terça-feira, 19 de janeiro de 2021

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM - PADRE GILBERTO KASPER

 

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS

TERCEIRO DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

 

 

 

 
Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

 

 

 

 

 

 

“Cantai ao Senhor um canto novo,

cantai ao Senhor, ó terra inteira;

esplendor, majestade e beleza

brilham no seu templo santo” (Sl 95,1.6).

 

 

 

Um dos nossos limites humanos é o Tempo ao lado do espaço. A Palavra de Deus do Terceiro Domingo do Tempo Comum nos conclama a refletirmos sobre o tempo que nos é dado como dom gratuito de Deus!

            Geralmente tendemos deixar para depois, para amanhã, aquilo que deveríamos realizar hoje, agora. A profecia de Jonas mostra o Profeta a caminho de Nínive, a fim de convencê-la à conversão. Jonas, dócil à vontade do Senhor, não espera, faz logo o que o Senhor Deus lhe pede. O resultado da docilidade do Profeta tem consequências positivas. Os frutos da conversão de Nínive lhe são saborosos e ele sente-se realizado em sua missão profética.

            Também Jesus caminha. Segue para a Galileia anunciando o fulcro e sua missão: o tempo e o Reino de Deus que está próximo, como lemos no evangelho de São Marcos. Para que se perceba tal maravilha, é necessária a conversão, ou seja, a mudança de vida; mudando tudo aquilo que impede a pessoa de perceber que o tempo de Deus nem sempre é nosso tempo, que a vontade de Deus nem sempre é nossa vontade, mas que uma coisa é segura: o Reino de Deus já é uma realidade entre nós.

            Para cumprir com seu ministério, Jesus, após convidar os primeiros, continua formando seu colégio apostólico. A proposta é desafiadora: deixar tudo e seguir Jesus. Mas deixar tudo mesmo! Eis a proposta à vocação específica. Esvaziar-se de si mesmo, deixar projetos pessoais e uma vez discernido o Projeto Missionário de Jesus, deixar tudo para tornar-se um verdadeiro discípulo! Certamente isso não é tão simples como parece. Carece novamente de um tempo de discernimento. Carece, também, de coragem, coerência, transparência, ousadia e total despojamento. Muitos pensam que tem vocação, mas não conseguem desprender-se de seus projetos pessoais. Outros ainda, se utilizam ilicitamente, ou se apropriam do ministério ordenado, como trampolim para alcançar êxito, sucesso e prestígio social. Esses se tornam naturalmente um verdadeiro desastre e, muitas vezes, fazem grandes estragos na Igreja do Senhor, surrando e enxotando pessoas das Comunidades, especialmente as que não concordam com tudo que tentam lhes impor. Daí a necessidade de uma profunda espiritualidade presbiteral, pastoral, eclesial e nem por último, pessoal!

 Nem todos sobrevivem aos desafios de nossa sociedade hoje. Quem estiver desprovido de uma profunda espiritualidade, configurada com a do Mestre, não consegue ser um verdadeiro discípulo e missionário na Igreja de Jesus.

 

 
São Paulo também adverte a Comunidade de Corinto, em sua primeira Carta, que o tempo é breve. As coisas deste mundo, nós inclusive, passam. Mas a Palavra de Deus, seu Reino não passa. É, portanto, urgente, que sejamos melhores hoje do que ontem. Quando enchemos nossas Igrejas com multidões de pessoas, saindo porta afora chorando e emocionadas com nossas celebrações, devemos estar atentos se realmente nossos fiéis saem cheios de Deus ou de nós, ministros e agentes de pastoral? É necessário que haja compromisso com o Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo, que é um reino de Justiça. Logo, onde não há justiça, não há Reino de Deus.  Saibamos ser sempre coerentes entre o que pensamos, falamos (rezamos) e fazemos. Só então, a autenticidade de nosso discipulado e missionariedade serão agradáveis ao Senhor.

Saibamos permitir que o Senhor nos ajude em nossa conversão, a fim de seguirmos com generosidade e alegria o projeto do Reino de Deus que já está entre nós!

            Há quem diga que tempo é questão de prioridade! Gosto de acrescentar a esta afirmação, de que precisamos estabelecer prioridades em nossas relações, e para a criatura humana, não é concebível que nosso tesouro prioritário não seja nosso Deus e Senhor!

            Saibamos administrar o dom precioso do tempo que o Senhor da Vida nos concede. Saibamos viver a ternura humana com sabor divino!

Pe. Gilberto Kasper

(Ler Jn 3,1-5.10; Sl 24 (25); 1 Cor 7,29-31 e Mc 1,14-20)

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Janeiro de 2021, pp. 90-97 e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum I de Janeiro de 2021, pp. 59-63.

            Saibam

           

 

A TERNURA DE DEUS EM MEU SACERDÓCIO! Pe. Gilberto Kasper

 

A TERNURA DE DEUS EM MEU SACERDÓCIO!

 

Pe. Gilberto Kasper

pe.kasper@gmail.com

 

Mestre em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em Bioética, Ética e Cidadania, Professor Universitário, Docente no CEARP – Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto, Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Assessor da Pastoral da Comunicação, Pároco da Paróquia Santa Tereza de Ávila e Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.

Há 31 anos, na manhã de um sábado, dia 20 de Janeiro de 1990, Festa de São Sebastião, na Catedral Metropolitana de Ribeirão Preto, ajoelhado sobre o túmulo do primeiro Bispo de nossa Arquidiocese, Dom Alberto José Gonçalves, por imposição das mãos de nosso amado Dom Arnaldo Ribeiro, fui ordenado Sacerdote para Sempre! Muitos erros e acertos, grande experiência de vida e profunda gratidão a cada dia, sem nenhum momento de arrependimento, pelo sim dado com minhas mãos entre as mãos do Arcebispo.

 

               Quantas pessoas passaram por minha vida nestes 31 anos? Pela vida de quantas pessoas passei eu? Penso ser um momento de avaliação, de balanço, de gratidão e de pedido de perdão, pelas vezes em que não consegui ser um bom padre! Escolhi como lema sacerdotal, a quinta bem-aventurança do Sermão da Montanha: "Bem-Aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia" (Mt 5,7), já que sempre me senti um servo inútil e indigno da graça do ministério sacerdotal! Mesmo assim Deus me quis Padre, tamanha é Sua Bondade, Seu Amor e Sua Misericórdia para comigo.

 

               Ao longo do amadurecimento no meu exercício ministerial, fui descobrindo que a melhor maneira de ser fiel ao Sacerdócio, é adotar a Teologia da Ternura! Mesmo que não tenha conseguido ser fiel, como quis ou deveria sempre me acompanhou o esforço pessoal por ser um sacerdote bom e misericordioso, a exemplo de São João Maria Vianney, o Cura D'Ars, cuja vida conheci no primeiro Seminário que me acolheu na Arquidiocese de Porto Alegre (RS), dedicado a ele. Como ele, o Sacramento que mais gosto de celebrar, é o da Reconciliação, depois, é claro, da Eucaristia. Como é bom ser dispensador do perdão de Deus àqueles que perderam sua paz interior para o pecado. Pois é no Sacramento do Perdão, que Jesus nos devolve a paz que o pecado nos rouba. Tenho sido muito feliz ao acolher tantas pessoas em nossa amada Igreja Santo Antoninho, Pão dos Pobres nos Campos Elíseos, e desde o dia 1º de março do ano passado, da também já amada Paróquia Santa Tereza de Ávila no Jardim Recreio de Ribeirão Preto, que são para mim,  lugares ideais para a santificação de meu sacerdócio, colaborando na santificação de tão queridos irmãos e irmãs na fé!

                                                                                                                                             

                Como coroinha na Igreja Matriz do Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Santo Afonso e Coordenador da Catequese, Regente do Coral e Animador de Comunidade na Capela Santo Antoninho, no Bairro Liberdade em Novo Hamburgo (RS) ou brincando de Missa com os vizinhos na estrebaria de casa, minha vocação ao sacerdócio foi se confirmando a cada dia que passava. Sentia sempre a necessidade de perdoar, desde tenra idade a quem me ofendesse ou machucasse. Nunca consegui bater em ninguém. Mas sempre fui muito peralta e, mais pedia perdão do que precisava perdoar. Daí meu lema sacerdotal ser a bem-aventurança da misericórdia.

 

               Que eu consiga viver meu sacerdócio pautado nos olhos de Deus, que promovem a justiça e amar as pessoas com o coração de Jesus, que dão sentido ao meu lema e à minha fidelidade sacerdotal: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”! E em cada Eucaristia que celebro, cabem todas as pessoas que me ajudaram a ser Padre, no precioso cálice do Senhor, como minha mais sublime e profunda gratidão!

 

                 Para selar A Ternura de Deus em meu Sacerdócio, celebrarei minha ação de graças no recolhimento. Passarei em oração silenciosa. Sei que poderei contar com as orações dos amigos, o melhor presente que poderia receber. Estarei ausente das Redes Sociais, especialmente com telefones desligados! Conto com a compreensão dos que insistirem em ligar. Rezemos em silêncio, porque até mesmo nosso silêncio Deus escuta.

 

Aqueles que desejarem me cumprimentar, por favor, façam-no na oração por mim e sintam o carinho de minha oração por cada um dos que meu Sacerdócio permitiu amar!

 

 NOSSO ABRAÇO FRATERNAL E AMIGO DO NOSSO GRUPO PARABENIZANDO O PADRE GILBERTO KASPER NOSSO COLABORADOR QUE ENGRANDECE NOSSO BLOG/SITE TODAS AS SEMANAS COM AS SUAS MENSAGENS QUASE DIVINAS. PARABÉNS PADRE GILBERTO

 

 

 

 

 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Evangelho de hoje

*18/01/2021 - SEGUNDA-FEIRA - 2ª. SEMANA DO TEMPO COMUM*

*EVANGELHO DO DIA*
*(Mc 2,18-22)*

*Naquele tempo,  18  os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam e os teus discípulos não jejuam?”  19  Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar.  20  Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.  21  Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha, porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22  Ninguém põe vinho novo em odres velhos, porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

Santa Margarida da Hungria

*SANTO DO DIA*

*SANTA MARGARIDA DA HUNGRIA*
Margarida era uma princesa, filha do rei da Hungria, de origem bizantina. Ela nasceu em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos. Aos dez anos, o casal real a entregou para viver e ser preparada para os votos religiosos. Dois anos depois, fez a profissão de fé de religiosa e em 1261, tomou o véu definitivo, entregando seu coração e sua vida a serviço do Senhor. Tinha especial devoção pela Eucaristia e Paixão de Cristo. Ela foi um exemplo de humildade e virtude para as outras religiosas. Rezava sempre e fazia muitas penitências. Margarida, ainda que fosse princesa, não teve uma formação intelectual primorosa. Sua instrução se limitou ao conhecimento primário da escrita e da leitura. Ela pedia que lhe lessem as Sagradas Escrituras e confiava sua direção espiritual ao seu confessor. Amava a pobreza e nada possuía de seu. Sua vida contemplativa a fez receber o dom das visões. Ela se tornou uma das grandes místicas medievais da Europa, respeitada e amada pelas comunidades religiosas, pela corte e população. Morreu em 18 de janeiro de 1270.
*SANTA MARGARIDA DA HUNGRIA, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*Reflexão*
O desejo de servir a Deus pela pobreza e dedicação ao próximo santificou e santifica muitos homens e mulheres ao longo dos anos. A vida de Santa Margarida é um belo exemplo de como pelo amor a Deus nossa vida pode alcançar a mais completa felicidade, ainda que cercada de sofrimentos e dores.
*FONTE:* A12

domingo, 17 de janeiro de 2021

Santo Antão

*SANTO DO DIA*

*SANTO ANTÃO - (PAI DOS MONGES CRISTÃOS)*
Antão nasceu no Egito, em 251. Era o primogênito de uma família cristã de camponeses abastados e tinha apenas uma irmã. Numa missa foi tocado pela mensagem do Evangelho: "Vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e me segue". Foi exatamente o que ele fez. Distribuiu tudo o que tinha aos pobres, consagrou sua irmã ao estado de virgem cristã e se retirou para um deserto. Passou a viver na oração e na penitência, dedicando seu tempo exclusivamente a Deus. Como era muito procurado, decidiu se retirar ainda para mais longe, vivendo numa gruta abandonada, por dezoito anos. Aos cinquenta e cinco anos, atendeu o pedido de seus discípulos, abandonando o isolamento do deserto. Com isto, nasceu uma forma curiosa de eremitas, os discípulos viviam solitários, cada um em sua cabana, mas todos em contato e sob a direção espiritual de Antão. Passou a ser o modelo do monge recluso e é chamado, até hoje, de "pai dos monges cristãos". Ele também profetizou sua morte, depois de uma última visão de Deus com seus santos, que ocorreu aos cento e cinco anos, em 17 de janeiro de 356.
*SANTO ANTÃO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*Reflexão*
Límpida era a constituição de sua alma. Ele nem se tornou carrancudo por meio do mau humor nem dava vazão à sua alegria, como também não precisou lutar com o riso e a timidez. Ao ver a multidão, não ficava perturbado e, quando tantas pessoas o saudavam, ele não se alegrava, mas ficava perfeitamente igual em si mesmo, como alguém que a razão governa e que se encontra em seu estado natural. É assim que ele é caracterizado por Santo Atanásio, que escreveu sua biografia, contando os detalhes de suas provações, sofrimentos e milagres.
*FONTE:* A12

Evangelho de hoje

*17/01/2021 - DOMINGO*
*2º. DOMINGO DO TEMPO COMUM*

*1ª. Leitura:* (1Sm 3,3-10.9)
*Salmo responsorial:* 39(40)
*2ª. Leitura:* (1Cor 6,13-15.17-20)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Jo 1,35-42)*

*Naquele tempo,  35  João estava de novo com dois de seus discípulos  36  e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!”  37  Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus.  38  Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer mestre), onde moras?”  39  Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram, pois, ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.  40  André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus.  41  Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer Cristo).  42  Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer pedra).*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!

sábado, 16 de janeiro de 2021

São Marcelo 1o. Papa

*SANTO DO DIA*

*SÃO MARCELO I, PAPA*
Marcelo foi Papa num período conturbado na vida da Igreja. O imperador Diocleciano decretou uma feroz perseguição aos cristãos, condenando milhares a morte. Marcelo era ainda padre quando foi elevado à cátedra de Pedro no ano de 308. Foi o trigésimo papa da Igreja. O seu pontificado foi uma luta constante para reorganizar a Igreja e lutar pela inclusão daqueles que tinham renegado a fé em Cristo. Com justiça e sabedoria, Marcelo soube tratar o assunto. Enquanto muitos bispos do Oriente pediam a excomunhão destes cristãos, especialmente para os que faziam parte do clero, ele se mostrou rigoroso, porém menos radical. Decidiu que a Igreja iria acolhê-los, depois de um período de penitência. Outra decisão de Marcelo determinou que nenhum concílio poderia ser convocado sem a autorização do Papa. Marcelo acabou sendo preso pelas forças imperiais e obrigado a trabalhar na sua igreja, transformada em estábulo. Morreu em consequência dos maus tratos recebidos no dia 16 de janeiro de 309.
*SÃO MARCELO I, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*Reflexão*
Nos séculos III e IV, o título de papa designava qualquer bispo da Igreja. Pouco a pouco, passou a referir-se exclusivamente ao bispo de Roma, e, juntamente com o título, veio o reconhecimento de Roma como centro de autoridade da Igreja Ocidental. Em 382, o papa Dâmaso reivindicou a supremacia de Roma como centro da Igreja e da Sé Apostólica.
*FONTE:* A12