sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Apolônio de Carvalho

CONFIAR-SE A DEUS
Devo estar pronto para tudo na vida. Devo preparar-me bem para cada decisão a ser tomada. Procurar ao máximo a capacitação profissional, assumir o meu papel de cidadão, minhas responsabilidades na família, na comunidade. Devo estar pronto, bem formado e bem informado. Acima de tudo e além de tudo, devo confiar-me a Deus. Antes de qualquer ação, devo repetir no meu íntimo: A tua vontade seja feita e não a minha. Essa é a garantia maior de que tudo será feito da melhor maneira.  Uma jovem do Movimento dos focolares que faleceu aos 19 anos, Chiara Luce Badano, repetia diante das intensas dores que sentia: "Se tu queres, Jesus, eu também quero." Confiava-se inteiramente a Ele a cada momento. Façamos o mesmo diante de qualquer imprevisto que aconteça neste dia. E diante de cada ação repitamos no nosso íntimo "Por ti, Jesus". Nas pequenas ou grande decisões que iremos tomar, antes de tudo, confiar-nos a Deus. Depois, fazer a nossa parte buscando a perfeição do amor.
Apolônio Carvalho.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Agosto



Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Agosto

Santo Eusébio de VercelliSanto Eusébio de Vercelli

Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Depois da morte do seu pai, em testemunho da fé em Cristo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sua mãe levou-o para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos, foi ganhando a admiração do povo cristão e do papa Júlio I, que o consagrou bispo da diocese de Vercelli em 345.
Nessa condição, participou do Concílio de Milão em 355, no qual os bispos adeptos da doutrina ariana tentaram forçá-lo a votar pela condenação do bispo de Alexandria, santo Atanásio. Eusébio, além de discordar do arianismo considerou a votação uma covardia, pois Atanásio, sempre um fiel guardião da verdadeira doutrina católica, estava ausente e não podia defender-se. Como ficou contra a condenação, ele e outros bispos foram condenados ao exílio na Palestina.
Porém isso não o livrou da perseguição dos hereges arianos, que infestavam a cidade. Ao contrário, sofreu muito nas mãos deles. Como não mudava de posição e enfrentava os desafetos com resignação e humildade, acabou preso, tendo sido cortada qualquer forma de comunicação sua com os demais católicos. Na prisão, sofreu ainda vários castigos físicos. Contam os escritos que passou, também, por um terrível suplício psicológico.
Quando o povo cristão tomou conhecimento do fato, ergueu-se a seu favor. Foram tantos e tão veementes os protestos que os hereges permitiram sua libertação. Contudo o exílio continuou e ele foi mandado para a Capadócia, na Turquia e, de lá, para o deserto de Tebaida, no Egito, onde foi obrigado a permanecer até a morte do então imperador Constantino, a quem sucedeu Juliano, o Apóstata, que deu a liberdade a todos os bispos presos e permitiu que retomassem as suas dioceses.
Depois do exílio de seis anos, Eusébio foi o primeiro a participar do Concílio de Alexandria, organizado pelo amigo, santo Atanásio. Só então passou a evangelizar, dirigindo-se, primeiro, a Antioquia e, depois, à Ilíria, onde os arianos, com sua doutrina, continuavam confundindo o povo católico. Batalhou muito combatendo todos eles.
Mais tarde, foi para a Itália, sendo recepcionado com verdadeira aclamação popular. Em seguida, na companhia de santo Hilário, bispo de Poitiers, iniciou um exaustivo trabalho pela unificação da Igreja católica na Gália, atual França. Somente quando os objetivos estavam em vias de serem alcançados é que ele voltou à sua diocese em Vercelli, onde faleceu no dia 1o. de agosto de 371.
Apesar de ser considerado mártir pela Igreja, na verdade santo Eusébio de Vercelli não morreu em testemunho da fé, como havia ocorrido com seu pai. Mas foram tantos os seus sofrimentos no trabalho de difusão e defesa do cristianismo, passando por exílios e torturas, que recebeu esse título da Igreja, cujo mérito jamais foi contestado. Com a reforma do calendário litúrgico de Roma, de 1969, sua festa foi marcada para o dia 2 de agosto. Nesta data, as suas relíquias são veneradas na catedral de Vercelli, onde foram sepultadas e permanecem até os nossos dias.

São Pedro Julião EymardSão Pedro Julião Eymard

Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal.
Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário. Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem.
Após alguns anos no ministério pastoral, em 1839, padre Eymard entrou na recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon. Nesta Ordem permaneceu durante dezessete anos, chegando a ocupar altos cargos. Foi quando recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da eucaristia.
Aliás, padre Eymard já notava que havia um certo distanciamento do povo da Igreja. Algo precisava ser feito. Rezou muito, pediu conselhos aos superiores e para o próprio papa Pio IX. Entretanto, percebeu que por meio do Instituto dos Maristas não poderia executar o que era preciso. Deixou o Instituto e foi para Paris.
Lá, em 1856, com a ajuda do arcebispo de Paris, fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento. E, depois de três anos, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Mais tarde, também fundou uma Ordem Terceira, em que leigos comprometem-se na adoração do Santíssimo Sacramento.
Padre Pedro Julião Eymard foi incansável, viajando por toda a França, para levar sua mensagem eucarística. Como seu legado, além da nova Ordem, deixou inúmeros escritos sobre a espiritualidade eucarística.
Muito doente, ele faleceu na sua cidade natal no dia 1o. de agosto de 1868, com apenas cinqüenta e sete anos de idade. Beatificado pelo papa Pio XI em 1925, foi canonizado pelo papa João XXIII em 1962. Na ocasião, foi designado que a memória litúrgica de são Pedro Julião Eymard deve ser celebrada em 2 de agosto, um dia após o de sua morte.

Santo Estevão ISanto Estevão I

Estevão era italiano, de origem romana e seu pai se chamava Júlio. Não se tem registro de mais nada sobre sua família. Ele viveu no século II, quando a Igreja estava estremecida pela crise interna e sofria com as perseguições impostas aos fiéis, pelos imperadores de Roma. Ele foi eleito sucessor do Papa Lúcio I e o primeiro com este nome. O seu pontificado foi marcado, no início, por um período de paz, concedido aos cristãos, pelo então imperador Valeriano e, depois, pelos inúmeros problemas internos, que dividia os sacerdotes católicos na ocasião.
A Igreja estava dividida quanto ao tratamento a ser dado aos "lapsi", como eram chamados os fiéis que renegaram Jesus Cristo, abandonando a Igreja com medo do martírio no período das perseguições e que depois arrependidos queriam retornar ao Cristianismo. Este era o árido terreno que dividia o clero entre rigorosos e indulgentes.
Nesta época, dois Bispos da Espanha, ambos "arrependidos", desejavam voltar ao Cristianismo. Os cristãos concordavam que fossem aceitos, mas apenas como simples fiéis. Estes, porém, queriam ser aceitos como antes, na condição de Bispo e à frente das mesmas dioceses. Ambos, enganando o Papa Estevão I, reassumiram os postos, dizendo à todos que tinham a sua autorização. Houve então muita confusão e revolta em toda a Igreja, que se espalhou da Espanha alcançando o norte da África, onde o Bispo de Cartago era o grande Cipriano, hoje venerado como Santo.
Estevão I, teve de enfrentar toda a rejeição daquela decisão, que não havia sido sua, por parte de Cipriano que, de Cartago, liderou um movimento de revolta contra ele. O seu pontificado se complicou ainda mais quando em 257, a Igreja inteira voltou a ser perseguida pelo imperador Valeriano, que endureceu o governo, na tentativa de manter o Império unificado na guerra contra a Pérsia.
No dia 02 de agosto de 257, o Papa Estevão I morreu martirizado na sede da Igreja em Roma. Encontramos, esta narração no Martirológio Romano, que diz: o Papa Estevão I, celebrava o Santo Sacrifício da Missa, quando repentinamente apareceram alguns soldados. Corajoso continuou firme diante do altar celebrando os santos mistérios. Foi morto e alí mesmo o decapitaram.
As perseguições continuaram violentas por todas as regiões do Império, chegando no ano seguinte na África, onde o Bispo Cipriano também foi decapitado, na sua diocese de Cartago. As relíquias de São Estevão I, foram encontradas na Sepultura dos Papas, no Cemitério São Calisto, em Roma. Em 1682, seu corpo foi transferido para a Catedral da cidade de Pisa, na Itália. A sua veneração litúrgica foi designada para o dia de sua morte.

Zeferino Gimenez Malla (Bem-Aventurado)Zeferino Gimenez Malla

Zeferino Gimenez Malla nasceu na Catalunha, Espanha, em 26 de agosto de 1861. Descendia do povo cigano daquela localidade, que chamava o menino de "El Pelé". A família vivia na pobreza, que se intensificou quando o pai a abandonou para ficar com outra mulher. Por isso Zeferino não pôde ir à escola, precisou ajudar no sustento da casa, confeccionando e vendendo cestas de vime.
Quando completou vinte anos, transferiu-se para Barbastro e ali se casou com Teresa Gimenez Castro, ao modo cigano, sem rito religioso. O casal não pôde ter filhos, então resolveram adotar Pepita, uma sobrinha de Teresa.
Zeferino não tinha uma profissão fixa, era habilidoso com cavalos e mulas, mas tornou-se um comerciante autônomo depois de um episódio que encantou toda Barbastro. Um homem tuberculoso, vertendo sangue contaminado pela boca, estava agonizando na estrada. Todos tinham receio de ajudá-lo, afinal a tuberculose era extremamente contagiosa. Porém isso não intimidou Zeferino, que o ajudou prontamente, abrigando-o em sua casa e tratando de sua doença. Quis o destino que a família daquele homem fosse uma das mais poderosas do local, e Zeferino foi muito bem gratificado pela sua boa ação. Com o dinheiro, ele iniciou um pequeno negócio, que rapidamente prosperou.
Ele acabou enriquecendo, mas, mesmo assim, continuou praticando sua caridade. Com o sangue nômade nas veias, passou a pregar pelas estradas, munido do rosário. Socorria aos mais pobres, especialmente os ciganos, seus irmãos de sangue. Porém para ele todos eram o "próximo", tornando-se a razão de sua existência e de seu trabalho caridoso.
Cristão, devoto da Virgem Maria e da eucaristia, freqüentava a santa missa todos os dias, na qual fazia questão de receber a comunhão. Zeferino oficializou seu casamento pelo rito católico em 1912. Na ocasião, passou a freqüentar a "Quarta-feira eucarística", da Ordem Terceira de São Francisco, quando, então, todos os religiosos reconheceram naquele comunicativo cigano um grande modelo de virtude e santidade. Empenhou-se com grande generosidade nas Conferências de São Vicente de Paulo, porque desejava tornar sua caridade mais eficiente. Mesmo sendo analfabeto, também se dedicava à catequese das crianças, ciganas ou não. Era muito querido por elas, pois, conhecendo muitas passagens da Bíblia, ele as contava com especial inspiração.
Em 1936, explodiu a guerra civil espanhola. No dia 2 de agosto daquele ano, Zeferino foi preso ao tentar libertar um padre que era prisioneiro de um grupo anarquista. Tinha, então, setenta e cinco anos de idade. Mesmo sob a mira das armas, Zeferino protestou de cabeça erguida. Todos puderam ouvir seu último grito, brandindo o rosário, seu companheiro, antes do fuzilamento: "Viva Cristo Rei!"
Por ordem dos rebeldes, todos os fuzilados foram enterrados numa cova coletiva. Entre eles estava Zeferino, cujo corpo nunca pôde ser encontrado. Em 1997, numa bela cerimônia solene celebrada pelo papa João Paulo II, em Roma, na presença de milhares de ciganos cristãos do mundo todo, Zeferino Gimenez Malla foi declarado bem-aventurado. Assim, ele se tornou o primeiro cigano a ser elevado aos altares pela Igreja, cuja festa foi marcada para o dia de sua morte.


CERIMONIA DE POSSO PADRE PEDRO SCHIAVINATO SANTUÁRIO NOSSA SENHORA APARECIDA



CERIMÔNIA DE POSSE DO PADRE PEDRO LUIS SHIAVINATO NO SANTUÁRIO NOSSA SENHORA APARECIDA DE RIBEIRÃO PRETO, COM A PRESENÇA DE DIVERSOS PADRES E DIÁCONOS SOB A PRESIDÊNCIA DO ARCEBISPO DOM MOACIR SILVA. TAMBÉM ESTIVERAM PRESENTES INÚMEROS MEMBROS DE EQUIPES DA PARÓQUIA SANTA ÂNGELA ONDE PADRE PEDRO POR QUATRO ANOS ESTEVE AO LADO DO PADRE MARCELO CAMPIONI.
TAMBÉM NOSSO CLUBE CAVALEIROS DE SANTA ÂNGELA ESTEVE PRESENTE DEVIDAMENTE UNIFORMIZADO PORTADO A BANDEIRA DO CLUBE DESEJANDO MUITO SUCESSO AO PADRE PEDRO NESTA NOVA MISSÃO.

Apolônio de Carvalho

TER SEMPRE ESPERANÇA
Ter esperança requer ação e não passividade, requer recomeçar com novo ânimo a cada dia. Um atleta tem esperança de um dia subir ao pódio, por isso treina com afinco sem perder de vista o seu objetivo. Quem tem esperança tem uma meta a seguir e se empenha para alcançá-la. O empenho é a nossa parte, a esperança é o dom de Deus, que se torna certeza com a fé e se enrobustece com a caridade. Que a nossa esperança tenha a fé como alicerce e o amor como coluna que a sustenta.
Apolônio Carvalho.

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS DÉCIMO OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM - PADRE GILBERTO KASPER

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
DÉCIMO OITAVO DOMINGO DO TEMPO COMUM
MÊS VOCACIONAL
MINISTÉRIOS ORDENADOS

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!



              No domingo anterior, tivemos o Evangelho de João, que narrava o sinal de Jesus na multiplicação dos pães. Neste domingo, a narrativa nos traz a explicação do Mestre quanto ao significado daquele sinal: Jesus é o verdadeiro pão descido do céu, o “pão da vida” conforme Ele mesmo refere. Pão da vida eterna, pão que sacia definitivamente a fome, transforma o homem, abre o caminho da santidade para aqueles que dele se alimentam.
          Dia 6 de agosto, a Igreja celebra a festa da Transfiguração do Senhor. Recorda os apóstolos, no Tabor, quando ouvem a voz do Pai dizendo que Jesus é o Filho amado, enviado para nossa salvação. Nós, hoje, somos os destinatários dessa revelação, imantados com o brilho das roupas brancas e tocados pela mensagem carinhosa.
          Ao longo do Tempo Comum, podemos sentir a espiritualidade que brota dos sinais de Jesus, vivendo de forma significativa a Páscoa de cada domingo, reunidos ao redor da mesa da Eucaristia e junto à mesa da Palavra.
          Queremos ser, neste domingo, a multidão a quem Jesus se dirige e anuncia a vida eterna. Para isso, precisamos aceitar suas propostas, libertar-nos do homem velho que existe em nós, aceitar a transformação que pode nos tornar em homem novo, refletindo a imagem de Deus, buscando a santidade. Isso, certamente, é necessário a todos nós cristãos, discípulos missionários de Jesus.
          No entanto, inúmeras vezes queremos que isto aconteça sem nos deslocarmos até o encontro com Jesus, não queremos desacomodar-nos, passar para “o outro lado do mar”. É preciso investir tempo e disposição para caminhar até Jesus, encontrá-lo, sentar até o entardecer, ouvindo-o falar, alimentar-nos do pão da sua Palavra.
          Para fazermos isso, podemos hoje priorizar a proximidade e o tempo significativo da Sagrada Escritura. Como nos diz o Documento de Aparecida: “entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura, existe uma privilegiada, à qual todos somos convidados: a Lectio Divina, ou exercício de leitura orante da Sagrada Escritura”. Através da leitura orante, somos conduzidos ao encontro com Jesus, à luz de sua Palavra. Rezando com ela, mergulhamos no mistério do nosso Mestre, entramos em comunhão com Ele.
          Não deixemos que as paixões desordenadas do mundo”, como diz São Paulo, nos desviem do caminho e da disposição de ir para o outro lado do mar, ao encontro de Jesus. Priorizemos tempo para ouvi-lo, como as multidões que o seguiam, deixemo-nos conduzir pela fome de sua Palavra.
          O evento da Multiplicação dos Pães e a incontável multidão aglomerada em torno desse, nos leva a pensar, de que continuamos sendo mais pedintes do que agradecidos. Quando aquela gente toda corre atrás de Jesus, Ele percebe que o faz porque satisfeita com o gesto espetaculoso do Mestre, que de cinco pães e dois peixinhos alimentara grande multidão. O apelo de Jesus, entretanto, vai além do espetaculoso, do milagreiro e do mero alimento material: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede” (Jo 6,35).
          Em nossos dias não vemos algo semelhante? Tem-se a impressão de que multidões correm atrás do que é espetaculoso mais do que o espetacular: sermos alimentados pelo Pão da Vida, Jesus na Eucaristia, Jesus na Palavra proclamada! A Teologia da Prosperidade promete resolver os problemas, oferece milagrezinhos fáceis, como emprego, saúde, casa própria e até uma vida de certa ostentação! Tais métodos de “suposta evangelização” atraem multidões. Atraem multidões como atraem fãs de cantores e artistas famosos, enquanto forem famosos e agradarem.
          Da multiplicação dos pães remeto minha consciência à Cruz sob a qual sobram apenas três mulheres e um jovem. Logo da Cruz de onde jorra sangue e água, a mística profunda da Igreja que Jesus tanto desejou: uma Igreja comprometida com a dignidade humana, com a promoção da pessoa através da partilha e da solidariedade! Enquanto nossos compromissos sociais tiverem precedência sobre nossa vida espiritual, continuaremos anêmicos do verdadeiro alimento: aquele que não perece, porque é eterno e nos robustece diante das surras e dificuldades que o hodierno de nossa vida se nos impõe!
          Com o primeiro domingo do mês de Agosto, O Mês Vocacional, somos convidados a rezar pela Vocação Específica do Ministério Ordenado! O tema escolhido pela CNBB para o Mês Vocacional deste ano é: “Seguir Jesus a luz da fé” e o lema: “Sei em quem acreditei” (2Tm 2,12). Rezemos nossa gratidão pela disponibilidade de nossos Diáconos Permanentes, Padres e do Arcebispo, rezemos para que sempre tenhamos corações generosos que acolham o convite ao Sacerdócio Ordenado, bem como pela santificação de todos que responderam ao convite do Mestre. Só uma Comunidade Orante terá um Sacerdote Santo. Só um Sacerdote Santo é capaz de santificar sua Comunidade! Sejamos solícitos e dóceis aos Padres, Bispos e Diáconos que o Senhor nos confia. Sejamos fiéis a Cristo, o Único, Eterno e Sumo Sacerdote, na pessoa de nosso Arcebispo, nossos Padres e Diáconos, configurados com Ele, o Bom Pastor!
          Desejando-lhes muitas bênçãos, com ternura e gratidão, o abraço amigo e fiel,
Padre Gilberto Kasper

(Ler Ex 16,2-4.12-15; Sl 77(78); Ef 4,17.20-24 e Jo 6,24-35)
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Agosto de 2018, pp. 26-30 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum de Agosto de 20

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Apolônio de Carvalho

QUEM AMA NÃO CONHECE OBSTÁCULOS
Deus nos ama com um amor de eternidade e esse amor tem uma força que vai além dos nossos limites. Uma vez que aderimos ao amor, adquirimos a sua força e todo o seu poder. Com ele vencemos todas as barreiras, a começar por nossas fraquezas. Caridade, fé e esperança estão sempre juntas. Quem ama aumenta sua fé; quem tem fé ama sempre mais; quem ama e tem fé nunca perde a esperança. Essas três virtudes nos unem a Deus. E quem poderá nos separar? Nada no mundo pode nos separar do amor de Deus, que foi testemunhado por seu filho Jesus. (Cf. Rm 8,31-39) Portanto, força, coragem e determinação são características de quem ama, juntamente com a humildade e a generosidade. Amemos e assim superaremos todas as barreiras. Amemos e não conheceremos obstáculos que nos impeçam de alcançar a meta, de chegar a Deus.
Apolônio Carvalho.

Padre Pedro Schiavinato hoje santuário N.S. Aparecida

Padre Pedro Schiavinato hoje santuário N. S. Aparecida