terça-feira, 3 de junho de 2025

São Carlos Lwanga e companheiros mártires! - 03 de junho

 

São Carlos Lwanga e companheiros mártires!

Padroeiro da Juventude Africana

Atraído pelos Missionários da África, chamados de “Padres brancos”, fundados pelo

 Cardeal Lavigerie, São Carlos Lwanga, que pertencia ao clã Ngabi, foi alcançado pela

 força do Evangelho em 1885. Ele se tornou o chefe dos jovens pajens que serviam a 

corte do rei Mwanga em Uganda, na África, que há pouco haviam se convertido, sendo

 ele um exemplo e um incentivador desses fiéis seguidores da fé católica, recebendo, 

em 1934, pelo Papa Pio IX, o título de Padroeiro da Juventude Africana.

Evangelização na África

Devido às diferenças culturais e aos sofrimentos decorrentes da colonização, a 

evangelização na África foi um processo doloroso. Os missionários tinham que ser 

homens verdadeiramente de Deus, de caridade, para que não fossem confundidos 

com os colonizadores. Pouco tempo depois da entrada dos padres que foram causa

 da conversão de Carlos e seus companheiros, o rei se revoltou e decretou pena de 

morte para os que rezassem.

“Exemplo de morte”

Um pajem de dezessete anos, chamado Dionísio, foi visto ensinando religião. Assim, 

de próprio punho, o rei atravessou seu peito com uma lança, deixou-o agonizando por

 toda a noite, e só permitiu sua decapitação na manhã seguinte.

Usou este exemplo para avisar que mandaria matar todos os que rezavam.

São Carlos Lwanga e companheiros mártires

Diante de toda essa situação, Carlos, depois de muito se preparar junto com seus 

companheiros, batizando os que ainda não haviam sido batizados, apresentou-se 

diante do rei com o firme propósito de não negar a fé, seguido de outros quinze, 

quando, em sua corte, o rei separou os pajens entre os que rezavam e os que não 

rezavam:

“Todos aqueles entre vocês que não têm intenção de rezar podem ficar aqui ao lado

 do trono; aqueles, porém, que querem rezar reúnam-se contra aquele muro”.

“Mas vocês rezam de verdade?”, perguntou o rei.

“Sim, meu senhor, nós rezamos realmente”, respondeu em nome de todos, Carlos.

“E querem continuar rezando?”  

“Sim, meu senhor, até a morte”.

“Então, matem-nos”, decidiu bruscamente o rei, dirigindo-se aos algozes.

Pureza 

Além do ódio à religião, acredita-se que o rei também estava movido pelo ódio a 

Santa Pureza, já que essa formação de pajens, muitas vezes, eram obrigados a 

satisfazer os desejos impuros do rei.

Prisão e Martírio

Para aumentar o sofrimento dos condenados, foram transferidos para uma prisão em

 Namugongo, sofrendo ultrajes e violência durante todo o caminho pelos soldados do

 rei.

Em 3 de junho de 1886, na expectativa de evitar mais conversões, o rei decretou a 

mortes de Carlos, que foi queimado vivo diante de todos. Dirigindo suas últimas

 palavras a um dos jovens que viriam a morrer com ele: “Pegarei na tua mão. Se 

tivermos que morrer por Jesus, morreremos juntos, de mãos dadas”.

Fé fecunda

A tentativa foi frustrada: seguindo o irmão na fé, nenhum deles – jovens de até vinte 

anos – renegou, até que, em 1887, o último deles morreu afogado, como parte dos

 corajosos mártires de Uganda, na África.

Todos rezaram até o fim. E um deles dizia ao morrer: “Uma fonte, que tem muitas 

fontes, jamais secará. Quando nós não existirmos mais, outros virão depois de nós”.

Beatificação e Canonização

São Carlos Lwanga e os 22 mártires de Uganda foram beatificados, em 1920, por 

Bento XV. E, 30 anos depois de declarado Padroeiro da Juventude Africana, o Papa

 Paulo VI, em 1964, canonizou esse grupo de mártires.

A minha oração

Meu Jesus, ensina-me a testemunhar a fé como o fizeram estes servos fiéis Teus. 

Que, enquanto eu viver, o Senhor me conceda a graça da oração constante, da 

perseverança nos Teus ensinamentos e do amor à Tua Santa Pureza. Que eu possa

 ser parte dessa fonte que nunca deixa de jorrar a Tua água que é fonte de libertação

 e salvação. Conceda-me, Jesus, pela intercessão de São Carlos e de todos os seus

 jovens companheiros, uma fé muito além do meu entendimento e um coração 

abandonado à Tua vontade. Assim seja!

São Carlos Lwanga e companheiros, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 17,1-11a

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

17,1-11a

Naquele tempo,

Jesus ergueu os olhos ao céu e disse:
"Pai, chegou a hora.
Glorifica o teu Filho, 

para que o teu Filho te glorifique a ti,

e, porque lhe deste poder sobre todo homem, 

ele dê a vida eterna

a todos aqueles que lhe confiaste.

Ora, a vida eterna é esta:
que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro,
e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo.

Eu te glorifiquei na terra
e levei a termo a obra que me deste para fazer.

E agora, Pai, glorifica-me junto de ti,
com a glória que eu tinha junto de ti
antes que o mundo existisse.

Manifestei o teu nome aos homens
que tu me deste do meio do mundo.
Eram teus, e tu os confiaste a mim,
e eles guardaram a tua palavra.

Agora eles sabem

que tudo quanto me deste vem de ti,

pois dei-lhes as palavras que tu me deste,
e eles as acolheram,
e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti
e acreditaram que tu me enviaste.

Eu te rogo por eles.
Não te rogo pelo mundo, 

mas por aqueles que me deste, porque são teus.

Tudo o que é meu é teu
e tudo o que é teu é meu.
E eu sou glorificado neles.

Já não estou no mundo, 

mas eles permanecem no mundo,
enquanto eu vou para junto de ti".

segunda-feira, 2 de junho de 2025

São Marcelino e São Pedro, mártires escondidos - 02 de junho

 

São Marcelino e São Pedro, mártires escondidos

Contexto

A vida e o martírio dos santos de hoje ocorreu no contexto da grande perseguição 

contra a Igreja de Cristo, no século IV, por parte do Imperador Diocleciano. Foram 

mártires por causa do amor a Jesus.

Sacerdotes

São Marcelino era um padre muito estimado pelo clero de Roma, e São Pedro era um

 padre exorcista. Conhecidos pela comunidade, rapidamente foram denunciados por 

serem cristãos e estarem atuando para a conversão de muitos.

Prisão

Foram presos, e, na cadeia, souberam que o responsável daquela prisão — 

Artêmio — estava deprimido, e quiseram saber o porquê. A filha dele estava sendo

 oprimida pelo maligno. Eles, então, anunciaram Jesus àquele pai, e disseram do 

poder do Senhor para libertá-la. Conseguiram liberação, foram até a casa desta 

família, anunciaram Jesus e oraram pela libertação daquela criança, explicando que

 a cura viria pela conversão sincera da família.

Por graça, toda a família se converteu, aceitando o santo batismo. Este pai de família,

 juntamente com a esposa e filha, após evangelizarem publicamente, também foram

 martirizados.

Julgamento e martírio silencioso

Diante das tantas obras realizadas, e após conseguirem a conversão do próprio 

carcereiro e de sua família, as autoridades não mais esperaram e os condenaram à

 decapitação.

No entanto, para evitar qualquer movimentação da população, tudo foi feito de forma

 isolada. Não queriam que soubessem onde os seus corpos seriam deixados.

Quando tudo isso aconteceu, o futuro Papa Dâmaso I era um adolescente e

 testemunhou esses fatos, os quais ele narra um tempo depois: “Marcelo e Pedro 

foram torturados, levados para um bosque, conhecido como Selva Negra, onde foram 

obrigados a uma última e cruel humilhação — escavar suas próprias covas — e, por

 fim, decapitados”.

Os santos foram decapitados no ano de 304.

Lucila e a devoção na Igreja

Depois de muito tempo que seus corpos ficaram escondidos, uma mulher chamada

 Lucila os encontrou e, no desejo de dar-lhes uma digna sepultura, transladou os seus

 restos mortais.

A devoção a esses santos se espalhou por toda a Igreja Católica até os dias hoje. 

Inclusive, Constantino edificou uma igreja naquele lugar para homenageá-los, e o

 Papa Virgílio também introduziu os nomes dos santos Marcelino e Pedro no próprio

 cânon da Missa.

A minha oração

“Senhor Deus, peço a Ti que nos conceda uma evangelização centrada no amor de 

Deus, de tal forma que muitas famílias se convertam e se tornem sinais visíveis deste

 amor que santifica e salva. Peço-Te a sensibilidade de perceber as necessidades

 daqueles que o Senhor colocar ao meu redor e a força para não ter medo das 

exigências de ser um discípulo Teu. Amém!”

São Marcelino e São Pedro, rogai por nós!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 16,29-33

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 

16,29-33

Naquele tempo,

os discípulos disseram a Jesus:
"Eis, agora falas claramente e não usas mais figuras.

Agora sabemos que conheces tudo
e que não precisas que alguém te interrogue.
Por isto cremos que vieste da parte de Deus".

Jesus respondeu: 

"Credes agora?

Eis que vem a hora - e já chegou -
em que vos dispersareis, cada um para seu lado,
e me deixareis só.
Mas eu não estou só o Pai está comigo.

Disse-vos estas coisas
para que tenhais paz em mim.
No mundo, tereis tribulações.
Mas, tende coragem! Eu  venci o mundo!"

domingo, 1 de junho de 2025

São Justino

*SANTO DO DIA*

*SÃO JUSTINO, FILÓSOFO E MÁRTIR*
São Justino,  filósofo e mártir, é o mais importante dos padres apologetas do século II. A palavra "apologeta" faz referência a esses antigos escritores cristãos que se propunham defender a nossa religião das graves acusações dos pagãos e dos judeus, e difundir a doutrina cristã de uma maneira adaptada à cultura de seu tempo. Deste modo, entre os apologetas se dá uma dupla inquietude: a propriamente apologética, defender o cristianismo nascente ("apologia" em grego significa precisamente "defesa"); e a de proposição "missionária", que busca expor os conteúdos da fé em uma linguagem e com categorias de pensamento compreensíveis aos contemporâneos. Justino havia nascido ao redor do ano 100, na antiga Siquém, em Samaria, na Terra Santa; buscou a verdade durante muito tempo, peregrinando pelas diferentes escolas da tradição filosófica grega. Por último, como ele mesmo conta nos primeiros capítulos de seu «Diálogo com Trifon", misterioso personagem, um ancião com o qual se havia encontrado na praia do mar, primeiro entrou em crise, ao demonstrar-lhe a incapacidade do homem para satisfazer unicamente com suas forças a aspiração ao divino. Depois lhe indicou nos antigos profetas as pessoas às quais tinha de dirigir-se para encontrar o caminho de Deus e a "verdadeira filosofia". Ao despedir-se, o ancião lhe exortou à oração para que lhe fossem abertas as portas da luz. A narração simboliza o episódio crucial da vida de Justino: ao final de um longo caminho filosófico de busca da verdade, chegou à fé cristã. Fundou uma escola em Roma, onde iniciava gratuitamente os alunos na nova religião, considerada como a verdadeira filosofia. Nela, de fato, havia encontrado a verdade e, portanto, a arte de viver de maneira reta. Por este motivo, foi denunciado e foi decapitado por volta do ano 165, sob o reinado de Marco Aurélio, o imperador filósofo a quem Justino havia dirigido sua "Apologia". As duas "Apologias" e o "Diálogo com o judeu Trifon" são as únicas obras que nos restam dele.  Em seu conjunto, a figura e a obra de Justino marcam a decidida opção da Igreja antiga pela filosofia, pela razão, ao invés da religião dos pagãos. Com a religião pagã, de fato, os primeiros cristãos rejeitaram acirradamente todo compromisso. Eles a consideravam como uma idolatria, até o ponto de correr o risco de ser acusados de "impiedade" e de "ateísmo". Em particular, Justino, especialmente em sua "Primeira Apologia", fez uma crítica implacável da religião pagã e de seus mitos, por considerá-los como "desorientações" diabólicas no caminho da verdade. A filosofia representou, contudo, a área privilegiada do encontro entre paganismo, judaísmo e cristianismo, precisamente no âmbito da crítica à religião pagã e a seus falsos mitos. "Nossa filosofia…": com estas palavras explícitas, chegou a definir a nova religião outro apologeta contemporâneo a Justino, o bispo Meliton de Sardes ("História Eclesiástica", 4, 26, 7). De fato, a religião pagã não seguia os caminhos do "Logos", mas se empenhava em seguir os do mito, apesar de que este era reconhecido pela filosofia grega como carente de consistência na verdade. Por este motivo, o ocaso da religião pagã era inevitável: era a lógica consequência do afastamento da religião da verdade do ser, reduzida a um conjunto artificial de cerimônias, convenções e costumes. Justino, e com ele outros apologetas, firmaram a tomada de posição clara da fé cristã pelo Deus dos filósofos contra os falsos deuses da religião pagã. Era a opção pela verdade do ser contra o mito do costume. Algumas décadas depois de Justino, Tertuliano definiu a mesma opção dos cristãos com uma sentença lapidária que sempre é válida: "Dominus noster Christus veritatem se, non consuetudinem, cognominavit — Cristo afirmou que era a verdade, não o costume" ("De virgin. Vel". 1,1). Nesse sentido, deve-se levar em conta que o termo "consuetudo", que utiliza Tertuliano para fazer referência à religião pagã, pode ser traduzido nos idiomas modernos com as expressões "moda cultural", "moda do momento". Em uma época como a nossa, caracterizada pelo relativismo no debate sobre os valores e sobre a religião — assim como no diálogo inter-religioso –, esta é uma lição que não se deve esquecer. Com este objetivo, e assim concluo, volto a apresentar-vos as últimas palavras do misterioso ancião, que se encontrou com o filósofo Justino na margem do mar: "Reza, antes de tudo, para que te sejam abertas as portas da luz, pois ninguém pode ver nem compreender, se Deus e seu Cristo não lhe concedem a compreensão" ("Diálogo com Trifon" 7, 3).
Fonte: Catequese do Papa Bento XVI
*SÃO JUSTINO, ROGAI A DEUS PAI POR NÓS!*

*FONTE:*
VATICANNEWS, PAULUS, BÍBLIA DE JERUSALÉM, BÍBLIA PEREGRINO, MISSAL COTIDIANO, CATÓLICO ORANTE, CIC, DEHONIANOS, FRANCISCANO, ARQUISP.

Evangelho de hoje

*01/06/2025 - DOMINGO - 7ª. SEMANA DO TEMPO DA PÁSCOA*

*ASCENSÃO DO SENHOR - SOLENIDADE*

*1ª. Leitura:* (At 1,1-11)
*Salmo responsorial:* 46(47)
*2ª. Leitura:* (Ef 1,17-23)
*EVANGELHO DO DIA*
*(Lc 24,46-53)*

*Conclusão do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas*
*Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:  46 “Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47  e, no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.  48  Vós sereis testemunhas de tudo isso. 49  Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto”.  50  Então, Jesus levou-os para fora, até perto de Betânia. Ali, ergueu as mãos e abençoou-os.  51 Enquanto os abençoava, afastou-se deles e foi levado para o céu.  52  Eles o adoraram. Em seguida, voltaram para Jerusalém com grande alegria.  53  E estavam sempre no templo, bendizendo a Deus.*
*Palavra da salvação.*
Glória a vós Senhor!