Primeiro grupo de motociclistas católicos do Brasil fundado em maio de 2016. REGISTRADO NO TOMBO DA PARÓQUIA DE SANTA ÂNGELA DE RIBEIRÃO PRETO
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
Evangelho do dia
quarta-feira, 16 de setembro de 2020
Santos Cornélio e Cipriano Papa e Bispo Mártires
COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS VIGÉSIMO QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM MÊS DA BÍBLIA - PADRE GILBERTO KASPER
COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
VIGÉSIMO
QUINTO DOMINGO DO TEMPO COMUM
MÊS DA
BÍBLIA
Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
“Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor.
se clamar por mim em qualquer provação,
eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre”.
O Senhor é nossa salvação e está sempre
pronto a ouvir e atender nossos clamores. Ele nos convida a participar da
construção do reino de Deus e nos oferece a possibilidade de receber seus dons,
ouvir sua palavra e experimentar seu amor para com toda a humanidade.
Nossos pensamentos estão, às vezes, muito longe dos
pensamentos de Deus. As parábolas de Jesus nos deixam inquietos precisamente
porque mostram que a bondade e a justiça divinas superam nossos cálculos
mesquinhos.
Sempre é tempo de conversão, de buscar o Senhor. O
cristão deve surpreender pela sua bondade com os mais fracos. A preocupação
principal do evangelizador é dedicar-se à comunidade para que ela viva conforme
o evangelho.
A eucaristia nos dá ocasião de agradecer a Deus pelos
dons recebidos e apresentar os frutos que a semente da palavra produziu em nós.
A Palavra de Deus do Vigésimo Quinto
Domingo do Tempo Comum nos faz uma pergunta muito pertinente: “Você está com ciúme porque estou sendo generoso?”
As situações de ciúme e de
inveja são muito percebidas e sentidas em nossas relações, as
mais diversas: pessoais, familiares, eclesiais, sociais, políticas e de mercado
de consumo...
O Evangelho deste domingo nos leva a pensar no trabalho,
na oportunidade de emprego, no sustento da família e na vida digna para todos.
Angustia ao coração humano e sensível, muito mais à consciência dos cristãos, a
multidão de desempregados, as pessoas que passam fome, a falta de moradias
dignas, as injustiças políticas e sociais e do outro lado, o número
privilegiado de pessoas ricas e poderosas que pouco se importam com os que não
têm pão, casa e emprego. É uma divisão complicada e fere profundamente o
coração humano.
A liturgia deste Vigésimo Quinto
Domingo do Tempo Comum nos
ajuda a fazer uma reflexão sobre essa situação e nos aponta caminhos na
perspectiva do patrão que saiu a contratar operários, desde a primeira hora,
para trabalhar na sua vinha. Porém a liturgia corre o risco de ser lida e
entendida de uma maneira espiritualista. Mas ela tem sérias implicações econômicas,
políticas e sociais. A vinha, símbolo do povo de Israel, tem a missão de
garantir vida e segurança para todos. O Senhor cerca e cuida dela para que
produza frutos.
Mas que frutos e para quem? A história da Igreja e dos
cristãos é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar
trabalhadores para a sua vinha. Vinha são os espaços dignos e alimentos
necessários para os filhos e filhas de Deus. A Igreja e a comunidade têm a
missão de cuidar dessa vinha para que produza justiça, liberdade e pão para
todos.
Recordamos o apóstolo e evangelista São
Mateus que apresenta Jesus como o Mestre da Justiça. Lemos seu Evangelho neste ano do calendário
litúrgico.
Para uma melhor compreensão da parábola do patrão justo,
é bom ler Mateus
de 19,30 até 20,16. Existe uma moldura para essa parábola: “Muitos
primeiros serão últimos e últimos serão primeiros”. O versículo
inicial anuncia a inversão de valores, e o final explica a relação correta
entre Deus e a humanidade. É no trabalho cotidiano que Deus se revela e nós
demonstramos nosso empenho pela justiça.
Deus não é injusto ao ser generoso. A bondade de Deus
ultrapassa os critérios humanos. Lembro-me ao meditar a Palavra deste domingo,
de uma frase que marcou muito minha vida, proferida sempre por minha saudosa
mãe: “Meu Filho,
o combinado não sai caro!...”, querendo ensinar-me que devo sempre cumprir com o prometido, e fazer até mesmo
mais do que prometi, quando estiver ao meu alcance. Isso não nos parece claro
no Evangelho? O que importa não é o quanto fazemos, mas o como fazemos.
Deus ultrapassa todas as nossas limitações e o nosso
jeito de entender a vida. Tanto quanto
as nuvens estão longe de nosso chão, assim são nossos planos de Deus com
relação à nossa estreiteza de visão e de projetos. Mas Deus se deixa encontrar,
está em nossos caminhos para transformá-los em caminhos de Deus. Isaías nos
revela que Deus nos convida a abandonar nossas maquinações e assumir a
generosidade de Deus. Assumindo o projeto de Jesus, nossos caminhos se aproximarão
do caminho do único “Patrão” que devemos ter. “Patrão” que é o Pai de Jesus,
Pai Nosso!
Ciúme e Inveja
atrapalham relações harmoniosas entre as pessoas. Um bom exercício para nós,
nesta Vigésima Quinta Semana do Tempo Comum,
poderia ser uma profunda revisão, desde as entranhas de nossa intimidade, o
quanto temos sido generosos com os outros e o
quanto temos prejudicado os outros em suas atividades pessoais, familiares,
sociais, eclesiais (principalmente em nossas Comunidades e, sobretudo entre nós
clérigos, já que não conheço pior dano do que a Inveja Clerical),
políticas (quantos horrores ouvimos entre nossos políticos!..., dos interesseiros,
que somam lamentavelmente a maioria, já que honestos dificilmente sobrevivem ao
sistema corrupto e diabólico de nossa falsa democracia), profissionais
e tantas outras atividades, até mesmo na esfera do voluntariado?
Concluo minha reflexão com Santo Agostinho: “A esperança tem
duas filhas, lindas, a raiva e a coragem. Raiva do estado das coisas e coragem
para mudá-las!”. Não nos falte a Esperança
de que podemos mudar as coisas, se quisermos e usar da coragem que o Senhor nos confere!
Desejando
a todos muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo e fiel,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Is 55,6-9; Sl 144(145);
Fl 1,20-24.27 e Mt 20,1-16).
Fontes: Liturgia
Diária da Paulus de Setembro de 2020, pp. 78-85 e Roteiros Homiléticos da CNBB do
Tempo Comum II (Setembro/2020) pp. 22-27.
ADVENTO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS! Pe. Gilberto Kasper
ADVENTO
DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS!
Pe.
Gilberto Kasper
Mestre
em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em
Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente no CEARP – Centro
de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Assistente Eclesiástico do Centro
do Professorado Católico, Assessor da Pastoral da Comunicação, Pároco da
Paróquia Santa Teresa D’ Ávila e Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres
da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.
Estamos no Advento das Eleições Municipais de 2020.
Aos poucos já são conhecidos os nomes dos Candidatos às Prefeituras e Câmaras
de Vereadores. Temos pela frente um tempo bastante curto para conhecer os candidatos
a algum serviço público. Será, naturalmente, uma das mais difíceis eleições das
últimas décadas, por estarmos ainda submetidos à Pandemia causada pelo novo
Coronavírus da COVID-19.
Tenho ouvido muitas pessoas dizerem que não irão às eleições, que
não pretendem votar em ninguém. Alguns por medo do Coronavírus, já outros
desencantados por outros vírus, como maus exemplos de alguns políticos, a
indiferença para com as pessoas mais vulneráveis e que foram ainda mais expostas
pela Pandemia. A Pandemia descortinou o tamanho da desigualdade social
existente em nossas cidades, que em eleições passadas, conseguiam esconder os
mais surrados por falta de verdadeiras Políticas Públicas, que contemplem a
dignidade das pessoas todas e não apenas as economicamente privilegiadas, ou
aquelas que nos apoiam partidariamente!
Não podemos deixar de exercer nossa cidadania, já que o voto é a
mais eficaz força de um povo que elege seus representantes por quatro anos, a
fim de que garantam o bem comum a todos sem distinção.
Vivemos um tempo complicado e perigoso. Corremos o risco ou de
abster-nos de irmos às urnas; de anularmos nossos votos; de deixar-nos enganar
por falsas notícias, muitas delas tão caluniosas quanto mentirosas; de votarmos
mais por simpatia do que pelo currículo dos que se apresentam a cada quatro
anos, mas se blindam (escondem) ou ficam enclausurados em seus gabinetes por
outros quatro. Não demos crédito e nem alardeemos Fake News sobre quem quer que
seja. Gastemos tempo para conhecer os candidatos e seus projetos para a
promoção do bem comum das cidades todas, por inteiro, e não para agradar esta
ou aquela emissora de televisão ou demais mídias sociais que promovem uns e
denigram outros, dependendo de seus próprios interesses econômicos e lucros vergonhosos,
porque adquiridos desonestamente.
As Redes Sociais tentarão incitar-nos uns contra os outros por
puro partidarismo. Partidos partem, dividem e não são mais salutares. Votemos
em pessoas que conhecemos, em pessoas que saibam dialogar e não ficam gritando desesperadamente
de um lado a outro, achando que somos surdos. O voto é secreto, mas converse
com pessoas sérias de sua confiança sobre os candidatos. Ouça diversas
opiniões. Ignore os que gritam e mentem. Há tempo, nesse Advento das Eleições Municipais,
de pesquisar em profundidade quem é quem, quem fez o que, nesse último caso me
refiro aos que tentarão a reeleição. Não nos deixemos enganar por promessas de
Campanhas, porque é nítido de que uma vez assumido o serviço, que gostam de
chamar de poder ou cargos, esquecem-se de promessas e retomam o mesmo do mesmo
sempre!
Há, entre os candidatos, pessoas muito sérias e comprometidas com
o bem comum. Políticos de verdade, que ainda honram o serviço que exercem em
favor do Povo de uma Cidade. Depende de cada um de nós, descobrir essas
pessoas: homens e mulheres capazes de nos representar com dignidade. E por
favor: não briguemos com nossos familiares, parentes e amigos por causa de
candidatos, partidos ou ideologias. Respeitemo-nos uns aos outros, porque a
Pandemia deixou nossos nervos à flor da pele. Vamos exercer nossa Cidadania
votando sábia e conscientemente! Ainda temos tempo para a escolha acertada de
nossos candidatos, porque ainda estamos no início do Advento das Eleições Municipais!