terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Santa Escolástica ensina: "Quem ama mais pode mais" - 10 de fevereiro

 

Santa Escolástica ensina: "Quem ama mais pode mais"

“Quem ama mais pode mais.”
Este desafio aconteceu com Bento de Núrsia, mas a vencedora foi sua irmã gêmea, 

Escolástica, que se consagrou ao Senhor desde muito jovem. Vivendo à sombra do 

irmão, foi sempre fiel intérprete da sua regra.

Origens
Presume-se que Escolástica, primeira monja beneditina, viveu entre os anos 480 e 

543. Natural de Núrsia, região italiana da Úmbria. Foi uma dócil aluna de Bento, do 

qual recebeu a sabedoria do coração, a ponto de superar seu mestre: é o que narra

 São Gregório Magno nos seus “Diálogos”, único texto de referência com poucas

 menções sobre a vida desta santa. Ele descreve ainda um particular episódio, no 

qual ela revela uma acentuada personalidade humana e grande profundidade 

espiritual.

Vocação religiosa nas pegadas do irmão
Segundo a história de Escolástica, diz-se que era descendente de uma antiga família

 de Senadores romanos. Sua mãe, Cláudia, morreu logo depois do parto dos gêmeos.

 Com 12 anos, foi mandada para Roma, junto com seu irmão Bento, onde ficaram

 escandalizados pela vida desregrada da cidade. Bento tornou-se eremita, enquanto 

Escolástica pediu ao pai para dedicar-se à vida religiosa. Antes, entrou para um 

mosteiro, próximo de Núrsia, e, depois, transferiu-se para Subiaco, seguindo o irmão, 

que havia fundado a Abadia de Monte Cassino, ao leste de Nápoles. Ali, em apenas

 sete quilômetros de distância, fundou o mosteiro de Piumarola, onde, com as

 coirmãs, seguiu a Regra de São Bento. Deu, portanto, origem ao ramo feminino da

 Ordem dos Beneditinos.

Santa Escolástica e a Regra do Silêncio

A regra do silêncio
Era normal para Escolástica recomendar a observância da regra do silêncio e evitar

 conversas com pessoas estranhas no mosteiro, mesmo se fossem visitantes devotos.

 Ela costumava repetir: “Fiquem em silêncio ou falem de Deus, pois o que, neste

mundo, pode ser tão digno para se falar senão sobre Ele?”.

Escolástica gostava de falar a respeito de Deus, sobretudo com o irmão Bento, com

 o qual se encontrava uma vez por ano. O local onde faziam diálogos espirituais era 

uma casinha situada no meio da estrada entre os dois mosteiros.

O milagre que desafiou Bento
São Gregório Magno narra que, no último dos seus encontros, datado de 6 de

 fevereiro de 543, pouco antes da sua morte, Escolástica pediu ao irmão para

 prolongar a conversa até na manhã do dia seguinte, mas Bento se opôs para não 

violar a Regra. Então, Escolástica implorou ao Senhor para não deixar o irmão partir, 

debulhando-se em pranto. A seguir, um temporal inesperado e violento obrigou Bento

 a ficar com ela, levando-os a conversarem toda a noite.

Porém, a primeira reação de Bento com o temporal improviso foi de contrariedade:

 “Que Deus onipotente possa lhe perdoar, irmã. O que você fez?”. E Escolástica 

respondeu: “Eu lhe implorei para ficar e você não me ouviu; pedi a Deus e Ele me 

atendeu. Agora, pode ir, se quiser; deixe-me e volte ao seu mosteiro”. Foi uma

 espécie de revanche da irmã, que não pôde se entristecer pelo amadíssimo irmão, 

pois ele mesmo lhe havia ensinado a se dirigir a Deus, com todas as forças, durante

 as dificuldades. Assim se destacaram os dotes femininos de Escolástica: docilidade,

 perseverança e também audácia ao obter o que desejava fortemente.

Unidos em Deus na vida e na morte

Páscoa
Três dias depois deste encontro, segundo São Gregório, Bento recebeu a notícia da 

morte da irmã com um sinal divino: viu a alma da sua irmã subir ao céu em forma de 

uma pomba branca. Então, quis enterrá-la na sepultura que havia preparado para si, 

onde também foi enterrado, pouco tempo depois. “Como seus pensamentos sempre

 estiveram voltados para Deus, era justo seus corpos também ficassem unidos na

 mesma sepultura”.

Repercussão da santidade
Hoje, quem visita a majestosa Abadia de Monte Cassino, após 15 séculos de história, 

pode fazer a experiência de estar diante do túmulo dos Santos irmãos, os pioneiros

 de um grande número de seguidores de Deus.

Intercessora e patrona
É invocada como intercessora contra tempestades, chuvas e relâmpagos. Também

 intercessora pelas crianças que sofrem convulsões. Tradicionalmente, patrona dos 

mosteiros beneditinos. 

Minha oração
“Santa Escolástica, pelo mistério da comunhão dos santos, ouso lhe pedir a graça de

 silenciar e não procurar conversas que não me levem para as ‘coisas do Alto’.

 Peço-te a graça de, no ambiente onde eu vivo e trabalho, ser um instrumento da

 paz, como também amar os meus irmãos como você amou São Bento, seu irmão

 gêmeo. Amém.”

Santa Escolástica, rogai por nós!

Evangelho: Marcos 7,1-13

 Evangelho: Marcos 7,1-13

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo  segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os fariseus e alguns mestres da lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5Os fariseus e os mestres da lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus a fim de guardar as vossas tradições. 10Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, consagrado a Deus’. 12E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13Assim vós esvaziais a palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”.

— Palavra da Salvação.
 Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

SANTO DO DIA - 9 de Fevereiro Santa Apolônia

 

SANTO DO DIA - 9 de Fevereiro

Santa Apolônia

Mesmo que já tenha feito uma longa caminhada,
sempre haverá mais um caminho a percorrer.



Santa Apolônia

Santa Apolônia viveu no tempo do império romano por volta do ano 249. Era o tempo

 do imperador Felipe, que foi derrotado por Décio. Este tornou-se um dos mais cruéis 

perseguidores dos cristãos. Santa Apolônia era filha de um rico magistrado de Alexandria,

 cidade importante do Egito, então sob o domínio do império Romano. A Santa teve 

sua história contada pelo então Bispo de Alexandria, São Dionísio, em cartas ao Bispo

 Fabio de Antioquia.

Na sétima investida do Imperador Décio contra os cristãos, Santa Apolônia foi 

capturada. Como Décio sempre fazia, a Santa foi obrigada a renunciar a sua fé cristã

 pelas forças do império. Além disso, foi obrigada a prestar culto aos deuses romanos e 

a obedecer o Imperador. Santa Apolônia, porém, firme na fé e tomada por uma 

coragem impressionante, negou-se a obedecer. Por isso, ela passou a sofrer terríveis

 torturas em praça pública, diante de todo o povo, que se impressionava com tudo o que

 via.

Em meio às grandes torturas que sofreu sem negar sua fé, Santa Apolônia teve seus

 dentes arrancados por pedras afiadas. Mesmo sofrendo a dor lancinante de ter seus

 dentes quebrados, ela não renunciou à sua fé em Jesus Cristo. Ao ver sua firmeza na

 fé, os carrascos quebraram sua face com pancadas. Em seguida, foi condenada a 

morrer queimada. Depois de sua morte, seus dentes foram recolhidos e levados para

 vários mosteiros. Existe um dente e um pedaço de sua mandíbula no Mosteiro de Santa

 Apolônia em Florença, Itália.

Depois de todos os sofrimentos pelos quais tinha passado, Santa Apolônia ainda reunia 

forças para mostrar a todos sua fé inabalável. Assim, mesmo amarrada, ela própria se 

jogou na fogueira onde morreria, dizendo que preferia a morte a renunciar sua fé

 em Cristo Jesus. Deus, porém, protegeu Santa Apolônia e ela escapou ilesa da 

fogueira. Muitos dos presentes se converteram ao presenciar este fato. Então os algozes

 lhe deram vários golpes de espada e lhe deceparam a cabeça. Santa Apolônia faleceu no 

ano de 249.

Mais tarde Santo Agostinho explicou que esse ato de Santa Apolônia foi inspirado pelo 

Espírito Santo, como um ato de coragem ao enfrentar todas as forças da época em nome

 de Jesus Cristo.

Santa Apolônia foi canonizada no ano 300. Seu culto é mais conhecido e divulgado

 na Europa, principalmente na Alemanha, França e Itália. Sua festa litúrgica é realizada

 no dia 9 de fevereiro. Santa Apolônia é Padroeira dos dentistas e dos que sofrem dos 

dentes ou dores e problemas na boca.

Por ter tido os seus dentes arrancados ela é representada por uma imagem de uma

 senhora com vestes simples e um fórceps na mão segurando um dente.

Oração

Óh bom Deus. Rogamos que a intercessão da gloriosa mártir de Alexandria, Santa 

Apolônia, nos livre de todas as enfermidades do rosto e da boca. Lembrai-vos

 principalmente das criaturas inocentes e indefesas. Afastai, se possível, a amargura 

das dores de dente. Iluminai, fortificai e protegei os cirurgiões-dentistas, para que sempre 

se dediquem ao próximo com o amor que de vós emana, e nos seja dado usufruir de

 vosso reino. Santa Apolônia, intercedei a Deus por nós.

Amém.

Santa Apolônia, rogai por nós!