sábado, 25 de abril de 2026

São Marcos, o primeiro a escrever os ensinamentos de Jesus - 24 de abril

 

São Marcos, o primeiro a escrever os ensinamentos de Jesus

Sao marcos o primeiro a escrever os ensinamentos de jesus

Origem
Marcos era de família judaica, também conhecido no livro dos Atos do Apóstolos com

 o nome de João Marcos (cf. At 12, 12). Era filho de Maria, que, segundo a tradição,

 seria uma viúva de boas condições financeiras naquela época. Sua mãe, 

possivelmente, foi quem colaborou com os primeiros cristãos, abrigando-os em sua

 casa no início do cristianismo. 

Interessante
Alguns biblistas cogitam a possibilidade de ter sido a casa da família de Marcos

 usada por Jesus e pelos Apóstolos durante a última ceia.

Vida
Mesmo Marcos não sendo um dos doze Apóstolos, é provável que ele tenha

 conhecido Jesus. Muitos estudiosos da área bíblica acreditam que Marcos foi o

 rapaz que largou o lençol, única roupa em que estava coberto, fugindo nu no 

momento em que Jesus era preso no Getsêmani (Mc 14, 51-52).

São Marcos: descreveu e transmitiu as principais pregações

 de São Pedro sobre Jesus

Primeiras famílias cristãs
O que se sabe com precisão é que São Marcos era primo de Barnabé, figura 

importante na difusão do cristianismo.  Marcos foi grande companheiro de Paulo

 em sua primeira viagem missionária, além de permanecer ao seu lado hora de 

sua morte.

Discípulo de Pedro
Marcos foi fiel discípulo de São Pedro, em Roma. Pedro demonstrou tal afeição 

por Marcos que o chamou carinhosamente de “meu filho” (cf. 1Pd 5, 13). Foi sob 

a inspiração do Espírito Santo que Marcos escreveu em seu evangelho os 

ensinamentos do grande Apóstolo Pedro, tornando-se assim o seu intérprete, 

registrando as pregações do grande Apóstolo. 

Os registros do primeiro evangelho
A principal missão do evangelista Marcos foi descrever e transmitir as principais

 pregações de Pedro sobre Jesus. São Marcos tornou-se um grande modelo, pois 

seguiu com fidelidade a ordem de ir pelo mundo inteiro pregando o evangelho a toda 

criatura. Seu evangelho é o menor entre os quatro evangelistas, porém, é considerado

 o primeiro a ser escrito, servido de base para os evangelistas Mateus e Lucas. 

Seu conteúdo é um urgente convite para conhecermos com profundidade quem 

é Jesus.

São Marcos: Padroeiro de Veneza

Páscoa
Após os martírios de São Pedro e São Paulo, Marcos dirigiu-se para Alexandria, 

sendo reconhecido como evangelizador e primeiro Bispo desta parcela da Igreja. 

Marcos morreu entre os anos 68 e 72, acredita-se que foi martirizado em Alexandria,

 no Egito. No ano de 825, suas relíquias foram transportadas para a cidade de

 Veneza, onde até hoje é venerado como Padroeiro.

Minha oração
“Que a exemplo de São Marcos, sejamos fiéis, amigos e companheiros uns dos

 outros no serviço da evangelização, levando com coragem a Palavra de Deus ao 

mundo inteiro, despertando nos corações o desejo de conhecer quem é Jesus 

Cristo.”

São Marcos Evangelista, rogai por nós!

Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 16,15-20

 Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 

16,15-20

Naquele tempo,
Jesus se manifestou aos onze discípulos,

e disse-lhes:
"Ide pelo mundo inteiro
e anunciai o Evangelho a toda criatura!

Quem crer e for batizado será salvo.
Quem não crer será condenado.

Os sinais que acompanharão

aqueles que crerem serão estes:
expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas;

se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal
não lhes fará mal algum;
quando impuserem as mãos sobre os doentes,
eles ficarão curados".

Depois de falar com os discípulos,
o Senhor Jesus foi levado ao céu,
e sentou-se à direita de Deus.

Os discípulos então saíram

e pregaram por toda parte.
O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra
por meio dos sinais que a acompanhavam.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

OS ÓCULOS DE DEUS! Pe. Gilberto Kasper Teólogo

 

OS ÓCULOS DE DEUS!

 

 

 

Ao ler a Exortação Apostólica do Santo Padre Leão XIV, Dilexi Te – Sobre o Amor para com os Pobres, lembrei-me de uma estorinha que ouvi ao participar de um curso para formadores de seminários, em Vitória (ES), no ano de 1996, que gostaria novamente de partilhar com os estimados leitores. Quem a contou foi Gaston de Mezerville, psicólogo especializado na formação de formadores de seminários. Livremente a traduzo para nossa reflexão, do espanhol para o português.

Numa pequena cidade, certa vez morreu um agiota. Foi para o céu. Estando diante da porta entreaberta do céu, nem ele acreditou poder estar ali. A porta do céu estava entreaberta, mas não havia ninguém para recebê-lo. Nem mesmo São Pedro, a quem costumamos atribuir a tarefa de acolher as pessoas na porta do céu. Não havia ninguém e não se ouvia nada. Nenhum barulho de anjos, santos, enfim, o céu estava vazio, embora com a porta entreaberta. O agiota entrou. Entrou e sentiu-se como nunca: leveza de alma, serenidade e harmonia indescritíveis. Foi adentrando e conhecendo cada cômodo do céu, mas não via ninguém. Um profundo silêncio pairava no céu.

Chegou diante de outra grande porta, sobre a qual havia um letreiro: Escritório de Deus! Também aquela porta estava entreaberta, mas não havia ninguém. O agiota entrou. Viu uma mesa, atrás dela uma grande cadeira, diante da mesa um banquinho e sobre a mesa os Óculos de Deus!

Imediatamente colocou os Óculos de Deus e passou a ver tudo como Deus certamente vê: o universo inteiro de uma só vez. Minuciosamente procurou sua cidadezinha. Lá viu seu sócio de agiotagem ameaçando uma pobre viúva que não tinha como lhe pagar os altos juros do empréstimo que fizera. Com os Óculos de Deus viu a injustiça que o sócio cometia. Não pensou duas vezes em fazer justiça para com a pobre viúva. Tomou o banquinho diante da mesa, mirou a testa do sócio e a jogou em sua direção. O sócio teve morte instantânea. Feito isso, ouviu barulho de anjos, santos, até de Nossa Senhora no céu. Era toda a corte retornando de um piquenique celestial. Virando-se, viu também Deus, parado na entrada do escritório. Colocou de volta os Óculos de Deus, desculpou-se e tentou justificar sua entrada no céu, porque encontrara a porta entreaberta.

Deus lhe perguntou o que acabara de fazer. O agiota, todo orgulhoso, contou a Deus o que vira com os óculos sobre a mesa e que fizera justiça com uma pobre viúva, que estava sendo ameaçada por seu sócio. E Deus começou a chorar. O agiota, comovido disse: “Por que o Senhor chora? Não agi corretamente fazendo justiça?” E Deus respondeu entre lágrimas: “Que pena, meu filho. Você fez sim justiça com os Óculos de Deus. Mas o que eu esperava mesmo, é que amasse e tivesse misericórdia com o Coração de Deus”!

Eis o que Deus espera de nós: promover a justiça com Seus olhos, mas sem deixar de amar e ser misericordiosos com o Seu coração!

(A pedido dos leitores, reproduzo o presente artigo)

Pe. Gilberto Kasper

          Teólogo

 

 

São Jorge, o santo comparado a São Miguel no Oriente - 23 de abril

 

São Jorge, o santo comparado a São Miguel no Oriente

Origens
São Jorge, cujo nome de origem grega significa “agricultor”, nasceu na Capadócia, 

por volta do ano 280, em uma família cristã. Transferiu-se para a Palestina, onde se 

alistou no exército de Diocleciano. Em 303, quando o imperador emanou um edito 

para a perseguição dos cristãos, Jorge doou todos os seus bens aos pobres e, 

diante de Diocleciano, rasgou o documento e professou a sua fé em Cristo.

 Por isso, sofreu terríveis torturas e, no fim, foi decapitado.

As lendas do Santo
São inúmeras as narrações fantasiosas, que nasceram em torno da figura de São

 Jorge. Um dos seus episódios mais conhecidos é o do dragão e a jovem, salva pelo

 santo, que remonta ao período das Cruzadas. Narra-se que na cidade de Selém,

 Líbia, havia um grande pântano, onde vivia um terrível dragão. Para aplacá-lo, os

 habitantes ofereceram-lhe dois cabritos, por dia e, vez por outra, um cabrito e um

 jovem tirado à sorte. Certa vez, a sorte coube à filha do rei. Enquanto a princesa 

se dirigia ao pântano, Jorge passou por ali e matou o dragão com a sua espada. 

Este seu gesto tornou-se símbolo da fé que triunfa sobre o mal.

Validação Histórica
No lugar da sua sepultura, em Lida, – um tempo capital da Palestina, agora cidade

 israelense, situada perto de Telavive, – foi construída uma Basílica, cujas ruínas 

ainda são visíveis. Até aqui, a Passio Georgii classificada, pelo Decreto Gelasianum,

 no ano 496, entre as obras hagiográficas é definida Passio lendária. Entre os

 documentos mais antigos, que atestam a existência de São Jorge, uma epígrafe

 grega, do ano 368, – descoberta em Eraclea de Betânia, – fala da “casa ou igreja 

dos santos e triunfantes mártires, Jorge e companheiros”. Foram muitas, ao longo

 dos anos, as narrações posteriores à Passio.

São Jorge: Padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros,

 esgrimistas e arqueiros

Padroeiro
São Jorge é considerado Padroeiro dos cavaleiros, soldados, escoteiros, esgrimistas

 e arqueiros. Ele é invocado ainda contra a peste, a lepra e as serpentes venenosas. 

O Santo é honrado também pelos muçulmanos, que lhe deram o apelativo de

 “profeta”.

Curiosidade
Entre os cristão do oriente, sejam católicos latinos ou de outros ritos, assim como 

os ortodoxos, a devoção a São Jorge é bem expressiva. Comparando com os cristãos

 do ocidente, é invocado na mesma proporção que São Miguel Arcanjo.

De mártir a Santo guerreiro
Os cruzados contribuíram muito para a transformação da figura de São Jorge de 

mártir em Santo guerreiro, comparando a morte do dragão com a derrota do Islamismo. Com os Normandos, seu culto arraigou-se profundamente na Inglaterra, onde, em 1348, o rei Eduardo III

 instituiu a “Ordem dos Cavaleiros de São Jorge”. Durante toda a Idade Média, a sua 

figura tornou-se objeto de uma literatura épica, que concorria com os ciclos bretão e

 carolíngio.

Devoção a São Jorge

Memória Facultativa
Na falta de notícias sobre a sua vida, em 1969, a Igreja mudou a sua celebração:

 de festa litúrgica passou a ser memória facultativa, sem alterar seu culto. As 

elíquias de São Jorge encontram-se em diversos lugares do mundo. Em Roma, na

 igreja de São Jorge em Velabro é conservado seu crânio, por desejo do Papa 

Zacarias. Como acontece com outros santos, envolvidos por lendas, poder-se-ia 

concluir que também a função histórica de São Jorge é recordar ao mundo uma

 única ideia fundamental: que o bem, com o passar do tempo, vence sempre o mal

A luta contra o mal é uma dimensão sempre presente na história humana, mas esta 

batalha não se vence sozinhos: São Jorge matou o dragão porque Deus agiu por

 meio dele. Com Cristo, o mal jamais terá a última palavra!

Oração
Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro, invencível na fé em Deus, que trazeis em vosso 

rosto a esperança e confiança, abre meus caminhos. Eu andarei vestido e armado 

com vossas armas, para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos

 não peguem, tendo olhos não me enxerguem nem pensamentos possam ter para me

 fazerem mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se 

quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o

 meu corpo amarrar. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estendei vosso escudo

 e vossas poderosas armas, defendendo-me com vossa força e grandeza. Ajudai-me 

a superar todo desânimo e a alcançar a graça que vos peço (fazer o seu pedido).

 Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade.

 Amém.

Minha oração
“Poderoso guerreiro, defendei-nos do mal e da tentação, assim como ensinai-nos a 

defender a nossa fé e os mais necessitados, tudo por amor a Cristo. Amém.”

São Jorge, rogai por nós!