Primeiro grupo de motociclistas católicos do Brasil fundado em maio de 2016. REGISTRADO NO TOMBO DA PARÓQUIA DE SANTA ÂNGELA DE RIBEIRÃO PRETO
sexta-feira, 5 de junho de 2026
A SANTO ANTONINHO E SEUS 123 ANOS! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo
A SANTO ANTONINHO E SEUS 123 ANOS!
No dia 13 de junho de 2026, a Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres, carinhosamente conhecida como Igreja Santo Antoninho, situada na Avenida Saudade, 202 nos Campos Elíseos, celebra os 123 anos de fundação. A pedra fundamental, segundo informações da Cúria da Arquidiocese de São Paulo, foi implantada em 1892. O templo é o mais antigo, em pé, da cidade de Ribeirão Preto. Foi Capela da Vila Emília, depois da Família Proença da Fonseca e em 1989, através de inventário assinado pela então última herdeira viva, Hilma Proença da Fonseca Mamede, foi doada à Arquidiocese de Ribeirão Preto “para cultivar a fé católica da Família Proença da Fonseca”. Adjudicada do complexo do imóvel que compreendia a Academia Ribeirãopretana de Letras Jurídicas, incendiada no dia 7 de setembro de 2019 e demolido, o que sobrara da antiga residência da Família em 2022, bem como do Mosteirinho onde viveram os Padres Scalabrinianos e os Monges Beneditinos Olivetanos no início do século XX, a Arquidiocese de Ribeirão Preto obteve a escritura do imóvel, que em 2009 foi tombado provisoriamente pelo CONPPAC – Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural de Ribeirão Preto.
Depois que os Monges Beneditinos Olivetanos passaram a residir em seu Mosteiro próprio, a Igreja Santo Antoninho passou a ser atendida por sacerdotes diocesanos (há 82 anos portanto), como Padre Euclides Gomes Carneiro, que celebrou a primeira Missa na Capelinha, de portas abertas para o povo no dia 10 de maio de 1903, Monsenhor João Lauriano, Cônego Arnaldo Álvaro Padovani, este último, ao longo de quatro décadas, por inúmeros padres mais jovens e zelosos, como o Pe. Márcio Luiz de Souza, o Pe. Josirlei Aparecido da Silva e o Pe. Giovanni Augusto, que o auxiliaram quando já sentia o peso da idade, pelos Missionários Claretianos, como o saudoso Pe. Lauro Edgar de Araújo Franco, CMF, que me acolheu para minha primeira Missa como reitor daquele Espaço Cultural Ecumênico de Espiritualidade, vontade expressa por Dom Joviano de Lima Júnior, o então Arcebispo, que me enviou para esse fim àquela simpática e acolhedora Igrejinha no dia 20 de abril de 2008, com a provisão de reitor assinada no dia 17 de abril do mesmo ano. Dom Joviano faleceu sonhando com a Santo Antoninho e o Mosteirinho atrás dela, restaurados, bem como a Casa da Amizade ao lado, desenvolvendo sua verdadeira função, se tornando um Centro Social ou Cultural a serviço dos mais pobres da cidade, como consta no próprio inventário. As queridas irmãs portuguesas desejavam que se continuassem suas obras de caridade: a distribuição dos pães aos pobres e a hospitalidade às parturientes vindas do interior, que não tivessem como se hospedar enquanto aguardassem atendimento na Santa Casa situada no mesmo bairro dos Campos Elíseos.
Desde o tombamento provisório em 2009, da Igreja conjuntamente com a Academia que já não existe mais e o Mosteirinho anexo, fizemos um árduo caminho de tentativas para restaurar a Santo Antoninho, sem êxito. Levamos 5 anos, 5 meses e 35 dias para obter a autorização da construção de 2 banheiros e a instalação de água e esgoto. Essa realidade mudou desde 2018, quando formamos o Grupo dos Amigos da Igreja Santo Antoninho. No início éramos mais de 120 pessoas. Mesmo assim o CONPPAC nos fez esperar 15 anos, com idas e vindas, projetos e mais projetos negados para, finalmente podermos iniciar as obras de restauro de nossa Santo Antoninho. Já o terreno ao lado da Igreja, está abandonado, um verdadeiro “criadouro” de insetos como mosquitos da Dengue, escorpiões, além de servir para acampamento de pessoas em situação de rua e dependentes químicos. Logo estará “invadido” e lá nascerá mais uma “favela”? Já acionamos inúmeras autoridades municipais, sem êxito: desde a Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores até Deputados Federais. Simplesmente não nos retornam, ou quando retornam “prometem”, mas não nos ajudam. Temos quem faria um estacionamento sem fins lucrativos naquele terreno, a fim de que as pessoas pudessem guardar seus veículos enquanto participassem das celebrações e atividades na Igreja. Uma vez que não é mais permitido estacionar na Avenida Saudade. E nosso grito por socorro continua!
Celebraremos a Missa de ação de graças pelos 123 anos da Santo Antoninho, no próximo dia 13 de junho, sábado, às 8 horas. Desejamos que acolham nossa mais profunda gratidão e a renovação de nossa fidelidade na busca da restauração desse pedacinho da história e tão importante patrimônio de nossa Arquidiocese e Cidade de Ribeirão Preto!
Pe. Gilberto Kasper
Teólogo
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