quinta-feira, 17 de setembro de 2026

TEREMOS UMA ELEIÇÃO CONSCIENTE OU POLARIZADA? - Pe. Gilberto Kasper Teólogo

TEREMOS UMA ELEIÇÃO CONSCIENTE OU POLARIZADA? “A cada discussão, a cada reunião, a cada voto consciente, a cada momento em que um cidadão se decide a favor da honestidade, do bem comum e contra a corrupção aprimora-se, em mútua cooperação, a democracia. A democracia deve conduzir a eleição no próximo domingo! Ao nos aproximarmos das urnas, devemos ter consciência de que – embora o voto constitua um momento privilegiado de participação cidadã numa democracia representativa – está longe de encerrar-se a responsabilidade cristã. A decisão consciente de votar em candidatos que representem os valores cristãos é um passo importante, mas não é o único. É preciso que, como cristãos, continuemos a contribuir para que haja diálogo que aponte às mudanças necessárias na consolidação de uma cidadania inclusiva, de modo a garantir que a sociedade possa participar e exercer democraticamente o poder político. O eleitor consciente deve conhecer o passado de seu candidato e averiguar se o discurso e a prática por ele apresentados se conformam aos valores da ética e do bem comum. É preciso também exercer a missão profética de todo cristão e manter uma atitude de fiscalização e vigilância. Diante de irregularidades, é necessário denunciar. “O silêncio e a omissão também são responsáveis pela deterioração da democracia” (cf. Dom Moacir Silva). Há um desencanto muito sensível na população, em relação à política atual. Candidatos que mais pensam em “degolarem-se” uns aos outros, do que apresentar projetos e soluções que promovam a dignidade de seus eleitores. É uma pena que o “nós contra eles” prevaleça em nosso País. Ouço muitas pessoas dizendo que nem irão às Urnas ou que anularão seus votos. Parece-me urgente repensar o Congressos Nacional. Seja qual for o próximo Presidente da República, desde há muito já está sequestrado pelos Deputados e Senadores. Então não estaria na hora de renovar ao máximo a Câmara dos Deputados e o Senado? Vamos reeleger as “raposas” que só falam em bilhões para seus benefícios próprios? Quem tem acesso ao Deputado ou Senador que elegeu, depois das eleições, a não ser depois de quatro anos? Eles trocam de celulares e somem de suas bases, com raríssimas exceções, é claro! É necessário estar atento aos discursos e às promessas que nunca são cumpridas. Não é possível votarmos em candidatos que não apresentem “Projetos que visem o Bem de TODOS!”, e não apenas de grupos, principalmente os patrocinadores das campanhas. Esses não dão nada de graça. Quem financia campanhas, geralmente espera algum retorno pessoal e não comum. Muitos prometem o óbvio que na verdade, não cumprirão: saúde de qualidade; educação de excelência, segurança e tantos outros, que devem ser o retorno dos impostos mais elevados pagos no mundo, para manter vilões e agiotas institucionalizados. Ninguém deve ser eleito só porque promete aplicar com justiça e ética, os recursos provenientes dos próprios cidadãos, que, depois de elegerem seus representantes, lhes devem reverência. Devemos eleger aqueles que vivem para servir, e não os que se rogam o direito de sentirem-se “donos de seus eleitores”. Os brasileiros passam muitas dificuldades, que precisam urgentemente da atenção dos que serão eleitos secreta e livremente no próximo dia 4 de outubro! Vamos todos votar e deixar com que a democracia conduza a eleição. Durante os próximos quatro anos colheremos aquilo que plantarmos nas urnas nas eleições já à nossa porta. Vamos ouvir nossa consciência, que será nossa melhor conselheira diante das urnas, para elegermos pessoas que realmente promovam a dignidade de nosso povo! Teremos uma eleição consciente ou polarizada? Deus abençoe as próximas eleições! Nossa Senhora Aparecida, Mãe, Rainha e Padroeira do Brasil nos proteja ainda mais nas eleições já tão próximas! Pe. Gilberto Kasper Teólogo

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