de centavo em centavo, alguns poucos enriqueçam com dinheiro ilícito. Somos apáticos e conformados com o que nos é imposto, tornando-nos o País que paga os mais altos impostos do mundo, sem que esses sejam aplicados em melhor qualidade de vida dos cidadãos.
          Os bancários fazem greve enquanto os banqueiros se dão conta de que muitos dos grevistas são inúteis, já que a vida do País continua. Sofre o povo simples. Basta inovar um pouco mais a tecnologia eletrônica da transação bancária e a mão de obra humana torna-se supérflua. Não seria mais inteligente que os bancários combinassem uma greve interna, sem prejuízo aos clientes de seus bancos? Durante um mês os funcionários dos bancos deixariam de vender os produtos de seu banco, atendendo tão somente os clientes, sem fechar as portas. Nosso dinheiro fica à mercê dos bancos que enriquecem ainda mais, durante a greve.
Seria injusto, não fosse diabólico! Enquanto grevistas gritam por justiça, políticos votam aumento dos próprios salários. Daí que afirmo acreditar na honestidade da maioria dos políticos, desde que trabalhem sem salário fixo; contentando-se apenas com o necessário para servir seus eleitores!
Corruptos e desonestos não nascem nas Câmaras, no Congresso Nacional, Senado e até mesmo na Suprema Corte. São (des) educados no seio da própria família desde tenra idade. Quando os pais pagam seus filhos para que obtenham bons resultados na escola; quando recompensam os filhos por serem educados, comportadinhos e coniventes com as falcatruas familiares formando assim homens e mulheres desonestos, corruptos e sem escrúpulos.
          Também em nossas Comunidades, precisamos estar atentos para destinar com justiça o dinheiro que nos chega, aplicando-o honestamente. Refiro-me ao dízimo, às coletas hodiernas e extraordinárias e taxas cobradas nas secretarias de nossas Paróquias e Celebrações. A Coleta para as Obras Missionários deste Dia Mundial das Missões deverá ser enviada toda ela à Cúria, sem subtrair nenhum centavo, como parece acontecer frequentemente. Não podemos utilizar o dinheiro das Coletas para decorar nossos Templos. Vivemos com simplicidade, utilizando os recursos para nossas despesas? Devemos sustentar nossas Comunidades com dignidade e partilhar de nossa pobreza com os que têm menos do que nós. O que Jesus diria a cada um de nós, vendo que algumas Comunidades sobrevivem com dificuldades agudas, enquanto outras ostentam luxo chamado de bom gosto? É admissível que numa Igreja que se diz ser de Jesus Cristo haja tamanha disparidade e desigualdade entre irmãos no Sacerdócio? A tão falada “fraternidade presbiteral” é concreta ou não passa de “balela”? Cada um de nós é chamado a responder desde os porões da própria intimidade: somos coerentes ou hipócritas entre o que pregamos e vivemos: na Família, na Sociedade, na Igreja e na Política?
Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço fiel e amigo,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Is 45,1.4-6; Sl 95(96); 1Ts 1,1-5 e Mt 22,15-21).
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Outubro de 2017, pp. 75-78 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Outubro/2017), pp. 49-54.