sábado, 12 de setembro de 2026

Data: 12 de setembro de 2026 São Guido de Anderlecht

Data: 12 de setembro de 2026 São Guido de Anderlecht ( O Católico) Guido viveu entre os séculos X e XI, na Bélgica. Desde a infância, ele já demonstrava seu desapego dos bens terrenos. Ainda jovem deixa a casa dos pais e via ser sacristão em uma paróquia perto de Bruxelas. Quando ficou órfão, decidiu ser comerciante, pois teria mais recursos para auxiliar e socorrer os pobres e doentes. Mas após um fatalidade, o navio com suas mercadorias afundou, ele decidiu definitivamente seguir a vida religiosa. Guido vestiu o hábito de peregrino e pôs-se novamente no caminho da religiosidade, da peregrinação e assistência aos pobres e doentes. Percorreu durante sete anos as inseguras e longas estradas da Europa, levando conforto aos mais abandonados. Depois de tanto andar, Guido voltou para sua terra, residindo na cidade de Anderlecht. Nesta cidade ele morreu, com fama de santidade. Com o passar do tempo foi erguida uma igreja dedicada à ele, para guardar suas relíquias. Reflexão: São Guido é padroeiro dos sacristãos e cocheiros. Sua vida foi de inteiro desapego aos bens materiais e de busca da santidade. O pouco que ganhava doava aos pobres que encontrava nas suas andanças pela Europa. Suas maiores virtudes eram a caridade e o silêncio. Num mundo marcado pela pobreza, violência e desigualdades, A vida de São Guido nos inspira a lutar pelo advento de uma nova sociedade. Oração: Deus, nosso Pai, colocamos agora, neste momento, sob a vossa proteção todo o nosso agir e todo o nosso viver. Caminhemos hoje buscando a vossa face de luz. Em tudo procuremos a simplicidade, a cordialidade, o bom senso, o bom humor, a alegria cristã, pois lamúrias e tristeza para nada servem. Procuremos mais ajudar que ser ajudados, mais servir que ser servidos, mais somar que dividir, mais ouvir que aconselhar. Não faltemos com a cordialidade, o respeito, a sinceridade, sobretudo para com os que vivem juntos a nós. Por Cristo nosso Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,43-49

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,43-49 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Não existe árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Toda árvore é reconhecida pelos seus frutos. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de plantas espinhosas. O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração. Mas o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, pois sua boca fala do que o coração está cheio. Por que me chamais: 'Senhor! Senhor!', mas não fazeis o que eu digo? Vou mostrar-vos com quem se parece todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as põe em prática. É semelhante a um homem que construiu uma casa: cavou fundo e colocou o alicerce sobre a rocha. Veio a enchente, a torrente deu contra a casa, mas não conseguiu derrubá-la, porque estava bem construída. Aquele, porém, que ouve e não põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa no chão, sem alicerce. A torrente deu contra a casa, e ela imediatamente desabou; e foi grande a ruína dessa casa".

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

São João Gabriel Perboyre - 11 de setembro

São João Gabriel Perboyre: o missionário que entregou a vida pelo Evangelho na China neste 11 de setembro A Igreja Católica celebra nesta sexta-feira, 11 de setembro, a memória de São João Gabriel Perboyre, sacerdote da Congregação da Missão, conhecida como Congregação dos Padres Lazaristas ou Vicentinos. Missionário na China, ele enfrentou perseguição, prisão e torturas por anunciar o Evangelho e morreu como mártir em 1840. Sua trajetória é lembrada como um testemunho de fé, coragem e perseverança diante das dificuldades. João Gabriel foi canonizado pelo papa São João Paulo II em 2 de junho de 1996. Uma infância marcada pela fé João Gabriel Perboyre nasceu em 6 de janeiro de 1802, na localidade de Puech, em Montgesty, na região de Cahors, na França. Filho de agricultores, cresceu em uma família numerosa e profundamente ligada à fé cristã. Ainda jovem, aproximou-se da Congregação da Missão e iniciou sua formação religiosa. Foi ordenado sacerdote em 1826 e, antes de partir para a missão na Ásia, dedicou-se também à formação de jovens e seminaristas na França. A vocação missionária, porém, permanecia forte em seu coração. Depois de anos desejando partir para o Oriente, recebeu finalmente a oportunidade de seguir para a China. A missão na China Em 1835, João Gabriel partiu da França rumo à China. Depois de chegar a Macau, dedicou-se ao aprendizado da língua e dos costumes locais para poder anunciar o Evangelho e servir melhor à população. Em 1837, iniciou efetivamente seu trabalho missionário nas regiões de Honã e Hubei. O sacerdote procurava adaptar sua atuação à realidade do povo chinês, buscando anunciar a fé em meio a uma cultura diferente daquela em que havia crescido. Sua missão, entretanto, acontecia em um contexto de dificuldades e perseguições contra os cristãos. Prisão e martírio A situação de João Gabriel mudou drasticamente quando ele foi preso por causa de sua atividade missionária. Durante meses, passou por interrogatórios, sofrimento e maus-tratos. A sentença de morte acabou sendo confirmada pelo governo imperial. Em 11 de setembro de 1840, em Wuchang, na atual região de Wuhan, João Gabriel Perboyre foi executado. Segundo os registros de sua vida e do martirológio, ele foi amarrado a uma cruz e morreu estrangulado. O martírio marcou profundamente a memória da Igreja. Para os cristãos, sua morte representa a fidelidade de alguém que permaneceu firme em sua missão mesmo diante da ameaça de perder a própria vida. “Quem perseverar até o fim será salvo” A vida de São João Gabriel Perboyre pode ser relacionada às palavras de Jesus no Evangelho de São Mateus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,39-42

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,39-42 Naquele tempo, Jesus contou uma parábola aos discípulos: "Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão".

UM NOVO APELO AOS MOTOCICLISTAS! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo

UM NOVO APELO AOS MOTOCICLISTAS! Posso parecer repetitivo. Não tem outro jeito. Preciso voltar a escrever o que já divulguei em meus modestos artigos inúmeras vezes. É como decorar a tabuada. Se sei a tabuada de cor, é porque a repeti tantas vezes quantas foram necessárias. Não é por falta de assunto. É por convicção e temor. Estou com muito medo do trânsito em nossa amada cidade e região. No artigo desta edição faço um novo apelo aos Motociclistas. Me perdoem os bons, carinhosamente chamados de “Motoqueiros”. Mas nesses últimos meses tem sido um desafio imenso dirigir em nossa cidade! É de arrepiar ver o quanto os sinais de trânsito são desrespeitados pelos Motociclistas, em todos os horários do dia, da noite e da madrugada. Quando os semáforos abrem para os automóveis passarem, surgem Motociclistas passando, como se nem houvessem esses sinais, colocando-se a eles próprios e aos que avançam o sinal verde, em risco de morte. Costumo dizer que os Motociclistas surgem de todos os lados: pela esquerda, direita, do alto, por trás e até “do purgatório”! A Imprensa vem divulgando o aumento de acidentes, especialmente envolvendo Motociclistas. As Ortopedias dos Hospitais estão sempre lotados com Motociclistas, na maioria jovens, fraturados. Muitos deles também vem ocupando os jazigos de nossos Cemitérios. Mas essa constatação é visível não somente pelos telejornais. Os que respeitam as sinalizações do trânsito não poucas vezes são assustados com buzinações e xingamentos. Essa Revolução Cultural que se impôs entre nós, alimentada por uma “Cultura de Sobrevivência”, faz com que as pessoas não vivam mais, normalmente, mas sobrevivam numa corrida contra o tempo, em busca do suado dinheirinho, para arcar com as despesas de uma vida cara. As pessoas entram nos supermercados com esperança de conseguirem comprar seus alimentos e saem com duas ou três sacolinhas e os carrinhos vazios. O custo de vida, especialmente, de alimentos e medicamentos, está “pela hora da morte”! Isso desencanta a sociedade e aos que têm condições, recorrem a compras de alimentos ou medicamentos aos Motociclistas de Aplicativos. Já esses, correm desvairadamente, para entregarem o máximo em tempo, o mínimo possível. A rapidez das entregas lhes garante um valor um pouco maior. Assim a pressa é que provoca a imprudência, promovendo uma habitual desobediência às leis de trânsito. Aliás, a desobediência em nossa sociedade, tem sido a “máxima” em tantos movimentos, desde a infância até as autoridades de nossa Nação, que traz inscrito em nossa Bandeira, “Ordem e Progresso”! Muitos são os que incentivam a desobediência de todos os lados. Todos falam ao mesmo tempo; ninguém sabe mais escutar o que o outro tem a dizer; cada um quer ter razão e a última palavra, o que só causa confusão. Que pena que seja assim”! O trânsito continua matando! O trânsito continua violento. Minha súplica se estende aos queridos leitores, e hoje especialmente aos Motociclistas, de que sejamos mais humanos – Anjos de Guarda uns dos outros – porque infelizmente o trânsito continua violento, fraturando e também ceifando muitas vidas, por vezes ainda tão jovens! Pe. Gilberto Kasper Teólogo

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

São Nicolau de Tolentino, protetor das almas do purgatório - 10 de setembro

São Nicolau de Tolentino, protetor das almas do purgatório Origens Nicolau nasceu nas Marcas, em 1245, na diocese de Fermo. Ainda adolescente, conheceu os Agostinianos e foi atraído pela vida monacal, à qual se consagrou em Tolentino. Foi um asceta de sorriso amável, de longas orações e jejuns, sempre acompanhados pela simpatia e a caridade. Infância e Juventude Desde os sete anos de idade, suas preocupações eram as orações, o jejum e uma enorme compaixão pelos menos favorecidos. Nisso se resumiu sua vida: penitência, amor e dedicação aos pobres. Virtudes alinhadas a uma fé incondicional em Nosso Senhor e na Virgem Maria. Aos quatorze anos, foi viver na comunidade dos agostinianos de Castelo de Santo Ângelo, como oblato, isto é, sem fazer os votos perpétuos, mas obedecendo às Regras. Mais tarde, ingressou na Ordem e, no ano de 1274, foi ordenado sacerdote. Semeador da Palavra de Deus Nicolau possuía carisma e dons especiais. Sua pregação era alegre e consoladora na Providência Divina, o que tornava seus sermões empolgantes. Tinha um grande poder de persuasão, pelo seu modo simples e humilde de viver e praticar a fé, sempre na oração e na penitência, cheio de alegria em Cristo. Com seu exemplo, levava os fiéis a praticar a penitência, a visitar os doentes e encarcerados e a dar assistência aos pobres. Essa mobilização de pessoas em torno do ideal de levar consolo e a Palavra de Deus aos necessitados dava-lhe grande satisfação e alegria. Vida Penitente Comia tão pouco, que ficou doente. O seu prior quis dar-lhe um pouco de carne, mas em vão. Chamou-se o prior geral. Nicolau, vencido pela santa obediência que professava, consentiu e engoliu um pedacinho: “Já obedeci, não me aborreçam mais com gulodices”. E Deus curou-o, jejuava a pão e água às segundas, quartas, sextas-feiras e sábados em honra a Maria Santíssima. Tanta austeridade trouxe-lhe dores articulares do estômago e da cabeça e ainda perturbações na vista. Perguntava a si mesmo se tanto rigor agradava ou não a Deus, mas o Senhor apareceu-lhe em sonho e confortou-o. Caindo ele de novo doente, curou-se, por indicação de Nossa Senhora, comendo um pedaço de pão molhado em água, depois de fazer o sinal da cruz. Daí veio o costume de benzer pães em honra de São Nicolau, destinados a robustecer os fracos. Nicolau trazia sobre a pele cadeias metálicas, tecidos ásperos e irritantes. Rezava entre as horas canônicas, a que era notavelmente fiel: de completas ao canto do galo, de matinas até a aurora, da Missa (se não tinha confissões) até terça, e de noite até às vésperas (se não tinha obrigações impostas pela obediência). Rezava na Igreja, perto dum altar ou na cela. Apóstolo do Confessionário Em 1275, devido à saúde debilitada, foi para o Convento de Tolentino, onde se fixou definitivamente. Lá, veio a tornar-se um dos apóstolos do confessionário mais significativos da Igreja. Passava horas repleto de compaixão para com todas as misérias humanas. A fama de seus conselhos e de sua santidade trazia para a paróquia fiéis de todas as regiões ansiosos pelo seu consolo e absolvição. A incondicional obediência, o desapego aos bens materiais, a humildade e a modéstia foram as constantes de sua vida, sendo amado e respeitado por seus irmãos da Ordem. Páscoa No dia 10 de setembro de 1305, ele fez sua última prece e entregou seu espírito nas mãos do Senhor, antes de completar sessenta anos de idade. Foi enterrado na sepultura da capela onde se tornara célebre confessor e celebrava suas missas. O local tornou-se meta de peregrinação, e os milagres atribuídos a ele não cessaram de ocorrer, atingindo os nossos dias. Via de Santificação No ano de 1446, São Nicolau de Tolentino foi finalmente canonizado pelo Papa Eugênio IV. A festa dedicada ao santo foi mantida para o dia de sua morte. Corpo Incorrupto A prodigiosa notícia que temos de São Nicolau de Tolentino diz que, quarenta anos após sua morte, seu corpo foi encontrado ainda em total estado de conservação. Na ocasião, durante os exames, começou a jorrar sangue dos seus braços, para o espanto de todos. Mesmo depois de muitos anos, os ferimentos sangravam de tempos em tempos. Esse milagre a ele atribuído fez crescer sua fama de santidade por toda a Europa e propagou-se por todo o mundo católico. Minha oração “São Nicolau, recorro a ti pelas almas dos meus familiares, aqueles que já faleceram e estão no purgatório esperando a sua purificação. Que alcancemos, pela tua intercessão, a salvação das famílias e dos pecadores. A ti recorremos e pedimos. Amém!” São Nicolau de Tolentino, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,27-38

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 6,27-38 Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: "A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica. Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos".