quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

São João de Brito, santo português e grande evangelizador na Índia - 04 de fevereiro

 

São João de Brito, santo português e grande evangelizador na Índia

Origens
São João de Brito é um santo português, nasceu em Lisboa no ano de 1647.

Relação com o Brasil
Em 1640, seu pai Salvador Pereira de Brito foi enviado pelo rei Dom João IV para

 ser governador no Brasil, lugar onde faleceu. São João de Brito, com sua mãe e

 seus irmãos, permaneceram na corte. Desde cedo, São João dava testemunho da 

busca de viver em Deus.

Saúde na infância
Com sua saúde fragilizada, os médicos chegaram a perder as esperanças. Sua mãe,

 voltando-se para o céu em oração e intercessão, fez também uma promessa a São

 Francisco Xavier, e o pequeno João recobrou a saúde milagrosamente. São João 

passou um ano com uma batina, pois isso fazia parte do cumprimento da promessa.

Mais do que isso, Deus foi trabalhando a vocação em seu coração, até que, com 

15 anos apenas, ele entrou para a Companhia de Jesus.

São João Brito: a ida para Índia e o difícil sacerdócio 

Sacerdócio na Índia
Em 1673, foi ordenado sacerdote e enviado para evangelizar na Índia. Viveu em

 Goa, depois no Sul da Índia, onde aprofundou-se nos estudos; e todo aquele lugar, 

toda aquela região conheceu o ardor deste apóstolo. Homem que comunicava o

 Evangelho com a vida, ele buscava viver a enculturação para que muitos se 

rendessem ao amor de Deus num diálogo constante com as culturas, o que não

 quer dizer que sempre encontrou acolhimento.

Perseguição e intervenção de Deus
Junto aos povos de Maravá, ele evangelizou, e muitos foram batizados. Ao retornar 

desta missão, ele e outros catequistas acabaram sendo presos por soldados pagãos

 e anticristãos, e fizeram de tudo para que este sacerdote santo renunciasse à fé. 

Ele renunciou à própria vida e estava aberto para o martírio se fosse preciso. O rei 

chegou a condená-lo, mas um príncipe quis ouvir a doutrina que ele espalhava e

muitos mudavam de vida e abandonavam os deuses; a conclusão daquele príncipe 

pagão era de que aquela doutrina era justa e santa. São João foi liberto junto com 

os outros.

O retorno a Portugal
Não demorou muito, por obediência, voltou para Portugal, mas o seu coração queria, 

de novo, retornar para a Índia e até mesmo ser mártir. Foi o que aconteceu.

O Martírio de São João Brito e o seu legado

Páscoa
Após dar seu testemunho em vários colégios dos jesuítas em Portugal, voltou para 

a Índia. Logo foi preso. Desta vez, até um príncipe pagão chegou a se converter. 

Mas o rei se revoltou, mandou castigar aquele padre. Em 4 de fevereiro de 1693, foi 

degolado. Sofreu muito antes disso, mas tudo ofereceu por amor a Cristo e pela 

salvação das almas.

Santuário na Índia
Foi canonizado por Pio XII em 22 de junho de 1947. No local do seu martírio, em

 Oriyur, na Índia, foi construído um Santuário. Conta-se que o seu sangue abençoou

 o solo, tornando-o vermelho. Os peregrinos consideram esta areia vermelha como 

sagrada e encontram nela cura para os seus males.

São João de Brito no Brasil
Na Diocese de Santo Amaro (SP), o santo é padroeiro de uma paróquia desde 1951.

 Tal devoção surgiu após uma visita do então bispo de Santo Amaro a Portugal, que 

trouxe uma imagem que ganhou no país europeu e sugeriu que a nova Paróquia que

 surgia levasse o nome de São João de Brito.

Minha oração
“Ó santo sacerdote, exímio missionário e evangelizador, fortalecei e encorajai aqueles

 que têm a mesma missão de evangelizar os povos mais distantes. Intercedei pelas 

vocações, a fim de suscitar outros homens e mulheres com a mesma generosidade. 

Amém.”

São João de Brito, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 

6,1-6

Naquele tempo,

Jesus foi a Nazaré, sua terra,
e seus discípulos o acompanharam.

Quando chegou o sábado, 

começou a ensinar na sinagoga.
Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:
"De onde recebeu ele tudo isto?
Como conseguiu tanta sabedoria?
E esses grandes milagres
que são realizados por suas mãos?

Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria
e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão?
Suas irmãs não moram aqui conosco?"
E ficaram escandalizados por causa dele.

Jesus lhes dizia: 

"Um profeta só não é estimado em sua pátria, 

entre seus parentes e familiares".

E ali não pôde fazer milagre algum.

Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.

E admirou-se com a falta de fé deles.
Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

S. Brás, bispo de Sebaste e mártir - 03 de fevereiro

 

S. Brás, bispo de Sebaste e mártir

Sobre a vida de São Brás - protetor da garganta e dos otorrinolaringologistas, dos pecuaristas e das atividades agrícolas -dispomos de poucas notícias: a única coisa certa era a sua fé em Cristo, que manteve até à morte por decapitação, após cruéis torturas indescritíveis.

Bispo e médico

A tradição diz que Brás era natural de Sebaste, na Armênia, onde passou a sua juventude, dedicando-se, sobretudo, aos estudos de Medicina.
Ao tornar-se Bispo, entregou-se aos cuidados físicos e espirituais do povo, realizando, segundo a tradição, até curas milagrosas.
Naqueles anos, as condições de vida dos fiéis da fé cristã pioraram por causa dos contrastes entre o imperador do Oriente, Licínio, e do Ocidente, Constantino, que causaram novas perseguições. Brás, para fugir das violências, refugiou-se em uma caverna, no Monte Argeu, onde viveu na solidão e na oração, guiando a sua Igreja, apesar da distância, com mensagens secretas.

O milagre da garganta

Porém, Brás foi encontrado e preso pelos guardas do governador Agrícola e levado a julgamento. Ao longo do caminho, encontrou uma mãe desesperada, com seu filhinho nos braços, que estava sendo sufocado por um espinho ou isca de peixe cravado em sua garganta. O bispo abençoou-o e a criança recobrou imediatamente a saúde. Este fato, porém, não foi suficiente para poupá-lo do martírio, após torturas atrozes, que não conseguiram mudar seu espírito.

O naufrágio das relíquias

Com a sua morte, São Brás foi enterrado na catedral de Sebaste, mas, em 723, parte dos seus restos mortais foi transferida para Roma. No entanto, durante a viagem, uma tempestade repentina fez com que as relíquias permanecessem em Maratea, na costa da atual região italiana da Basilicata. Esta terra, na verdade, ainda hoje mantém uma grande devoção a São Brás.

O culto de São Brás

São Brás é um dos santos, cuja fama de santidade chegou a muitos lugares e, por isso, é venerado em quase todas as partes do mundo.
O milagre da garganta, que realizou em uma criança, é recordado no dia 3 de fevereiro, com um rito litúrgico particular, durante o qual o sacerdote abençoa a garganta dos fiéis com duas velas cruzadas diante da garganta.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 5,21-43

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 

5,21-43

Naquele tempo,

Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem.
Uma numerosa multidão se reuniu junto dele,
e Jesus ficou na praia.

Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga,
chamado Jairo.
Quando viu Jesus, caiu a seus pés,

e pediu com insistência:
"Minha filhinha está nas últimas.
Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!"

Jesus então o acompanhou.
Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia.

Ora, achava-se ali uma mulher

que, há doze anos, estava com uma hemorragia;

tinha sofrido nas mãos de muitos médicos,
gastou tudo o que possuía,
e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.

Tendo ouvido falar de Jesus,
aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão,
e tocou na sua roupa.

Ela pensava:
"Se eu ao menos tocar na roupa dele, 

ficarei curada".

A hemorragia parou imediatamente,

e a mulher sentiu dentro de si
que estava curada da doença.

Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele.
E, voltando-se no meio da multidão, perguntou:
"Quem tocou na minha roupa?"

Os discípulos disseram:
"Estás vendo a multidão que te comprime
e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'"

Ele, porém, olhava ao redor
para ver quem havia feito aquilo.

A mulher, cheia de medo e tremendo,
percebendo o que lhe havia acontecido,
veio e caiu aos pés de Jesus,
e contou-lhe toda a verdade.

Ele lhe disse:
"Filha, a tua fé te curou.
Vai em paz e fica curada dessa doença".

Ele estava ainda falando,
quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga,
e disseram a Jairo:
"Tua filha morreu. 

Por que ainda incomodar o mestre?"

Jesus ouviu a notícia 

e disse ao chefe da sinagoga:
"Não tenhas medo. Basta ter fé!"

E não deixou que ninguém o acompanhasse,
a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João.

Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga,
Jesus viu a confusão
e como estavam chorando e gritando.

Então, ele entrou e disse:
"Por que essa confusão e esse choro?
A criança não morreu, mas está dormindo".

Começaram então a caçoar dele.
Mas, ele mandou que todos saíssem,
menos o pai e a mãe da menina,
e os três discípulos que o acompanhavam.
Depois entraram no quarto onde estava a criança.

Jesus pegou na mão da menina e disse:
"Talitá cum" — que quer dizer:
"Menina, levanta-te!"

Ela levantou-se imediatamente e começou a andar,
pois tinha doze anos.
E todos ficaram admirados.

Ele recomendou com insistência
que ninguém ficasse sabendo daquilo.
E mandou dar de comer à menina.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

São Cornélio de Cesareia, centurião temente a Deus - 02 de fevereiro

 

São Cornélio de Cesareia, centurião temente a Deus

Referência Bíblica
Partes da vida de São Cornélio de Cesareia são registradas nos Atos dos Apóstolos, 

no capítulo 10. “Havia em Cesareia um homem por nome Cornélio. Centurião da corte

 e religioso, ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao 

povo e orava constantemente”. (cf. At 10,1-2)

Particularidade
Cornélio de Cesareia era centurião, que quer dizer o responsável por parte da

 infantaria do exército romano, dando ordens que deveriam ser imediatamente 

obedecidas. Cornélio, junto com a sua família e seus amigos, foi assim o primeiro dos

 não-judeus incircuncisos a tornar-se cristão. Esta ocasião histórica levou Pedro a

 exclamar: “Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas, mas

 que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo” 

(cf. Atos 10, 34-35).

Um Evangelizador
Deus o visitou por meio de um anjo, que lhe indicou São Pedro, por isso uma das 

imagens artísticas que retrata o santo é a do seu diálogo com um anjo. São Pedro, 

que também teve uma visão, foi à casa de Cornélio. Foi aí que aconteceu a abertura

 da Igreja para a evangelização dos pagãos e dos estrangeiros. No outro dia, Pedro 

chegou em Cesareia. Cornélio o estava esperando, tendo convidado seus parentes e 

amigos mais íntimos. Não somente ele queria encontrar-se com o Senhor, como

 também queria o mesmo para todos os seus parentes e amigos.

Relação com Pedro
Cornélio ouviu da boca do primeiro Papa da Igreja: “Deus me mostrou que nenhum 

homem deve ser considerado profano ou impuro” (At 10,28). Assim, São Pedro

 começou a evangelizar e, de repente, no versículo 44: “Estando Pedro ainda a falar, 

o Espírito Santo desceu sobre todos que ouviam a Santa Palavra. Os fiéis da 

circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram vendo que

 o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos, pois eles os 

ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. Então, Pedro tomou a palavra: 

“Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito 

Santo como nós? E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. 

Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias” (At 10,44-48).

Primeiro Bispo de Cesareia
São Cornélio tornou-se o primeiro bispo em Cesareia. Deus pôde contar com ele 

para a obra que até nos dias de hoje alcança a humanidade: o Evangelho.

A minha oração
“Senhor Jesus, eu também, mesmo fraco e pecador, comprometo-me Contigo no

 anúncio da Sua Palavra. Dá-me a graça do Batismo no Espírito Santo, para que

 eu seja cheio de amor por Ti, como foi São Cornélio de Cesareia. Assim seja.”

São Cornélio de Cesareia, rogai por nós!