Primeiro grupo de motociclistas católicos do Brasil fundado em maio de 2016. REGISTRADO NO TOMBO DA PARÓQUIA DE SANTA ÂNGELA DE RIBEIRÃO PRETO
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Santo Inácio de Loyola - 31 de julho
Santo Inácio de Loyola
Neste dia celebramos a memória deste santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo “uma alma maior que o mundo”.
Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos isso, pois eu tenho também de o fazer”.
Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” Exercícios Espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus. A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.
Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura do salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.
Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,54-58
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
13,54-58
Naquele tempo,
dirigindo-se para a sua terra,
Jesus ensinava na sinagoga,
de modo que ficavam admirados.
E diziam:
"De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres?
Não é ele o filho do carpinteiro?
Sua mãe não se chama Maria,
e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas?
E suas irmãs não moram conosco?
Então, de onde lhe vem tudo isso?"
E ficaram escandalizados por causa dele.
Jesus, porém, disse:
"Um profeta só não é estimado
em sua própria pátria e em sua família!"
E Jesus não fez ali muitos milagres,
porque eles não tinham fé.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
São Pedro Crisólogo - 30 de julho
São Pedro Crisólogo
Pedro Crisólogo, Pedro "das palavras de ouro", pois, é exatamente este o significado do seu sobrenome, dado sabiamente pelo povo e pelo qual se tornou conhecido para sempre. Ele nasceu em Ímola, uma província de Ravena, não muito distante de Roma, no ano 380. E mereceu este título, assim como os outros que a Igreja lhe concedeu.
Filho de pais cristãos, foi educado na fé e cedo ordenado diácono. Considerado um dos maiores pregadores da história da Igreja, era assistido, freqüentemente, pela imperatriz romana Galla Plácida e seus filhos. Ela o fez seu conselheiro pessoal e, em 424, influenciou para que ele se tornasse o arcediácono de Ravena. Numa época em que a cidade era a capital do Império Romano no Ocidente e, também, a metrópole eclesiástica.
Mais tarde, o próprio imperador romano, Valentiniano III, filho de Galla Plácida, indicou-o para ser o bispo de Ravena. Em 433, Pedro Crisólogo tornou-se o primeiro bispo ocidental a ocupar essa diocese, sendo consagrado pessoalmente pelo papa Xisto III.
Pedro Crisólogo escreveu, no total, cento e setenta e seis homilias de cunho popular, pelas quais dogmas e liturgias foram explicados de forma simples, direta, objetiva e muito atrativa, proporcionando incontáveis conversões.
Em 448, recebeu a importante visita de um ilustre bispo do seu tempo, Germano de Auxerre, que fatidicamente adoeceu e, assistido por ele, morreu em Ravena. Também defendeu a autoridade do papa, então Leão I, o Grande, sobre a questão monofisita, que pregava Cristo em uma só natureza. Essa heresia, vinda do Oriente, propagava-se perigosamente, mas foi resolvida nos concílios de Éfeso e Calcedônia.
Pedro Crisólogo morreu na sua cidade natal, numa data incerta. Alguns historiadores dizem que foi em 31 de julho de 451, mas ele é venerado pela Igreja no dia 30 de julho de 450, data mais provável do seu falecimento.
A autoria dos seus célebres sermões, ricos em doutrina, conferiu-lhe outro título, o de doutor da Igreja, concedido em 1729 pelo papa Bento XIII. São Pedro Crisólogo, ainda hoje, é considerado um modelo de contato com o povo e um exemplo de amor à pregação do Evangelho, o ideal de pastor para a Igreja.
São Pedro Crisólogo, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,47-53
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
13,47-53
Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
"O Reino dos Céus é ainda
como uma rede lançada ao mar
e que apanha peixes de todo tipo.
Quando está cheia,
os pescadores puxam a rede para a praia,
sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos
e jogam fora os que não prestam.
Assim acontecerá no fim dos tempos:
os anjos virão para separar
os homens maus dos que são justos,
e lançarão os maus na fornalha de fogo.
E ai, haverá choro e ranger de dentes.
Compreendestes tudo isso?"
Eles responderam:
"Sim".
Então Jesus acrescentou:
"Assim, pois, todo mestre da Lei,
que se torna discípulo do Reino dos Céus,
é como um pai de família
que tira do seu tesouro coisas novas e velhas".
Quando Jesus terminou de contar essas parábolas,
partiu dali.
A FAMÍLIA É OBRA DE AMOR DO CRIADOR! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo
A FAMÍLIA É OBRA DE AMOR DO CRIADOR!
Aproxima-se o Dia dos Pais, que abre, no mês vocacional, a SEMANA DA FAMÍLIA. A Igreja nos conclama a revermos os valores de nossa Família, colocada de bruços nas últimas décadas. Precisamos salvar nossa Família, engolida pelo tripé de contra-valores do consumismo, hedonismo e individualismo, devolvendo-lhe a dignidade e atribuindo-lhe a responsabilidade confiada pelo próprio Criador, que a constituiu célula da sociedade. Deus viu que era bom pertencer a uma Família, tanto que quis uma para si. O Povo de Deus, a Igreja de Jesus Cristo identifica-se em torno de um espaço sagrado, o Templo; em torno de uma mesa, a Eucaristia. A Família precisa retomar os valores que a identifiquem como tal e deixar de ser uma simples "pensão melhorada", onde ninguém se compromete com ninguém. À luz da Sagrada Família, somos convidados a promover nossas famílias, principalmente as que passam por problemas e dificuldades. Na Família pensada por Deus para nós, um é Anjo da Guarda do outro, porque Deus criou a família por puro amor!
No Dia dos Pais seria bom refletirmos a Vocação à Paternidade, que tem sido desfigurada com a ausência paterna no seio de tantas Famílias. Quantos Pais que não assumem a Paternidade, outros abandonam suas Famílias e outros ainda remetem a responsabilidade paterna às mães abandonadas à própria sorte. Outros, ainda, sentem-se engolidos pela Cultura da Sobrevivência e acabam entregues à sorte de inúmeros tipos de dependências: químicas, alcoólicas, falta de trabalho e oportunidades dignas, perdendo o que Deus lhes deu de mais precioso: a própria Família.
A Festa da Epifania do Senhor é uma de quatro grandes manifestações que tratam de Deus feito Pessoa. As três outras manifestações acontecem na visita dos pastores ao recém-nascido na manjedoura em Belém, no batismo de Jesus por João Batista no Rio Jordão, e na Sua Transfiguração no Monte Tabor diante de alguns discípulos. Na segunda manifestação, os Reis Magos visitam o Menino recém-nascido, ainda na gruta de Belém: Baltazar, árabe, levando incenso que representa a divindade do Menino; Belchior, indiano, levando ouro, que representa a sua realeza e Gaspar, etíope, levando mirra, mostrando a humanidade de Deus respirando vida naquele indefeso menino junto de seus pais!
Somos convidados a ser manifestação de esperança em nosso mundo turbulento, perdido em si mesmo, sem rumo, sem perspectivas, e tantas vezes sem sentido. Uma estrela que conduza as pessoas desesperadas e carentes à Jesus que salva e renova a esperança de que nossas Famílias voltem a reencontrar os verdadeiros alicerces que as sustentem.
“Que nenhuma Família comece em qualquer de repente. Que nenhuma Família termine por falta de amor. Que a mãe seja um céu de aconchego e ternura, e que o homem carregue nos ombros a graça de um pai. Que a Família comece e termine sabendo aonde vai” (cf. Oração da Família do Pe. Zezinho). Somente assim poderemos acolher o mistério, de que Deus pensou e criou a Família por puro amor!
Pe. Gilberto Kasper
Teólogo
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Santos Marta, Maria e Lázaro, amigos de Jesus Santo do Dia – 29 de Julho
Santos Marta, Maria e Lázaro, amigos de Jesus
Santo do Dia – 29 de Julho
Amizade com Jesus
Santos Marta-Maria e Lázaro - Amigos de JesusLázaro e suas duas irmãs, Marta e Maria, eram amigos fraternos de Jesus de Nazaré. Viviam em Betânia, a cerca de três milhas de Jerusalém, e Jesus, muitas vezes, se hospedava na casa deles.
A amizade entre Jesus e Lázaro é testemunhada pelas palavras com as quais Maria e Marta tinham mandado dizer-lhe para visitar o irmão doente: “Senhor, aquele que amas está enfermo”. E ainda, depois, com a chegada de Jesus, aparentemente tarde demais para salvá-lo: “Senhor, se tivesses vindo aqui – disse Marta – meu irmão não teria morrido”.
As testemunhas do episódio, percebendo a perturbação e as lágrimas de Jesus diante do sepulcro fechado do amigo, murmuravam entre si: “Vejam como ele o amava…” (cf. Jo 11,3.21.36).
Maria e Marta para o Papa Francisco
Marta pode ser comparada àqueles muitos cristãos “que, sim, vão à missa aos domingos, mas estão sempre ocupados”, têm muito o que fazer e não param para ouvir a palavra de Deus. “A estes carecem de contemplação”, afirma o Papa na Missa celebrada em Santa Marta no dia 9 de outubro de 2018. “Faltava isso a Marta (…) perder tempo olhando para o Senhor”. Maria, por outro lado, “olhou para o Senhor, porque o Senhor tocou o coração dela; e daí, por inspiração do Senhor, é de onde vem o trabalho que deve ser feito depois”. É novamente sobre Maria que Francisco centra a sua reflexão no Angelus de 21 de julho de 2019: “Deixe o que estava fazendo para ficar perto de Jesus”, diz o Papa sobre ela, “ela não quer perder nenhuma de suas palavras”. “Tudo deve ser posto de lado”, continua Francisco, “porque, quando ele vem nos visitar em nossa vida, Sua presença e Sua palavra vêm antes de tudo”. Marta e Maria, então, indicam o caminho: por um lado, “de pé aos pés” de Jesus, para ouvi-lo enquanto ele revela o segredo de tudo para nós; por outro lado, estar atentos e prontos na hospitalidade, quando Ele passar e bater a nossa porta. Marta e Maria são, respectivamente, exemplos de ação e contemplação, de vida ativa e de vida de oração. Ambos os aspectos jamais devem faltar em um cristão, tampouco contrapor-se, mas completar-se.
Fé na ressurreição
Marta deu-nos um grande testemunho de fé! Das palavras que dirigiu a Jesus, há quatro dias da morte do irmão Lázaro, emerge um credo total sem hesitação nem dúvida. Marta tem uma confiança ilimitada em Deus, mesmo diante daquilo que, aos homens, possa parecer impossível. “Marta, ouvindo que Jesus estava vindo, foi-lhe ao encontro. Maria ficou sentada em casa. Então, Marta disse a Jesus: Senhor, se você estivesse aqui, meu irmão não teria morrido. Mas, também agora, sei que tudo o que pedir a Deus ele lhe concederá.” “Jesus lhe disse: Seu irmão há de ressuscitar. Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia. Disse-lhe Jesus: Eu sou a Ressurreição e a Vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. Você acredita nisso? Disse-lhe ela: Sim, Senhor, sei que você é o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo” (Jo 11,20-27). Eis a essência do cristianismo! Marta condensa toda sua fé na sua resposta, porque esta é a fé de todo fiel. O episódio da ressurreição de Lázaro, narrado apenas no Evangelho de São João, tem um valor profético e simbólico, porque preanuncia a Ressurreição de Cristo.
Testemunha e perseguição
A narração de São João prossegue dizendo que o episódio da ressurreição de Lázaro fez com que muitos dos presentes se convertessem e cressem em Jesus. Isso contribuiu para aumentar ainda mais o clima de suspeita e de ódio em relação a Jesus por parte dos Sumos Sacerdotes e Fariseus, que viam nele um perigoso subornador. Além do mais, quando Lázaro participou de um banquete oferecido em honra de Jesus, haviam decidido matá-lo também, porque muita gente tinha acorrido para vê-lo, pois pensava-se que Ele, realmente, era o Filho de Deus. Marta — Começa no aramaico Mārṯā, que queria dizer senhora da casa. Era o feminino de Mār, senhor, dono da casa. Este nome em aramaico transformou-se no nome Μάρθα em grego, no grego do Novo Testamento. Maria — De origem hebraica, significa “senhora soberana”, “vidente” ou “a pura”. Provavelmente vem do hebraico Myriam, que significa “senhora soberana, vidente”. Lázaro — Provavelmente do grego, corresponde ao hebraico Eleazar (אלעזר), e significa literalmente “Deus ajudou”. Segundo a tradição católica, Lázaro ressuscitado teria se dirigido à Provença depois da morte de Jesus, em companhia de suas irmãs.
“Aos santos irmãos, pedimos a graça da amizade e da união em nossas famílias, para que, a exemplo uns dos outros, possamos ser santos, e nas diferenças de cada um realizarmos o Reino de Deus. Amém!”
Santos Marta, Maria e Lázaro, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 11,19-27.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
11,19-27.
Naquele tempo,
muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria
para as consolar por causa do irmão.
Quando Marta soube que Jesus tinha chegado,
foi ao encontro dele.
Maria ficou sentada em casa.
Então Marta disse a Jesus:
"Senhor, se tivesses estado aqui,
meu irmão não teria morrido.
Mas mesmo assim, eu sei que
o que pedires a Deus, ele to concederá".
Respondeu-lhe Jesus:
"Teu irmão ressuscitará".
Disse Marta:
"Eu sei que ele ressuscitará
na ressurreição, no último dia".
Então Jesus disse:
"Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá.
E todo aquele que vive e crê em mim,
não morrerá jamais.
Crês isto?"
Respondeu ela:
"Sim, Senhor, eu creio firmemente
que tu és o Messias, o Filho de Deus,
que devia vir ao mundo".
terça-feira, 28 de julho de 2026
Beatos José Caselles Moncho e José Castell Camps, mártires Salesianos - 28 de julhi
Beatos José Caselles Moncho e José Castell Camps, mártires Salesianos
Os Beatos José Caselles Moncho e José Castell Camps foram presbíteros da Sociedade Salesiana, na Espanha, e mártires.
José Caselles Moncho
Nasceu em 8 de agosto de 1907, em Benidoleig (Alicante). Estudou num colégio Salesiano de Valência e logo foi para o aspirantado, em Campello até 1927.
Cursou teologia em Carabanchel, Madrid, e foi ordenado sacerdote em 1936, em Valência. Em seguida, foi enviado para Tibidabo. Entre 1936 e 1939, aconteceu a Guerra Civil Espanhola, e José Caselles Moncho dedicou-se a assegurar o refúgio as crianças que viviam na região. Ele foi capturado, torturado e foi assassinado em Barcelona em 27 de julho de 1936.
José Castell Camps
Don José nasceu, em 1902, em Ciutadella de Menorca, Espanha. Foi a Campello e Carabanche para estudar com os salesianos. Entrou para a congregação em 1918, e ordenou-se sacerdote em 1927. Foi a Tibidabo em 1933 e, depois, voltou a Barcelona em busca de refúgio. Porém, foi capturado por uma patrulha de milicianos que o mataram em 28 de julho de 1936.
Beatificação
José Caselles Moncho e José Castell Camps foram beatificados pelo Papa João Paulo II em março de 2001.
Minha oração
‘Pela intercessão dos Beatos José Caselles Moncho e José Castell Camps, peço a Deus que ilumine minha caminhada de fé e que não me deixe fraquejar diante às dificuldades. Amém.”
Beatos José Caselles Moncho e José Castell Camps, rogai por nós!
Outros santos e beatos celebrados em 28 julho:
Comemoração dos santos Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau prosélito de Antioquia.
Em Roma, São Vítor I, papa, africano, que estabeleceu que o dia da Páscoa fosse celebrado em toda a Igreja no domingo a seguir à Páscoa judaica. († c. 200)
Comemoração de numerosos mártires, que, na Tebaida do Egito, padeceram durante a perseguição dos imperadores Décio e Valeriano. († c. 250)
Em Mileto, na Cária, Santo Acácio, mártir no tempo do imperador Licínio. († 308/311)
Em Milão, atualmente na Lombardia, região da Itália, os santos Nazário e Celso, mártires, cujos corpos foram encontrados por Santo Ambrósio. († inv. 395)
Em Troyes, na Gália, hoje na França, São Cameliano, bispo, que foi discípulo de São Lopo e seu sucessor. († s. VI)
Em Dol, também na atual França, São Sansão, abade e bispo. († c. 565)
Na Suécia, São Botvido, mártir, que foi assassinado por um homem que ele próprio tinha resgatado da escravidão.(† 1100)
Em Nishizaka, localidade de Nagasáki, no Japão, o Beato Miguel Kusuriya, mártir. († 1633)
Em Nam Dinh, no atual Vietnam, São Melchior Garcia Sanpedro, bispo da Ordem dos Pregadores e mártir. († 1858)
Em Madrid, na Espanha, São Pedro Poveda Castroverde, presbítero e mártir, que fundou o Instituto Teresiano. († 1936)
Em Purroy de la Solana, também na Espanha, os beatos Manuel Segura López, presbítero, e David Carlos Marañón, religioso. († 1936)
Em Ronda, perto de Málaga, também na Espanha, os beatos Miguel Molina de la Torre e Paulo Caballero Lopez, presbíteros, Honório Hernández Martin e João Luís Hernández Medina, religiosos, todos da Sociedade Salesiana e mártires. († 1936)
Em Madrid, também na Espanha, os beatos mártires Sabino Hernández Laso, presbítero da Sociedade Salesiana, e Miguel Léibar Garay, presbítero da Companhia de Maria. († 1936)
Na estrada Madrid-Valência, também na Espanha, os beatos Pedro Alonso Fernández, Primitivo Sandin Miñambres, Lourenço Arribas Palácio e Froilão Lanero Villadangos, presbíteros da Ordem de Santo Agostinho e mártires. († 1936)
Em Fernancaballeros, na Espanha, o Beato Jesus Aníbal Gómez Gómez, candidato ao sacerdócio na Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria e mártir. († 1936)
Em Griñon, cidade da província de Madrid, na Espanha, o Beato Mário Félix (Manuel José de Sousa). († 1936)
Em Tarragona, também na Espanha, São Jaime Hilário (Manuel Barbal Cosan), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, mártir. († 1937)
Em Bharananganan, na Índia, Santa Afonsa da Imaculada Conceição (Ana Muttathupadathu), virgem e viveu entre as Clarissas Malabarenses. († 1946)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,36-43
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
13,36-43
Naquele tempo,
Jesus deixou as multidões e foi para casa.
Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram:
"Explica-nos a parábola do joio!"
Jesus respondeu:
"Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem.
O campo é o mundo.
A boa semente são os que pertencem ao Reino.
O joio são os que pertencem ao Maligno.
O inimigo que semeou o joio é o diabo.
A colheita é o fim dos tempos.
Os ceifadores são os anjos.
Como o joio é recolhido e queimado ao fogo,
assim também acontecerá no fim dos tempos:
o Filho do Homem enviará os seus anjos
e eles retirarão do seu Reino
todos os que fazem outros pecar
e os que praticam o mal;
e depois os lançarão na fornalha de fogo.
Ali haverá choro e ranger de dentes.
Então os justos brilharão como o sol
no Reino de seu Pai.
Quem tem ouvidos, ouça".
domingo, 26 de julho de 2026
Evangelho de hoje
*26/07/2026 - DOMINGO - 17º. DOMINGO DO TEMPO COMUM*
*1ª. Leitura:* (1Rs 3,5.7-12)
*Salmo responsorial:* 118(119)
*2ª. Leitura:* (Rm 8,28-30)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 13,44-52)*
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44 “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45 O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47 O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48 Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49 Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos 50 e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isso?” Eles responderam: “Sim”. 52 Então Jesus acrescentou: “Assim, pois, todo mestre da Lei que se torna discípulo do Reino dos Céus é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
São Joaquim e Santa Ana
*SANTO DO DIA*
*SANTOS JOAQUIM E ANA, PAIS DA IMACULADA VIRGEM MÃE DE DEUS*
Sobre Joaquim e Ana, pais de Maria, não há nenhuma referência na Bíblia e tampouco notícias certas; as que chegaram até nós, hoje, são extraídas de textos apócrifos, como o Protoevangelho de Tiago e o Evangelho do pseudo Mateus, além da tradição.
* DESCENDÊNCIA, SINAL DO AMOR DE DEUS
Ana parece ter sido filha de Achar e irmã de Esmeria, mãe de Isabel e avó de João Batista. Segundo a tradição, Joaquim era um homem virtuoso e muito rico, da estirpe de Davi, que costumava oferecer parte do ganho dos seus bens ao povo e, outra parte, em sacrifício a Deus. Ambos moravam em Jerusalém. Quando se casaram, Joaquim e Ana não tiveram filhos por mais de vinte anos. Não gerar filhos, para os judeus daquela época, era sinal da falta de bênção e da graça de Deus. Porém, certo dia, ao levar suas ofertas ao Templo, Joaquim foi repreendido por um homem, chamado Ruben (talvez fosse sacerdote ou escriba): pelo fato de não procriar, em sua opinião, ele não tinha o direito de apresentar as suas ofertas. Humilhado e transtornado com aquelas palavras, Joaquim decidiu retirar-se para o deserto e, durante quarenta dias e quarenta noites, suplicou a Deus, entre lágrimas e jejuns, que lhe desse descendentes. Ana também passou dias em oração, pedindo a Deus a graça da maternidade.
* ANÚNCIO DO NASCIMENTO DE MARIA
As súplicas de Joaquim e Ana foram atendidas lá no alto. Assim, um anjo apareceu a ambos, separadamente, avisando-lhes que estavam para se tornar pais. A encontro entre os dois, na porta de casa, após o anúncio, foi enriquecido com detalhes lendários. O beijo, que os dois esposos trocaram, teria ocorrido diante da Porta Áurea de Jerusalém, lugar onde, segundo a tradição judaica, a presença divina teria se manifestado, como também o advento do Messias. A iconografia deste beijo, diante da famosa Porta, teve grandes dimensões: os cristãos acreditavam que Jesus teria entrado por ali na Cidade Santa, no Domingo de Ramos. Meses depois do retorno de Joaquim, Ana deu à luz a Maria. A criança foi criada com o cuidado carinhoso do pai e a atenção amorosa da mãe, na casa situada perto da piscina de Betzaeda. Ali, no século XII, os Cruzados construíram uma igreja, que ainda existe, dedicada a Ana, que ensinou as artes domésticas à filha.
* O CULTO
Quando Maria completou 3 anos, Joaquim e Ana, em sinal de agradecimento a Deus, levaram-na ao Templo, para consagrá-la ao seu serviço, conforme haviam prometido em suas orações. Os textos apócrifos não fazem outras referências sobre Joaquim, enquanto sobre Anna, acrescentam que ela teria vivido até aos 80 anos de idade. Suas relíquias teriam sido conservadas, por longo tempo, na Terra Santa; depois foram transferidas para a França e enterradas em uma capela, escavada sob a catedral de Apt. Mais tarde, sua descoberta e identificação, teriam sido acompanhadas por alguns milagres. O culto aos avós de Jesus, desenvolveu-se, primeiro, no Oriente e, depois, no Ocidente; mas, ao longo dos séculos, foram recordados pela Igreja em datas diferentes. Em 1481, o Papa Sisto IV introduziu a festa de Sant’Ana no Breviário romano, fixando a data da sua memória litúrgica em 26 de julho, dia da sua morte, segundo a tradição; em 1584, o Papa Gregório XIII incluiu a celebração litúrgica de Sant’Ana no Missal Romano, estendendo-a a toda a Igreja; em 1510, Papa Júlio II inseriu, no calendário litúrgico, a memória de São Joaquim em 20 de março; depois, foi mudado várias vezes, nos séculos seguintes. Com a reforma litúrgica, após o Concílio Vaticano II, em 1969, os pais de Maria foram "reunidos" em uma única celebração, em 26 de julho.
*SANTOS JOAQUIM E ANA, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*
*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP, PADRE PAULO RICARDO.
sábado, 25 de julho de 2026
Santo do Dia / 25.Jul - São Tiago Maior
Santo do Dia /
25.Jul - São Tiago Maior
São Tiago Maior
Nascido em Betsaida, este apóstolo do Senhor era filho de Zebedeu e de Salomé e irmão do apóstolo João, o Evangelista.
Pescador juntamente com seu irmão João, foi chamado por Jesus a ser discípulo d’Ele. Aceitou o chamado do Mestre e, deixando tudo, seguiu os passos do Senhor.
Dentre os doze apóstolos, São Tiago foi um grande amigo de Nosso Senhor fazendo parte daquele grupo mais íntimo de Jesus (formado por Pedro, Tiago e João) testemunhando, assim, milagres e acontecimentos como a cura da sogra de Pedro, a Transfiguração de Jesus, entre outros.
Procurou viver com fidelidade o seu discipulado. No entanto, foi somente após a vinda do Espírito Santo em Pentecostes que São Tiago correspondeu concretamente aos desígnios de Deus. No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos o belo testemunho de São Tiago, o primeiro dentre os doze apóstolos a derramar o próprio sangue pela causa do Evangelho:
“Por aquele tempo, o rei Herodes tomou medidas visando maltratar alguns membros da Igreja. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,1-2).
Segundo uma tradição, antes de ser martirizado, São Tiago abraçou um carcereiro desejando-lhe “a Paz de Cristo”. Este gesto converteu o carcereiro que, assumindo a fé em Jesus, foi martirizado juntamente com o apóstolo.
Existe ainda outra tradição sobre os lugares em que São Tiago passou, levando a Boa Nova do Reino. Dentre estes lugares, a Espanha onde, a partir do Século IX, teve início a devoção a São Tiago de Compostela.
São Tiago Maior, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 20,20-28
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
20,20-28
Naquele tempo,
a mãe dos filhos de Zebedeu
aproximou-se de Jesus com seus filhos
e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido.
Jesus perguntou:
"O que tu queres?"
Ela respondeu:
"Manda que estes meus dois filhos
se sentem, no teu Reino,
um à tua direita e outro à tua esquerda".
Jesus, então, respondeu-lhes:
"Não sabeis o que estais pedindo.
Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?"
Eles responderam:
"Podemos".
Então Jesus lhes disse:
"De fato, vós bebereis do meu cálice,
mas não depende de mim
conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda.
Meu Pai é quem dará esses lugares
àqueles para os quais ele os preparou".
Quando os outros dez discípulos ouviram isso,
ficaram irritados contra os dois irmãos.
Jesus, porém, chamou-os, e disse:
"Vós sabeis que os chefes das nações
têm poder sobre elas e os grandes as oprimem.
Entre vós não deverá ser assim.
Quem quiser tornar-se grande,
torne-se vosso servidor;
quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo.
Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido,
mas para servir e dar a sua vida
como resgate em favor de muitos".
TU VAIS SER PADRE! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo
TU VAIS SER PADRE!
No próximo domingo a Igreja celebra a Vocação Sacerdotal, embora o Dia do Padre seja a 4 de agosto, Memória de São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, Patrono dos Padres. Eis porque agosto, no Brasil, é o Mês Vocacional!
Aos sete anos de idade, quando cursava o primeiro ano do Ensino Fundamental, nem bem falava o português, já que em casa falávamos o dialeto alemão Hünsrick. A Escola Sagrado Coração de Jesus da Congregação alemã das Irmãs de Santa Catarina de Alexandria me alfabetizou utilizando-se desse dialeto para aprender o português, bem como me preparou naquele mesmo ano de 1964 para minha Primeira Comunhão, há 62 anos, no dia 4 de outubro. Minha primeira professora, coincidentemente minha prima, Irmã Fátima Kasper e a Irmã Neófita foram minhas primeiras catequistas. Sou profundamente agradecido, também, ao Padre Urbano José Hansen que fez de meu coração, pela primeira vez, o sacrário de Jesus Eucarístico. Jamais esqueci aquele dia, um dos primeiros mais lindos de minha vida. Já sentia muita vontade de ser padre. Prestava atenção no Pároco e dizia a mim mesmo, que um dia seria como ele. Maior ainda foi minha alegria, porque depois da Primeira Comunhão, pude também, ser instituído Coroinha, com apenas 7 anos de idade.. Quanta gratidão!
Reconheço que desde a infância fui um moleque muito arteiro, curioso e questionador. Sempre queria saber o “por que” das coisas. Quis entender como a Irmã Fátima conseguia desenhar em trinta folhas brancas, frutinhas, florezinhas, animais, casas e árvores, todas iguais. Éramos trinta alunos. Imaginei mil maneiras de como ela fazia aquilo. Devia passar a noite desenhando as trinta folhas, a fim de que no dia seguinte nós pudéssemos pintar aquelas figurinhas todas. Assim começávamos a conhecer e distinguir pedagogicamente formas, cores, nomes etc.
Certo dia fiquei escondido na sala de aula, durante o intervalo sem ser percebido. Fui à mesa da Irmã Fátima e abri um estojo de carimbos e almofada. Experimentei todos eles na capa e nas primeiras páginas da Cartilha do Mestre que se encontrava também sobre a mesa da professora. Foi quando entendi porque os desenhos de todas as folhas eram iguais. Senti grande alegria de curiosidade satisfeita.
Na volta do intervalo, os alunos todos em suas carteiras, a Irmã Fátima entrou na sala e quase desmaiou ao ver sua cartilha. Em voz severa e forte perguntou: Quem sujou minha cartilha de mestre? Um silêncio profundo se impôs e ninguém nem imaginava que teria sido eu, a experimentar os carimbos na cartilha da Professora. Ela pegou uma régua de mais de um metro, daquelas de aço que fazem um ruído e causam um ventinho ao ouvido, quando balançada, e foi de carteira em carteira perguntando se havia sido aquela ou aquele aluno. Alguns levaram uma boa “bordoada”. Ainda não existia o Código de Defesa da Criança e do Adolescente! Eu sentia a dor de cada colega que apanhava por minha culpa, mas não tive a coragem de dizer que havia sido eu. Ao chegar próxima de mim, me fitou e disse: “Tu não podes ter feito isso, porque tu vais ser padre!” Eu senti um alívio meio estranho, não tanto por não apanhar, mas pela profecia da minha primeira professora, que eu seria padre! Passadas algumas semanas, arrependido pedi desculpas à professora e aos meus colegas. E me confessei, é claro!
É na pessoa de minha primeira professora, a Irmã Fátima Kasper, que agradeço e presto minha mais sincera homenagem a todos os meus professores. Lembro-me de todos com profunda gratidão! Sintam-se acariciados todos os Professores. Abençoada a vocação de ensinar e educar, mas também por despertarem tantas vocações ao serviço gratuito na Igreja de Jesus Cristo que vive, e de quem somos testemunhas através de nosso ministério! Pois foram as Irmãs da Congregação de Santa Catarina de Alexandria, que mais me incentivaram a entrar para o Seminário, preparando até mesmo meu primeiro enxoval. Meu número de 122 seminaristas menores foi o 119.
Pe. Gilberto Kasper
Teólogo
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Santa Maria Madalena - 22 de julho
Santa Maria Madalena, primeira testemunha da Ressurreição de Jesus
“Apóstola dos Apóstolos”
Deve-se a Santo Tomás de Aquino este título dado a Maria Madalena, cujo nome deriva de Magdala, onde nasceu, aldeia de pescadores situada às margens ocidentais do Lago de Tiberíades. Assim foi chamada pelo fato de ir até os apóstolos anunciar o Cristo ressuscitado, como a primeira a receber esta boa notícia.
Testemunho bíblico
O evangelista Lucas fala sobre ela no capítulo 8: “Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios”. Maria Madalena aparece ainda nos Evangelhos no momento mais terrível e dramático da vida de Jesus: quando o acompanha ao Calvário, com outras mulheres, e O contempla de longe.
Ela aparece também quando José de Arimateia depõe o corpo de Jesus no sepulcro, que fora fechado com uma pedra. Foi ela, depois do sábado, na manhã do primeiro dia da semana, quem voltou ao sepulcro e descobriu que a pedra havia sido removida e correu para avisar Pedro e João; eles, por sua vez, foram às pressas ao sepulcro e viram que o corpo do Senhor não estava mais lá.
Equívocos sobre sua identidade
Segundo a exegese bíblica, a expressão “sete demônios” poderia indicar um gravíssimo mal físico ou moral, que havia acometido a mulher, do qual Jesus a curou. No entanto, a tradição, que perdura até hoje, diz que Maria Madalena era uma prostituta, porque, no capítulo 7 do Evangelho de Lucas, narra-se a história da conversão de uma anônima “pecadora da cidade, que ungia com perfume os pés de Jesus, convidado de um fariseu; após tê-los banhado com suas lágrimas, os enxugava com seus cabelos”.
Assim, sem nenhuma ligação textual, Maria de Magdala foi identificada com aquela prostituta anônima. Porém, há mais um equívoco, como explica o Cardeal Gianfranco Ravasi, biblista e teólogo: “A unção com óleo perfumado é um gesto feito também por Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, em outra ocasião, como diz o evangelista João. Assim, Maria de Magdala foi identificada, por algumas tradições populares, com a Maria de Betânia”.
Encontro com o Ressuscitado
Enquanto os dois discípulos voltam para casa, Maria Madalena permanece diante do sepulcro, em lágrimas. Ali, tem início um novo percurso: da incredulidade passa, progressivamente, à fé. Ao olhar dentro do sepulcro, viu dois Anjos, aos quais perguntou para onde fora levado o corpo do Senhor. Depois, voltando para fora, viu Jesus, mas não O reconheceu, pensando que fosse o jardineiro; este lhe perguntou por que estava chorando e quem estava procurando.
E ela respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”. Jesus, então, a chama por nome: “Maria!”. E ela, voltando-se, disse: “Rabôni!”, que, em hebraico, quer dizer “Mestre!”. E Jesus lhe confia uma missão: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Então, Maria de Magdala foi imediatamente anunciar aos discípulos: “Vi o Senhor! E ouvi o que ele me disse” (cfr. Jo 20).
Madalena proclama a ressurreição de Jesus
Maria Madalena foi a primeira das mulheres que seguiram Jesus, e ao proclamá-Lo como Aquele que venceu a morte; foi a primeira apóstola a anunciar a alegre mensagem central da Páscoa. Quando o Filho de Deus entrou na história dos homens, esta mulher foi um daqueles que mais O amou e o demonstrou. Quando chegou a hora do Calvário, Maria Madalena estava aos pés da Cruz, junto com Maria Santíssima e São João. Ela não fugiu com medo, como os discípulos fizeram; não O negou por medo, como fez o primeiro Papa, São Pedro, mas sempre esteve presente, desde o momento da sua conversão até o Calvário e o Sepulcro.
Festa litúrgica de Maria Madalena
Por desejo do Papa Francisco, a Memória litúrgica de Maria Madalena passou a ser Festa, a partir do dia 22 de julho de 2016, para ressaltar a importância desta discípula fiel de Cristo, que demonstrou grande amor por Ele e Ele por ela.
A minha oração
Ó Santa da ressurreição, fazei-nos crer cada vez mais no Cristo vivo e agente nesse mundo. Ensina-nos a reconhecê-Lo e amá-Lo, servi-Lo e adorá-Lo, assim como Ele merece. Amém!
Santa Maria Madalena, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,1-2.11-18
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
20,1-2.11-18
No primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus,
bem de madrugada, quando ainda estava escuro,
e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
Então ela saiu correndo
e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo,
aquele que Jesus amava,
e lhes disse:
"Tiraram o Senhor do túmulo,
e não sabemos onde o colocaram".
Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando.
Enquanto chorava,
inclinou-se e olhou para dentro do túmulo.
Viu, então, dois anjos vestidos de branco,
sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus,
um à cabeceira e outro aos pés.
Os anjos perguntaram:
"Mulher, por que choras?"
Ela respondeu:
"Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram".
Tendo dito isto,
Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé.
Mas não sabia que era Jesus.
Jesus perguntou-lhe:
"Mulher, por que choras?
A quem procuras?"
Pensando que era o jardineiro, Maria disse:
"Senhor, se foste tu que o levaste
dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar".
Então Jesus disse:
"Maria!"
Ela voltou-se e exclamou, em hebraico:
"Rabunni"
(que quer dizer: Mestre).
Jesus disse:
"Não me segures.
Ainda não subi para junto do Pai.
Mas vai dizer aos meus irmãos:
subo para junto do meu Pai e vosso Pai,
meu Deus e vosso Deus".
Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos:
"Eu vi o Senhor!",
e contou o que Jesus lhe tinha dito.
terça-feira, 21 de julho de 2026
São Lourenço de Brindes, homem de Deus e pacificado - 21 de julho
São Lourenço de Brindes, homem de Deus e pacificado
Origens
Júlio César Russo, nome de batismo de São Lourenço, nasceu no dia 22 de julho de 1559, em Brindisi, na Itália. Após ficar órfão, aos quatorze anos de idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza.
Ordem dos Frades Menores de São Francisco de Assis
Dois anos após chegar a Veneza, ele atendeu ao chamado e ingressou na Ordem dos Frades Menores de São Francisco de Assis. Juntou-se aos capuchinhos de Verona, onde recebeu a ordenação e assumiu o novo nome em 1582.
Depois, completou sua formação na Universidade de Pádua. Voltou para Veneza, em 1586, com a missão de ser mestre de noviços da Ordem.
Evangelizador e pacificador
São Lourenço foi pregador da Palavra de Deus em muitos lugares da Europa, como Itália, Espanha, Portugal, França, Bélgica, Holanda. Conhecedor do hebraico, aramaico, caldeu, grego, latim, alemão, italiano e outras línguas, pôde aprofundar nos estudos das Sagradas Escrituras, evangelizando assim firmemente a ortodoxia católica contra a Reforma Protestante. Também foi peça chave como pacificador durante a ameaça de invasão por parte dos turcos.
Lourenço foi o superior-geral da sua própria Ordem e embaixador do Papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em conflito.
São Lourenço fugia constantemente das honras. Além de dormir no chão, levantava-se à noite para rezar e alimentava-se somente de pão, água e verduras como penitência.
Páscoa
Lourenço faleceu, em Lisboa, em 1619, quando voltava pela segunda vez em missão a Lisboa, Portugal.
Foi canonizado pelo Papa Leão XIII em 1881. Recebeu o título de doutor da Igreja em 1959, outorgado pelo Papa João XXII.
Minha oração
“São Lourenço de Brindes, concede-nos a graça da inteligência e sabedoria para não desanimarmos na caminhada de Cristo e na evangelização do irmão. Amém.”
São Lourenço de Brindes, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 12,46-50
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
12,46-50
Naquele tempo,
enquanto Jesus estava falando às multidões,
sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora,
procurando falar com ele.
Alguém disse a Jesus:
"Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora,
e querem falar contigo".
Jesus perguntou àquele que tinha falado:
"Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?"
E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse:
"Eis minha mãe e meus irmãos.
Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai,
que está nos céus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe".
segunda-feira, 20 de julho de 2026
DIA DO MOTORISTA! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo
DIA DO MOTORISTA!
No dia 25 de julho, a Igreja celebra a Memória de São Tiago Maior, Apóstolo e Evangelizador. Filho de Zebedeu e irmão de João, recebeu de Jesus o chamado para fazer parte do grupo dos doze. Foi testemunha privilegiada de alguns acontecimentos importantes da vida de Jesus e o primeiro apóstolo a conhecer o martírio. É tido como o primeiro evangelizador da Espanha.
É, também, a Festa de São Cristóvão, Protetor dos Motoristas, o que nos motiva a benzer todos os Motoristas. As obras de Mobilidade Urbana, que incluíram a Avenida Saudade não nos permitem que procedamos a bênção, como fora antes da Pandemia, ao longo de 2008 até 2019 diante da Igreja Santo Antoninho, na Avenida Saudade, 202 entre as Ruas Minas e Rio de Janeiro nos Campos Elíseos em Ribeirão Preto, ao longo de toda a manhã entre 8 e 15 horas.
Por ser num sábado neste ano, o trânsito é intenso e perigoso. Por isso daremos a bênção aos motoristas e não aos veículos, logo após a Santa Missa das 9 horas no domingo, dia 26 de julho, no interior e no átrio da Igreja Santo Antoninho! Para receber a bênção será necessário participar da Missa também!
Este gesto da Bênção dos Motoristas nos remete a pedir maior zelo, cuidado e proteção para o trânsito de nossa cidade, um dos mais violentos do Interior de São Paulo. É um grito por maior civilidade, educação e cavalheirismo entre os transeuntes de nossa malha viária. Não cansamos de afirmar com muitos sociólogos, que o trânsito de uma cidade demonstra o grau de educação de seus cidadãos. Perguntemo-nos: somos um povo educado ou violento, estressado e egoísta, enquanto disputamos espaço em nossas avenidas e ruas? Não passamos um único dia, sem sabermos a notícia de um número razoável de acidentes, provenientes de imprudência, pressa, falando ao celular, falta de respeito para com os outros. A disputa entre motociclistas, transporte coletivo e demais conduções torna-se um terror psicológico a pedestres que, tampouco utilizam das faixas a eles reservadas. Transitam entre conduções que nem sempre os avistam. Se contarmos os que desrespeitam os semáforos ou as vias preferenciais, levantamos as mãos para o alto, por não termos ainda mais acidentes fatais!
Todos se sintam convidados a humanizar mais nosso trânsito, cada um de acordo com sua parcela de responsabilidade. Na Memória de São Cristóvão, Protetor dos Motoristas, recebendo a bênção na Igreja Santo Antoninho, Pão dos Pobres, saibamos renovar de verdade este bom propósito!
Venham participar da Santa Missa e receber além da bênção, a oração a São Cristóvão: Domingo – dia 26 de julho de 2026 – às 9 horas, na Avenida Saudade, 202, Campos Elíseos em Ribeirão Preto! E os motoristas que participarem da Missa na Igreja Santa Teresa D’Ávila, na Praça das Rosas no Jardim Recreio, sábado, dia 25 de julho, às 18 horas, também poderão receber a bênção. São Cristóvão, projetei os Motoristas de nossa Cidade, Amém!
Já no dia 26 de julho, a partir das 16 horas, teremos a 3ª Missa Arquidiocesana no Santuário Arquidiocesano do Senhor Bom Jesus da Lapa em Jardinópolis, motivo pelo qual não haverá nenhuma Missa Vespertina nas Paróquia de nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto. A Missa Arquidiocesana será uma demonstração de nossa Comunhão, Unidade, ressaltando a Sinodalidade, o “Caminhar Juntos” como Igreja de Jesus Cristo, da qual todos somos membros!
Pe. Gilberto Kasper
Teólogo
Santo Apolinário, Bispo de Ravena - 20 de julho
Santo Apolinário, Bispo de Ravena
Origens
Apolinário nasceu em Antioquia da Síria, sem uma precisão exata de data, no Século I.
Nome
Apolinário é um belíssimo nome, podendo ser definido com duas terminologias: “poderoso” e “virtuoso”. Ao fazer a junção dessas duas palavras, significa que é “poderoso em virtudes”.
Encontro com Pedro
Este santo, talvez desconhecido para você, tem uma particularidade singular: Está no Gênesis do cristianismo. Sim! Ele teve contato direto com os apóstolos de Cristo. O encontro com Pedro mudaria sua vida. Ele estava na Antioquia, com sua família pagã, quando encontrou o apóstolo e ficou profundamente tocado pelas suas palavras, a ponto de segui-lo até Roma.
Sofrimento por causa de Cristo
Depois foi enviado por São Pedro a Ravena, local em que construiu uma igreja da qual foi bispo. Apolinário evangelizou aquela região, pregando em nome de Jesus, o que irritou os pagãos. Por isso, sofreu torturas para parar de anunciar o Evangelho. Uma vez, foi espancado de uma forma tão brutal, que quase morreu. Além disso, foi obrigado a ficar de pés descalços e se lançar sobre brasas e também foi jogado água fervente sobre suas feridas.
A eficácia do Evangelho
Entrando na casa de uma pessoa da elite da época para curar sua filha, Apolinário a fez voltar à vida. A consequência foi a conversão da jovem, sua mãe e de toda uma multidão.
Páscoa
Apolinário morreu por volta do ano 79 d.C., em Ravena, após ser espancado por uma multidão. No lugar do martírio, foi construída uma basílica, hoje chamada Santo Apolinário em Classe, consagrada em 549.
Os Papas Símaco e Honório I ajudaram a difundir o culto a esse santo.
As relíquias do Santo foram trasladadas para a cidade de Ravena, no século IX. Foram conservadas em uma igreja que foi chamada Basílica de Santo Apolinário Novo.
Minha oração
“Oh, digníssimo Santo Apolinário, merecedor de admiração, que com dignidade de pontífice mereceu receber o poder apostólico, ajudar-nos a ser fiéis a Cristo e o Seu Evangelho até o fim! Ó fortíssimo atleta de Cristo, que, já resfriando o calor da idade, em meio às penas, pregou constantemente a Jesus Cristo, redentor do mundo, dai-nos a fortaleza, paz e caridade! Amém.”
Santo Apolinário, Bispo de Ravena, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 12,38-42
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
12,38-42
Naquele tempo,
alguns mestres da Lei e fariseus disseram a Jesus:
"Mestre, queremos ver um sinal realizado por ti".
Jesus respondeu-lhes:
"Uma geração má e adúltera busca um sinal,
mas nenhum sinal lhe será dado,
a não ser o sinal do profeta Jonas.
Com efeito, assim como Jonas
esteve três dias e três noites no ventre da baleia,
assim também o Filho do Homem
estará três dias e três noites no seio da terra.
No dia do juízo, os habitantes de Nínive
se levantarão contra essa geração e a condenarão,
porque se converteram diante da pregação de Jonas.
E aqui está quem é maior do que Jonas.
No dia do juízo,
a rainha do Sul se levantará contra essa geração,
e a condenará, porque veio dos confins da terra
para ouvir a sabedoria de Salomão,
e aqui está quem é maior do que Salomão".
Evangelho 19 de julho
*19/07/2026 - DOMINGO - 16º. DOMINGO DO TEMPO COMUM*
*1ª. Leitura:* (Sb 12,13.16-19)
*Salmo responsorial:* 85(86)
*2ª. Leitura:* (Rm 8,26-27)
*EVANGELHO DO DIA*
(Mt 13,24-43)
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*Naquele tempo, 24 Jesus contou outra parábola à multidão: “O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25 Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. 26 Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27 Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ 28 O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os empregados lhe perguntaram: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’ 29 O dono respondeu: ‘Não! Pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30 Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!’” 31 Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32 Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos”. 33 Jesus contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. 34 Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35 para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo”. 36 Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37 Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38 O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno. 39 O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40 Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41 o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42 e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43 Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
domingo, 19 de julho de 2026
Evangelho de 18 de julho
*18/07/2026 - SÁBADO DA 15ª. SEMANA DO TEMPO COMUM*
*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 12,14-21)*
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*Naquele tempo, 14 os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 15 Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16 E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17 para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18 “Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual coloco a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19 Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20 Não quebrará o caniço rachado nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21 Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
sexta-feira, 17 de julho de 2026
bem Aventurado Inácio de Azevedo
*SANTO DO DIA*
*BEM-AVENTURADO INÁCIO DE AZEVEDO, PRESBÍTERO, E COMPANHEIROS, MÁRTIRES*
Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1527. Seus pais, Manuel e Violante, eram descendentes de famílias lusitanas, ricas e poderosas. Desde pequeno foi educado sob preceitos cristãos e recebeu também vasta cultura acadêmica. Aos dezoito anos, tornou-se administrador dos bens da família, pois tinha inteligência acima da média. Mas sua vocação era a religião. Após um retiro na cidade de Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antonio, em Lisboa. Em 1565, foi escolhido pelos jesuítas para representá-los, em Roma, na eleição do novo geral, que era ninguém menos que o próprio Francisco Borja, hoje santo. Admirado com a capacidade de Inácio, deu-lhe a incumbência de vistoriar as missões jesuítas nas Índias e no Brasil. Tal viagem de inspeção durou três anos. No Brasil, a evangelização começara havia apenas dezesseis anos, mas o trabalho dos jesuítas dava frutos em profusão. A Companhia de Jesus já estava presente em sete tribos no interior e, no litoral, possuía escolas e seminários. Ao voltar, Inácio relatou ao geral que o trabalho ia muito bem, mas poderia render ainda mais se houvesse um número maior de missionários. Recebendo autorização do superior, recrutou jesuítas na Espanha e Portugal. Após cinco meses de preparativos, ele e mais trinta e nove companheiros partiram para o Brasil, em 5 de junho de 1570, num navio mercante. Na mesma data, partiu também uma embarcação de guerra comandada por dom Luis Vasconcelos, governador do Brasil, onde seguiam mais trinta jesuítas. Oito dias depois, os dois navios pararam na ilha da Madeira, para esperar ventos mais fortes e melhor direcionados. O navio de guerra ali permaneceu, mas o capitão do mercante, que era Inácio, resolveu zarpar em direção às ilhas Canárias. Apesar dos boatos da existência de piratas calvinistas no caminho, que estariam no encalço dos jesuítas, ele não quis ouvir os conselhos de não seguir viagem. Inácio e seus parceiros preferiram permanecer a bordo e não desistir, pois não temiam a morte. Ela, de fato, os encontrou em alto mar. O navio foi atacado pelo corsário calvinista francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle, justamente no encalço dos missionários. O navio foi dominado, os tripulantes e demais passageiros poupados, mas todos os jesuítas foram degolados imediatamente. Era o dia 15 de julho de 1570. O culto a Inácio de Azevedo e companheiros foi aprovado pelo papa Pio IX em 1854. A festa ocorre no dia do trânsito dos quarenta de jesuítas martirizados pelas mãos de piratas calvinistas. São venerados como os “Mártires do Brasil”.
*BEM-AVENTURADO INÁCIO DE AZEVEDO, PRESBÍTERO, E COMPANHEIROS, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*
*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP, PADRE PAULO RICARDO.
Evangelho de hoje
*17/07/2026 - SEXTA-FEIRA DA 15ª. SEMANA DO TEMPO COMUM*
*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 12,1-8)*
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.*
*1 Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2 Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3 Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4 Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5 Ou nunca lestes na Lei que, em dia de sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6 Ora, eu vos digo, aqui está quem é maior do que o templo. 7 Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8 De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
quinta-feira, 16 de julho de 2026
nossa Senhora do Carmo
*SANTO DO DIA*
*BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO*
A Ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem verdadeiro fundador, mas tem grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. “O Carmelo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e triunfos, na sua vida interior espiritual”. Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o Livro das instituições dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vida desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saída da terra e se dirigia para o Carmelo (1Rs 18, 20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela no monte Carmelo, perto da fonte de Elias, em honra desta primeira Virgem voltada a Deus”. Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, santo Alberto, então bispo de Vercelas, uma regra aprovada em 1226 pelo papa Honório III, se voltaram ao Ocidente e aí fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldade, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio, particularmente, sensibilizou os devotos: “Os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava a Mãe de Deus apareceu acompanhada de multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: ‘Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: aquele que for revestido deste hábito será salvo’.” Os críticos consideram espúria, isto é, não autêntica, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabático de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte, mas muitos papas falaram disso em sentido positivo. Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, Pio XII considerava a “pôr em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”: entendido como veste mariana, esse é de fato ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental haure o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor dos que o usam.
*BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA DO MONTE CARMELO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*
*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP, PADRE PAULO RICARDO.
Evangelho de hoje
*16/07/2026 - QUINTA-FEIRA DA 15ª. SEMANA DO TEMPO COMUM*
*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 12,46-50)*
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Evangelho de hoje
*15/07/2026 - QUARTA-FEIRA DA 15ª. SEMANA DO TEMPO COMUM*
*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 11,25-27)*
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*25 Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
terça-feira, 14 de julho de 2026
São Camilo de Léllis
*SANTO DO DIA*
*SÃO CAMILO DE LÉLIS, SACERDOTE, FUNDADOR*
* PRIMAZIA DA CARIDADE
São Camilo de Lellis propõe uma mensagem bastante oportuna, porque nos estimula a viver a primazia da caridade. Na Encíclica "Deus caritas est", Bento XVI o insere entre os "célebres modelos da caridade social", apresentando-o como exemplo para todos os homens de boa vontade. No decreto de Canonização, Bento XIV o define como “fundador de uma nova escola de caridade”.
* A CRUZ VERMELHA
Camilo nasceu em Bucchianico, província italiana de Chieti, em 25 de maio de 1550, e faleceu em Roma, em 14 de julho de 1614. Sua figura é, emblematicamente, ligada a uma cruz vermelha, que o Papa Sisto V o deixou bordar em seu hábito religioso, em 20 de junho de 1586. Padre Sânzio Cicatelli, primeiro biógrafo do santo, narra, em 1620: “Nosso pai quis que usássemos a Cruz em nosso hábito religioso, como nossa insígnia e missão, por três motivos: primeiro, para se distinguir do hábito da Companhia de Jesus; segundo, para que o mundo saiba que todos nós, marcados por este sinal da Cruz, somos escravos ‘vendidos e dedicados’ ao serviço dos pobres enfermos; terceiro, para mostrar que esta é a religião da cruz, ou seja, da morte, do sofrimento e da lida. Assim, todos os que quiserem seguir o nosso modo de vida devem, de consequência, abraçar a cruz, negar a si mesmos e seguir Jesus Cristo até à morte”.
* MINISTROS DOS ENFERMOS
Camilo foi tocado pela graça de Deus em 1575. Durante uma viagem ao convento de San Giovanni Rotondo, encontrou um frade que o deteve e lhe disse: “Deus é tudo! O resto é resto! Devemos salvar a alma, que não morre...”. Ao chegar ao convento, pediu para se tornar Capuchinho. Mas, por duas vezes, foi demitido por causa de uma chaga, que se abriu em sua perna no período das suas incursões militares. Por isso, foi internado no hospital romano de São Tiago, onde teve uma intuição: unir a disciplina pregressa de soldado com a caridade cristã, fundando os “Ministros dos Enfermos”. Para fazer parte desta Congregação era preciso fazer quatro votos: obediência, pobreza, castidade, serviço aos doentes.
* GRANDE REFORMADOR
São Camilo de Lellis é considerado o primeiro grande reformador da profissão de enfermagem e da organização assistencial nos hospitais. Quem assistia a um paciente, além de cuidar do corpo, - segundo São Camilo, - também deveria cuidar do espírito. Uma coisa completamente diferente do que acontecia nos hospitais da época, onde os doentes eram abandonados a próprio destino. Como homem, eminentemente prático e simples, certamente não sem cultura e interesses, em seu apostolado educacional Camilo não buscava perfeições teóricas. Eram suficientes poucas diretrizes. Enfim, era excepcionalmente dotado de um profundo discernimento dos corações, de grande bom senso além de uma paterna doçura.
*SÃO CAMILO DE LÉLIS, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*
*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP, PADRE PAULO RICARDO.
*SANTO DO DIA**SÃO CAMILO DE LÉLIS, SACERDOTE, FUNDADOR** PRIMAZIA DA CARIDADE São Camilo de Lellis propõe uma mensagem bastante oportuna, porque nos estimula a viver a primazia da caridade. Na Encíclica "Deus caritas est", Bento XVI o insere entre os "célebres modelos da caridade social", apresentando-o como exemplo para todos os homens de boa vontade. No decreto de Canonização, Bento XIV o define como “fundador de uma nova escola de caridade”.* A CRUZ VERMELHA Camilo nasceu em Bucchianico, província italiana de Chieti, em 25 de maio de 1550, e faleceu em Roma, em 14 de julho de 1614. Sua figura é, emblematicamente, ligada a uma cruz vermelha, que o Papa Sisto V o deixou bordar em seu hábito religioso, em 20 de junho de 1586. Padre Sânzio Cicatelli, primeiro biógrafo do santo, narra, em 1620: “Nosso pai quis que usássemos a Cruz em nosso hábito religioso, como nossa insígnia e missão, por três motivos: primeiro, para se distinguir do hábito da Companhia de Jesus; segundo, para que o mundo saiba que todos nós, marcados por este sinal da Cruz, somos escravos ‘vendidos e dedicados’ ao serviço dos pobres enfermos; terceiro, para mostrar que esta é a religião da cruz, ou seja, da morte, do sofrimento e da lida. Assim, todos os que quiserem seguir o nosso modo de vida devem, de consequência, abraçar a cruz, negar a si mesmos e seguir Jesus Cristo até à morte”.* MINISTROS DOS ENFERMOS Camilo foi tocado pela graça de Deus em 1575. Durante uma viagem ao convento de San Giovanni Rotondo, encontrou um frade que o deteve e lhe disse: “Deus é tudo! O resto é resto! Devemos salvar a alma, que não morre...”. Ao chegar ao convento, pediu para se tornar Capuchinho. Mas, por duas vezes, foi demitido por causa de uma chaga, que se abriu em sua perna no período das suas incursões militares. Por isso, foi internado no hospital romano de São Tiago, onde teve uma intuição: unir a disciplina pregressa de soldado com a caridade cristã, fundando os “Ministros dos Enfermos”. Para fazer parte desta Congregação era preciso fazer quatro votos: obediência, pobreza, castidade, serviço aos doentes.* GRANDE REFORMADOR São Camilo de Lellis é considerado o primeiro grande reformador da profissão de enfermagem e da organização assistencial nos hospitais. Quem assistia a um paciente, além de cuidar do corpo, - segundo São Camilo, - também deveria cuidar do espírito. Uma coisa completamente diferente do que acontecia nos hospitais da época, onde os doentes eram abandonados a próprio destino. Como homem, eminentemente prático e simples, certamente não sem cultura e interesses, em seu apostolado educacional Camilo não buscava perfeições teóricas. Eram suficientes poucas diretrizes. Enfim, era excepcionalmente dotado de um profundo discernimento dos corações, de grande bom senso além de uma paterna doçura.*SÃO CAMILO DE LÉLIS, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!**FONTE:*VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP, PADRE PAULO RICARDO.
*14/07/2026 - TERÇA-FEIRA DA 15ª. SEMANA DO TEMPO COMUM**EVANGELHO DO DIA**(Mt 11,20-24)**Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus**Naquele tempo, 20 Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21 “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22 Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23 E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24 Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”**Palavra da salvação.*Glória a vós Senhor!
*14/07/2026 - TERÇA-FEIRA DA 15ª. SEMANA DO TEMPO COMUM*
*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 11,20-24)*
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*Naquele tempo, 20 Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21 “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22 Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23 E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24 Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
Evangelho 13 de julho
*13/07/2026 - SEGUNDA-FEIRA DA 15ª. SEMANA DO TEMPO COMUM*
*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 10,34-42;11,1)*
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34 “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas, sim, a espada. 35 De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim. 38 Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. 39 Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 40 Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42 Quem der ainda que seja apenas um copo de água fresca a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo, não perderá a sua recompensa”. 11,1 Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
domingo, 12 de julho de 2026
São João Gualberto
*SANTO DO DIA*
*SÃO JOÃO GUALBERTO, ABADE E FUNDADOR*
João Gualberto, segundo filho dos Visdonini, nasceu no ano de 995 em Florença. Foi educado num dos castelos dos pais, Gualberto e dona Villa, nobres e cristãos. A mãe cuidou do ensino no seguimento de Cristo. O pai os fez perfeitos cavaleiros, hábeis nas palavras e nas armas, para administrar e defender o patrimônio e a honra da família. Mas a harmonia acabou quando o primogênito da família foi assassinado. Buscando vingar o irmão, João Gualberto saía armado e com seus homens à procura do inimigo. Na Sexta-Feira Santa de 1028, ele o encontrou vagando solitário, numa das estradas desertas da cidade. João Gualberto empunhou imediatamente sua espada, mas o adversário, desarmado, abriu os braços e caiu de joelhos implorando perdão e clemência em nome de Jesus. Contam os biógrafos que, ouvido seu pedido em nome do Senhor, João Gualberto jogou a espada, desceu do cavalo e abraçou fraternalmente o inimigo. No mesmo instante, foi à igreja de São Miniato, onde, aos pés do altar, ajoelhou-se diante do crucifixo de Jesus. Diz a tradição que a cruz do Cristo se inclinou sobre ele, em sinal de aprovação pelo seu ato. E foi ali que João Gualberto ouviu o chamado: "Vem e segue-me". Depois desse prodígio, ocorrido na presença de muitos fiéis, uma grande paz invadiu sua alma e ele abandonou tudo para ingressar no mosteiro beneditino da cidade. Nos anos seguintes, João Gualberto tornou-se um humilde monge, exemplar na disciplina às Regras, no estudo, na oração, na penitência e na caridade. Só então aprendeu a ler e a escrever, pois para um nobre de sua época o mais importante era saber manusear bem a espada. Adquiriu o dom da profecia e dos milagres, sendo muito considerado por todos. Em 1035, com a morte do abade, ele foi eleito por unanimidade o sucessor, mas renunciou de imediato quando soube que o monge tesoureiro havia subornado o bispo de Florença para escolhê-lo como o novo abade. Indignado, passou a denunciá-los e combate-los, auxiliado por alguns monges. Mas as ameaças eram tantas que decidiu sair do mosteiro. João Gualberto foi para a floresta dos montes Apeninos, numa pequena casa rústica encontrada na montanha Vallombrosa, sobre o verde Vale do Arno, seguido por alguns monges. O local começou a receber inúmeros jovens em busca de orientação espiritual, graças à fama de sua santidade. Foi assim que surgiu um novo mosteiro e uma nova congregação religiosa, para a qual João Gualberto quis manter as Regras dos monges beneditinos. No início, o papa aceitou com reserva a nova comunidade, mas depois a Ordem dos Monges Beneditinos de Vallombrosa obteve aprovação canônica. Dali os missionários, regidos pelas Regras da Ordem Beneditina reformada, se espalharam para evangelizar, primeiro em Florença, depois em várias outras cidades da Itália. Seguindo com rigor a disciplina e austeridade às Regras da Ordem, João Gualberto implantou no Vale de Vallombrosa um centro tão avançado e respeitado de estudos que a própria Igreja enviava para lá seus padres e bispos para aprofundarem seus conhecimentos. Todos oravam e trabalhavam a terra, replantando os bosques do Vale e plantando o alimento do mosteiro, por isso são considerados precursores da agricultura auto-sustentável. Considerado herói do perdão, João Gualberto fundou outros mosteiros, inclusive o de Passignano, na Umbria, onde morreu no dia 12 de julho de 1073. Nos séculos seguintes, esses monges se especializaram em botânica, tanto assim que foram convidados para fundar a cátedra de botânica na célebre Universidade de Pavia. Enquanto isto, as de Pádua, de Roma e de Londres buscavam naqueles mosteiros os seus mais capacitados mestres no assunto. Canonizado em 1193, são João Gualberto foi declarado Padroeiro dos Florestais, pelo papa Pio XII, em 1951.
*SÃO JOÃO GUALBERTO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*
*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP, PADRE PAULO RICARDO.
Evangelho de hoje
*12/07/2026 - DOMINGO - 15º. DOMINGO DO TEMPO COMUM*
*1ª. Leitura:* (Is 55,10-11)
*Salmo responsorial:* 64(65)
*2ª. Leitura:* (Rm 8,18-23)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Mt 13,1-23)*
*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus*
*1 Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2 Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3 E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4 Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5 Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6 Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. 7 Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. 8 Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9 Quem tem ouvidos ouça!” 10 Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” 11 Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12 Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. 13 É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque, olhando, eles não veem e, ouvindo, eles não escutam nem compreendem. 14 Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir sem nada entender. Havereis de olhar sem nada ver. 15 Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. 16 Felizes sois vós porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17 Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, desejaram ouvir o que ouvis e não ouviram. 18 Ouvi, portanto, a parábola do semeador: 19 todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Esse é o que foi semeado à beira do caminho. 20 A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra e logo a recebe com alegria; 21 mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. 22 A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ele não dá fruto. 23 A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!
sábado, 11 de julho de 2026
SÃO BENTO - 11 DE JULHO
A principal fonte sobre a vida de São Bento é o livro II dos “Diálogos” de São Gregório Magno, totalmente dedicado a ele. Bento nasceu por vota do ano 480 em Núrcia (Norcia, em Italiano), província de Perúgia, região da Úmbria na Itália central. Tinha uma irmã gêmea, Escolástica, também canonizada. Os pais provavelmente tinham boa condição social e financeira, e por isso Bento teve a oportunidade de ir estudar em Roma.
A época era difícil, de decadência, desagregação e confusão, pois todo o território do antigo Império Romano ainda sofria com as sucessivas invasões de variados povos bárbaros. Roma apresentava desorganização e mediocridade moral. Também na Igreja a situação era difícil, incluindo um cisma de três anos após a morte do Papa Anastácio II em 498, que foi seguida pela disputa entre Símaco, Papa legítimo, e Lourenço, antipapa. Neste ambiente, corrompido por barbárie e antiga cultura decante, ficou evidente para Bento que seus desejos de busca elevada e sobrenatural não poderiam ser alcançados.
De fato, mesmo moço, já tinha a personalidade sedimentada numa profunda maturidade: assim São Gregório se refere a ele, “Houve um varão de vida venerável, bento por graça e por nome, dotado desde sua mais tenra infância de uma cordura de ancião. Com efeito, antecipando-se por seus costumes à idade, jamais entregou seu espírito a qualquer prazer (…), desprezou o mundo com suas flores, como se estivessem murchas”.
Portanto abandonou os bens, a casa e os estudos, escolhendo viver na erma aldeia de Efide (atual Affile), a aproximadamente 50 km de Roma, nas montanhas de Sabina, em recolhimento e oração. Sua antiga governanta não se quis separar dele e o acompanhou, servindo-o nos afazeres domésticos.
Veio a ocorrer que esta mulher, por descuido, deixou cair e quebrar uma jarra de argila emprestada de uma vizinha. Bento a encontrou chorando pelo acontecido, e, compadecido, juntou os pedaços e rezou sobre eles, que se reconstituíram de forma perfeita. Este foi o primeiro milagre por sua intercessão, que logo lhe trouxe muita fama e popularidade; ele, que “desejava mais os desprezos que os louvores deste mundo” (São Gregório Magno), retirou-se, agora sozinho, para as montanhas de Subíaco.
Ali, por volta de 505, refugiou-se numa gruta, tendo antes encontrado com um monge chamado Romão (ou Romano) de um mosteiro próximo. Romão o ajudou baixando diariamente, por uma corda, o pão que durante certo tempo foi o único alimento do jovem eremita; também forneceu a Bento um hábito monástico.
Durante três anos, entregue à direção do Espírito Santo, viveu Bento, sofrendo muito as tentações do diabo. Em relação à pureza, em ocasião particularmente intensa, encontrou como recurso o expediente de, para não fraquejar, retirar as vestes e atirar-se nu nas moitas de espinhos e urtigas, nas quais arrastou-se, de modo que todo o corpo ficou ferido, e a dor substituiu o desejo. Depois do episódio, não mais foi tentado pela luxúria.
Estando com cerca de 30 anos, a comunidade de um mosteiro próximo, em Vicaro, insistiu para que ele se tornasse o abade. Estes monges, tíbios e insinceros, logo se arrependeram, pois Bento os queria conduzir para a perfeição, através da observância estrita da regra monástica e do dever, o que não desejavam; decidiram então matá-lo, colocando veneno no seu vinho.
Ao abençoar Bento a bebida, com o sinal da Cruz, o recipiente se quebrou, e o santo abade descobriu as suas intenções. Abandonando o mosteiro, Bento voltou para a sua gruta (conhecida depois como Sacro Speco, “gruta sagrada”, e que foi protegida para preservação com a construção do Mosteiro de São Bento na montanha de Subíaco).
Mesmo na solidão a sua fama de santidade se espalhou, e surgiram discípulos em número crescente. De Roma chegavam nobres varões, e filhos de muitos patrícios desejosos de que Bento os ensinasse e formasse. Entre eles estavam por exemplo os futuros São Mauro e São Plácido, importantíssimos na História da Ordem e da Igreja. Houve a necessidade de Bento fundar 12 mosteiros nas proximidades, no vale do rio Aniene, cada qual com 12 monges dirigidos por um abade sob sua supervisão.
Na prática, estava fundada assim a Ordem Beneditina. Em paz e harmonia, dedicando-se à oração e ao trabalho, a comunidade prosperava, e os milagres, a doutrina e santidade de Bento despertavam numerosas vocações.
Muitos foram os milagres de São Bento ali. Curou doentes, salvou pessoas de perigos, expulsou demônios, fez um monge andar sobre as águas, ressuscitou um menino morto. Um dos mais famosos foi ter feito brotar água de um ponto alto na montanha, para abastecer três dos mosteiros, cujos monges tinham grande dificuldade em subir e descer para consegui-la.
A fonte permanece abundante até hoje. Bento recebeu também o dom de saber o que se passava com os seus filhos espirituais, sem vê-los, à distância; assim pôde corrigir, por exemplo, dois monges que indevidamente tinham bebido e comido fora do mosteiro, e outro que, também indevidamente, aceitara um presente das monjas de um mosteiro próximo, ao qual Bento lhe mandara dar assistência espiritual.
Como é comum, tais maravilhas despertam inveja, e o pároco de uma igreja nas vizinhanças de Subíaco, de nome Florêncio, iniciou uma campanha de difamação dos beneditinos e seu abade, procurando afastar deles as pessoas. Não tendo sucesso, presenteou São Bento com um pão envenenado. Ora, todo dia o santo oferecia pão a um corvo que vinha na hora da refeição.
Bento ordenou-lhe que levasse o pão envenenado para longe, onde não pudesse fazer mal a ninguém, e assim aconteceu. Florêncio então tentou corromper os outros monges, fazendo entrar no quintal do mosteiro sete moças nuas para despertar a sua luxúria. Bento, sabendo que era ele próprio o motivo desta perseguição, resolveu ir embora com alguns poucos irmãos, depois de organizar a direção da comunidade. Florêncio contemplava satisfeito a partida do abade, sobre um terraço, quando só esta parte da construção ruiu, e o matou… São Bento, avisado, chorou pelo inimigo. A data aproximada era 529.
Bento chegou com seus companheiros a Cassinum, uma antiga vila fortificada romana, entre Roma e Nápoles. Reformando a fortaleza e o antigo templo pagão do lugar, transformou-os na célebre Abadia de Monte Cassino, de onde a Ordem Beneditina se espalhou por toda a Europa. Realmente foi a sua influência de comunidade verdadeiramente católica, de governo sábio e organizado, baseado nas diretrizes do Evangelho, que se tornou o exemplo iluminado para os costumes espirituais e materiais, tanto no âmbito público como no privado, de toda uma época, sendo igualmente referência para todos os tempos.
Um dos aspectos essenciais deste sucesso é a famosíssima Regra que São Bento aí escreveu (ao menos na sua redação atual) para os seus monges, um farol de sensatez, equilíbrio e sabedoria espiritual e prática, que permite “aos fortes progredirem a aos fracos não desanimarem”. É uma leitura obrigatória para todo católico, religioso ou leigo, que queira aprofundar e desenvolver a sua vida espiritual, sob o benefício da equidade.
Como esclarece o erudito bispo e teólogo Bossuet, do século XVII, a Regra de São Bento é “uma suma de cristianismo, um douto compêndio de toda a doutrina do Evangelho, de todas as instituições dos Santos Padres, de todos os conselhos de perfeição. Nela sobressaem eminentemente a prudência e a simplicidade, a humildade e o valor, a severidade e a mansidão, a liberdade e a dependência; nela a correção desdobra todo o seu vigor, a condescendência todo o seu atrativo, a autoridade a sua robustez, a sujeição a sua tranqüilidade, o silêncio a sua gravidade, a palavra as suas graças, a força o seu exercício, e a debilidade o seu sustentáculo”.
O seu objetivo é afastar do coração humano as trivialidades, facilitando a alma a elevar-se sem obstáculos a Deus, serena e permanentemente focando na vida infinita do Paraíso, e o seu modus operandi é o conhecido aforismo Ora et Labora, “reza e trabalha”, que harmoniza – na ordem certa – as atividades vitais do ser humano, a oração e a ação.
A obra civilizadora de São Bento e sua Regra foram a resposta de Deus ao caos do período, trazendo obediência e beleza, cultura e espiritualidade – os fundamentos da vida humana comunitária – para as sociedades medievais e posteriores.
Monte Cassino e São Bento passaram a ser procurados e visitados por bispos, abades, reis, príncipes, nobres, pessoas comuns, em busca de conselho, conforto, orientação e aprendizado. Da mesma forma, posteriormente, outros mosteiros beneditinos passaram a ser o centro de núcleos de civilização e progresso, em torno dos quais os países europeus fixaram as bases do seu desenvolvimento, que só é possível com paz e estabilidade.
Santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento, promoveu o desenvolvimento do ramo feminino da Ordem. Encontravam-se anualmente numa casa pertencente ao mosteiro de Monte Cassino, relativamente próxima do mosteiro feminino. No ano de 547, sabendo que sua morte estava próxima, e tendo passado como sempre aquela data especial em elevada conversação com o irmão, Escolástica pediu que ele ali ficasse e tivessem ainda a noite para falar das coisas de Deus. Bento recusou energicamente, pois disciplinadamente queria passar a noite no mosteiro.
Ela então abaixou a cabeça, rezando por alguns momentos, e quando a ergueu de novo o tempo, límpido, transformou-se numa tempestade tão absurdamente violenta que água e raios impediam completamente que o abade e seus poucos monges acompanhantes saíssem da casa.
“— Que Deus Todo-Poderoso te perdoe, irmã! O que fizeste?
— Supliquei a ti e não quiseste atender-me. Roguei ao meu Senhor e Ele me ouviu. Agora sai, se podes, e regressa ao mosteiro…”
São Bento entendeu, e passaram a noite em vigília. Três dias depois, ele viu a alma da irmã, sob a forma de pomba, subir ao Paraíso. Mandou recolher o seu corpo e o sepultou no local que havia aprontado para si. Bento faleceu provavelmente no mesmo ano, 547, em 21 de março.
Tendo conhecimento do que ia acontecer, mandou preparar a sepultura ao lado da irmã com seis dias de antecedência. Logo foi tomado de febre, com a condição piorando rapidamente. No dia previsto, fez questão de ser levado ao oratório, onde, apoiado nos braços dos irmãos, recebeu a Santíssima Comunhão e morreu, de pé, com a alma erguida diante do Senhor.
Após sua morte, a Ordem Beneditina continuou a crescer, especialmente a partir da Abadia de Cluny, na França do século X: chegaram estar subordinados a ela 17 mil mosteiros. Nações inteiras foram convertidas ao Catolicismo sob a influência beneditina; muitas e famosas universidades, como Paris, Cambridge, Bolonha, Oviedo, Salamanca e Salzburgo tiveram origem a partir de colégios beneditinos; mais de 30 Papas adotaram sua Regra; incontáveis mártires, cardeais, bispos, santos, discípulos, partilharam e partilham desta espiritualidade.
São Bento é o Fundador e Patriarca do monaquismo do Ocidente, e primeiro Patrono da Europa, atualmente junto com santos Metódio e Cirilo e santas Brígida, Catarina de Sena e Tereza Benedita da Cruz.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19, 27-29
Evangelho do Dia
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
19, 27-29
Então Pedro tomou a palavra e disse: Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. O que vamos receber?” Jesus respondeu: “Eu garanto a vocês: no mundo novo, quando o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, vocês, que me seguiram, também se sentarão em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais, e terá como herança a vida eterna.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Santo Olavo, rei da Noruega - 10 de julho
Santo Olavo, rei da Noruega
Origens
Olavo II Haraldsso nasceu, em 995, na Noruega, em uma família real.
Quando jovem, foi enviado à Inglaterra em uma expedição, e teve contato com o Cristianismo.
Batismo
Santo Olavo recebeu o batismo em 1014. Após ser batizado, Olavo retornou à Noruega para assumir o trono, já que o pai havia falecido.
No país, encontrou usurpadores, e entrou em conflito para manter o reinado.
Reinado de Santidade
Como rei, buscou a santidade, governando mais pela força do testemunho do que pela força das armas.
Empenhou-se muito para que seus súditos deixassem o paganismo. Construiu igrejas e viabilizou a vinda de sacerdotes estrangeiros, muitos deles naturais da Inglaterra, para que pudessem evangelizar e catequizar o povo.
Exílio
Suas ações de converter o povo ao Rei dos Reis não agradou a todos. Por isso, Olavo exilou-se para a Rússia entre os anos 1028 e 1030.
Páscoa
Foi morto durante um conflito armado retornando a Noruega em 1030.
Ele foi canonizado, em 1164, por um bispo a pedido do Papa Alexandre III.
Minha oração
Santo Olavo, que lutou contra o paganismo a todo custo, dai-nos forças para proclamar o nosso amor a Jesus Cristo. Amém.”
Santo Olavo, rei da Noruega, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 10,16-23
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
10,16-23
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
"Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos.
Sede, portanto, prudentes como as serpentes
e simples como as pombas.
Cuidado com os homens,
porque eles vos entregarão aos tribunais
e vos açoitarão nas suas sinagogas.
Vós sereis levados
diante de governadores e reis, por minha causa,
para dar testemunho diante deles e das nações.
Quando vos entregarem,
não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer.
Então naquele momento
vos será indicado o que deveis dizer.
Com efeito, não sereis vós que havereis de falar,
mas sim o Espírito do vosso Pai
é que falará através de vós.
O irmão entregará à morte o próprio irmão;
o pai entregará o filho;
os filhos se levantarão contra seus pais,
e os matarão.
Vós sereis odiados por todos,
por causa do meu nome.
Mas quem perseverar até o fim,
esse será salvo.
Quando vos perseguirem numa cidade,
fugi para outra.
Em verdade vos digo,
vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel,
antes que venha o Filho do Homem".
NUNCA COMO HOJE SÓ SE FALA EM BILHÕES! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo
NUNCA COMO HOJE SÓ SE FALA EM BILHÕES!
Me pediram, inúmeros queridos leitores, que refletisse novamente a questão da corrupção no Brasil. Corrupção essa, que não inicia no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas, mas no seio das próprias famílias. Quando pais “barganham” com seus filhos, prometendo premiá-los caso passem de ano na escola, ou obedeçam às ordens dos mais velhos. Passar de ano na escola, colaborar nos afazeres do lar e obedecer aos mais velhos, não é nenhum favor, porém obrigação dos filhos, desde tenra idade. É isso que chamamos de “educação de berço”. Mas nunca como hoje só se fala em bilhões, quando a questão é de corrupção, de enriquecimento rápido e ilícito
Todos os dias acompanhamos pelos diversos veículos de comunicação, que a Corrupção no Brasil continua em pauta! São criativas formas de corrupção aqui e acolá. Na verdade, sempre são os brasileiros que devem sacrificar-se hoje por um Brasil fortalecido e melhor de amanhã? Não me compete julgar pessoas, mas me enfurece a afirmação de integrantes dos Governos, não só do Brasil, mas também do mundo globalizado, de que somos todos responsáveis por um futuro melhor, enquanto quem paga os rombos desviados de todos os lados, é na verdade o trabalhador e a trabalhadora honestos; aqueles que pagam suas contas em dia, como também os mais altos impostos do mundo inteiro.
Por acaso foi o povo brasileiro que “roubou descaradamente” a Nação? Os escândalos da corrupção e da ladroeira já não se escondem mais atrás dos ternos de figuras, eleitas sim, pelo povo brasileiro, mas que a cada dia mais aparecem como traidores de seus eleitores. Não entendo nada de economia. Apenas sei que não se pode “dar o passo maior do que é a perna”! Não consigo entender como o dinheiro comprovadamente roubado de inúmeras Estatais demora tanto para ser ressarcido. Não deveria ser este dinheiro a retornar aos seus devidos lugares? Por que sempre o povo é obrigado a pagar a conta? Por que não acontecem verdadeiras contenções de despesas no Governo Federal, Estadual e Municipal? Para grandes e megalomaníacos projetos sempre há verba disponível. Mas para Projetos Sociais, Educação, Saúde e Segurança faltam verbas. Já sei: “Quando se encurta uma calça, corta-se nas barras das pernas e nunca na cintura...”.
Pior de tudo isso, é devolver as fortunas antes julgadas desviadas dos cofres públicos, aos ex-condenados e de repente, no entendimento de alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal, intitulá-los inocentes pelos mesmos Ministros que os julgaram e até mesmo lhes negaram inúmeras vezes os tais Habeas Corpus! Me perdoem os que pensam diferente, mas eu não tenho mais dúvidas de que o Supremo já não é mais tão supremo assim. E tenho muito cuidado, porque estou convicto de quem não é de Deus cai. Um dia cai e feio!
A disparidade entre salários mínimos e salários aos aposentados em relação aos salários de nossos nobres políticos, é gritante e impõem uma injustiça que clama aos céus. Eles, os políticos em sua grande maioria, falam de bilhões de reais com tamanha naturalidade, sem nenhum escrúpulo, mesmo que tais verbas sejam provenientes da corrupção generalizada, as custas de um povo trabalhador honesto que sobrevive com migalhas
“A corrupção está nas grandes fortunas”! Sejamos mais conscientes e pensemos não na Política Personalista, mas no Bem Comum de cada Brasileiro! Não é justo que os pobres paguem a conta. A crise não é só econômica e política. Antes, a Crise é Moral! Ao invés de exigir sacrifícios dos pobres, devolvam-se os vultosos desvios de verbas dos cofres públicos. Quem rouba um pobre, merece “uma pedra de moinho no pescoço e fundo do mar”!
Não podemos reeleger pessoas que não nos representam no Congresso. Políticos que só pensam no próprio metro quadrado, sem escrúpulos e que enriquecem ilicitamente da noite para o dia. Frequentemente ouvimos de lábios de nossos Legisladores afirmações como: “O Congresso não é obrigado a ouvir o povo. Isto aqui não é como cartório onde a gente carimba o que o povo está pedindo”. A questão nem é “carimbar o que o povo está pedindo”, mas urgentemente legislar sobre o que o Povo está precisando: de maior dignidade e respeito por parte dos homens e mulheres que vivem uma vida privilegiada em detrimento dos que os elegeram. “Quem não vive para servir, não serve para viver” tantas mordomias!
Pe. Gilberto Kasper
Teólogo
quinta-feira, 9 de julho de 2026
Evangelho de hoje
*SANTO DO DIA*
*SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS RELIGIOSA E VIRGEM*
Amábile Lúcia Visintainer, hoje Santa Madre Paulina, nasceu aos 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Província de Trento, Itália, naquele tempo região Sul-Tirol, sujeita à Áustria. Os pais, como toda a gente do lugar, eram ótimos cristãos, mas pobres. Em setembro de 1875, a família de Napoleone Visintainer emigrou com muitos outros trentinos para o Brasil e no Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo. Amábile, depois da primeira comunhão, recebida mais ou menos aos 12 anos, começou a participar no apostolado paroquial: catecismo aos pequenos, visitas aos doentes e limpeza da capela de Vigolo. No dia 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, Amábile acolheu uma doente de câncer em fase terminal, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, aos 25 de agosto de 1895. Em dezembro de 1895, Amábile e as duas primeiras companheiras (Virgínia e Teresa Anna Maule) fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e de suas irmãs atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Em 1903, Madre Paulina foi eleita Superiora Geral por toda a vida pelas Irmãs da nascente congregação. Deixou Nova Trento e estabeleceu-se em São Paulo, no Bairro Ipiranga, onde se ocupou de crianças órfãs, filhos dos ex-escravos e dos escravos idosos e abandonados. Em 1909, foi deposta do cargo de Superiora Geral pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, e enviada a trabalhar com os doentes da Santa Casa e os velhinhos do Asilo São Vicente de Paulo em Bragança Paulista, sem poder nunca mais ocupar algum cargo na sua Congregação. Foram anos marcados pela oração, pelo trabalho e pelo sofrimento: tudo feito e aceito para que a Congregação das Irmãzinhas fosse adiante e “Nosso Senhor fosse conhecido, amado e adorado por todos em todo o mundo”. Em 1918, com o consentimento de Dom Duarte, foi chamada pela Superiora Geral, Madre Vicência Teodora, sua sucessora, à “Casa Madre” no Ipiranga, e aí permaneceu até a morte, numa vida retirada, tecida de oração e assistência às irmãs doentes, sendo também fonte de informação para a história da Congregação. Como “Veneranda Madre Fundadora” foi colocada em destaque por ocasião do Decreto de Louvor concedido pela Santa Sé à Congregação das Irmãzinhas aos 19 de maio de 1933 e na celebração do cinquentenário da fundação, aos 12 de julho de 1940, quando Madre Paulina fez o seu testamento espiritual: “Sede bem humildes, confiai sempre e muito na Divina Providência; nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários. Novamente vos digo: confiai em Deus e em Maria Imaculada; permanecei firmes e adiante!”. A partir de 1938, Madre Paulina começou a acusar graves distúrbios porque doente de diabete. Após duas cirurgias, nas quais sofreu amputação do dedo médio e depois do braço direito, passou os últimos meses vítima da cegueira. Morreu aos 9 de julho de 1942; e suas últimas palavras foram: “seja feita a vontade de Deus”. A espiritualidade inaciana, recebida de seus diretores espirituais, tem em Madre Paulina características próprias, que marcam a “Veneranda Madre Fundadora” como uma religiosa na qual se podem admirar as virtudes teologais, morais, religiosas em grau eminente ou heroico. Fé profunda e confiança ilimitada em Deus, amor apaixonado a Jesus-Eucaristia, devoção terna e filial à Maria Imaculada, devoção e confiança no “nosso bom Pai São José” e veneração pelas autoridades da Igreja, religiosas e civis. Caridade sem limites para com Deus, traduzidas em gestos de serviço aos irmãos mais pobres e abandonados. Toda vida de Madre Paulina pode ser resumida no título que o povo de Vígolo lhe deu: “enfermeira”, isto é, ser-para-os-outros ou “toda de Deus e toda dos Irmãos” como rezam, hoje, os seus devotos e suas Irmãzinhas. Humildade, que levou Madre Paulina ao aniquilamento de si mesma para que a Congregação fosse adiante. A página mais luminosa da santidade e da humildade de Madre Paulina foi escrita pela conduta que teve quando Dom Duarte lhe anunciou a sua deposição: “Se ajoelhou… se humilhou… respondeu que estava prontíssima para entregar a Congregação… se oferecia espontaneamente para servir na Congregação como súdita”. Terminado o capítulo de agosto de 1909, começava o holocausto doloroso e meritório de Madre Paulina, a quem o Arcebispo de São Paulo decretara: “Viva e morra na Congregação como súdita”. E permaneceu na sombra até a morte, em união com Deus, como declarou ao seu diretor espiritual, Pe. Luiz Maria Rossi, SJ: “a presença de Deus me é tão íntima que me parece impossível perdê-la e esta presença dá à minh’alma uma alegria que não posso explicar”. O carisma deixado por Madre Paulina para a sua Congregação se traduz na sensibilidade para perceber os clamores da realidade com suas necessidades e disponibilidade para servir, na Igreja, aos mais necessitados e aos que estão em situação de maior injustiça, com simplicidade, humildade e vida interior. É um servir alimentado por uma espiritualidade eucarístico-marial, pela qual toda a Irmãzinha faz de Jesus-Eucaristia o centro de sua vida alimentada por uma terna devoção à Virgem Imaculada e ao bom Pai São José. Esta primeira Santa do Brasil foi beatificada pelo Papa São João Paulo II aos 18 de outubro de 1991, em Florianópolis, Estado de Santa Catarina, Brasil. Depois, o mesmo pontífice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.
*SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*
*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP, PADRE PAULO RICARDO.
Santa Paulina
*SANTO DO DIA*
*SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS RELIGIOSA E VIRGEM*
Amábile Lúcia Visintainer, hoje Santa Madre Paulina, nasceu aos 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Província de Trento, Itália, naquele tempo região Sul-Tirol, sujeita à Áustria. Os pais, como toda a gente do lugar, eram ótimos cristãos, mas pobres. Em setembro de 1875, a família de Napoleone Visintainer emigrou com muitos outros trentinos para o Brasil e no Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, deram início à localidade de Vígolo. Amábile, depois da primeira comunhão, recebida mais ou menos aos 12 anos, começou a participar no apostolado paroquial: catecismo aos pequenos, visitas aos doentes e limpeza da capela de Vigolo. No dia 12 de julho de 1890, junto com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, Amábile acolheu uma doente de câncer em fase terminal, dando início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, aprovada pelo Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, aos 25 de agosto de 1895. Em dezembro de 1895, Amábile e as duas primeiras companheiras (Virgínia e Teresa Anna Maule) fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e de suas irmãs atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Em 1903, Madre Paulina foi eleita Superiora Geral por toda a vida pelas Irmãs da nascente congregação. Deixou Nova Trento e estabeleceu-se em São Paulo, no Bairro Ipiranga, onde se ocupou de crianças órfãs, filhos dos ex-escravos e dos escravos idosos e abandonados. Em 1909, foi deposta do cargo de Superiora Geral pelo Arcebispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo e Silva, e enviada a trabalhar com os doentes da Santa Casa e os velhinhos do Asilo São Vicente de Paulo em Bragança Paulista, sem poder nunca mais ocupar algum cargo na sua Congregação. Foram anos marcados pela oração, pelo trabalho e pelo sofrimento: tudo feito e aceito para que a Congregação das Irmãzinhas fosse adiante e “Nosso Senhor fosse conhecido, amado e adorado por todos em todo o mundo”. Em 1918, com o consentimento de Dom Duarte, foi chamada pela Superiora Geral, Madre Vicência Teodora, sua sucessora, à “Casa Madre” no Ipiranga, e aí permaneceu até a morte, numa vida retirada, tecida de oração e assistência às irmãs doentes, sendo também fonte de informação para a história da Congregação. Como “Veneranda Madre Fundadora” foi colocada em destaque por ocasião do Decreto de Louvor concedido pela Santa Sé à Congregação das Irmãzinhas aos 19 de maio de 1933 e na celebração do cinquentenário da fundação, aos 12 de julho de 1940, quando Madre Paulina fez o seu testamento espiritual: “Sede bem humildes, confiai sempre e muito na Divina Providência; nunca, jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários. Novamente vos digo: confiai em Deus e em Maria Imaculada; permanecei firmes e adiante!”. A partir de 1938, Madre Paulina começou a acusar graves distúrbios porque doente de diabete. Após duas cirurgias, nas quais sofreu amputação do dedo médio e depois do braço direito, passou os últimos meses vítima da cegueira. Morreu aos 9 de julho de 1942; e suas últimas palavras foram: “seja feita a vontade de Deus”. A espiritualidade inaciana, recebida de seus diretores espirituais, tem em Madre Paulina características próprias, que marcam a “Veneranda Madre Fundadora” como uma religiosa na qual se podem admirar as virtudes teologais, morais, religiosas em grau eminente ou heroico. Fé profunda e confiança ilimitada em Deus, amor apaixonado a Jesus-Eucaristia, devoção terna e filial à Maria Imaculada, devoção e confiança no “nosso bom Pai São José” e veneração pelas autoridades da Igreja, religiosas e civis. Caridade sem limites para com Deus, traduzidas em gestos de serviço aos irmãos mais pobres e abandonados. Toda vida de Madre Paulina pode ser resumida no título que o povo de Vígolo lhe deu: “enfermeira”, isto é, ser-para-os-outros ou “toda de Deus e toda dos Irmãos” como rezam, hoje, os seus devotos e suas Irmãzinhas. Humildade, que levou Madre Paulina ao aniquilamento de si mesma para que a Congregação fosse adiante. A página mais luminosa da santidade e da humildade de Madre Paulina foi escrita pela conduta que teve quando Dom Duarte lhe anunciou a sua deposição: “Se ajoelhou… se humilhou… respondeu que estava prontíssima para entregar a Congregação… se oferecia espontaneamente para servir na Congregação como súdita”. Terminado o capítulo de agosto de 1909, começava o holocausto doloroso e meritório de Madre Paulina, a quem o Arcebispo de São Paulo decretara: “Viva e morra na Congregação como súdita”. E permaneceu na sombra até a morte, em união com Deus, como declarou ao seu diretor espiritual, Pe. Luiz Maria Rossi, SJ: “a presença de Deus me é tão íntima que me parece impossível perdê-la e esta presença dá à minh’alma uma alegria que não posso explicar”. O carisma deixado por Madre Paulina para a sua Congregação se traduz na sensibilidade para perceber os clamores da realidade com suas necessidades e disponibilidade para servir, na Igreja, aos mais necessitados e aos que estão em situação de maior injustiça, com simplicidade, humildade e vida interior. É um servir alimentado por uma espiritualidade eucarístico-marial, pela qual toda a Irmãzinha faz de Jesus-Eucaristia o centro de sua vida alimentada por uma terna devoção à Virgem Imaculada e ao bom Pai São José. Esta primeira Santa do Brasil foi beatificada pelo Papa São João Paulo II aos 18 de outubro de 1991, em Florianópolis, Estado de Santa Catarina, Brasil. Depois, o mesmo pontífice canonizou-a em 2002, tornando-se, assim, a primeira santa do Brasil.
*SANTA PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*
*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP, PADRE PAULO RICARDO.
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