Primeiro grupo de motociclistas católicos do Brasil fundado em maio de 2016. REGISTRADO NO TOMBO DA PARÓQUIA DE SANTA ÂNGELA DE RIBEIRÃO PRETO
sexta-feira, 3 de maio de 2024
São Filipe e São Tiago, discípulos e apóstolos escolhidos pessoalmente por Jesus - 03 de maio
São Filipe e São Tiago, discípulos e apóstolos escolhidos pessoalmente por JesuS
A Igreja celebra, no dia 3 de maio, a memória dos apóstolos São Filipe e São Tiago, companheiros leais de Nosso Senhor, escolhidos por Ele para propagar o Evangelho por todo o mundo. Pouco se sabe sobre a vida desses dois apóstolos além do que consta nos Evangelhos, nos Atos dos Apóstolos e em algumas Cartas do Novo Testamento.
São Tiago
Os Evangelhos citam dois apóstolos chamados Tiago: um, comumente chamado de “Tiago Maior”, era o irmão de São João e filho de Zebedeu; enquanto o outro, identificado como “filho de Alfeu”, natural de Nazaré, portanto, conterrâneo de Jesus, é uma figura sobre quem pairam algumas dúvidas quanto à identidade. Isso porque, com frequência, ele também é identificado como “Tiago, o Menor”, que seria filho de Maria de Cléofas e primo de Jesus. Este Tiago Menor teve papel fundamental na Igreja de Jerusalém – foi o seu primeiro bispo –, especialmente ao dizer (cf. At 15,13) que os pagãos podiam ser acolhidos na Igreja sem antes ter de se submeter à circuncisão. Além disso, São Paulo diz que Jesus apareceu especificamente para ele (cf. 1 Cor 15,7) e o nomeou uma das colunas da Igreja (cf. Gl 2,9). A esse mesmo Tiago Menor é atribuída a Carta que leva seu nome, na qual consta a conhecidíssima afirmação de que “a fé sem obras é morta”. O famoso historiador judeu Flávio José relata a informação mais antiga sobre a morte de São Tiago. Ele narra que o Sumo Sacerdote Anano, filho de Anás, aproveitou o intervalo entre a deposição de um Procurador romano e a chegada do seu sucessor para decretar a pena de morte de Tiago por lapidação no ano de 62.
São Filipe
Filipe era natural de Betsaida, mesma terra de Pedro e André. Apesar de sua origem hebraica, seu nome é grego, o que indica uma abertura cultural que, ressalta o Papa Bento XVI, não se deve subestimar. Os momentos em que Filipe é citado nos Evangelhos são pontuais, mas significativos: São João diz que ele foi chamado por Jesus e, tendo encontrado Natanael, diz-lhe (Jo 1,45-46): “Encontramos aquele sobre o qual escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José, natural de Nazaré”. “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” – perguntou Natanael. “Vem e verás”, replica Filipe, demonstrando, conforme aponta o Papa Bento XVI em catequese específica sobre esse apóstolo, as características da verdadeira testemunha, que “não se contenta em propor o anúncio, como uma teoria, mas interpela diretamente o interlocutor, sugerindo-lhe que faça ele mesmo uma experiência pessoal do que foi anunciado”. Filipe aparece novamente por ocasião da multiplicação dos pães, quando Jesus lhe pergunta onde eles comprariam pão para alimentar aquela multidão. Filipe responde de maneira sensata, considerando o número de pessoas ali presentes, dizendo que duzentos denários – ou seja, duzentas vezes o valor da diária de um trabalhador – não bastariam para que cada um comesse um pedaço. Jesus ter se dirigido a Filipe demonstra que ele era uma figura de destaque entre os discípulos, o que é reforçado pelo fato de que ele sempre aparece em quinto lugar nas listas dos apóstolos. Antes da Paixão de Cristo, Filipe é procurado por alguns gregos, que lhe pediram para ver Jesus (Jo 12,20-22). Muito possivelmente, o próprio Filipe falava grego, motivo pelo qual os estrangeiros o procuraram. Por fim, Filipe aparece recebendo uma espécie de reprimenda do Senhor, quando, na Última Ceia, Jesus dissera que o conhecer significava conhecer também o Pai (Jo 14,7-11). Filipe replica pedindo: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso basta!”, ao que Jesus responde: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai: Como pedes que te mostre o Pai? Não crês que estou no Pai e o Pai em mim?” Após a morte de Jesus e o recebimento do Espírito Santo, certamente Filipe creu que quem via Jesus via o Pai, tanto que se tornou um grande evangelizador, tendo anunciado Cristo na Grécia e na Frígia, onde acabou encontrando a morte pela crucifixão ou lapidação.
O que aprendemos com os dois apóstolos
São Filipe e São Tiago foram privilegiados, porque conviveram de perto com Jesus, foram catequizados, formados pelo Senhor. Não podemos esquecer, contudo, que muitos dos discípulos de Jesus não suportaram seus ensinamentos e O abandonaram, como narrado por São João. A santidade desses dois apóstolos não vem do fato de eles terem sido chamados por Jesus e convivido com Ele, mas pela maneira como eles corresponderam ao chamado, desapegando-se da sua vida por amor ao Senhor, gastando a própria vida para anunciar Jesus e, por fim, perdendo a própria vida para ganhá-la, como ensinou seu Divino Mestre.
Minha oração
São Filipe e São Tiago, vós convivestes com tanta proximidade com Jesus. São Tiago, talvez tu brincaste com Nosso Senhor quando éreis crianças, talvez fostes à sinagoga juntos aprender a Lei de Deus. Vós fostes formados pelo Mestre, ouvistes d’Ele tantos ensinamentos, partilhastes o pão, partilhastes também as perseguições e preocupações! Peço-vos que me ensine, a mim, que só vi a Cristo sob o véu dos sacramentos, a perseverar no seguimento do Evangelho. Peço-vos que me ajudeis a ter a coragem de me lançar na evangelização, sem medo dos perigos, das censuras, da humilhação. Peço-vos que rogueis para que eu esteja sempre atento para ajudar aqueles que querem conhecer Jesus como tu estiveste, São Filipe. Peço-vos vossa intercessão para que eu seja firme na defesa da verdade como tu sempre foste, São Tiago. Peço-vos auxílio para nunca ter uma fé apenas da boca para fora, mas sim uma fé sustentada pelas obras, uma fé de quem realmente conheceu a Cristo e se converteu. Uno-me, por fim, à Igreja, que hoje reza:
“Ó mártires ilustres, faróis de tanta luz, na fé e na esperança, já vemos a Jesus.
E um dia em plena glória, então sem véu algum, vejamos face a face o Deus que é trino e um!”
São Filipe e São Tiago, apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,6-14
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
14,6-14
Naquele tempo,
Jesus disse a Tomé:
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ninguém vai ao Pai senão por mim.
Se vós me conhecêsseis,
conheceríeis também o meu Pai.
E desde agora o conheceis e o vistes".
Disse Filipe:
"Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!"
Jesus respondeu:
"Há tanto tempo estou convosco,
e não me conheces, Filipe?
Quem me viu, viu o Pai.
Como é que tu dizes:
'Mostra-nos o Pai'?
Não acreditas que eu estou no Pai
e o Pai está em mim?
As palavras que eu vos digo,
não as digo por mim mesmo,
mas é o Pai que,
permanecendo em mim,
realiza as suas obras.
Acreditai-me: eu estou no Pai
e o Pai está em mim.
Acreditai, ao menos,
por causa destas mesmas obras.
Em verdade, em verdade vos digo,
quem acredita em mim
fará as obras que eu faço,
e fará ainda maiores do que estas.
Pois eu vou para o Pai,
e o que pedirdes em meu nome,
eu o realizarei,
a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.
Se pedirdes algo em meu nome,
eu o realizarei".
Apolônio de Carvalho
"PREENCHER-SE DO AMOR DE DEUS"
#PassaPalavra: (03/Maio/2024)
O amor de Deus não pode preencher um coração que já está cheio de outras coisas. Portanto, para nos podermos preencher, devemos, antes, nos esvaziar.
Esvaziar-nos de tudo o que não é amor: do ódio, do rancor, do sentimento de vingança, da inveja; esvaziar-nos dos julgamentos, dos preconceitos.
Podemos nos esvaziar até mesmo de coisas que nos parecem boas, ou que, pelo menos, não parecem ruins, mas que podem ocupar o lugar de Deus em nosso coração.
Completamente vazios de nós mesmos, comecemos por cultivar o desejo de amar: amar a Deus e amar o próximo. Depois do desejo vem a ação, os gestos concretos.
Quando menos esperarmos, o nosso coração estará preenchido do amor de Deus.
(Apolonio Carvalho Nascimento)
quinta-feira, 2 de maio de 2024
Santo Atanásio, bispo de Alexandria no Egito e doutor da Igreja - 02 de maio
Santo Atanásio, bispo de Alexandria no Egito e doutor da Igreja
Origens
Desde a infância, Atanásio estava convencido de que um bom teólogo deve necessariamente ser também um bom cristão, um santo. E os contatos com Antônio Abate, patriarca do monaquismo, foram-lhe de grande conforto, porque compreendeu como este homem pobre e isolado sabia muito mais e muito melhor do que muitos eruditos da cidade: “Além do estudo e verdadeiro conhecimento das Escrituras, com uma vida justa e uma alma pura e virtude segundo Cristo são necessárias para que, caminhando na virtude, o intelecto possa alcançar e entender o que deseja, tanto quanto a natureza humana pode entender de Deus o Verbo. De fato, sem um intelecto puro e uma vida modelada nos santos, não se pode entender as palavras dos santos. Portanto, quem quiser entender o pensamento dos teólogos deve purificar a alma…” .
A coragem dos mártires, a fraqueza dos lapsi
Nascido em Alexandria por volta de 295 em uma família cristã, recebeu uma boa educação cultural. A sua infância coincidiu com a perseguição de Diocleciano (303-313), e Atanásio pôde admirar, por um lado, a coragem dos mártires e, por outro, a falta de coragem, ditada pela debilidade humana dos lapsi, os “recaídos “, prontos para sacrificar aos deuses diante do perigo, e depois pedir para ser readmitido na comunhão com a Igreja quando a perseguição acabou.
A Trindade: Deus uno e trino
Atanásio viveu tempos difíceis. Por um lado, a Igreja acabava de sair de um duro período de perseguições e ainda não encontrava uma correta relação com a autoridade imperial, visto que esta ainda influenciava as nomeações, as convocações dos Concílios e Sínodos e as formulações doutrinárias; por outro lado, surgiram incompreensões doutrinais que ameaçavam comprometer toda a experiência cristã, especialmente com o arianismo (de Ario, sacerdote da igreja de Alexandria). De fato, na cultura grega, acreditar no único Deus, não era um problema: no entanto, tratava-se de ajudar os novos cristãos a compreender que Deus era Uno e Trino. A difusão de tal “doutrina” teria significado transmitir a mensagem de que a salvação pode ser alcançada com as próprias forças e, portanto, tornaria inútil a encarnação.
O Concílio de Niceia
Em 325, como diácono, participou do Concílio de Niceia como assistente do bispo Alexandre. Aqui, foi abordada a questão de Ário, e os Bispos presentes proclamaram solenemente que o Filho é ” da mesma substância que o Pai”. Em 328, o bispo Alexandre morreu, e Atanásio tornou-se seu sucessor. Como Bispo, ele decidiu visitar os monges de São Pacômio na Tebaida: Atanásio, de fato, sabia que o monaquismo poderia oferecer uma grande contribuição para o povo. No entanto, Pacômio não compareceu àquela visita porque temia ser ordenado sacerdote e se ver envolvido no compromisso pastoral de seu amigo Atanásio, que o entendia cordialmente.
Os meletianos e a defesa de Atanásio
Durante a visita às várias comunidades, os meletianos (discípulos do bispo Meletius de Licopolis – +328) liderados por Giovanni Arkaf, acusaram-no perante o imperador de se ter ordenado bispo muito jovem e de ter imposto tributos injustos aos cristãos. Não foi difícil para Atanásio defender-se das acusações, mas estas foram apenas o prelúdio do que ainda estava para acontecer. No final de 332, ele foi acusado de ter mandado matar o bispo Arsênio de Ipsele, enquanto ele estava simplesmente escondido em um mosteiro de monges e apareceu vivo e bem no tribunal. Foi um grande revés para os acusadores de Atanásio.
Nem os arianos pararam de lhe dar problemas. Os melecianos submeteram-lhe um documento com a fórmula da fé para ser assinado: aparentemente, poderia parecer ortodoxo, mas faltava a expressão “da mesma substância”. O imperador pediu a Atanásio que readmitisse Ário, mas depois de ler o documento, o bispo recusou. Neste ponto, em 335, os bispos arianos e meletianos convocaram um Concílio em Tiro que – em face da maioria controlada de arianos e meletianos – decretou o exílio de Atanásio. Nesse ínterim, Giovanni Arkaf havia sido nomeado bispo em Alexandria, mas sua presença não durou muito, porque logo foi expulso pelos próprios cristãos. A partir desse momento, a cátedra de Alexandria não foi ocupada por outros bispos heréticos, pois os cristãos da cidade reconheceram apenas Atanásio como seu bispo.
A disputa entre os arianos e Atanásio
Após a morte de Constantino, em 337, Atanásio – com o consentimento dos imperadores do Ocidente e do Oriente – retornou a Alexandria. Mas, mais uma vez, os arianos se opuseram e convocaram outro concílio para discutir a posição de Atanásio; neste ponto, ele se aposentou com os monges. O Papa Júlio I, sabendo onde ele estava, convocou-o a Roma para o Concílio Romano, durante o qual Atanásio foi declarado inocente. Porém, impossibilitado de retornar a Alexandria, pôde ensinar com suas catequeses – entre 339 e 346 – que o perigo do arianismo esvaziava a fé cristã. Ao mesmo tempo, difundiu a experiência do monaquismo como prova de que tudo é graça, tudo é dom de Deus para quem n’Ele acredita e se confia a Ele.
O retorno de Atanásio a Alexandria
Somente em 346, após o Concílio de 343 na atual Sofia, o bispo de Alexandria foi declarado deposto e Atanásio convidado a retornar, o que acontecerá apenas três anos depois, em meio a grandes comemorações. Gregory Nazianzen conta que, ao entrar em Alexandria, na frente de seu pastor, as pessoas jogavam seus mantos e palmeiras no chão. A ação pastoral de Atanásio soube conquistar corações e mentes, como ele mesmo escreverá na História dos Arianos contada aos monges: “Quantas mulheres em idade núbil, já preparadas e decididas para o matrimônio, permaneceram virgens para Cristo! Quantos jovens, vendo seu exemplo, abraçaram a vida monástica! Quantos pais persuadiram seus filhos e quantos filhos convenceram seus pais a não abandonarem a vida cristã…”. São Basílio, que naqueles anos iniciava o seu ministério episcopal, reconheceu no já idoso Atanásio o único capaz de dialogar com todos, porque ninguém como ele “tinha a solicitude de todas as Igrejas”. Quando ele morreu, em 2 de maio de 373, Basílio o lembrou como uma “alma grande e apostólica”.]
Santo Atanásio, bispo de Alexandria no Egito e doutor da Igreja, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,9-11
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
15,9-11
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
"Como meu Pai me amou,
assim também eu vos amei.
Permanecei no meu amor.
Se guardardes os meus mandamentos,
permanecereis no meu amor,
assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai
e permaneço no seu amor.
Eu vos disse isto,
para que a minha alegria esteja em vós
e a vossa alegria seja plena".
Apolônio de Carvalho
"SUPERAR AS DIVISÕES"
#PassaPalavra: (02/Maio/2024)
É natural que nos agrupemos por interesses comuns, por afinidade de comportamentos. É justificável o espírito associativo que nós temos. O que não pode existir nunca é o princípio da exclusão.
O princípio que se opõe à exclusão, e que podemos desenvolver cada vez mais, é o princípio do amor mútuo.
Um grupo que vive o amor mútuo, elimina a exclusão respeitando as diferenças que existem no seu meio e se abre aos outros fora do círculo do próprio grupo.
Mesmo quando existe a unidade mais coesa entre nós, a diversidade pode ser mantida sem prejuízo nos relacionamentos. A distinção pode existir e ser mantida, mas nunca a divisão.
Vamos viver o mandamento do amor: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 13,34), para que toda divisão seja superada.
(Apolonio Carvalho Nascimento)
quarta-feira, 1 de maio de 2024
Apolônio de Carvalho
01 de maio de 2024
ENCORAJAR A COMUNHÃO
O desejo de comunhão nasce espontâneo no coração de quem ama.
A comunhão é fruto do amor que, antes de se concretizar em atos, foi respeito, tolerância e diálogo. Ela é a lógica do amor mútuo.
Comunhão não é uma doação caritativa, ela é partilha daquilo que somos e daquilo que temos. Às vezes é dar e às vezes é receber.
Quando ela é praticada por um grupo de pessoas, o mundo à volta observa e diz: "Vejam como se amam".
Comunhão: de bens materiais, de dons espirituais, de ideias, de conhecimentos, de necessidades, de sonhos.
Comunhão total! Desde que seja fruto de um amor recíproco visível e envolvente, que encoraja todos a praticá-la.
Abraços,
Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com
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