quarta-feira, 1 de abril de 2026

São Ludovico Pavoni - 01 de abril

 

São Ludovico Pavoni doou-se total e concretamente pelo jovens

Origens
Ludovico Pavoni nasceu em Bréscia (Itália), no dia 11 de setembro de 1784. Primeiro

 de cinco filhos, ele viveu em um tempo de mudanças políticas e sociais: a Revolução

 Francesa (1789), a Revolução Jacobina (1797), a dominação napoleônica com suas

 diversas denominações e, enfim, desde 1814, a dominação austríaca.

Política do amor aos jovens pobres
A política de Ludovico Pavoni, ordenado padre em 1807, foi sempre e unicamente a

 do amor. Renunciando à fáceis perspectivas de carreira eclesiástica, soube doar- se 

com generosa criatividade a quem tinha mais necessidade: os jovens, e entre esses 

os mais pobres. Para eles, abriu seu Oratório em 1812. 

Empenho catequético
Dedicava-se, ao mesmo tempo, como notará o bispo, a ajudar os párocos, instruindo, 

catequizando com homilias, catecismos e com retiros, fazendo grande bem à

 juventude, especialmente à mais pobre que tem maior necessidade. 

São Ludovico Pavoni e o Instituto de São Barnabé

Encargos e fundação
Aos 34 anos, foi nomeado cônego da Catedral e lhe foi confiada a reitoria da basílica

 de São Barnabé. Percebendo, no entanto, que muitos oratorianos, sobretudo os 

pobres, fraquejavam e se desviavam do bom caminho ao se inserirem no mundo do 

trabalho, que, infelizmente, não garantia um ambiente moral e cristão sadio, Ludovico 

Pavoni decidiu fundar um Instituto beneficente ou Colégio de Artes onde, pelo

 menos, os órfãos ou os descuidados pelos próprios pais fossem acolhidos, 

gratuitamente mantidos e educados de forma cristã. Ludovico sonhava habilitar 

os jovens para o desempenho de alguma profissão. Com o objetivo de formá-los,

 ao mesmo tempo, afeiçoados à religião, úteis à sociedade e ao Estado. Nasceu,

 assim, o Instituto de São Barnabé.

Oficinas de salvação
Entre as artes, a mais importante foi a tipografia, querida por padre Pavoni como

 “Escola Tipográfica” que pode ser considerada a primeira Escola gráfica da Itália 

e que logo se torna uma verdadeira Editora. Com o passar dos anos, 

multiplicaram-se os ofícios ensinados em São Barnabé. Em 1831, padre Pavoni

 enumera oito oficinas existentes: tipografia e calcografia, encadernação, livraria, 

ourivesaria, serralheria, carpintaria, tornearia e sapataria.

Seguindo a inspiração
O Instituto de São Barnabé reunia, pela primeira vez, o aspecto educativo, o 

assistencial e o profissional, mas a marca mais profunda, a ideia característica do

 novo Instituto era que os meninos pobres, abandonados pelos pais e parentes 

mais próximos, aí encontrassem tudo o que tinham perdido: não somente um pão, 

uma roupa e uma educação nas letras e artes, mas o pai e a mãe, a família de

 que a desventura os privou, e com o pai, a mãe, a família, tudo o que um pobre

 podia receber e gozar.

Condecorado Cavaleiro da Coroa Férrea

Além do esperado…
Padre Pavoni pensou também nos camponeses e projetou uma Escola Agrícola.

 Em 1841, acolhe também deficientes auditivos. Em 3 de junho de 1844, foi

 condecorado pelo imperador com o título de Cavaleiro da Coroa Férrea.

Cuidados Extendidos 
Para sustentar e dar continuidade ao Instituto, Ludovico Pavoni cultivava há muito,

 a ideia de formar com seus jovens mais fervorosos uma regular Congregação. 

Consistia na unidade com os vínculos da caridade cristã e fundamentada nas 

virtudes evangélicas. Além da dedicação inteiramente ao acolhimento e à educação 

dos filhinhos abandonados e se disponha a estender gratuitamente seus cuidados 

também em favor da tão recomendada Casa da Indústria, prejudicada com a falta 

de mestres competentes nas artes.

Aprovação
Obtido o Decreto da finalidade da Congregação, por parte do Papa Gregório XVI, 

em 1843, alcançou finalmente a aprovação imperial, com a criação da Congregação

 dos Filhos de Maria Imaculada.

A Congregação dos Filhos de Maria Imaculada

Os Pavonianos
Quanto à marca da nova família religiosa, os contemporâneos reconhecem-lhe a 

originalidade e a novidade. Devendo a mesma compor-se de religiosos sacerdotes 

para a direção espiritual, disciplinar e administrativa da obra e de religiosos leigos 

para a condução das oficinas e a educação dos jovens. Surge assim a nova imagem

do religioso trabalhador e educador: o irmão coadjutor pavoniano, inserido 

diretamente na missão específica da Congregação, com paridade de direitos e de

 deveres com os sacerdotes.

Morte no Domingo de Ramos
Com a saúde comprometida, Ludovico a teve agravada e, na madrugada de 1º de abril, domingo de Ramos, morreu.

Santidade
Na beatificação de Ludovico Pavoni, sancionada pelo Papa Pio XII, o Pontífice fala

 sobre a heroicidade das virtudes no qual é chamado de um outro Felipe Neri, 

precursor de São João Bosco, “rival” perfeito de São José Cottolengo.

Minha oração
“A sede pela salvação das almas habitava o coração de São Ludovico Pavoni. 

‘Senhor, que meu coração seja incendiado pelo ardor evangelizador. Dá-me o Teu 

Espírito Santo com cada um dos seus dons. Amém’.”

São Ludovico Pavoni, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-25

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

26,14-25

Naquele tempo,

um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,

foi ter com os sumos sacerdotes

e disse: 

"O que me dareis se vos entregar Jesus?"
Combinaram, então, trinta moedas de prata.

E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.

No primeiro dia da festa dos Ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus
e perguntaram: 

"Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?"

Jesus respondeu: 

"Ide à cidade,
procurai certo homem e dizei-lhe:
'O Mestre manda dizer: 

o meu tempo está próximo,
vou celebrar a Páscoa em tua casa,
junto com meus discípulos'".

Os discípulos fizeram como Jesus mandou
e prepararam a Páscoa.

Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa
com os doze discípulos.

Enquanto comiam, Jesus disse:

"Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair".

Eles ficaram muito tristes
e, um por um, começaram a lhe perguntar:
"Senhor, será que sou eu?"

Jesus respondeu:
"Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato.

O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele.
Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem!
Seria melhor que nunca tivesse nascido!"

Então Judas, o traidor, perguntou:
"Mestre, serei eu?"
Jesus lhe respondeu: 

"Tu o dizes".

segunda-feira, 30 de março de 2026

São João Clímaco - 30 de Março

 

Santos do Dia da Igreja Católica – 30 de Março

São João Clímaco

O Monte Sinai está historicamente ligado ao cristianismo. Foi o lugar indicado por Deus para entregar a Moisés as tábuas gravadas com os Dez Mandamentos. É uma serra rochosa e árida que, não só pela sua geografia, mas também pelo significado histórico, foi escolhida pelos cristãos que procuravam a solidão da vida eremítica.
Assim, já no século IV, depois das perseguições romanas, vários mosteiros rudimentares foram ali construídos por numerosos monges que se entregavam à vida de oração e contemplação. Esses mosteiros tornaram-se famosos pela hospitalidade para com os peregrinos e pelas bibliotecas que continham manuscritos preciosos. Foi neste ambiente que viveu e atuou o maior dos monges do Monte Sinai, João Clímaco.
João nasceu na Síria, por volta do ano 579. De grande inteligência, formação literária e religiosa, ainda muito jovem, aos dezesseis anos, optou pelo deserto e viajou para o Monte Sinai, tornando-se discípulo num dos mais renomados mosteiros, do venerável ancião Raiuthi. Isso aconteceu depois de renunciar a fortuna da família e a uma posição social promissora. Preferiu um cotidiano feito de oração, jejum continuado, trabalho duro e estudos profundos. Só descia ao vale para recolher frutas e raízes para sua parca refeição e só se reunia aos demais monges nos fins de semana, para um culto coletivo.
Sua fama se espalhou e muitos peregrinos iam procura-lo para aprender com seus ensinamentos e conselhos. Inicialmente eram apenas os que desejavam seguir a vida monástica, depois eram os fiéis que queriam uma benção do monge, já tido em vida como santo. Aos sessenta anos João foi eleito por unanimidade abade geral de todos os eremitas da serra do Monte Sinai.
Nesse período ele escreveu muito e o que dele se conserva até hoje é um livro importantíssimo que teve ampla divulgação na Idade Média, “Escada do Paraíso”. Livro que lhe trouxe também o sobrenome Clímaco que, em grego, significa “aquele da escada”. No seu livro ele estabeleceu trinta degraus necessários à subir para alcançar a perfeição da alma.
Trata-se de um verdadeiro manual, a síntese da doutrina monástica e ascética, para os noviços e monges, onde descreveu, degrau por degrau, todas as dificuldades a serem vividas, a superação da razão e dos sentidos, e que as alegrias do Paraíso perfeito serão colhidas no final dessa escalada, após o transito para a eternidade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
João Clímaco morreu no dia 30 de março de 649, amado e venerado por todos os cristãos do mundo oriental e ocidental, sendo celebrado por todos eles no mesmo dia do seu falecimento.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,1-11

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

12,1-11

Seis dias antes da Páscoa,
Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro,
que ele havia ressuscitado dos mortos.

Ali ofereceram a Jesus um jantar;
Marta servia
e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.

Maria, tomando quase meio litro de perfume
de nardo puro e muito caro,
ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos.
A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo.

Então, falou Judas Iscariotes,
um dos seus discípulos,
aquele que o havia de entregar:

"Por que não se vendeu este perfume
por trezentas moedas de prata,
para as dar aos pobres?"

Judas falou assim 

não porque se preocupasse com os pobres,
mas porque era ladrão;
ele tomava conta da bolsa comum
e roubava o que se depositava nela.

Jesus, porém, disse:
"Deixa-a; ela fez isto
em vista do dia de minha sepultura.

Pobres, sempre os tereis convosco,
enquanto a mim, nem sempre me tereis".

Muitos judeus, 

tendo sabido que Jesus estava em Betânia,
foram para lá,
não só por causa de Jesus,
mas também para verem Lázaro,
que Jesus havia ressuscitado dos mortos.

Então, os sumos sacerdotes

decidiram matar também Lázaro,

porque, por causa dele,
muitos deixavam os judeus
e acreditavam em Jesus.