domingo, 4 de março de 2018

Apolônio de Carvalho

Praticar a cultura da fraternidade.

Se quisermos ter um mundo melhor, de todos os pontos de vista, seja social, político ou religioso, devemos praticar a cultura da fraternidade ali onde nós estamos: na família, na escola, na universidade, no trabalho, na vida pública, entre amigos ou pelas ruas. Nós fomos criados com esse fim. Os animais que vivem em bandos o fazem por simples instinto, mas isso ajuda na sobrevivência. Nós, além do instinto, temos a vontade e os sentimentos e isso dá todo um outro significado, pois adquirimos não apenas o sentido de coletividade, mas também de fraternidade. Quando um grupo resolve se organizar segundo a lei do amor recíproco cria uma nova cultura e desencadeia uma revolução de amplo alcance que chega a todos ambientes e a todos os níveis sociais, chega a todas as pessoas. Reflitamos nesse dia sobre como podemos ser protagonistas de um mundo fraterno. Não é preciso muito, basta olhar ao nosso redor, pois ali está tudo que podemos mudar, a começar por nós mesmos.

Apolonio Carvalho 

Bom domingo, dia do Senhor!!!

sábado, 3 de março de 2018

Bom fim de semana

Bom fim de semana

Apolônio de Carvalho

O amor ao irmão é a nossa bússola.

Caminhar em direção a Deus não significa apenas frequentar a igreja, fazer muitas orações e nem mesmo estudar a Bíblia ou qualquer outro livro sagrado. Isso qualquer pessoa pode fazer. Caminhar em direção a Deus significa, antes de tudo, ir ao encontro do irmão, ver as suas necessidades, reconhecer nele a presença do próprio Deus e amá-lo por consequência. Depois disso, todas as outras coisas adquirem sentido e ajudam na união com Ele, ajudam a manter a bússola voltada para o Norte de sua vontade. O mundo nos oferece muitas estradas, todos os dias temos que fazer escolhas. Porém, Jesus nos deixou a bússola do amor ao irmão para nos indicar o caminho. Em posse desta bússola o rumo é seguro e a meta, que é Deus, está sempre ao nosso alcance.

Apolonio Carvalho

Bom dia, feliz sábado!!!

sexta-feira, 2 de março de 2018

TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA - PADRE GILBERTO KASPERTERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA


COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS

TERCEIRO DOMINGO DA QUARESMA

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

            A Palavra de Deus do Terceiro Domingo da Quaresma nos ajudará a revermos a pureza de nossa relação com Deus. A relação pessoal e a relação com Deus, seja através das leis que administram a vivência de nossa fé, seja através da fé transformada em obras, logo, nossa relação com Deus por intermédio dos irmãos, seja à luz da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, cuja Páscoa preparamos!
              A página do Livro do Êxodo nos apresenta o Decálogo, a Lei Mosaica, os Mandamentos como bússola orientadora de caminharmos em direção ao nosso fim último que nada mais é do que a felicidade eterna! A lei torna-se necessária na medida em que a ética se distancia do comportamento humano. O Decálogo é resumido, por Jesus, num único mandamento: o do Amor! Jesus não subestima os Dez Mandamentos, mas os enriquece. Quem ama a Deus e ao próximo como a si mesmo, acolhe o Decálogo com muita simplicidade, sem escrúpulos, descomplicadamente. Para muitos, os Dez Mandamentos são ainda um “peso”, ou então compreendidos como meras proibições ou castigo. Já para quem desenvolve sua capacidade de amar um amor com sabor divino, os Mandamentos são um modo de administrar bem o dom precioso da vida.
              Jesus vai além dos Mandamentos e se irrita quando a lei é colocada acima do amor. Pior fica, quando se utilizam do Templo, da Religião, de iniciativas pastorais que sacrificam as pessoas, favorecendo lucros indecentes. Não penso que o chicote utilizado por Jesus, tivesse os vendilhões como alvo, mas a estrutura da instituição religiosa de seu tempo, que se utilizava do Templo e do Culto para angariar riquezas. Há uma grande diferença entre manter o Templo, zelar por ele, conservá-lo e ampliá-lo, do que faziam as autoridades religiosas de Jerusalém. O não cumprimento dos preceitos implicava na exclusão do povo simples. Todos se esmeravam por cumprir o que estava prescrito. O povo viajava meses para a celebração da páscoa judaica, e naturalmente necessitava de “suporte” em torno do Templo para ali adorar a Javé. A exploração do simplesmente necessário foi que irritou a Jesus e o fez expulsar os vendilhões do Templo. Impor sacrifícios descabidos sobre os ombros do povo, exigir o cumprimento de leis simplesmente, não agrada o coração de Deus. Jesus tenta demonstrar que o amor supera e deve estar sempre acima da lei!
              Toda celebração da Eucaristia é um divisor de águas. Nela vivemos a tensão entre o culto perfeito e o culto baseado nos interesses pessoais e mesquinhos. O evangelho fala da substituição do templo antigo pelo novo. Nós já somos o novo templo, contudo, a cada momento, precisamos ser purificados de tudo aquilo que não nos deixa oferecer sacrifícios agradáveis ao Senhor. Daí a importância da escuta da Palavra de Deus, da avaliação das nossas práticas, do afinar-se com os desígnios do Senhor e do entrar no espírito do culto em espírito e verdade. A liturgia transpira do começo ao fim, o sentido e a espiritualidade do culto prestado por Cristo ao Pai.
              Importa nos deixarmos impregnar por esta liturgia e fazer da vida um culto perfeito. Na celebração, bebemos na fonte que é a misericórdia de Deus Pai. Nele aprendemos a confessar as nossas faltas. Na liturgia importa cantar tudo o que o Senhor fez por nós, antes e depois de ter proposto o código da aliança. A oração eucarística canta exatamente isso, tendo como centro o memorial da páscoa de Cristo.
              Na fé, a cruz parece satisfazer e superar as expectativas humanas. Enviar seu filho para sofrer a morte por amor desafia todo pensamento humano. Nesta Quaresma, devemos ser mais solidários entre nós e, certamente, fazer uma loucura como a da cruz, um gesto insensato em benefício da justiça para com os pobres.
              Estamos em plena Campanha da Fraternidade. Tantas realidades ligadas ao seu tema poderíamos trazer presentes... Poderíamos lembrar a sociedade tão violenta, que profana o templo que é o nosso corpo. FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA! Não podemos dissociar nossa vida dos problemas. É urgente que vivamos o lema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). Saibamos promover a dignidade de nosso povo, ajudando a superar as vergonhosas corrupções e o desrespeito tão desumano à cidadania de nosso povo, esfolado, explorado e enganado por aqueles que deveriam ser servidores, mas se sentem donos do Povo!
              São Paulo, em sua Primeira Carta aos Coríntios lembra e atualiza essa questão também a nós, de que não devemos correr atrás do espetaculoso, mas procurar encontrar o espetacular na própria cruz de Cristo. É dele que emana todo o sentido de nossa fé e a esperança de nossa salvação. Cristo não espera “coisas” de nós, Ele não precisa delas; mas espera que nos amemos, seguindo o Seu exemplo. Saibamos ser misericordiosos uns para com os outros. Mas também solidários e comprometidos com a promoção da dignidade humana.
              Oxalá consigamos passar a Quaresma esforçando-nos por não falar nada mal de ninguém, bem como reservar os frutos de nossos exercícios quaresmais de penitência, como o jejum, a abstinência e outros, para o grande dia da Coleta da Solidariedade, no Domingo de Ramos!
             
              Nesta semana celebramos o Dia Internacional da Mulher. Rezemos e renovemos nossa acolhida às Mulheres de nossas Comunidades. O que seria da Igreja sem elas? Sintam-se valorizadas, inseridas e protagonistas da evangelização de nossa Igreja na Sociedade, especialmente neste Ano Nacional do Laicato!
                           
              Desejando-lhes abençoada semana, com ternura e gratidão, o abraço sempre fiel e amigo,
Pe. Gilberto Kasper
(Ler Ex 20,1-17; Sl 18(19); 1 Cor 1,22-25 e Jo 2,13-25)
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Março de 2018, pp. 22-25 e Roteiros Homiléticos da CNBB para a Quaresma de 2018, pp. 21-23.

EXPOSIÇÃO DE CARROS ANTIGOS - SÃO PAULO


Abrir-se com os amigos - APOLONIO CARVALHO


02/03/18, 07:35 - ‪+55 16 98165-8301‬: Abrir-se com os amigos.

Recebi uma frase no WhatsApp que achei bem verdadeira: "Depois de Deus, o que mais precisamos é um do outro." (Autor desconhecido) Essa frase contém uma grande sabedoria, porque a maior insensatez que podemos ter é pensar que não precisamos de ninguém. Eu não hesito em procurar um amigo para me abrir com ele quando me sinto confuso, quando sinto a necessidade de partilhar uma dor, ou mesmo, antes de tomar uma decisão importante. A partilha e a comunhão com os amigos é uma grande força. Da mesma forma, me coloco a disposição dos amigos para escutá-los, para partilhar suas alegrias e dores. A confiança é um elemento fundamental no relacionamento. E deve ser recíproca para poder haver abertura e confidência. Poder abrir-se com os amigos é ter a certeza de que não estamos sozinhos.

Apolonio Carvalho 


quinta-feira, 1 de março de 2018

Ouvir a própria consciência - APOLONIO CARVALHO


01/03/18, 08:04 - ‪+55 16 98165-8301‬: Ouvir a própria consciência.

A nossa consciência é um conselheiro infalível. Está sempre alerta e nos indica, através de algo que está acima da razão, o caminho certo a ser seguido ou a melhor decisão a ser tomada a cada momento. As emoções fortes e alguns sentimentos, podem tentar abafar a sua voz, mas não podem fazê-la calar. No momento oportuno ela volta a falar e indica os erros e acertos. A opinião predominante de um grupo pode nos deixar confusos, mas a sua voz clara e insistente não nos deixa no escuro. Às vezes, fazemos pequenas boas ações para nos justificar diante das outras pessoas, mas a consciência não aceita meias verdades. Se procurarmos ouvir atentamente a nossa consciência, entenderemos que Deus nos fala através dela e nos guia no caminho do amor e da justiça.

Apolonio Carvalho 

Bom dia!!!