quarta-feira, 25 de março de 2026

25.Mar - Anunciação do Senhor

 25.Mar - Anunciação do Senhor


Anunciação do Senhor

Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.


Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, 

como afirmou o Papa São Leão Magno: “A humildade 

foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; 

a mortalidade, pela eternidade.”


Com alegria contemplamos o mistério do Deus

Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas 

as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe

 depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem

 Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho

 Redentor:


“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e 

disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe

 porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe

 o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo

 a tu palavra’” (cf. Lc 1,26-38).


Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14a). E fazermos

 memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que 

o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: “Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no

 rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da

 Virgem Santíssima.


Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem 

conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:


“Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade

 do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, 

na unidade do Espírito Santo”.

 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 

1,26-38

Naquele tempo,

o anjo Gabriel foi enviado por Deus

a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,

a uma virgem, prometida em casamento

a um homem chamado José.
Ele era descendente de Davi
e o nome da virgem era Maria.

O anjo entrou onde ela estava e disse:
"Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"

Maria ficou perturbada com estas palavras 

e começou a pensar 

qual seria o significado da saudação.

O anjo, então, disse-lhe:
"Não tenhas medo, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.

Eis que conceberás e darás à luz um filho,
a quem porás o nome de Jesus.

Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo,
e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi.

Ele reinará para sempre 

sobre os descendentes de Jacó,
e o seu reino não terá fim".

Maria perguntou ao anjo:
"Como acontecerá isso,
se eu não conheço homem algum?"

O anjo respondeu:
"O Espírito virá sobre ti,
e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra.
Por isso, o menino que vai nascer
será chamado Santo, Filho de Deus.

Também Isabel, tua parenta,
concebeu um filho na velhice.
Este já é o sexto mês daquela
que era considerada estéril,

porque para Deus nada é impossível".

Maria, então, disse:
"Eis aqui a serva do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra!"
E o anjo retirou-se.

terça-feira, 24 de março de 2026

Santa Catarina da Suécia, patrona das virgens e intercessora contra o aborto - 24 de março

 

Santa Catarina da Suécia, patrona das virgens e intercessora contra o aborto

Santa catarina da suecia patrona das virgens e intercessora contra o aborto

Origens
A abadessa Santa Catarina nasceu em 1331, na Suécia, em uma família católica. 

Foi educada segundo os preceitos da Igreja e instruída ao amor cristão pelo próximo. 

Filha de santa
Sua vida foi muito influenciada por sua mãe, Santa Brígida, a mística padroeira da 

Suécia. Viveu a castidade e é considerada a Santa padroeira das virgens. Sua

 imagem é representada com um cervo ao seu lado, a qual, segundo a tradição, 

vinham ajudá-la quando jovens sem castidade tentavam importuná-la.

De família
Em torno dos seus 7 anos de idade, sua mãe foi convocada pela Corte sueca como

 governanta de Bianca de Namur, jovem noiva do rei Magnus Eriksson. Ela e sua

 irmã foram então confiadas ao mosteiro cisterciense de Riseberg, onde continuou

 recebendo a educação católica. Assim, cresceu nela o desejo de consagração total

 da sua vida a Deus. Seu pai, porém, desejava que ela se casasse, e decidiu casá-la

 com um nobre de descendência Alemã, Edgar von Kürnen. 

Santa Catarina da Suécia: Casou-se por obediência

Matrimônio
Mesmo sendo contrária ao matrimônio, obedeceu seu pai e se casou, mas fez voto

 de castidade de comum acordo com seu marido. Levou uma vida de muita oração, 

jejum e penitência. Foi uma mulher simples, que dedicou muitas horas à meditação

 da paixão e morte de Cristo, à oração dos salmos penitenciais e ao Ofício da

 Virgem Maria.

Após a morte do pai
Em 1349, seu pai faleceu. Ela chegou a um acordo com seu marido e partiu junto

 a Santa Brígida (sua mãe) em uma peregrinação para venerar as tumbas de 

São Pedro e São Paulo em Roma. Ela tinha sua mãe como modelo, amava-a e 

admirava profundamente. Permaneceu com ela em Roma no ano santo e, durante 

esse período, tornou-se viúva, o que a permitiu ficar ainda mais tempo com sua 

mãe na Itália. Nesse período, sua mãe fundou um mosteiro na cidade de Vadstena,

 no qual Catarina se dedicou intensamente.

Reta intenção
Permaneceu na Itália a convite da sua mãe, porém sentia falta da Suécia. Sofria de

solidão, pois Brígida a proibiu de sair de casa sozinha, porque a Urbe não era 

segura para uma jovem bela sueca, que atraía olhares de muitos vilões. Catarina 

recusou diversas propostas de casamento e escapou de muitos pretendentes.

 O cervo, que sempre é representado ao seu lado, a teria salvo, ao distrair um 

pretendente, que havia sido rejeitado, que queria raptá-la. Para manter distância 

dos homens, Catarina começou até a usar roupas simples ou gastas. Ficou 

atormentada pela inquietação de não saber qual estilo de vida deveria adotar. 

Para entender qual era a vontade de Deus, dirigiu-se à Virgem, que, em sonhos,

 a convidou a obedecer a sua mãe. Então, ela a seguiu em todas as suas iniciativas,

 dedicando-se total e amorosamente às suas causas.

Canonização da mãe – Santa Brígida

Vida pobre
Morou com sua mãe em uma casa, perto do Campo de Fiori, por cerca de vinte

 anos, vivendo em extrema pobreza. Dedicou-se à catequese entre as nobres

 famílias romanas e às obras de caridade, com uma vida composta de atividades 

pastorais. Em 23 de julho de 1373, Brígida faleceu, e seu desejo era que seus

 restos mortais fossem sepultados no mosteiro de Vadstena.

O Pedido
Ao ser eleita abadessa, regressou a Roma para pedir a canonização da sua mãe.

 E buscava obter a aprovação da regra da Ordem, que havia fundado. Nos cinco

 anos seguintes, Catarina coletou depoimentos sobre a vida da sua mãe e os

apresentou primeiro a Gregório XI e depois a Urbano VI. Este último aprovou a 

regra da Ordem Brigidina, com uma Bula datada de 3 de dezembro de 1378, mas 

omitiu a Causa de Canonização de Brígida.

Santidade da mãe
No processo de canonização da sua mãe, declarou como testemunha: “Lembro

 quando minha mãe me levava, junto com as minhas irmãs, para visitar os hospitais,

 que havia mandado construir; com as suas próprias mãos, enfaixava, sem

 repugnância, as feridas dos enfermos”. De fato, o desejo de Brígida era que 

seus filhos aprendessem a servir ao Senhor nos pobres e doentes. Ela cresceu 

neste clima profundamente evangélico.

O Final da Vida e o Encontro com Santa Catarina de Sena

Páscoa
Voltou para sua terra natal e a Diocese lhe entregou formalmente a direção da

 nova ordem religiosa. Viveu exemplarmente no convento por esse tempo. Ao 

longo desse período teve um encontro místico com Santa Catarina de Sena, a 

santa que viveu o mesmo ideal que ela. Pouco tempo depois, ficou doente e f

aleceu em 24 de março de 1381. Em 1484, Inocêncio VIII deu permissão para 

sua veneração como santa. Sua memória é celebrada em 24 de março.

Minha oração
“Dignai-vos meu Deus, permitir que eu tenha em Santa Catarina da Suécia uma

 poderosa e eficaz advogada, diante de Vosso poder, a fim de que seja afastado

 de mim o mal que me ameaça. Que ela me conduza, pela sua proteção, sã e salva,

 através de todos os perigos, a fim de mostrar-me a glória do Vosso nome e para 

que eu possa Louvar-Vos meu Deus, eternamente. Peço-Vos por nosso Senhor 

Jesus Cristo.”

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!