segunda-feira, 11 de novembro de 2019

São Leão Magno Papa

*SANTO DO DIA*

*SÃO LEÃO MAGNO, PAPA*
Leão nasceu por volta do ano 400, perto da cidade de Roma. Tornou-se sacerdote muito jovem e em 430 já era arcediácono e conselheiro dos Papas Celestino I e Xisto III. Após a morte deste último, em 440, Leão assumiu o governo da Igreja. 
Eram tempos difíceis. A vida interna da Igreja enfrentava divisões e externamente a fé era ameaçada pelas invasões bárbaras. O Papa Leão soube conduzir a situação com calma e impediu a ruína da instituição. 
Na esfera espiritual, ele permaneceu firme defendendo as verdades do catolicismo frente às grandes heresias. Foi nessa época que escreveu um dos documentos mais importantes para a fé: a "Carta dogmática a Flaviano". Temos guardados mais de cem dos seus sermões, além de cento e quarenta e três cartas contendo ensinamentos sobre a fé cristã. 
Já no plano material era o único que poderia conseguir, graças ao seu prestígio e eloqüência, que o terrível rei Átila, comandante dos bárbaros hunos, não destruísse Roma e a Itália. Leão I foi ao seu encontro e saiu vitorioso da situação. 
O Livro dos Papas diz que Leão I governou vinte e um anos, um mês e treze dias. Faleceu no dia 10 de novembro de 461 e foi sepultado na basílica de São Pedro em Roma. 
*SÃO LEÃO MAGNO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

domingo, 10 de novembro de 2019

Apolônio de Carvalho

REFORÇAR O NOSSO RELACIONAMENTO COM DEUS

Qual a primeira coisa que fazemos quando queremos reforçar o relacionamento com alguém?Começamos a dar-lhe atenção, a fazer as suas vontades, encontramos tempo de estar com aquela pessoa, queremos que esteja presente em todos os momentos de nossa vida, e vice-versa.Com Deus não é diferente. Temos que encontrar momentos exclusivos de relacionamento com Ele, mas também fazer de todo o nosso dia uma ocasião para reforçar o relacionamento com Ele, procurando fazer a Sua vontade.Certa vez, uma pessoa me disse que sentia Deus muito distante dela. Perguntei-lhe quem tinha se distanciado, ela ou Deus. Após refletir um pouco, afirmou que tinha sido ela mesma.Deus está sempre presente em nossa vida, mas cabe a nós reforçar esse relacionamento.Como falamos acima: encontrando tempo para estar com Ele, fazendo a Sua vontade, reconhecendo a Sua presença em cada pessoa que encontramos.A nossa vida pode ser uma contínua oração e um relacionamento intenso com Deus.

Apolonio Carvalho 

Bom domingo, dia do Senhor!

Santo Orestes

*SANTO DO DIA*

*SANTO ORESTES*
Orestes é um nome de origem rude, e significa “o homem da montanha”. No cristianismo tivemos um santo com este nome, que deixou suas marcas na história por meio do martírio. No livro dos santos da Igreja só encontramos um com este nome. Alguns mosteiros importantes foram dedicados à ele, como o da Capadócia, no século IV. 
A tradição relata sua vida começando pelo ponto culminante: a morte pelo testemunho da fé. A fé cristã sempre foi marcada ao longo dos séculos pelos sacrifícios de seus seguidores, iniciados com a Crucificação pela Paixão de Jesus Cristo. Orestes foi mais um desses mártires, provavelmente morreu na última perseguição aos cristãos, decretada pelos romanos. 
Temos uma narração milenar vinda da Capadócia que nos coloca Orestes como um médico, acusado de incitar o povo contra a idolatria. Um médico, de fato, pode exercer influência sobre o ânimo dos doentes, que estão necessitados de ajuda material, mas que também precisam de conforto espiritual. 
Durante o julgamento público, ele clamou que o céu lhe concedesse um prodígio capaz de cair sobre o povo, que queria trair a verdade do Cristianismo. Diz a tradição que as imagens dos templos pagãos e as colunas ruíram imediatamente. 
*SANTO ORESTES, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

sábado, 9 de novembro de 2019

Apolônio de Carvalho

ASSUMIR OS PROBLEMAS DE QUEM ESTÁ PERTO DE NÓS

Todos nós somos fracos e vulneráveis. Ninguém está isento de um erro ou de uma queda. Portanto, colocando-nos na condição de iguais, devemos nos ajudar mutuamente. Podemos assumir os problemas do outro como se fossem nossos. Desse modo saberemos o que fazer para ajudá-lo. Não julgar e não condenar, mas ajudar o outro a se reerguer. O amor nunca se manifesta em vão. Amar sem julgamento e sem pretensões pode realizar em nós mesmos o milagre da mudança que queremos ver no outro. Isso servirá de reerguimento para nós e para ele. Muitas vezes não temos a solução para os problemas dos nossos irmãos, mas a presença amiga traz paz e serenidade, dá coragem e luz.Assumir os problemas do outro não significa resolver as coisas por ele. Significa estar perto e ser solidário nas dificuldades. Significa amar-se mutuamente. E o amor mútuo é mais forte do que qualquer problema.

Apolonio Carvalho 

Bom dia. Feliz sábado!

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

São Godofredo Bispo

*SANTO DO DIA*

*SÃO GODOFREDO, BISPO*
Godofredo, cujo nome significa “paz de Deus”, nasceu em 1066, filho de família nobre francesa. Com cinco anos foi entregue para ser educado pelos monges beneditinos. Ordenou-se sacerdote aos vinte e cinco anos de idade. 
A sua integridade de caráter, profundidade nos conhecimentos dos assuntos da fé, bem como a visão social que demonstrava, logo chamaram a atenção dos superiores. Foi nomeado abade, com a delicada missão de restabelecer as regras disciplinares dos monges, muito afastados do ideal da vida cristã. 
Ele próprio viveu uma vida simples e dedicada ao seguimento de Cristo. Era comum ver os mendigos e leprosos participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com abrigo e esmolas fartas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo como Bispo de Amiens. 
Nesta diocese enfrentou os ricos e poderosos, que viviam apegados ao vício e aos prazeres corporais. Sua pregação era dura e acabou atraindo para si a ira de muitas pessoas. Houve uma ocasião em que tentaram envenená-lo. 
Godofredo ainda viveu longo tempo como pastor e reformador da sua diocese. Morreu no dia 08 de novembro de 1115. 
*SÃO GODOFREDO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

São Wikibrordo Bispo

*SANTO DO DIA*

*SÃO WILIBRORDO, BISPO*
Wilibrordo nasceu na Inglaterra em 658. A família deste jovem missionário ofereceu muitos santos para a vida da Igreja na Inglaterra. 
Aos cinco anos seu pai o entregou aos beneditinos do mosteiro de York, onde foi educado. Ainda jovem demonstrou realmente vocação religiosa e aos vinte anos, seguiu para a Irlanda para aperfeiçoar seus conhecimentos teológicos. Pouco antes de completar trinta anos de idade recebeu ordenação sacerdotal. 
Em 690, Wilibrordo seguiu para a primeira e única missão. Junto com outros onze companheiros missionários, foram evangelizar as regiões no norte da Europa, povoadas pelos bárbaros pagãos. O ponto inicial foi a Holanda, que era um lugar selvagem. Com as bênçãos do papa Sérgio I, os missionários partiram para a missão, levando relíquias para serem colocadas nas igrejas nascentes. 
Ele foi um grande organizador, era um excelente líder e logo fez muitos progressos. Cinco anos depois, ele voltou e entregou ao mesmo Papa, um relatório dos resultados que conseguira. O qual em agradecimento o consagrou Bispo. Na sua diocese ele construiu a Catedral do Santíssimo Redentor. 
Morreu no seu mosteiro, no dia 07 de novembro de 739, já bem idoso. 
*SÃO WILIBRORDO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS TRIGÉSIMO-SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM - PADRE GILBERTO KASPER


COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS

TRIGÉSIMO-SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM



Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!

“Chegue até vós a minha súplica;
Inclinai vosso ouvido à minha prece (Sl 87,3).

           
Se há alguns poucos anos falar de sexo abertamente era tabu, hoje é tabu falar em "morte". Por que medo da morte? A grande certeza que vivemos, é que um dia morreremos, no entanto "morremos de medo de morrer...". Cada vez que a morte passa por perto, ou me encontro diante dela através do exercício de meu ministério, encomendando alguma pessoa falecida, meu questionamento é em relação à vida que levo! A morte é uma excelente oportunidade de melhorar minha qualidade de vida. Geralmente deixamos para depois, as mudanças que talvez teriam de ser revistas logo. É bom não sabermos o dia e a hora de nossa morte, mas quando vier, e nosso nome ecoar na eternidade, não terá outro jeito, a não ser morrer! Há quem chama a morte de terceiro parto. O primeiro acontece quando deixamos o “útero materno”, que geralmente é aconchegante e delicioso. Talvez por isso a criança, ao nascer chora. O segundo parto é, para os cristãos, o momento em que nascemos do "útero da Igreja", a Bacia Batismal. Já o terceiro parto, é quando deixamos o “útero da terra”. Por mais difícil que seja viver, ninguém quer partir. A morte dói e nos faz chorar e traz vazio com sabor de saudade inexplicável.

Para os cristãos a morte não é a última palavra. Vivemos e convivemos com a vida e a morte. A morte e a vida além da morte sempre fizeram parte das preocupações humanas. Há uma tendência de “esticar a vida” cada vez mais. Há décadas, morrer aos 60 anos, morria-se velho. Hoje, quando as pessoas morrem aos 90 anos de idade, achamos que ainda teriam algum tempo pela frente. Isso é assim, porque a máxima aspiração do ser humano é a imortalidade.

          Nossa vida poderia ser comparada a uma viagem de ônibus. Quem ainda não andou de ônibus? Quando nascemos, entramos num ônibus, que é a vida terrena. A única certeza que temos é que há um lugar reservado para nós. Uma poltrona. Não sabemos quem serão nossos companheiros de viagem. Apenas sabemos que a poltrona reservada para nós deverá ser ocupada. Às vezes, ocupamos a poltrona do outro, e isso nos traz constrangimentos. Já assisti muitos "barracos" em ônibus cuja mesma poltrona estava reservada para duas pessoas. Não sabemos quem serão nossos pais, irmãos, amigos, parentes, enfim...
                   
Nossa única missão é tornar a viagem a mais agradável possível. Às vezes há pessoas que tornam a viagem insuportável; outras vezes a viagem é agradável!
                   
Há também o bagageiro. Nossas coisas não podem ocupar o lugar dos outros, mas devem caber em nosso próprio bagageiro do ônibus, a vida!
                  
O ônibus, de vez enquando pára na rodoviária. Se a viagem de ônibus é a vida terrena, a rodoviária é a morte. Ninguém gosta da rodoviária: há cheiro de banheiros, de óleo diesel, barulho de ônibus chegando e saindo, ninguém se conhece, muita gente se esbarrando ou até se derrubando. Há sempre uma incerteza, um friozinho na rodoviária que arrepia nossa espinha, que é a morte. Ninguém gosta da rodoviária: todos passam por ela porque precisam, mas não porque gostam. Haverá um momento em que nosso nome será chamado no alto-falante da rodoviária. Então precisaremos descer do ônibus da vida. Se tivermos enviado algum bilhete, uma carta, feito um telefonema, enviado um torpedo ou email para a eternidade, avisando nossa chegada, não precisaremos ter medo, porque Deus estará esperando por nós. O bilhete, a carta, o telefonema, o torpedo ou email são nossa maneira de viver a fé, a esperança e a caridade através de nossa relação conosco, com Deus e com os outros!
                   
Assim Deus estará esperando-nos na rodoviária da morte. Seremos identificados e acolhidos por Ele, de acordo com o que fomos e nunca com o que tivemos. Se Deus não tiver tempo, pedirá ao Seu Filho Jesus para buscar-nos e conduzir-nos à morada eterna. Se de tudo Jesus também não tiver tempo, Nossa Senhora nunca nos deixará perdidos ou esperando na rodoviária da morte. Ela estará lá, de braços abertos, para receber-nos e levar-nos à presença de Deus, colocando-nos em Seu Eterno Colo de Amor. É o que rezamos sempre: “...rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!"

Nossa fé se debruça sobre a esperança de que morrendo, veremos Deus como Deus é, e isto nos basta. A morte é superada pela ressurreição. Foi o que o Ano da Fé tentou amadurecer na nossa relação com a vida terrena e a celeste. É preciso transcender e mergulhar no mistério que Santo Agostinho de Hipona nos propunha: “Nascemos para morrer, e morremos para viver de verdade!”. Assim que vivermos essa realidade, direcionando o olhar de nossa fé para a ressurreição, nossa vida será mais harmoniosa, feliz e cheia de novas esperanças, sentido e perspectivas!

Sintamos, todos o carinho da bênção do Senhor da Vida! Pois “Ele é Deus não de mortos, mas de vivos” (Lc 20,38). Com ternura e gratidão, o abraço amigo,

Pe. Gilberto Kasper

(Ler 2Mc 7,1-2.9-14; Sl 16(17); 2Ts 2,16-3,5 e Lc 20,27-38).

Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Novembro de 2019, pp. 47-50e Roteiros Homiléticos da CNBB do Tempo Comum II (Novembro de 2019) pp. 73-75.