quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Nossa Senhora do Rosário - 07 de outubro

Nossa Senhora do Rosário, o meio de alcançar almas para Deus Origens A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas (eremitas dos primeiros séculos do cristianismo) usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Dessa forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nosso e, para a contagem. Doutor da Igreja São Beda, chamado de “o Venerável” (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante. História do Rosário O Santo Rosário foi sendo transformado com o decorrer dos anos, porém, no ano de 1214, a Santa Igreja o estabeleceu na forma e método que hoje é usado. Antes, as Ave-Marias não eram como agora, nem mesmo os mistérios contemplados entre outros ingredientes da oração. Sua origem se deu com a revelação divina de Nossa Senhora do Rosário a São Domingos de Gusmão, fundador dos dominicanos (O.P.). Por meio das citações referidas ao Bem-aventurado Alano de La Roche em seu livro “De Dignitate Psalterri”, São Luís Maria Grignion de Montfort relata a origem do Rosário. São Domingos e o Rosário A tradição espiritual conta com a revelação. São Domingos se preocupava em converter os albigenses, também conhecidos como cátaros (puros), que eram um grupo de hereges de caráter gnóstico e maniqueísta, sendo até mesmo protegida por bispos e nobres da época. Essa doutrina negava a existência de um único Deus, negava a divindade de Jesus, direcionava a salvação através do conhecimento etc. Rosário: a chave para alcançar as almas endurecidas Essas realidades entraram em choque com o catolicismo. Desse modo, o santo procurava converter os heréticos e enfrentava grande resistência. Certa vez, procurou retirar-se em uma floresta para rezar e ali recebeu a orientação da Nossa Senhora do Rosário: “Querido Domingos, você sabe de que arma a Santíssima Trindade quer usar para mudar o mundo? [ … ] a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério” (MONTFORT, 2019, p. 42-43). Do Saltério Angélico ao Santo Rosário A propagação do Rosário por São Domingos A partir dessa situação, São Domingos começou a pregar o Santo Rosário, ou como foi dito, em revelação, “Saltério Angélico”. Assim expresso, pois naquela época poucas pessoas eram alfabetizadas e não conheciam a Sagrada Escritura. Por outro lado, os monges costumavam recitar em oração os 150 Salmos, rezando a “liturgia das horas”. Desse modo, os cristãos poderiam imitar a oração e se aproximar dos mistérios de Deus ao recitar 150 Ave-Marias, conhecida como a saudação angélica já que foi dita pelos Anjos e relatava nas Escrituras. Assim, tornou-se o “Saltério Angélico” (Salmos Angélicos). Os Mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos Em um segundo momento, ao esfriar a devoção do Saltério Angélico, em nova aparição, Nossa Senhora do Rosário apareceu ao Beato Alano (1428 – 1475) lhe pedindo que reavivasse a prática. Assim ele formou os agrupamentos de 50 Ave-Marias e seus mistérios, conhecidos como: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Ela lhe disse que muitas graças e milagres seriam alcançados por meio desse modo e reafirmou os ditos a São Domingos. A Intercessora pela Igreja do Ocidente Intercessão de Nossa Senhora do Rosário Logo após, houve a batalha de Lepanto (Grécia, junto ao porto de Corinto) comandada por João da Áustria, em 7 de Outubro de 1571. O Papa Pio V procurava conter os avanços dos turcos na Europa e, antes disso, convocou os cristãos para que rezassem o rosário através da Carta Breve Consueverunt (1569). Era uma batalha extremamente importante, pois dela dependia a preservação do cristianismo e da cultura ocidental. Instituição da Festa Com a vitória adquirida, ele instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário no mesmo dia da batalha e reconheceu que a vitória veio por meio das orações do Rosário. Sendo este Papa da ordem dos dominicanos, por isso, seguiu a inspiração do fundador. O Pontífice instituiu a festa, inicialmente chamada de Santa Maria da Vitória. Rainha do Sacratíssimo Rosário Festa Mariana Obrigatória Em 1573, o Papa Gregório XIII tornou a festa mariana obrigatória para a diocese de Roma e para as Confrarias do Santo Rosário, sob o título de Santíssimo Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria. Em 1716, o Papa Clemente XI inscreveu a festa no calendário romano, estendendo-se para toda a Igreja. A celebração ocorria em datas diferentes, conforme os costumes locais. O Papa Leão XIII inscreveu a invocação “Rainha do Sacratíssimo Rosário” na Ladainha Lauretana em 10 de dezembro de 1883. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração da festa em 7 de outubro. O Quarto Mistério Por fim, após anos de estímulo e devoção por parte dos papas e dos santos, São João Paulo II, em sua carta “Rosarium Virginis Mariae” (2002), institui o quarto mistério. Foi reconhecido como “luminoso”. Formando, então, o Rosário com quatro terços meditando os mistérios de Cristo. Assim, deu-se o formato daquilo que se conhece atualmente por Santo Rosário. Minha oração “Ó Mãe do rosário, consegui junto a Jesus aquilo que não podemos, combatei por nós e consolai-nos das intempéries da vida. Entregamos a nossa existência a Ti e de Ti tudo esperamos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!” Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,26-38 Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim". Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?" O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível". Maria, então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo retirou-se.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

São BRUNO - 06 de outubro

Dia de São Bruno Próximo Dia de São Bruno 6 de Outubro de 2026 (Terça-feira) Márcia Fernandes Márcia Fernandes Professora de Língua Portuguesa e Literatura O Dia de São Bruno é comemorado em 6 de outubro. A data homenageia São Bruno de Colônia, sacerdote e fundador da Ordem dos Cartuxos, uma das comunidades monásticas mais conhecidas por sua dedicação ao silêncio, à oração e à vida contemplativa. Sua trajetória é marcada pela busca por uma vida afastada das disputas e vaidades do mundo, dedicada à reflexão e à espiritualidade. Quem foi São Bruno? São Bruno nasceu em Colônia, na Alemanha, por volta de 1030, em uma família nobre. Ainda jovem, destacou-se pelos estudos e seguiu a carreira religiosa. Mais tarde, mudou-se para Reims, na França, onde estudou e posteriormente tornou-se professor. Também assumiu importantes funções na Igreja, chegando a dirigir a escola da catedral de Reims. Apesar de sua trajetória promissora, Bruno passou a desejar uma vida mais simples e dedicada à contemplação. A escolha pela vida contemplativa Durante sua permanência em Reims, Bruno entrou em conflito com situações de corrupção e compra de cargos eclesiásticos, conhecidas como simonia. A experiência contribuiu para sua decisão de abandonar a vida ligada a posições de destaque e buscar uma existência marcada pelo silêncio e pela oração. Em determinado momento, Bruno e seis companheiros procuraram o bispo de Grenoble, que lhes ofereceu uma região montanhosa chamada Chartreuse, na França. O local era isolado e de difícil acesso, justamente o tipo de ambiente que Bruno procurava. A fundação dos Cartuxos Em Chartreuse, Bruno e seus companheiros construíram pequenas habitações e uma igreja e passaram a viver uma rotina de oração, silêncio e trabalho. A comunidade acabou dando origem à Ordem dos Cartuxos, embora Bruno não tivesse inicialmente a intenção de fundar uma nova ordem religiosa. Seu objetivo principal era viver uma experiência de maior recolhimento e proximidade com Deus. Uma curiosidade é que a regra formal dos Cartuxos só foi sistematizada posteriormente, por Guigues, o Cartuxo, que foi o quinto prior da Grande Cartuxa. São Bruno lendo a escritura com as mãos no peito Por que os Cartuxos são conhecidos pelo silêncio? A espiritualidade cartusiana dá grande importância ao silêncio, à solidão e à contemplação. Os monges procuram combinar momentos de vida comunitária com longos períodos de recolhimento individual. A intenção é criar condições para a oração e a reflexão. Essa característica fez com que os Cartuxos se tornassem uma das ordens monásticas mais associadas à vida contemplativa na Igreja Católica. A Santa Sé descreveu a tradição cartusiana como uma vida dedicada à contemplação e à oração pela Igreja e pelo mundo. São Bruno em Roma Anos depois da fundação da comunidade em Chartreuse, Bruno foi chamado a Roma pelo papa Urbano II, que havia sido seu antigo aluno em Reims. O papa queria contar com Bruno como conselheiro. Embora tivesse deixado sua vida de recolhimento com relutância, ele obedeceu ao chamado. Sua permanência em Roma, porém, foi curta. Bruno conseguiu autorização para retornar a uma vida contemplativa e mudou-se para a Calábria, no sul da Itália. Os últimos anos de São Bruno Bruno passou seus últimos anos na Calábria, mantendo o estilo de vida contemplativo que havia escolhido. Ele morreu em 1101, deixando como principal legado a comunidade que havia iniciado e a espiritualidade que continuaria sendo desenvolvida pelos Cartuxos. Quando São Bruno foi canonizado? A história do culto a São Bruno possui uma particularidade. Seu culto foi autorizado oficialmente pelo papa Leão X em 1514. Mais de um século depois, em 1623, o papa Gregório XV realizou sua canonização oficial. Por isso, embora São Bruno tenha morrido no século XII, o reconhecimento formal de sua santidade aconteceu muitos séculos depois. Oração a São Bruno "São Bruno, que adotastes como regra de vida a oração, o trabalho, o estudo e a pobreza; que fundastes uma ordem monástica para uma ainda maior intimidade com Deus, inspirai-nos também a uma vida contemplativa esquecendo-nos das ocupações terrenas e nos ocupando mais com nossa união cada vez mais íntima com nosso Deus e Criador. Por Cristo Nosso Senhor. Amém."

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,38-42

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,38-42 Naquele tempo, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: "Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!" O Senhor, porém, lhe respondeu: "Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada".

sábado, 3 de outubro de 2026

São Francisco de Assis, - 04 de outubro

São Francisco de Assis, Origens Filho de Pedro e Dona Pica Bernardone, Francisco nasceu entre 1181 e 1182, na cidade de Assis, Itália. Seu pai era um rico e próspero comerciante. Foi batizado em Santa Maria Maior com o nome de João (Giovanni). Mas quando Pietro Bernardone voltou de uma viagem à França, mudou de ideia e resolveu trocar o nome do filho para Francisco, prestando uma homenagem àquela terra. Ambições Segundo a maioria dos biógrafos de São Francisco de Assis, o caráter e as qualidades melhores lhe vieram da mãe. Como todo jovem ambicioso de sua época, Francisco desejava conquistar, além da fortuna, também a fama e o título de nobreza. Para tal, fazia-se necessário tornar-se herói em uma dessas frequentes batalhas. No ano de 1201, incentivado por seu pai, ele partiu para uma guerra que os senhores feudais haviam declarado contra a Comuna de Assis. Entre 1202 e 1205, encontramos um Francisco inquieto. Não é apenas a consequência de uma doença longa e misteriosa. É a inquietude de quem está incerto quanto ao sentido de sua vida. Ele decide ser cavaleiro e vai em nome da honra defender a Igreja e seus interesses, convocados pelo Papa Inocêncio III. O Encontro e a Renúncia dos Bens Na cidade de Espoleto, sintomas de febre fizeram com que Francisco não pudesse partir. Ali pensou ter ouvido a voz do Senhor, com quem dialogou: “Francisco, o que é mais importante, servir ao Senhor ou servir ao servo? Servir ao Senhor, é claro. Respondeu o jovem. Então, por que te alistas nas fileiras do servo? Senhor, o que quereis que eu faça? Volta a Assis e ali te será dito, diz a Voz”. Em busca de respostas, decidiu viajar para Roma, isso no ano de 1205. Visitou a tumba do Apóstolo São Pedro e exclamou: “É uma vergonha que os homens sejam tão miseráveis com o Príncipe dos Apóstolos!” E jogou um grande punhado de moedas de ouro, contrastando com as escassas esmolas de outros fiéis menos generosos. A seguir, trocou seus ricos trajes com os de um mendigo e fez sua primeira experiência de viver na pobreza. Voltou a Assis, à casa paterna, entregando-se ainda mais à oração e ao silêncio. O Pedido de São Damião Em 1206, passeando a cavalo pelas campinas de Assis, viu um leproso, repugnante à vista e ao olfato, lhe causando nojo. Mas, então, movido por Deus, colocou seu dinheiro naquelas mãos sangrentas e deu-lhe um beijo. Falando depois a respeito desse momento, ele diz: “O que antes me era amargo, mudou-se então em doçura da alma e do corpo. A partir desse momento, pude afastar-me do mundo e entregar-me a Deus”. Pouco depois, entrou para rezar e meditar na pequena capela de São Damião, semidestruída pelo abandono. Estava ajoelhado em oração aos pés de um crucifixo quando uma voz, saída do crucifixo, lhe falou: “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja que está em ruínas”. Afastamento da Família e dos Amigos Seu Pai se indignava cada vez mais e resolveu exigir que seu filho lhe devolvesse tudo quanto recebera dele, levou perante o bispo para que o julgasse. Francisco, ciente da sentença de Cristo: “Quem ama o seu pai ou a sua mãe mais que a Mim, não é digno de Mim” (Mt 19,29), sem vacilar um momento se despojou de tudo até ficar nu, jogou os trajes e o dinheiro aos pés de seu pai, e exclamou: “Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste”. O Bispo, então, o acolheu. Daquele momento em diante, cantando “Sou o arauto do Grande Rei, Jesus Cristo”, afastou-se de sua família e de seus amigos e entregou-se ao serviço dos leprosos e à reconstrução das capelas da cidade. Viver puramente o Evangelho Quando estava quase encerrando a reconstrução da capelinha de Santa Maria dos Anjos, perguntava-se o que faria, o que Deus queria dele. Então, certo dia, Francisco escutou, durante a missa, a leitura do Evangelho: “sem túnicas, sem bastão, sem sandálias, sem provisões, sem dinheiro no bolso …” (Lc 9,3). Tais palavras encontraram eco em seu coração e foram para ele como intensa luz. E exclamou, cheio de alegria: “É isso precisamente o que eu quero! É isso que desejo de todo o coração!” E sem demora, começou a viver, como o faria em toda a sua vida, a pura letra do Evangelho. Repetia sempre para si e, mais tarde, também para seus companheiros: “Nossa regra de vida é viver o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo”! Não queria seguidores, somente viver sua vida austera e evangelizar A partir de então, Francisco saiu a pregar percorrendo as vizinhanças e levando o Evangelho. Não tinha intenção nenhuma de adquirir seguidores, somente viver sua vida austera e evangelizar. Porém, logo Bernardo de Quintaval se juntou a ele e pelo caminho juntou-se aos dois Pedro de Catânia. Por três vezes abriram o livro do Evangelho, e as três respostas que encontraram foram as seguintes: “Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres. Depois vem e segue-me” (Mt 19,21). “Não leveis nada pelo caminho, nem bastão, nem alforge, nem uma segunda túnica…” (Lc 9,3). “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me” (Mt 16,24). “Isto é o que devemos fazer, e é o que farão todos quantos quiserem vir conosco” – exclamou Francisco, que subitamente viu brilhar uma luz sobre o caminho que ele e seus companheiros deveriam seguir. Fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores Finalmente, encontrou o que por tanto tempo havia procurado! Isto aconteceu a 24 de fevereiro de 1208, dando início à fundação da Fraternidade dos Irmãos Menores. Em 1209, Francisco e seus companheiros foram até o Papa Inocêncio III para pedir a aprovação de seu carisma. Ele ficou maravilhado com o propósito de vida daquele grupo e, especialmente, com a figura de São Francisco de Assis, a clareza de sua opção e a firmeza que demonstrava. Reconheceu nele o homem que há pouco vira em sonho, segurando as colunas da Igreja de Latrão, que ameaçava ruir. O Reconhecimento do Próprio Deus na sua Obra O Papa reconheceu que era o próprio Deus quem inspirava São Francisco de Assis a viver radicalmente o Evangelho, trazendo vida nova a toda a Igreja. Por isso, deu a seu modo de viver o Evangelho a aprovação oficial. Autorizou Francisco e seus seguidores a pregarem o Evangelho nas igrejas e fora delas. Inspiração de Clara Francisco inspirou Clara para a santidade, dela surgiram as clarissas. Tomás de Celano diz: “Então, se submeteu toda ao conselho de Francisco, tomando-o como condutor de seu caminho, depois de Deus. Por isso, sua alma ficou pendente de suas santas exortações, e a acolhia num coração caloroso tudo que ele lhe ensinava sobre o bom Jesus. Já tinha dificuldade para suportar a elegância dos enfeites mundanos, e desprezava como lixo tudo que aplaudem lá fora, para poder ganhar a Cristo”. Páscoa Todos os anos, de 15 de agosto a 29 de setembro, São Francisco de Assis tinha o costume de preparar-se com uma quaresma de oração e jejum para a festa de São Miguel Arcanjo. No ano de 1224, ele teve a visão do Serafim alado e recebe os estigmas. Seu estado de saúde piora muito a partir daí. Era final de agosto, em 1226, pede para ser levado à Porciúncula. No dia 3 de outubro, à tarde, São Francisco de Assis morreu cantando “mortem suscepit”. No domingo seguinte, foi sepultado na igreja de São Jorge, na cidade de Assis. Via de Santificação No dia 16 de julho de 1228, São Francisco de Assis foi canonizado pelo Papa Gregório IX. Tornou-se o padroeiro dos animais, pela sua admiração e relação estreita com a natureza. Também foi elevado a padroeiro principal da Itália, em 1939 por Pio XII. Oração de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa Paz. Onde houver Ódio, que eu leve o Amor. Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão. Onde houver Discórdia, que eu leve a União. Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé. Onde houver Erro, que eu leve a Verdade. Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança. Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria. Onde houver Trevas, que eu leve a Luz! Ó Mestre, fazei que eu procure mais: consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna! Amém.” Minha oração “Ó grande reformador da Igreja, pai de uma multidão de santos e religiosos, concedei a nós imitar as suas virtudes de caridade, pobreza e castidade, assim como nos espelhar na tua espiritualidade que formou tantas almas. Que o Amor encarnado seja amado! Amém.” São Francisco de Assis, rogai por nós! Outros santos e beatos celebrados em 04 de outubro Em Bolonha, hoje na Emília-Romanha, na região da Itália, São Petrônio, bispo. († c. 450) No território da Gália Turonense, na hodierna França, São Quintino, mártir. († s. VI) Em Paris, na Gália, hoje na França, Santa Áurea, abadessa, designada por Santo Elígio para presidir ao mosteiro que ele tinha fundado dentro da cidade segundo a regra de São Columbano. († 856) Em New Orleans, na Luisiana, nos Estados Unidos da América do Norte, o Beato Francisco Xavier Seelos, presbítero da Congregação do Santíssimo Redentor. († 1867) Em Xaraco, povoação da província de Valência, na Espanha, o Beato Henrique Morant Pellicer, presbítero e mártir. († 1936) Perto de Gandia, na mesma província de Valência, o Beato José Canet Giner, presbítero e mártir. († 1936) Em Bellrreguart, também na província de Valência, o Beato Alfredo Pellicer Muñoz (Jaime), religioso da Ordem dos Frades Menores e mártir. Fonte: Franciscanos.org.br Livro “Um santo para cada dia” – Mário Sgarbossa – Luigi Giovannini [Paulus, Roma, 1978] Livro “Relação dos Santos e Beatos da Igreja” – Prof. Felipe Aquino [Cléofas 2007] Martirológio Romano – Produção e edição: Melody de Paulo – Oração: Rafael Vitto – Comunidade Canção Nova Compartilhe no Facebook Compartilhar Compartilhe no Twitter X Tweet Outubro 5% Doar Pai das Misericórdias Pedido de Oração Enviar Aplicativo Liturgia Diária Com o aplicativo Liturgia Diária – Canção Nova, você confere as leituras bíblicas diárias e uma reflexão do Evangelho em texto e áudio. E mais: você ainda pode agendar um horário para estudar a palavra por meio do aplicativo. Canção Nova EventosFormaçãoNotíciasMúsicaClubeSantuárioComunidadeSocialTVRádioLoja DAI-ME ALMASDOAR Facebook Twitter Youtube Instagram LinkedIn Portal da Privacidade Fundação João Paulo II Pedido de Oração Mapa do site Internacional cancaonova.com © 2002 – 2026Todos os direitos reservados. 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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,25-37 - 05 de outubro domingo

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,25-37 Naquele tempo, um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: "Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?" Jesus lhe disse: "O que está escrito na Lei? Como lês?" Ele então respondeu: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!" Jesus lhe disse: "Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás". Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: "E quem é o meu próximo?" Jesus respondeu: "Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: "Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais'. E Jesus perguntou: "Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?" Ele respondeu: "Aquele que usou de misericórdia para com ele". Então Jesus lhe disse: "Vai e faze a mesma coisa".

Santos Protomártires do Brasil (André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e seus 27 companheiros), além de Santa Cândida e Santa Maria Josefa do Coração de Jesus. 03 de outubro

No dia 03 de outubro, a Igreja Católica celebra os Santos Protomártires do Brasil (André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, Mateus Moreira e seus 27 companheiros), além de Santa Cândida e Santa Maria Josefa do Coração de Jesus. Protomártires do Brasil Quem foram: Um grupo de 30 pessoas (dois padres, um leigo e vários outros fiéis). História: Foram mortos por soldados holandeses calvinistas no Rio Grande do Norte, em 1645, durante as invasões holandesas. Fato marcante: O camponês Mateus Moreira foi morto com o coração arrancado pelas costas enquanto dizia: "Louvado seja o santíssimo sacramento". Canonização: Foram declarados santos pelo Papa Francisco em 2017. Santuário Basílica de São Sebastião Frades Capuchinhos +3 Outros Santos do Dia Santa Cândida: Virgem e mártir dos primeiros séculos da Igreja em Roma. Santa Maria Josefa do Coração de Jesus: Fundadora do Instituto das Servas de Jesus, dedicada ao cuidado de doentes e necessitados. Vatican News