segunda-feira, 13 de abril de 2026

Santa Margarida - 13 de abril

 

Santa Margarida

Santa Margarida nasceu numa família nobre por volta do ano de 1287, em Urbino, Itália. Cega e com uma deformação física, seus pais tinham vergonha de apresentá-la ao mundo. Então, ela viveu cerca de cinco anos no escondimento, dentro de uma cela, onde ela foi educada com princípios cristãos.

Em 1292, os pais de Santa Margarida ficam sabendo que, na pequena Città de Castello, morreu um franciscano com fama de ser santo, Frade Tiago da Città de Castello, que foi sepultado na Igreja de São Francisco. Acreditando que a pequena Margarida seria curada, a levaram até lá e ficaram esperando o milagre acontecer. Ao se darem conta de que não houve a cura, eles a abandonaram junto ao túmulo.

A menina ficou pelas ruas mendigando, vivendo com ajuda da solidariedade do povo, até que foi acolhida numa pequena comunidade de freiras. Santa Margarida, desde pequena, já tinha devoção ao Senhor e buscava uma vida austera e de mortificações, o que causou nas monjas um desconforto. Com o tempo, ela foi mandada embora.

Santa Margarida volta para as ruas e é acolhida por um casal de cristãos, Grigia e Venturino, que já tinham dois filhos, mas compadecera-se da situação dela e a levaram para morar com eles. Ela vivia em um pequeno cômodo da casa, onde fazia suas práticas de oração, mortificações e jejum.

Dotada de dons espirituais, Santa Margarida ajudou a dar uma educação cristã aos filhos do casal e ainda ajudava em obras de caridade, visitava prisioneiros e enfermos. Ela frequentava a Igreja da Caridade dos Frades Pregadores e fazia parte dos membros leigos da Ordem da Penitência de São Domingos.

A deficiência de Santa Margarida e toda a rejeição que ela sofreu não a impediram de levar uma vida virtuosa e de oração constante. Meditava sobre a vida de Cristo e, por isso, buscava conformar seus sofrimentos ao d’Ele. Tão intensa foi a sua busca, que ela morreu em 13 de abril de 1320, com 33 anos, assim como seu amado Jesus.

Uma mulher que sofreu muito, mas nunca deixou de acreditar que o Senhor cuidava dela. Seus traumas e feridas se transformaram em amor e caridade pelo próximo. Não era preciso que Santa Margarida visse, porque a alma dela enxergava o necessário: o amor incondicional que o Senhor tinha por ela.

Observar a vida de Santa Margarida é um convite a refletir sobre como nos colocamos diante da vontade de Deus. Será que quando pedimos coisas a Deus e Ele não realiza nos conformamos? Conhecer a vida de Santa Margarida é uma oportunidade para aprender a se conformar com a vontade de Deus. Muitas vezes, Ele tem coisas maiores para nós. Se o milagre que pedimos não acontece é porque o Senhor sabe o que é melhor pra nós. A vontade d’Ele precisa prevalecer. Em 24 de abril de 2021, o Papa Francisco usou um procedimento denominado canonização equipolente para canonizar Santa Margarida de Città de Castello.

Oração
Senhor, ensine-me, assim como Santa Margarida, a buscar a sua vontade. Que meus desejos estejam em conformidade com os seus e que todas as minhas feridas sejam tocadas pelo seu amor. Dai-me a graça de enxergar com os olhos da alma e a abandonar-me a tua Providência.

Amém.

Santa Margarida, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 3,1-8

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

3,1-8

Havia um chefe judaico,
membro do grupo dos fariseus,
chamado Nicodemos,

que foi ter com Jesus, de noite,
e lhe disse:
"Rabi, sabemos que vieste como mestre
da parte de Deus.
De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes,
a não ser que Deus esteja com ele".

Jesus respondeu:
"Em verdade, em verdade te digo,
se alguém não nasce do alto,
não pode ver o Reino de Deus".

Nicodemos disse:

"Como é que alguém pode nascer, se já é velho?
Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?"

Jesus respondeu:
"Em verdade, em verdade te digo,
se alguém não nasce da água e do Espírito,
não pode entrar no Reino de Deus".

Quem nasce da carne é carne;
quem nasce do Espírito é espírito.

Não te admires por eu haver dito:
Vós deveis nascer do alto.

O vento sopra onde quer
e tu podes ouvir o seu ruído,
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai.
Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito".

domingo, 12 de abril de 2026

São Júlio Papa

*SANTO DO DIA*

*SÃO JÚLIO I, PAPA*
O nome do Papa S. Júlio figura no Martirológico Romano no dia de hoje com o comentário de que ele lutou muito pela fé católica contra os arianos. O Martirológio Romano enumera nove santos e oito santas com esse nome e quase todos são mártires do primeiro século do cristianismo. Mas o Júlio, o primeiro papa a tomar este nome, dirigiu a Igreja de 337 a 352. Júlio era de origem romana, filho de um certo cidadão chamado Rústico. Viveu no período em que a Igreja respirava a liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, o Magno, em 313. Essa liberdade oferecia ao cristianismo melhores condições de vida e expansão da religião. Por outro lado, surgiram as primeiras heresias: donatismo, puritanismo na moral, e o arianismo, negando a divindade de Cristo. Com a morte de Constantino, os sucessores, infelizmente, favoreceram os partidários do arianismo. O papa Júlio I tomou a defesa e hospedou o patriarca de Alexandria, Atanásio, o grande doutor da Igreja, batalhador da fé no concílio de Nicéia e principal alvo do ódio dos arianos, que o tinham expulsado da sede patriarcal. O papa Júlio I convocou dois sínodos de bispos em que, com a condenação do semi-arianismo, Atanásio foi reabilitado, recebendo cartas do papa que se felicitava com a Igreja de Alexandria, baluarte da ortodoxia cristã. O papa Júlio I construiu várias igrejas em Roma: a dos Santos Apóstolos, a da Santíssima Maria de Trastévere, e três mandou construir nos cemitérios das vias Flavínia, Aurélia e Portuense, respectivamente as igrejas de São Valentim, de São Calisto e de São Félix. Cuidou da organização eclesiástica e da catequese catecumenal, ou seja, dos adultos e mais velhos. Morreu em 352, após quinze anos de pontificado. Foi sepultado no cemitério de Calepódio, na via Aurélia, numa igreja que ele também havia mandado edificar. Sua veneração começou entre os fiéis a partir do século VII. Suas relíquias, segundo a tradição, foram transladadas para a basílica de São Praxedes a pedido do papa Pascoal I. O seu culto, que já fora autorizado, refloresceu em 1505, quando do seu translado para a basílica da Santíssima Maria de Trastévere, em Roma.
*SÃO JÚLIO I, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP.

Evangelho de hoje

*12/04/2026 - DOMINGO - 2⁰. DOMINGO DA PÁSCOA*

*DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA*

*1ª. Leitura:* (At 2,42-47)
*Salmo responsorial:* 117(118)
*2ª. Leitura:* (1Pd 1,3-9)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Jo 20,19-31)*

*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João*
*19  Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.  20  Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.  21  Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”.  22  E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo.  23  A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.  24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio.  25  Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.  26  Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.  27  Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28  Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!”  29 Jesus lhe disse: “Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”  30  Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos que não estão escritos neste livro. 31  Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

sábado, 11 de abril de 2026

Evangelho de hoje

*11/04/2026 - SÁBADO DA OITAVA DA PÁSCOA*

*EVANGELHO DO DIA*
*(Mc 16,9-15)*

*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos*
*9  Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios.  10  Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando.  11  Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar.  12  Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo.  13  Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito.  14  Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. 15  E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Santa Madalena de Canossa - 10 de abril

 

   

Santa Madalena de Canossa

Localização: Verona, Itália

Madalena Gabriela Canossa nasceu em 1774 na cidade de Verona, região de Veneto, nordeste

 da Itália, a terceira de seis irmãos. Sua família era nobre e o pai muito rico, mas 

morreu quando ela tinha cinco anos. Dois anos depois, sua mãe casou em segundas 

núpcias e entregou a educação dos filhos a uma severa governanta francesa.

Aos 15 anos, Madalena ficou doente, com uma febre misteriosa, uma forma grave de varíola e dores isquiáticas, um quadro que lhe desenvolveu asma crônica e dolorosa contração dos braços, agravados com o passar do tempo.

Com 17 anos, desejando entrar para o Carmelo, por duas vezes fez fracassadas experiências conventuais. De volta à casa, assumiu de forma excelente o controle e administração dos bens familiares, com excepcional tino comercial. Mas, mantendo sua vocação religiosa, não se casou, e incrementou no seu palácio o auxílio aos pobres, aos quais lá já atendia antes das tentativas de clausura.

As consequências da Revolução Francesa e das guerras napoleônicas, e os domínios estrangeiros, tornou difícil a condição italiana nos anos 1800, aumentando a pobreza e o número de doentes e desabrigados. Neste período duas adolescentes foram procurar guarida no palácio, e Madalena as acolheu. Outras vieram; e logo grande parte do palácio se transformou num abrigo de meninas abandonadas. Isto gerou desagrado nos familiares, mas Madalena percebeu o que Deus desejava dela.

Em 1808, chegando a um acordo com os irmãos, deixou o palácio para viver no bairro mais pobre de Verona, dedicando-se à evangelização, cuidado e educação dos desvalidos. Fundou assim a Congregação das Filhas da Caridade, para a formação de religiosas educadoras, cujas Regras de Vida foram escritas por Madalena em 1812. Rapidamente, novas casas surgiram na Itália e na Europa, com aprovações diocesanas. A aprovação papal das Regras ocorreu em 1828. No Instituto de Bérgamo, Madalena funda o primeiro Centro para professoras camponesas e a Ordem Terceira das Filhas da Caridade, aberto também às mulheres casadas ou viúvas, que se dedicavam, sobretudo, à formação das enfermeiras e professoras. Em 1831 inaugurou-se em Veneza a primeira Casa, ou Oratório, do ramo masculino da Congregação dos Filhos da Caridade, destinado à formação e evangelização de jovens e adultos carentes.

Madalena desejava para os seus congregados a disposição de ir a qualquer lugar, mesmo os mais remotos, no empenho de evangelizar e educar. Aconselhava-lhes o sereno abandono à vontade de Deus, mais do que rigor excessivo, e a fuga da tristeza e melancolia. Seus objetivos específicos eram cinco: caridade para integral promoção das pessoas, catequese para absolutamente todos mas especialmente para os mais carentes, assistência principalmente aos doentes, seminários residenciais para formação de professoras nas áreas rurais e auxílio pastoral aos párocos, e exercícios espirituais anuais para sensibilizar as mulheres (inicialmente da alta nobreza) em atividades caritativas.

Madalena teve uma profunda vida espiritual, na oração e na mística, que a sensibilizava sempre mais à dor e necessidades dos irmãos. Napoleão Bonaparte a chamava de “anjo da caridade”. Nos seus últimos anos, sofreu crises frequentes de asma e dores nos braços e pernas. Faleceu com 61 anos na sua cela em Verona, aos 10 de abril de 1835, uma Sexta-Feira da Paixão, rezando à Nossa Senhora.

 A Família Canossiana Filhos e Filhas da Caridade atua hoje nos cinco continentes, subdividida em 24 organismos.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


Reflexão:

Novamente a Providência nos oferece um santo dedicado ao ensino como tema para nossa reflexão e ação. Talvez porque os tempos atuais sejam extremamente carentes do bom ensino religioso, verdadeiramente católico, não apenas na esfera diretamente espiritual como também na cultura em geral. Chama a tenção que um dos focos principais das Congregações educativas fundadas por Santa Madalena de Canossa fosse a “catequese para absolutamente todos mas especialmente para os mais carentes”: absolutamente a todos… especialmente aos mais carentes. Um questionamento se faz necessário para os dias atuais, quem são os mais carentes de catequese? Pois salta à vista que os católicos, em grande número – incluindo, infelizmente, representantes do próprio clero – não têm boa (ou sequer minimamente correta) formação, e que entre os religiosos há alarmantes sinais, por todo o mundo, de atitudes heréticas e de apostasia. Grande é, portanto, a obra de evangelização a ser feita, e que dirijamos súplicas e penitências, certamente necessárias, para a santificação de todos os membros da Igreja. E começemos este serviço de amor ao próximo pela nossa própria conversão, nas orações e nas ações, particularmente aos que têm por encargo o ensino.

Oração:

Pai de santidade e misericórdia, que velais sempre pelo ensino das nossas almas, concedei-nos pela intercessão de Santa Madalena de Canossa bons pastores e o empenho santo na evangelização, na plena e serena confiança do Vosso contínuo auxílio, sem permitir, como ela orientava, que a tristeza e a melancolia diante dos desafios nos desanimem ou diminuam a alegria e entusiasmo das boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 21,1-14

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

21,1-14

Naquele tempo,

Jesus apareceu de novo aos discípulos,
à beira do mar de Tiberíades.
A aparição foi assim:

Estavam juntos Simão Pedro,
Tomé, chamado Dídimo,
Natanael de Caná da Galileia,
os filhos de Zebedeu
e outros dois discípulos de Jesus.

Simão Pedro disse a eles: 

"Eu vou pescar".
Eles disseram: 

"Também vamos contigo".
Saíram e entraram na barca,
mas não pescaram nada naquela noite.

Já tinha amanhecido,
e Jesus estava de pé na margem.
Mas os discípulos não sabiam que era Jesus.

Então Jesus disse:
"Moços, tendes alguma coisa para comer?"
Responderam: 

"Não".

Jesus disse-lhes:
"Lançai a rede à direita da barca, e achareis".
Lançaram pois a rede
e não conseguiam puxá-la para fora,
por causa da quantidade de peixes.

Então, o discípulo a quem Jesus amava
disse a Pedro: "É o Senhor!"
Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor,
vestiu sua roupa, pois estava nu,
e atirou-se ao mar.

Os outros discípulos vieram com a barca,
arrastando a rede com os peixes.
Na verdade, não estavam longe da terra,
mas somente a cerca de cem metros.

Logo que pisaram a terra,
viram brasas acesas,
com peixe em cima, e pão.

Jesus disse-lhes:
"Trazei alguns dos peixes que apanhastes".

Então Simão Pedro subiu ao barco
e arrastou a rede para a terra.
Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes;
e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.

Jesus disse-lhes: 

"Vinde comer".
Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar
quem era ele, pois sabiam que era o Senhor.

Jesus aproximou-se, 

tomou o pão e distribuiu-o por eles.
E fez a mesma coisa com o peixe.

Esta foi a terceira vez que Jesus,
ressuscitado dos mortos,
apareceu aos discípulos.