Moto Clube Católico
Cavaleiros de Santa Ângela
Primeiro grupo de motociclistas católicos do Brasil fundado em maio de 2016. REGISTRADO NO TOMBO DA PARÓQUIA DE SANTA ÂNGELA DE RIBEIRÃO PRETO
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Tomé, São Tomé Apóstolo, - 03 de julho
Tomé, São Tomé Apóstolo, também conhecido como São Tomás ou, em grego, Dídimo, foi um dos doze apóstolos originalmente escolhidos por Jesus, segundo os Evangelhos sinóticos (Mateus 10:3, Marcos 3:18, Lucas 6:15) e os Atos dos Apóstolos, havendo pouco registro além. Sua festa litúrgica é em 3 de julho.
Nome e identidade
Alguns teólogos têm mantido discordâncias a respeito da verdadeira identidade de São Tomé. Tomé ou Tomás não era propriamente um prenome, mas sim a palavra equivalente a gêmeo, vindo do aramaico Tau'ma (תום), e posteriormente traduzida para o grego Dídimo (Didymus). Essa palavra aparece composta com o prenome Judas nalguns trechos bíblicos. Muito se discute de quem esse Judas Tomé seria irmão gêmeo. Outros, inclusive, acreditam se tratar de Judas Tadeu, irmão de Tiago Menor, tendo-se confundido-o com uma terceira pessoa apenas porque seu nome teria aparecido com a alcunha Gêmeo algumas vezes em vez de Tadeu. Essa suspeita é reforçada por não haver um consenso histórico sobre quem seriam verdadeiramente os doze apóstolos, havendo indicativos no Novo Testamento sobre outros possíveis seguidores escolhidos por Jesus para ser um dos doze.
Fato é que a tradição católica e ortodoxa, bem como fortíssimos indícios indianos dos católicos nativos de Malabar, apoiam a existência deste apóstolo, sua missão evangelizadora e seu martírio. De fato, no século XVI os portugueses que chegaram à região disseram ter descoberto a cripta do santo, suas relíquias e, inclusive, um pedaço de uma das lanças com as quais fora morto com o sangue ainda coagulado. Acrescente-se a isto que todos os antigos martirológios mencionam a ida de São Tomé à Índia, sua pregação e seu martírio, transpassado por lanças empunhadas por hindus.[carece de fontes]
O Santo apostolicamente hoje reconhecido pela igreja, já foi alvo também e objeto de 'más especulações', e alguns ultrajes formais. Por tempos, era referido como um santo 'incrédulo', já que relata a sua narrativa histórica no contexto cristão, que "arrependeu-se amargamente e chorou, ao conferir com seus próprios olhos, as chagas abertas de Cristo".
Por isto, era tratado como "O Santo Incrédulo do Senhor", ou, "Aquele que necessitava "Ver para Crer".
Tal ato era inaceitável por muitos ortodoxos e pelas igrejas contextuantes da época, porém, como relatam os evangelhos, foi Cristo quem o escolheu, e o chamou de Apóstolo.
Outros rumores tratam também esta questão da 'incredulidade' do santo, como um caso em que o santo provavelmente estaria sendo alvo, 'obcecado' e 'persuadido' por espíritos das trevas (que não provinham de Deus), e que o cercavam, torturavam e o cegavam, cotidianamente, reduzindo sua fé, tanto que, muito provavelmente por esta razão, Cristo, após ressuscitado, apareceu-lhe e concedeu-lhe a "graça" de "crer", consolando-o ao lhe dizer: "Pois são Bem-aventurados os que creram, sem ter visto!".
Diz-se que, deste instante, São Tomé passou a crer, e não duvidou mais.
Daí também a importância em buscarmos enxergar bem as situações, perto ou longe, e o êxito em conceituar a advertência cristã que diz: "Quem tem olhos para ver, veja!".
Um fato recente e muito curioso também, foi quando após o tsunami de dezembro de 2004 que devastou toda aquela região: o templo que guarda suas supostas relíquias ficou imune às ondas gigantescas que destruíram todas as construções adjacentes, tendo permanecido intacto. Uma antiga tradição afirmava que um poste fixado pelo apóstolo limitaria até o fim dos tempos as águas, que jamais o ultrapassariam. Este poste existe até os dias atuais e se localiza exatamente na porta principal da igreja que guarda suas supostas relíquias. Isto deixou os sacerdotes hindus desconcertados e os mesmos prometeram não mais perseguir e discriminar os cristãos daquelas plagas. [carece de fontes]
Outros nomes
O Evangelho de Tomé presente na biblioteca de Nag Hammadi assim se inicia: Esses são os ditos secretos que o Jesus vivo disse e Judas Tomé Dídimo registrou. Tradições sírias também alegam que o nome completo do apóstolo era Judas Tomé, ou Jude Tomé. Alguns dizem ter visto nos Atos de Tomé (escrito na Síria oriental entre os séculos II e III) uma identificação de São Tomé com o apóstolo Judas Tadeu, irmão de Tiago. No entanto, a primeira frase desse Atos segue os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos, distinguindo os apóstolos Judas Tomé e Judas Tadeu.
Poucos textos determinam o irmão gêmeo de Tomé, apesar de que, no Livro de Tomé o Adversário, parte dos manuscritos de Nag Hammadi, identifica-se Jesus como seu irmão: Agora, haja visto que foi dito ser tu meu gêmeo e verdadeiro companheiro, examina-te a ti mesmo.[2]
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 20,24-29
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
20,24-29
Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze,
não estava com eles quando Jesus veio.
Os outros discípulos contaram-lhe depois:
"Vimos o Senhor!".
Mas Tomé disse-lhes:
"Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos,
se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos
e não puser a mão no seu lado, não acreditarei."
Oito dias depois, encontravam-se os discípulos
novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles.
Estando fechadas as portas, Jesus entrou,
pôs-se no meio deles e disse:
"A paz esteja convosco".
Depois disse a Tomé:
"Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos.
Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.
E não sejas incrédulo, mas fiel".
Tomé respondeu:
"Meu Senhor e meu Deus!"
Jesus lhe disse:
"Acreditaste, porque me viste?
Bem-aventurados os que creram sem terem visto!"
quinta-feira, 2 de julho de 2026
São Bernardino Realino - 02 de julho
São Bernardino Realino
Bernardino Realino é dono de um único fato na história dos santos, pois ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos Jesuítas. Diante do leito do moribundo, leu um documento que tinha preparado.
“Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre conosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotável caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protetor e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos…” Com esforço respondeu o padre: “Sim, senhores”.
Bernardino nasceu na ilha de Capri, Nápoles, em 1 de dezembro ao ano 1530. Era filho de uma família rica e nobre, a família Realino. Na infância, recebeu formação cristã tradicional. Quando jovem, destacou-se pela Inteligência. Seus pais o enviaram para estudar na famosa Academia de Modena e, mais tarde, para a não menos famosa Universidade de Bolonha. Lá, ele se formou em direito civil e eclesiástico, além de filosofia e medicina.
Nos seus anos de juventude, Bernardino colheu lisonjeiros sucessos literários, frutos de um vivo amor aos estudos humanísticos, iniciados entre as paredes domésticas, sob a guia de bons preceptores, e prosseguidos de Bolonha, onde frequentou por três anos de cursos de filosofia e medicina, para passar depois aos de direito civil e eclesiástico nos quais se laureou em 1556.
Aos vinte e cinco anos, o brilhante Bernardino ingressou na carreira da administração, por indicação de um cardeal amigo de sua família e governador da cidade de Milão. A partir desse momento, sua carreira decolou e ele passou a ocupar cargos importantes da administração e da política em vários lugares. Em dez anos, ele foi prefeito da cidade italiana de Felizzano de Monferrato, depois, advogado fiscal na famosa Alexandria, prefeito da cidade de Cassine, prefeito de outra cidade chamada Castel Leone e, por fim, foi nomeado auditor e lugar-tenente da grande cidade de Nápoles. Nesse tempo, ele nunca deixou de ajudar os pobres.
A carreira política de Bernardino ia de vento em popa quando, em 1564, ele caiu gravemente doente. No leito, procurou novamente a oração. Certo dia, teve a visão da Virgem Maria com o Menino Jesus no colo e ficou curado. O fato causou uma profunda mudança no coração de Bernardino. Ele percebeu que Deus estava lhe dando uma segunda chance e que tinha uma missão muito mais importante para cumprir neste mundo. Por isso, procurou um sacerdote jesuíta, que o acolheu e se tornou seu diretor espiritual.
Aos trinta e cinco anos Bernardino ingressou na vida religiosa e foi ordenado sacerdote jesuíta. Como padre, intensificou o trabalho que já realizava junto aos pobres e tornou-se um grande evangelizador. Manifestou-se nele o dom da cura e dom extraordinário do conselho. Por isso, passou a ser procurado por todos, desde os príncipes, as autoridades religiosas e o povo em geral. Todos buscavam seu conselho iluminado. O Papa Paulo V e alguns reis escreveram a ele pedindo orientações.
No ano 1574, o Padre Bernardino foi enviado à cidade de Lecce para fundar ali um colégio da Ordem dos Jesuítas. Lá, ele exerceu seu ministério sacerdotal por quarenta e dois anos. A sua atuação nesta comunidade foi tão marcante, que, quando adoeceu e estava prestes a falecer, o Conselho Municipal se reuniu à sua volta para pedir que ele aceitasse ser o padroeiro da cidade e intercedesse a Deus por ela. De viva voz, São Bernardino aceitou. Trata-se do único fato desse tipo registrado na tradição católica.
São Bernardino faleceu quanto tinha oitenta e seis anos. Era o dia 2 de julho do ano 1616. Desde então, passou a ser o padroeiro de Lecce mesmo antes de ter sido canonizado. Cultuado em vida como santo foi beatificado, em 1895, pelo papa Leão XIII e canonizado pelo papa Pio XII em 1947. Mais tarde, ele se tornou também o padroeiro da cidade de Capri.
Pela brilhante carreira administrativa empreendida sob a proteção do governador de Milão, a quem seu pai prestava serviço, Bernardino Realino pode ser invocado como protetor de certas categorias de cidadãos, que julgam poder contar com poucos santos: Bernardino foi de fato prefeito em Felizzano de Monferrato (para garantir a imparcialidade na administração da cidade, o prefeito era importado de outras regiões), foi advogado fiscal em Alexandria, em seguida de novo prefeito de Cassine, depois pretor em Castel Leone, e por fim desceu a Nápoles na qualidade de auditor e lugar-tenente geral. As imagens devocionais do santo o representam recebendo o Menino Jesus nos braços. Foi de fato após a aparição de Nossa Senhora e do Menino Jesus.
Oração:
Ó Deus, que destes a São Bernardino Realino a graça de conhecer-vos a ponto de abandonar as honras, o luxo e as glórias humanas por causa de vós, dai também a nós a graça de conhecer-vos profundamente, para que possamos produzir frutos de santidade e amor como São Bernardino Realino. Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, amém.
São Bernardino Realino, rogai por nós!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 9,1-8
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
9,1-8
Naquele tempo,
entrando em um barco,
Jesus atravessou para a outra margem do lago
e foi para a sua cidade.
Apresentaram-lhe, então,
um paralítico deitado numa cama.
Vendo a fé que eles tinham,
Jesus disse ao paralítico:
"Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!"
Então alguns mestres da Lei pensaram:
"Esse homem está blasfemando!"
Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse:
"Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações?
O que é mais fácil, dizer:
'Os teus pecados estão perdoados',
ou dizer: 'Levanta-te e anda'?
Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem
tem na terra poder para perdoar pecados,
- disse, então, ao paralítico -
"Levanta-te, pega a tua cama
e vai para a tua casa".
O paralítico então se levantou,
e foi para a sua casa.
Vendo isso, a multidão ficou com medo
e glorificou a Deus,
por ter dado tal poder aos homens.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
São Galo - 01 de julho
São Galo
Filho de pais nobres e ricos, Galo nasceu na França no ano 489. Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isto, ele estava predestinado a se casar com uma jovem donzela de nobre estirpe. Mas Galo desde criança já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se num convento.
Ele era tão dedicado às cerimônias da Santa Missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento.
Sua atuação religiosa fez dele uma pessoa querida. Foi designado para atuar na corte de Teodorico. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto.
Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho, Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Salvou sua cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais e livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região.
Ele morreu em 01 de julho de 554, causando forte comoção na população, que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8,28-34
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
8,28-34
Naquele tempo,
quando Jesus chegou à outra margem do lago,
na região dos gadarenos,
vieram ao seu encontro dois homens
possuídos pelo demônio,
saindo dos túmulos.
Eram tão violentos,
que ninguém podia passar por aquele caminho.
Eles então gritaram:
"O que tens a ver conosco, Filho de Deus?
Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?"
Ora, a certa distância deles,
estava pastando uma grande manada de porcos.
Os demônios suplicavam-lhe:
"Se nos expulsas,
manda-nos para a manada de porcos".
Jesus disse: "Ide".
Os demônios saíram, e foram para os porcos.
E logo toda a manada atirou-se monte abaixo
para dentro do mar, afogando-se nas águas.
Os homens que guardavam os porcos fugiram
e, indo até à cidade, contaram tudo,
inclusive o caso dos possuídos pelo demônio.
Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus.
Quando o viram,
pediram-lhe que se retirasse da região deles.
terça-feira, 30 de junho de 2026
30.Jun - Protomártires da Igreja de Roma
30.Jun - Protomártires da Igreja de Roma
Protomártires da Igreja de Roma
Depois da solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, a liturgia nos apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso, protomártires.
O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus, principalmente nos momentos mais difíceis que todos nós temos.
Os mártires viveram tudo em Cristo.
No ano de 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e acusou os cristãos. Naquela época a comunidade cristã, vítima de preconceitos, era tida como uma seita, e inimiga, pois não adoravam o Imperador.
Qualquer coisa que acontecia de negativo, os cristãos eram acusados. Por isso, foram acusados de terem posto fogo em Roma, e a partir daí, no ano 64, começaram a ser perseguidos.
Os escritos históricos em Roma narram que os cristãos eram lançados nas arenas para servirem de espetáculo ao povo, junto às feras. Cobertos de piches, como tochas humanas e muitos outros atos atrozes.
E a resposta era sempre o perdão e a misericórdia.
O Papa São Clemente I escreveu: “Nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição: consideremos o que é belo, o que é bom e o que é agradável ao nosso criador.”
Protomártires da Igreja de Roma, rogai por nós!
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