quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Santa Eulália, adolescente torturada e martirizada - 12 de fevereiro

 

Santa Eulália, adolescente torturada e martirizada

 

Origens
Nasceu aproximadamente no fim do século III, na Espanha. Tendo apenas treze anos, foi capaz de 

resistir às perseguições contra o catolicismo e a não renegar a fé. Naquele período, o imperador romano

 Diocleciano perseguia as famílias cristãs, por isso, seus pais tiveram de se mudar de onde viviam, a fim

 de fugir das barbáries, porém, mesmo assim, a santa foi queixar-se com o Cônsul Dácio dizendo que 

era cristã. 

Páscoa
Santa Eulália foi torturada 13 vezes, a mesma quantidade que tinha de anos de vida, além disso, foi 

também martirizada. Segundo a tradição, antes de morrer, foi chicoteada, queimada, cortada os seios,

 esfregada com pedras, derramaram óleo quente sobre ela, rolada nas ruas dentro de um barril, jogada

 aos vermes, arrastada em um carro de bois, despida em público, exposta à neve, pregada numa cruz no

 formato de X, por fim decapitada. Ainda se diz que, ao morrer, saiu de seu pescoço uma imagem

 reluzente de pomba, outros dizem que foram os anjos levando a sua alma para o céu. 

Milagres das flores


Por tamanha generosidade, os pobres sempre batiam à porta de sua casa. Isso incomodava os pais, a 

ponto de proibi-la de fazer atos de caridade. Ao procurar saciar a fome de alguns irmãos de rua, ela 

escondeu pães em sua saia, mas, ao ser encontrada pelo pelo pai e questionada, ela disse que eram

 flores. Seu pai mandou que mostrasse, já que estava desconfiado de sua atitude para com os pobres, 

então, ao revelar o que estava escondido, ele viu que realmente eram as flores. 

Santa Eulália: a tortura santificante de uma 

adolescente

Água que jorra


Outra situação relatada é o caso de duas meninas que trabalhavam para um carrasco buscando água 

no poço da cidade. Certa vez, ao chegarem lá, perceberam que o poço estava seco, o que gerou grande

 agonia e temor do patrão. Ao saber disso, Eulália estendeu um manto sobre o meio-fio do qual jorrou

 água. 

Sua imagem
Geralmente, é representada com a palma do martírio, tendo ao lado uma cruz em forma de X. Em outros

 lugares, a encontramos junto com uma pomba, para representar o momento de sua gloriosa passagem.

Padroeira
É reconhecida como Padroeira da cidade de Barcelona e da Espanha. Por eles, ela é invocada em

 diversas necessidades, mas principalmente contra a seca. Além disso, recebe um grande festejo com 

procissões e bonecos gigantes nas ruas, somados às danças e homenagens, rodeados de diversos

 outros símbolos da cultura. O povo nutre tamanha devoção que colocou seu nome em diversas ruas. 

É também celebrada na França.

No Brasil


Na Diocese de Limeira (SP), há uma Comunidade Paroquial dedicada à Santa Eulália. A “quase Paróquia”

 Santa Eulália foi criada no dia 11 de fevereiro de 2018, desmembrando-se das Paróquias São Cristóvão

 e Menino Jesus. Nesta comunidade, a devoção a santa é fortemente divulgada.

Minha oração


“Que em nossas casas não falte água, muito menos a água do Espírito, que levou Santa Eulália ao

 martírio. Dai-nos fidelidade, mas também a tua Providência. Amém.” 

Santa Eulália, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 7,24-30

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 

7,24-30

Naquele tempo,

Jesus saiu e foi para a região de Tiro e Sidônia.
Entrou numa casa
e não queria que ninguém soubesse onde ele estava.
Mas não conseguiu ficar escondido.

Uma mulher, 

que tinha uma filha com um espírito impuro,
ouviu falar de Jesus.
Foi até ele e caiu a seus pés.

A mulher era pagã, nascida na Fenícia da Síria.
Ela suplicou a Jesus
que expulsasse de sua filha o demônio.

Jesus disse:
"Deixa primeiro que os filhos fiquem saciados,
porque não está certo tirar o pão dos filhos
e jogá-lo aos cachorrinhos".

A mulher respondeu: 

"É verdade, Senhor;
mas também os cachorrinhos, debaixo da mesa,
comem as migalhas que as crianças deixam cair".

Então Jesus disse:
"Por causa do que acabas de dizer,
podes voltar para casa.
O demônio já saiu de tua filha".

Ela voltou para casa
e encontrou sua filha deitada na cama,
pois o demônio já havia saído dela.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

a Senhora de Lourdes, intercessora dos doentes - 11 de fevereiro

 

a Senhora de Lourdes, intercessora dos doentes

Intercessora dos doentes
A Santíssima Virgem Maria, a Mãe de JESUS, é, por excelência, santa entre os 

santos. Nas suas dezenas de aparições reconhecidas pela Santa Igreja Católica

está a de Lourdes. A partir dessa aparição, Nossa Senhora, neste título de Lourdes, 

é invocada por fiéis de várias partes do mundo, que lhe apresentam situações de

 saúde, tornando-se assim, a padroeira dos doentes.

Aparição
Foi no ano de 1858 que a Virgem Santíssima apareceu 18 vezes nas cercanias de

 Lourdes, França, na gruta Massabielle, a uma jovem chamada Santa Marie-Bernard

 Soubirous ou Santa Bernadete. Essa santa deixou por escrito um testemunho que

 entrou para o ofício das leituras de 11 de fevereiro.

Escritos
“Certo dia, fui com duas meninas às margens do Rio Gave buscar lenha. Ouvi um 

barulho, voltei-me para o prado, mas não vi movimento nas árvores. Levantei a 

cabeça e olhei para a gruta. Vi, então, uma senhora vestida de branco; tinha um

 vestido alvo com uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa de ouro em cada pé,

 da cor do rosário que trazia com ela. Somente na terceira vez, a Senhora me falou e

 perguntou-me se eu queria voltar ali durante quinze dias. Durante quinze dias lá, 

voltei; e a Senhora apareceu-me todos os dias, com exceção de uma segunda e uma 

sexta-feira. Repetiu-me, vária vezes, que dissesse aos sacerdotes para construir, ali,

 uma capela. Ela mandava que fosse à fonte para lavar-me e que rezasse pela 

conversão dos pecadores. Muitas e muitas vezes perguntei-lhe quem era, mas ela

 apenas sorria com bondade. Finalmente, com braços e olhos erguidos para o céu,

 disse-me que era a Imaculada Conceição”.

Nossa Senhora de Lourdes e a conversão para os pecadores

Conversão para os pecadores
Maria, a intercessora, modelo da Igreja, imaculada, concebida sem pecado, nessa 

aparição, pediu o essencial para a nossa felicidade: a conversão para os pecadores.

 Ela pediu a conversão dos pecadores pela oração, conversão e penitência.

Contexto
Isso aconteceu após 4 anos da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição.

 Deus quis e Sua Providência Santíssima também demonstrou, dessa forma, a 

infalibilidade da Igreja, que chancela do céu essa aparição da Virgem Maria em

 Lourdes, os milagres que aconteceram e continuam a acontecer naquele local, lá 

onde as multidões afluem, o clero e vários Papas estiveram.

Oração – proteção e refúgio
“Sob a Tua proteção procuramos refúgio, Virgem Imaculada de Lourdes, que és o 

modelo perfeito da criação segundo o plano original de Deus. A Ti, neste dia, 

confiamos os doentes, os idosos, as pessoas sozinhas: alivia o seu sofrimento, 

enxuga as suas lágrimas e obtém para cada um a força necessária para realizar a

 vontade de Deus. Sê o amparo de todos que aliviam, dia após dia, os sofrimentos

 destes irmãos. E ajuda-nos a crescer no conhecimento de Cristo, que, com a Sua

 morte e ressurreição, venceu o poder do mal e da morte.”

Nossa Senhora de Lourdes, intercedei por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 7,14-23

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 

7,14-23

Naquele tempo,

Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: 

"Escutai todos e compreendei:

o que torna impuro o homem
não é o que entra nele vindo de fora,
mas o que sai do seu interior.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".

Quando Jesus entrou em casa, 

longe da multidão,
os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola.

Jesus lhes disse:
"Será que nem vós compreendeis?
Não entendeis que nada do que vem de fora
e entra numa pessoa, pode torná-la impura,

porque não entra em seu coração,
mas em seu estômago e vai para o fossa?"
Assim Jesus declarava
que todos os alimentos eram puros.

Ele disse: 

"O que sai do homem,
isso é que o torna impuro.

Pois é de dentro do coração humano
que saem as más intenções, imoralidades, 

roubos, assassínios, 

adultérios, ambições desmedidas, 

maldades, fraudes,
devassidão, inveja, calúnia, 

orgulho, falta de juízo.

Todas estas coisas más saem de dentro,

e são elas que tornam impuro o homem".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Santa Escolástica ensina: "Quem ama mais pode mais" - 10 de fevereiro

 

Santa Escolástica ensina: "Quem ama mais pode mais"

“Quem ama mais pode mais.”
Este desafio aconteceu com Bento de Núrsia, mas a vencedora foi sua irmã gêmea, 

Escolástica, que se consagrou ao Senhor desde muito jovem. Vivendo à sombra do 

irmão, foi sempre fiel intérprete da sua regra.

Origens
Presume-se que Escolástica, primeira monja beneditina, viveu entre os anos 480 e 

543. Natural de Núrsia, região italiana da Úmbria. Foi uma dócil aluna de Bento, do 

qual recebeu a sabedoria do coração, a ponto de superar seu mestre: é o que narra

 São Gregório Magno nos seus “Diálogos”, único texto de referência com poucas

 menções sobre a vida desta santa. Ele descreve ainda um particular episódio, no 

qual ela revela uma acentuada personalidade humana e grande profundidade 

espiritual.

Vocação religiosa nas pegadas do irmão
Segundo a história de Escolástica, diz-se que era descendente de uma antiga família

 de Senadores romanos. Sua mãe, Cláudia, morreu logo depois do parto dos gêmeos.

 Com 12 anos, foi mandada para Roma, junto com seu irmão Bento, onde ficaram

 escandalizados pela vida desregrada da cidade. Bento tornou-se eremita, enquanto 

Escolástica pediu ao pai para dedicar-se à vida religiosa. Antes, entrou para um 

mosteiro, próximo de Núrsia, e, depois, transferiu-se para Subiaco, seguindo o irmão, 

que havia fundado a Abadia de Monte Cassino, ao leste de Nápoles. Ali, em apenas

 sete quilômetros de distância, fundou o mosteiro de Piumarola, onde, com as

 coirmãs, seguiu a Regra de São Bento. Deu, portanto, origem ao ramo feminino da

 Ordem dos Beneditinos.

Santa Escolástica e a Regra do Silêncio

A regra do silêncio
Era normal para Escolástica recomendar a observância da regra do silêncio e evitar

 conversas com pessoas estranhas no mosteiro, mesmo se fossem visitantes devotos.

 Ela costumava repetir: “Fiquem em silêncio ou falem de Deus, pois o que, neste

mundo, pode ser tão digno para se falar senão sobre Ele?”.

Escolástica gostava de falar a respeito de Deus, sobretudo com o irmão Bento, com

 o qual se encontrava uma vez por ano. O local onde faziam diálogos espirituais era 

uma casinha situada no meio da estrada entre os dois mosteiros.

O milagre que desafiou Bento
São Gregório Magno narra que, no último dos seus encontros, datado de 6 de

 fevereiro de 543, pouco antes da sua morte, Escolástica pediu ao irmão para

 prolongar a conversa até na manhã do dia seguinte, mas Bento se opôs para não 

violar a Regra. Então, Escolástica implorou ao Senhor para não deixar o irmão partir, 

debulhando-se em pranto. A seguir, um temporal inesperado e violento obrigou Bento

 a ficar com ela, levando-os a conversarem toda a noite.

Porém, a primeira reação de Bento com o temporal improviso foi de contrariedade:

 “Que Deus onipotente possa lhe perdoar, irmã. O que você fez?”. E Escolástica 

respondeu: “Eu lhe implorei para ficar e você não me ouviu; pedi a Deus e Ele me 

atendeu. Agora, pode ir, se quiser; deixe-me e volte ao seu mosteiro”. Foi uma

 espécie de revanche da irmã, que não pôde se entristecer pelo amadíssimo irmão, 

pois ele mesmo lhe havia ensinado a se dirigir a Deus, com todas as forças, durante

 as dificuldades. Assim se destacaram os dotes femininos de Escolástica: docilidade,

 perseverança e também audácia ao obter o que desejava fortemente.

Unidos em Deus na vida e na morte

Páscoa
Três dias depois deste encontro, segundo São Gregório, Bento recebeu a notícia da 

morte da irmã com um sinal divino: viu a alma da sua irmã subir ao céu em forma de 

uma pomba branca. Então, quis enterrá-la na sepultura que havia preparado para si, 

onde também foi enterrado, pouco tempo depois. “Como seus pensamentos sempre

 estiveram voltados para Deus, era justo seus corpos também ficassem unidos na

 mesma sepultura”.

Repercussão da santidade
Hoje, quem visita a majestosa Abadia de Monte Cassino, após 15 séculos de história, 

pode fazer a experiência de estar diante do túmulo dos Santos irmãos, os pioneiros

 de um grande número de seguidores de Deus.

Intercessora e patrona
É invocada como intercessora contra tempestades, chuvas e relâmpagos. Também

 intercessora pelas crianças que sofrem convulsões. Tradicionalmente, patrona dos 

mosteiros beneditinos. 

Minha oração
“Santa Escolástica, pelo mistério da comunhão dos santos, ouso lhe pedir a graça de

 silenciar e não procurar conversas que não me levem para as ‘coisas do Alto’.

 Peço-te a graça de, no ambiente onde eu vivo e trabalho, ser um instrumento da

 paz, como também amar os meus irmãos como você amou São Bento, seu irmão

 gêmeo. Amém.”

Santa Escolástica, rogai por nós!