terça-feira, 10 de outubro de 2017

28o. DOMINGO DO TEMPO COMUM - PADRE GILBERTO KASPER

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
VIGÉSIMO-OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM
 MÊS MISSIONÁRIO

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Na casa do Senhor habitarei eternamente” (cf. Sl 22).

            No Vigésimo-Oitavo Domingo do Tempo Comum o Senhor, que põe um fim à desonra de seu povo, prepara-nos o banquete em sua casa, para celebrarmos sua salvação. A Igreja em saída compartilha as dificuldades do povo de Deus e anuncia a alegria do evangelho pelas ruas e encruzilhadas, convidando a todos os que encontra. Vestindo o traje de festa, tomemos parte na comunidade-esposa de Cristo em comunhão com a Igreja no Rio Grande do Norte, que neste domingo vê canonizados seus mártires.
          O grande rei é Deus que organiza a festa de núpcias do seu Filho. A esposa é a humanidade ou a Igreja, santa e pecadora, fiel e prostituta, livre e presa aos esquemas do poder. Entretanto, Cristo a ama de mesma forma como sua esposa. Ele sabe que o seu amor terá o poder para transformá-la, para deixá-la bonita e atraente.
          O banquete representa a felicidade dos tempos messiânicos. Quem acolhe a proposta do Evangelho começa a fazer do Reino de Deus e experimenta a alegria mais pura e profunda.
          Os convidados recolhidos ao longo dos caminhos e pelas praças, bons e maus, limpos ou sujos, são os homens do mundo inteiro. Isso nos leva a abrir o coração e as portas das nossas comunidades a qualquer tipo e pessoa, aos pobres, aos marginalizados, a quem é rejeitado por todos.
          Os primeiros convidados não entram na festa. Recusam porque não querem largar os próprios interesses. Não precisam de ninguém que lhes ofereça um banquete: têm tudo o que lhes pode garantir uma vida sem problemas. Estão satisfeitos. Os que não são pobres, os que não querem abandonar as próprias garantias materiais, os que não têm fome e sede de um mundo novo, não entrarão jamais no Reino de Deus.
          O Evangelho nos faz um convite forte a nos posicionarmos a favor da justiça do Reino, que é liberdade e vida para todos. A comunidade dos que seguem a Jesus só será esposa do Cordeiro quando vestir o traje da justiça. E o Evangelho é um convite a nos posicionar a favor da justiça do Reino que se chama de liberdade e vida para todos. Paulo na sua Carta nos ajuda a sermos gratuitos e solidários com os empobrecidos.
          Jesus no Evangelho nos faz refletir e entender a nossa atuação política na sociedade. Não podemos ser manipulados e enganados por falsas promessas. Acolhendo as palavras de Jesus e fazendo parte da festa de casamento que um grande rei fez para o seu filho, ficamos com a certeza de que o Reino é para os pequenos e marginalizados.
          Sintonizados e unidos a Jesus, o esposo da nova humanidade e da Igreja, somos chamados a crescer na aliança com ele e com todos os pobres e excluídos da terra. Assim, o Papa Francisco nos ensina: “A missão da Igreja encoraja a uma atitude de peregrinação contínua através dos vários desertos da vida, através das várias experiências de fome e sede de verdade e justiça”, “à experiência do êxodo contínuo” em direção das muitas periferias em que se encontram os excluídos de nossa sociedade.
          A missão da Igreja é por isso um constante sair de si mesma. Como nos lembra a Campanha Missionária desse ano, a Alegria do Evangelho se realiza quando somos de verdade “Igreja em saída”.
Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão nosso abraço amigo e fiel,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Is 5,1-7; Sl 79(80); Fl 4,6-9 e Mt 21,33-43).
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Outubro de 2017, pp. 36-39 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Outubro/2017), pp. 32-36.


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