sexta-feira, 22 de novembro de 2019

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo - PADRE GILBERTO KASPER


COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Rei do Universo
XVª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral da
Arquidiocese de Ribeirão Preto



Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

"O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder,
a divindade, a sabedoria, a força e a honra.
A ele glória e poder através dos séculos" (Ap 5,12; 1,6).

Na festa de Cristo Rei do Universo, conclusão do ano litúrgico, celebrando a XVª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral da Arquidiocese de Ribeirão Preto, também comemoramos o dia nacional do leigo e da leiga. Homens e Mulheres que, pelo batismo, são plenamente Igreja e vivem sua missão nas pastorais, nos movimentos e no tecido humano da sociedade, sobretudo na família. Na festa de Cristo Rei, reflitamos sobre quem é esse rei para o mundo de hoje. Os hebreus pedem que Davi seja seu rei, pois crêem que ele os fará felizes. Séculos depois, um grupo dentre eles zomba do rei do universo - o princípio da criação, a palavra que gerou o universo e gera continuamente a vida. As leituras de hoje nos fazem pensar sobre o reinado de Deus no mundo. Davi é ungido rei e reconhecido por todas as tribos de Israel: como acontece a escolha das nossas lideranças políticas (eclesiais e sociais)? Jesus é rei que morre para nossa salvação e ouve o clamor dos excluídos. A humanidade de Jesus tornou visível o rosto do Deus invisível.

Gosto de pensar que desde o início da História da Salvação, Deus dribla a humanidade. Não é um rei convencional aos parâmetros de nossa sociedade. Onde já se viu um rei que escolhe um berço de madeira com palhas de feno para nascer; barcos de madeira, como cátedra para ensinar, e uma cruz de madeira, como trono definitivo de Sua realeza? Cruz que para os judeus significava vergonha e escândalo; para os romanos, loucura, mas para nós, tornou-se sinal de Salvação!

Somos convidados na Festa de Cristo Rei, a revermos nosso modo de sermos: pessoas, irmãos, sacerdotes, leigos e leigas coordenadores e líderes em nossas Comunidades de Fé, Oração e Amor. Corremos tanto atrás de poder, cargos, funções, ambientes luxuosos (confundimos bom gosto com luxo exacerbado) e prestígio a todo custo, mesmo que para isso tenhamos de deixar nossa inveja destruir a reputação de outros. Sim, porque a inveja foi o "derramar da garrafinha" da condenação do Rei do Universo à morte mais cruel e escandalosa de sua época: a morte de Cruz! Ou convertemos o poder em serviço, os bens temporais em partilha e o prestígio em humildade, ou não nos identificamos com Jesus Cristo, Rei do Universo!

O Documento de Aparecida, no número 174, referindo-se aos leigos, assim diz: “É importante recordar que o campo específico da atividade evangelizadora leiga é o complexo mundo do trabalho, da cultura, das ciências e das artes, da política, dos meios de comunicação e da economia, assim como das esferas da família, da educação, da vida profissional, sobretudo nos contextos onde a igreja se faz presente somente por eles”.

          Desejando a todos muitas bênçãos, com ternura e gratidão, nosso abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

(Ler 2Sm 5,1-3; Sl 121(122); Cl 1,12-20 e Lc 23,35-43).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Novembro de 2019, pp. 89-92 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Novembro de 2019), pp. 82-87.



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