domingo, 19 de maio de 2019

São Pedro Celestino Papa

*SANTO DO DIA*

*SÃO PEDRO CELESTINO V, PAPA*
Pedro nasceu em 1215 na Itália, filho de pais camponeses. Segundo os escritos, decidiu que seria religioso aos seis anos de idade, quando revelou esse desejo à mãe. Cresceu estudando com os beneditinos e, assim que terminou os estudos, retirou-se para um local isolado, onde viveu por alguns anos. Depois foi para Roma recebendo o sacerdócio em 1239.
Voltou para a vida de eremita e foi viver no sopé de um morro onde levantou uma cela, vivendo de penitências e orações contemplativas.
Em 1251 fundou, com a colaboração de dois companheiros, um convento. Rapidamente, sob a direção de Pedro, o convento abrigava cada vez mais seguidores. Assim, ele fundou uma nova Ordem, mais tarde chamada "dos Celestinos".
Em 1292 morreu o Papa Nicolau V e Pedro foi eleito o novo papa. Entretanto a sua escolha foi política, por pressão de Carlos II, rei de Nápoles. Com temperamento para a vida contemplativa e não para a de governança, o erro de estratégia logo foi percebido pelos cardeais.
Pedro Celestino exerceu o papado durante um período cheio de intrigas, crises e momentos difíceis. Reconhecendo-se deslocado, renunciou em favor do Papa Bonifácio VIII, seu sucessor. Para não gerar um cisma na Igreja, Pedro Celestino aceitou humildemente ficar prisioneiro no Castelo Fumone. Ali permaneceu até sua morte.
Dez meses depois de seu confinamento, Pedro Celestino teve uma visão e ficou sabendo o dia de sua morte. Assim, recebeu os Santos Sacramentos e aguardou por ela, que chegou exatamente no dia e momento previstos: 19 de maio de 1296.
*SÃO PEDRO  CELESTINO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

Apolônio de Carvalho

ESTAR PRÓXIMO DE QUEM SE ENCONTRA NA SOLIDÃO

Nem sempre sentir solidão significa estar realmente sozinho. Às vezes, há pessoas que, mesmo vivendo no convívio de muitas outras pessoas, sentem-se sós. Devemos estar com essas pessoas em suas angústias, conhecer seus sonhos e anseios, fazê-las sentir que existem e que estamos presentes em suas vidas. Isso pode ser feito mesmo à distância.  Alcançar os seus silêncios com o nosso silêncio, tocar os seus corações com o nosso coração e não tanto com palavras. Viver com elas as suas vidas, "fazer-se um" na alegria e na dor. Não esperar que a outra pessoa se faça presente em nossa vida, mas tomar a iniciativa.  Quando o amor se faz presente, a solidão não existe.

Apolonio Carvalho

Bom domingo dia do Senhor!

sábado, 18 de maio de 2019

Apolônio de Carvalho

ACOLHER OS IMPREVISTOS COMO VINDOS DAS MÃOS DE DEUS

A vontade de Deus se manifesta também através dos imprevistos. Para entender esse tipo de manifestação de sua vontade, é necessário que estejamos em sintonia com Ele. É necessário que exista o desejo de adesão à sua vontade em todos os momentos; que estejamos dispostos a pospor tudo em vista de um bem maior; que tenhamos a prontidão em dizer: não a minha vontade seja feita, mas a tua. Quando existe essa predisposição de nossa parte, Deus intervém através de imprevistos para que tudo seja feito segundo os seus planos e que nós possamos crescer no amor a Ele e aos irmãos. A vontade de Deus se manifesta através de nossas obrigações, através de pessoas espiritualmente aptas a nos orientar, assim como através das circunstâncias e dos imprevistos. A nossa adesão imediata nos traz paz e serenidade, sinal de que estamos no caminho certo.

Apolonio Carvalho

Bom dia. Feliz sábado!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

São Paschoal Bailão

*SANTO DO DIA*

*SÃO  PASCOAL BAILÃO*
Pascoal nasceu na cidade de Torre Formosa, na Espanha, no dia 16 de maio de 1540. Filho de uma família humilde, foi pastor de ovelhas e, aos dezoito anos, seguindo sua vocação, tentou ser admitido no convento franciscano de Santa Maria de Loreto. Sua primeira tentativa foi frustrada, mas por causa dos seus dons carismáticos ele pôde ingressar na Ordem.
Pascoal por humildade permaneceu um simples irmão leigo, exercendo as funções de porteiro e ajudante dos serviços gerais. Bom, caridoso e obediente às regras da Ordem, fazia penitência constante, alimentando-se muito pouco e mantendo-se em constante oração.
Defensor extremado de sua fé travou grande luta contra os calvinistas franceses que negavam a eucaristia. Apesar da sua simplicidade, Pascoal era muito determinado quando se tratava de dissertar sobre sua espiritualidade e conhecimentos eucarísticos.
Ele morreu no dia 17 de maio de 1592, aos cinquenta e dois anos, em Villa Real, Valência. São Pascoal é patrono dos congressos eucarísticos.
*SÃO PASCOAL BAILÃO,  ROGAI  A DEUS PAI POR NÓS!*

quinta-feira, 16 de maio de 2019

São João Nepomuceno

*SANTO DO DIA*

*SÃO JOÃO NEPOMUCENO*
João nasceu no ano de 1330. Apesar de ter pais pobres, João conseguiu se formar doutor em teologia e direito canônico na universidade de Praga. João sabia que sua verdadeira vocação era o sacerdócio, a pregação do Evangelho.
Quando finalmente recebeu a unção sacerdotal pôde colocar em prática o seu talento de orador sacro. O fez de forma tão brilhante que foi convidado à ser capelão e confessor na corte. Tornou-se confessor da rainha e provocou a ira do rei.
A tradição diz que o rei teria exigido que João violasse o segredo da confissão da rainha, coisa a que ele se negou e, por isso, foi torturado e morto. O seu corpo foi jogado nas águas do rio Moldávia. Seu corpo foi descoberto e recebeu digna sepultura na Igreja de Santa Cruz.
*SÃO JOÃO NEPOMUCENO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

Apolônio de Carvalho

15 de maio de 2019

APOIAR QUEM ESTÁ PASSANDO PROVAÇÕES

A pessoa que está passando por períodos de dificuldades, a ponto de colocar em prova a própria fé, necessita de apoio; necessita da presença dos amigos, de um incentivo, de um encorajamento, para perseverar.

Necessita de orações, para continuar acreditando no amor de Deus, que lhe chega também através de nós.

A presença amorosa dos irmãos e irmãs reacende a chama da fé de quem está vivendo momentos de angústia.

O amor mútuo nos faz fortes nos momentos de provações; acalma o nosso espírito para que saibamos esperar o tempo de Deus, entregando em suas mãos o afã de cada dia, de modo que se cumpra não a nossa vontade, mas a sua.

O amor revigora a fé e fortalece o espírito.

Levemos amor e apoio a quem está passando provações.

Abraços,
Apolonio Carvalho Nascimento
apoloniocnn@gmail.com

COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS QUINTO DOMINGO DO TEMPO PASCAL - PADRE GILBERTO KASPER


COMENTANDO A PALAVRA DE DEUS
QUINTO DOMINGO DO TEMPO PASCAL

Meus queridos Amigos e Irmãos na Fé!
          A 57ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) testemunhou ainda mais a magnífica unidade e comunhão que norteia o Episcopado Brasileiro. É lindo ver como os nossos Pastores se querem bem, se amam e buscam apontar caminhos de novo ardor missionário para seus rebanhos, suas Igrejas particulares, cada uma com suas características, desafios e sonhos diferentes, porém, com igual entusiasmo da vivência de uma mesma fé. Encontro de Irmãos, Sucessores dos Apóstolos, que buscam viver os conselhos do Evangelho de São João deste domingo: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13,34b-35).
          Oxalá tal testemunho seja seguido por todos nós, Ministros Ordenados junto à rica presença de tantos Leigos e Leigas, convidados a repensarmos, convertermo-nos e tornarmo-nos verdadeiramente uma verdadeira “Igreja em Saída”: acolhedora, descomplicada, presente na “periferia do mundo”, que é também, a proposta de nosso amado Papa Francisco!
          Sendo o tempo pascal como “se fosse um só dia de festa”, nos é dada a oportunidade de compreender e experimentar melhor o amor de Deus que Jesus revela por meio dos ritos litúrgicos e que devem alcançar a totalidade da vida de seus discípulos. Neste período, oportunamente, a Igreja é convidada a portar-se como Cristo Ressurreto, porque está imbuída do seu Espírito. Com razão, Tertuliano chamava atenção para o fato de que estes cinquenta dias que se estendem, desde a Vigília Pascal, chama-se “Pentecostes”, pois seu Espírito, que é amor, foi derramado no coração dos fiéis. E para estes, durante este tempo, não cabe nenhuma atitude ou gesto de tristeza.
          Deus nos reúne em nome de Cristo e nos encoraja a concretizar o sonho do novo céu e da nova terra. Este é o desejo de todos os que aspiram a um mundo sem injustiça, onde cada pessoa se sinta plenamente realizada. Fortaleçamos, nesta liturgia, os laços de amor que nos identificam como comunidade de discípulos (a exemplo de nossos Bispos) e discípulas de Jesus.
          Assim como fizeram as primeiras comunidades, vamos escutar a palavra de Deus e nos comprometer com sua proposta. Ela aponta para um novo mundo, sem tristeza nem dor, e conclama a todos para a vivência do amor.
          A comunidade se organiza para enfrentar as dificuldades e avalia a sua caminhada. Ao se despedir, Jesus deixa à comunidade o novo mandamento do amor. A comunidade fiel e perseverante procura concretizar a “nova Jerusalém”, dom de Deus.
          A verdade do amor que é o sacramento dos irmãos e irmãs, torna autêntico e frutuoso o sacramento eucarístico do pão e do vinho.
          A página do Livro do Apocalipse de São João nos apresenta um trecho em que se anuncia a superação de toda tristeza, porque há um novo céu e uma nova terra como “chão” e “tenda” sobre os quais repousará a humanidade descansada e feliz. Este desejo de felicidade, tranquilidade e paz habita o nosso mundo. Quantos e quantas não se esforçam por criar condições reais de segurança para que seus filhos e filhas possam brincar e ser felizes! Desde os mais pobres até os mais abastados, a busca por uma vida boa é uma constante na vida. Os meios para que se realize tal desiderio, no entanto, nem sempre são os mais condizentes com o Evangelho. Há os que se corrompem e afanam aquilo que não lhes pertence, e está designado para o sustento e promoção do povo, como o fizeram aqueles do famoso caso do mensalão ou aqueles políticos e empresários implicados com a Operação “Lava Jato”. Homens e mulheres desta categoria pertencem a um mundo que já não existe segundo a Páscoa do Senhor, pois por meio desta não há lugar para sofrimento e dor. O que existe é uma nova cidade que despontou com Deus e participa de seu beneplácito, porque promove a justiça e a fidelidade à aliança. Há quem faça objeções a esta verdade de fé, apontando os sinais de morte que se espalham ao redor. Mas, sabemos que esta verdade se cumpre à medida que o amor de Cristo habita os cristãos e dá contorno à sua existência. É preciso que este amor tenha a proporção do amor de Cristo, pois toda injustiça surge quando o amor tem nossa medida.
          Todo cristão é um “outro Cristo”, motivo pelo qual sempre deveria agir como o próprio Cristo age nas mais diferentes circunstâncias de nossas relações. Não podemos admitir que entre nós, existam pessoas passando fome, sendo exploradas e judiadas, especialmente por quem exerce algum serviço, seja eclesial, político ou social. Nosso amado Papa Francisco deseja uma Igreja pobre para os pobres! Saibamos seguir seu bom exemplo. Comecemos a revestir-nos de maior humildade, desprendimento, simplicidade e de profunda ternura: cristãos todos e todos os cristãos, nas diversas missões de serviço gratuito pela construção de um Reino de Deus alicerçado no amor, na verdade, na justiça, na liberdade e na PAZ!
Desejando-lhes copiosas bênçãos, com ternura, meu abraço fiel e amigo,
Padre Gilberto Kasper
(Ler At 14,21-27; Sl 144(145); Ap 21,1-5 e Jo 13,31-35).
Fontes: Liturgia Diária da Paulus de Maio de 2019, pp. 67-70 e Roteiros Homiléticos da CNBB para o Tempo Pascal (Maio de 2019), pp. 42-45.