domingo, 8 de março de 2026

São João de Deus 08 de março

*SANTO DO DIA*

*SÃO JOÃO DE DEUS, RELIGIOSO E FUNDADOR*
Sabemos que o caminho que leva ao Senhor, às vezes, é muito tortuoso. Foi o caso de João de Deus, nascido em uma pequena cidade em Portugal e batizado com o nome de João Cidade. Ele saiu de casa aos oito anos de idade para seguir um clérigo, por demonstrar uma vocação bastante precoce.
* UMA VIDA CHEIA DE AVENTURAS 
No então, claro, ainda não tinha chegado o momento certo. Ao chegar a Oropesa, na Espanha, João morou com uma família de pastores até aos 27 anos; depois, alistou-se no Exército e combateu pelo menos duas batalhas importantes em Pavia e em Viena, invadidas pelos Turcos. Mais tarde, enquanto tinha dinheiro, viajou por todo o continente europeu até chegar à África. A seguir, retornou à Espanha e se instalou em Granada, onde abriu uma livraria. Entre todos os empregos que teve até então, o de ser livreiro foi o que mais gostou: apaixonou-se logo pelos livros, que os considerou também como uma ajuda para a oração e a fé, sobretudo aqueles com imagens sagradas.
* A VOCAÇÃO EM TRÊS PALAVRAS 
Certo dia, em Granada, João ouviu um sermão do místico João de Ávila que o iluminou. Então, começou a sair pelas ruas pedindo esmolas para os pobres, utilizando uma fórmula especial em três palavras: "Façam o bem, irmãos", exortando os outros a fazerem o bem ao próximo, mas também a si mesmos. Ao mesmo tempo, começou, igualmente, a praticar formas tão clamorosas de penitência, que o levaram a ser preso e a acabar em um manicômio. Ali, João descobriu os últimos entre os doentes, trancados por suas famílias para se esconder e se livrar deles. Além do mais, tocou com as mãos os métodos com os quais eram curados, quase como verdadeiras torturas. Assim, entendeu que deveria fazer algo para aqueles irmãos mais infelizes, porque Deus queria.
* UMA NOVA SOLUÇÃO PARA OS ENFERMOS 
Quando terminou a sua experiência no manicômio, João foi ter com o Bispo, diante do qual se comprometeu em viver pelos que sofriam e a acolher os que quisessem fazer a mesma coisa. A Providência deu-lhe dois confrades: todos os três usaram um pobre saio, com uma cruz vermelha, fundando assim, em 1540, o primeiro núcleo da Congregação dos Irmãos da Misericórdia. Mas, João queria ir mais além. Apesar de não ter noções de medicina, estava ciente de que devia tratar dos doentes de modo novo, ou seja, ouvindo-os e satisfazendo as suas necessidades de diversas maneiras. Desta forma, conseguiu fundar um primeiro hospital, segundo estes ditames, em Granada e, depois, em Toledo, dedicando-se, ao mesmo tempo, aos órfãos, prostitutas e desempregados.
* O NASCIMENTO "PÓSTUMO" DA ORDEM 
João faleceu aos 55 anos, em 1550, enquanto rezava de joelhos e apertava ao peito um crucifixo. Ele não deixou nenhuma Regra escrita, mas a sua obra de caridade já estava bem encaminhada e seus coirmãos continuavam inspirados por ele. Quarenta e cinco anos mais tarde, seus ensinamentos foram codificados na Regra concernente à nova Ordem hospitaleira de São João de Deus, também chamada, precisamente como o seu nome - "Fatebenefratelli".
São João de Deus foi canonizado em 1609 e proclamado Padroeiro dos enfermos e dos hospitais.
*SÃO JOÃO DE DEUS, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP.

Evangelho de hoje

*08/03/2026 - DOMINGO - 3º. DOMINGO DO TEMPO DA QUARESMA*

*1ª. Leitura:* (Ex 17,3-7)
*Salmo responsorial:* 94(95)
*2ª. Leitura:* (Rm 5,1-3.5-8)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Jo 4,5-42)*

*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João*
*Naquele tempo,  5  Jesus chegou a uma cidade da Samaria chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José.  6  Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia.  7 Chegou uma mulher da Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”.  8  Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos.  9  A mulher samaritana disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se dão com os samaritanos.  10 Respondeu-lhe Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva”.  11  A mulher disse a Jesus: “Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar a água viva? 12  Por acaso, és maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais?”  13 Respondeu Jesus: “Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo.  14  Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.  15  A mulher disse a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede nem tenha de vir aqui para tirá-la”. 16  Disse-lhe Jesus: “Vai chamar teu marido e volta aqui”.  17  A mulher respondeu: “Eu não tenho marido”. Jesus disse: “Disseste bem que não tens marido,  18  pois tiveste cinco maridos e o que tens agora não é o teu marido. Nisso falaste a verdade”.  19  A mulher disse a Jesus: “Senhor, vejo que és um profeta!  20  Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar”.  21  Disse-lhe Jesus: “Acredita-me, mulher, está chegando a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22  Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23  Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, esses são os adoradores que o Pai procura.  24  Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”.  25  A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas”. 26  Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que estou falando contigo”.  27  Nesse momento, chegaram os discípulos e ficaram admirados de ver Jesus falando com a mulher. Mas ninguém perguntou: “Que desejas?” ou “Por que falas com ela?” 28  Então a mulher deixou o seu cântaro e foi à cidade, dizendo ao povo:  29  “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Será que ele não é o Cristo?”  30 O povo saiu da cidade e foi ao encontro de Jesus.  31 Enquanto isso, os discípulos insistiam com Jesus, dizendo: “Mestre, come”.  32  Jesus, porém, disse-lhes: “Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis”.  33  Os discípulos comentavam entre si: “Será que alguém trouxe alguma coisa para ele comer?”  34  Disse-lhes Jesus: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.  35  Não dizeis vós: ‘Ainda quatro meses, e aí vem a colheita’? Pois eu vos digo, levantai os olhos e vede os campos: eles estão dourados para a colheita! 36  O ceifeiro já está recebendo o salário e recolhe fruto para a vida eterna. Assim, o que semeia se alegra junto com o que colhe.  37  Pois é verdade o provérbio que diz: ‘Um é o que semeia e outro o que colhe’.  38  Eu vos enviei para colher aquilo que não trabalhastes. Outros trabalharam, e vós entrastes no trabalho deles”.  39  Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a fé em Jesus, por causa da palavra da mulher que testemunhava: “Ele me disse tudo o que eu fiz”.  40 Por isso, os samaritanos vieram ao encontro de Jesus e pediram que permanecesse com eles. Jesus permaneceu aí dois dias.  41  E muitos outros creram por causa da sua palavra.  42  E disseram à mulher: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

sábado, 7 de março de 2026

santas Perpétua e Felicidade

*SANTO DO DIA*

*SANTA PERPÉTUA E FELICIDADE, MÁRTIRES*
Senhora e escrava, Perpétua e Felicidade sofreram a prisão juntas, na fé e na solidariedade, no ano de 203, na África do Norte. O imperador Severo, também de origem africana, havia decretado a pena de morte para os cristãos. Perpétua era de família nobre, filha de pai pagão, tinha vinte e dois anos e um filho recém-nascido. Sua escrava, Felicidade, estava grávida de oito meses e rezava diariamente para que o filho nascesse antes da execução e obteve essa graça. Isso aconteceu num parto de muito sofrimento, dois dias antes de serem levadas à arena, para as feras famintas. Perpétua escreveu um diário na prisão, onde relata todo o sofrimento de que foram vítimas e que figura entre os escritos mais realistas e comoventes da Igreja. Além de descrever os horrores da escuridão e a forma selvagem como eram tratadas no calabouço, ela narrou como seu pai a procurou na prisão, com autorização do juiz, para tentar fazê-la desistir da fé em Cristo e assim salvar sua vida. Mas ambas,  senhora e escrava, mantiveram-se firmes, também como outros seis cristãos que se tornaram seus companheiros no martírio. Elas que ainda não tinham sido batizadas fizeram questão de receber o sacramento na prisão, para reafirmar suas posições de cristãs e, em nenhum momento sequer, pensaram em salvar as vidas negando o cristianismo. Segundo os escritos oficiais que complementam o diário de Perpétua, os homens foram despedaçados por leopardos. Perpétua e Felicidade foram degoladas, depois de atacadas por touros e vacas. Era o dia 07 de março de 203. Perpétua viveu a última hora dando extraordinária prova de amor e de tranquila dignidade. Viu Felicidade ser abatida sob os golpes dos animais, e docemente a amparou e a suspendeu nos braços; depois recompôs o seu vestido estraçalhado, demonstrando um genuíno respeito por ela. Esses gestos geraram na população pagã, um breve momento de comoção piedosa. Mas por poucos segundos, pois a vontade da massa enfurecida prevaleceu, até ver o golpe fatal da degolação. Pelo martírio, Perpétua e Felicidade entram para a Igreja, que as veneram nesse dia com as honras litúrgicas.
*SANTA PERPÉTUA E FELICIDADE, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP.

Evangelho de hoje

*07/03/2026 - SÁBADO DA 2ª. SEMANA DO TEMPO DA QUARESMA*

*EVANGELHO DO DIA*
*(Lc 15,1-3.11-32)*

*Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas*
*Naquele tempo,  1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar.  2  Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.  3  Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 11  “Um homem tinha dois filhos.  12  O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.  13  Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.  14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar necessidade.  15  Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos.  16  O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam. 17  Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome.  18  Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti;  19  já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.  20  Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.  21  O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.  22  Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23  Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete.  24  Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.  25  O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança.  26  Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.  27  O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.  28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele.  29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30  Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.  31  Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu.  32  Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

sexta-feira, 6 de março de 2026

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,33-43.45-46

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 

21,33-43.45-46

Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes
e aos anciãos do povo, disse-lhes:

"Escutai esta outra parábola:
Certo proprietário plantou uma vinha,
pôs uma cerca em volta,
fez nela um lagar para esmagar as uvas
e construiu uma torre de guarda.
Depois arrendou-a a vinhateiros,
e viajou para o estrangeiro.

Quando chegou o tempo da colheita,
o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros
para receber seus frutos.

Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados,
espancaram a um, mataram a outro,
e ao terceiro apedrejaram.

O proprietário mandou de novo outros empregados,
em maior número do que os primeiros.
Mas eles os trataram da mesma forma.

Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho,
pensando: 'Ao meu filho eles vão respeitar'.

Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, 

disseram entre si:
'Este é o herdeiro. 

Vinde, vamos matá-lo
e tomar posse da sua herança!'

Então agarraram o filho,
jogaram-no para fora da vinha e o mataram.

Pois bem, quando o dono da vinha voltar,
o que fará com esses vinhateiros?"

Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam:
"Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos
e arrendará a vinha a outros vinhateiros,
que lhe entregarão os frutos no tempo certo".

Então Jesus lhes disse:
"Vós nunca lestes nas Escrituras:
'a pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular;
isto foi feito pelo Senhor
e é maravilhoso aos nossos olhos?'

Por isso eu vos digo:
o Reino de Deus vos será tirado
e será entregue a um povo que produzirá frutos".

Os sumos sacerdotes e fariseus
ouviram as parábolas de Jesus,
e compreenderam que estava falando deles.

Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões,
pois elas consideravam Jesus um profeta.

quinta-feira, 5 de março de 2026

São João José da Cruz - 05 de março

 

São João José da Cruz: "Tudo o que Deus permite, permite para o nosso bem"

Origens
Carlos Caetano Calosinto é seu nome de batismo. Ele é natural da Ilha de Isca, na

 Itália. Desde criança, em casa, tinha devoção a Maria. Ao longo da vida, sempre

 invocava a Nossa Senhora, pedindo conselhos e conforto nas situações mais difíceis.

 Nasceu em família rica e religiosa. Estudou com os agostinianos, para que sua

 formação religiosa fosse mais completa. Ali, o pequeno apaixonou-se por Jesus. E 

ouviu a sua voz de Jesus, que o chamava para dedicar toda a sua vida a Ele.

Vocação ao despojamento
Com apenas 16 anos, o jovem entrou para o convento de Santa Luzia no Monte, em

 Nápoles, onde mudou seu nome para João José da Cruz, no dia da sua profissão 

religiosa, aos 17 anos. Viveu entre os Frades Menores Descalços da Reforma de 

São Pedro de Alcântara, conhecidos como Alcantarinos.

Devoção particular a Nossa Senhora
Maria, como mãe carinhosa e fiel, o cobria de carinho e, às vezes, até lhe permitia 

fazer prodígios. Como Superior dos Alcantarinos, sempre manteve uma pequena

 imagem de Maria em sua escrivaninha, a qual contemplava e à qual se dirigia, em

 oração, antes de qualquer decisão ou pronunciamento. “Ele não sabia viver sem ela”, 

dizem seus biógrafos e muitos testemunhos dos frades, aos quais recomendava 

prestar homenagem a Ela, pois d’Ela “receberiam consolação, ajuda e luz para 

resolver os problemas”. O frade confidenciou suas últimas palavras sobre Maria, no 

leito de morte – 5 de março de 1734 – ao irmão que o assistia: “Recomendo-lhe Nossa

 Senhora”: esse pode ser considerado seu testamento espiritual.

“Tudo o que Deus permite, permite para o nosso bem.” (São João José da Cruz)

Amor à pobreza
O frade sabia imitar a Irmã Pobreza com perfeição, ia à busca dos pobres, não apenas

 nas esquinas das ruas, mas também nas favelas e casebres. Durante toda a sua vida

 teve apenas um hábito, que, com o tempo, ficou todo remendado. Por isso, recebeu

 o apelido de “frade dos cem remendos”.

Fiel a São Pedro Alcântara
João José foi escolhido para fundar um novo mosteiro em Piedimonte. Ali, construiu 

também um pequeno eremitério, que ainda hoje é meta de peregrinações, chamado

 “A Solidão”. Durante a sua vida, teve de assistir a divisão entre os Alcantarinos da 

Espanha e os da Itália. Desses últimos, tornou-se Provincial e, como tal, trabalhou 

por vinte anos até conseguir reunir novamente a família. Foi alvo de tantas críticas

 injustas e até calúnias, às quais respondeu fazendo o voto de silêncio. Teve, entre 

outros, o mérito de restaurar a disciplina religiosa em muitos conventos da região 

napolitana, sempre muito fiel ao seu fundador dentro da família franciscana.

Santificou-se levando outros a santidade
Morreu em 5 de março 1734, portanto, com 80 anos. João José da Cruz foi canonizado

 por Gregório XVI, em 1839, junto com Francisco de Jerônimo e Afonso Maria de 

Liguori, que o conheceram durante a sua vida e lhe pediram conselhos.

“Recomendo-lhe Nossa Senhora.” – São João José da Cruz

Vida Extraordinária
Ele foi rodeado de fenômenos místicos que denotam o sopro particular da graça em

 sua vida: bilocações, profecias, perscrutar corações, levitações, curas milagrosas e 

até uma ressurreição. Havia nele dons carismáticos incríveis, mas a sua santidade 

e testemunho de vida no ordinário falavam mais alto que tudo isso.

Oração oficial ao santo
São João José da Cruz obtém-nos a sua alegria e serenidade nas doenças, como

 também nas provações, embora saibamos que o sofrimento é um grande dom de

 Deus, que deve ser oferecido com pureza ao Pai, sem ser perturbado pelas nossas

 reclamações. Seguindo o seu exemplo, queremos suportar tudo com paciência, sem 

fazer pesar nossas dores sobre os outros. Pedimos ao Senhor a força; e a Ele 

agradeçamos, não apenas quando nos proporciona alegria, mas também quando

 nos permite doenças e as diversas provações.

Minha oração
“Oh querido frade, ensinai-nos a viver em santidade e em pobreza de coração. Com a

 vossa intercessão, envia-nos um espírito de fidelidade e amor a Jesus, para que

 assim possamos caminhar rumo à santidade de vida. Faz de nós imitadores da 

Sabedoria e repletos de bons conselhos para os nossos irmãos e irmãs. Amém!”

São João José da Cruz, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 16,19-31

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 

16,19-31

Naquele tempo, Jesus disse aos fariseus:

"Havia um homem rico,
que se vestia com roupas finas e elegantes
e fazia festas esplêndidas todos os dias.

Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas,
estava no chão à porta do rico.

Ele queria matar a fome
com as sobras que caíam da mesa do rico.
E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.

Quando o pobre morreu,
os anjos levaram-no para junto de Abraão.
Morreu também o rico e foi enterrado.

Na região dos mortos, no meio dos tormentos,
o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão,
com Lázaro ao seu lado.

Então gritou: 'Pai Abraão, tem piedade de mim!
Manda Lázaro molhar a ponta do dedo
para me refrescar a língua,
porque sofro muito nestas chamas'.

Mas Abraão respondeu: 'Filho, lembra-te
que tu recebeste teus bens durante a vida
e Lázaro, por sua vez, os males.
Agora, porém, ele encontra aqui consolo
e tu és atormentado.

E, além disso, há um grande abismo entre nós:
por mais que alguém desejasse,
não poderia passar daqui para junto de vós,
e nem os daí poderiam atravessar até nós'.

O rico insistiu: 'Pai, eu te suplico,
manda Lázaro à casa do meu pai,

porque eu tenho cinco irmãos.
Manda preveni-los, para que não venham também eles
para este lugar de tormento'.

Mas Abraão respondeu:
'Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!'

O rico insistiu: 'Não, Pai Abraão,
mas se um dos mortos for até eles,
certamente vão se converter'.

Mas Abraão lhe disse:
'Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas,
eles não acreditarão,
mesmo que alguém ressuscite dos mortos' ".