sexta-feira, 2 de agosto de 2024

TRADICIONAL QUERMESSE DE SANTA TEREZA DE ÁVILA! - Pe. Gilberto Kasper Teólogo

TRADICIONAL QUERMESSE DE SANTA TEREZA DE ÁVILA! O Dicionário Aurélio define a Quermesse como “feira beneficente, com barraquinha, leilão de prendas, etc.” Depois de rabiscar algumas linhas sobre a importância do Dízimo que mantém o culto de nossas Comunidades Paroquiais, como suas pastorais, manutenção dos templos e tantas outras despesas que implicam na administração de uma Paróquia instalada, gostaria de tratar brevemente sobre as quermesses, que também são fontes de recursos para a manutenção de nossas Comunidades Paroquiais. Gosto de pensar, que se cada cristão católico que, mais ou menos, participa de nossas atividades paroquias, oferecesse mensalmente, um porcento de seus rendimentos à sua Comunidade, em forma de dízimo livre e consciente, não precisaríamos nos preocupar tanto com promoções que visem arrecadar fundos para sua manutenção. As Quermesses ou eventos afins teriam maior motivação de confraternização, de encontro de irmãos que professam a mesma fé, enriquecendo, assim, a sinodalidade de nossa Igreja, promovendo também por meio de eventos sociais, a comunhão, participação e missão, especialmente no testemunho de que somos todos irmãos, filhos de uma Igreja que é mãe e mestra e que ama muito todos os seus filhos e filhas! É muito lindo perceber o comprometimento de nossos agentes de pastoral na preparação de uma Quermesse. Não obstante as inúmeras dificuldades, especialmente financeiras, dos que colaboram com nossas Comunidades, todos se revestem de entusiasmo, ânimo e grande disponibilidade na busca de recursos para a realização da melhor Quermesse a cada ano. Há uma competitividade saudável entre as equipes de trabalho, porque cada uma quer organizar da melhor maneira sua tarefa, sua barraca, seu compromisso para com o evento em preparação. As pessoas tem participado como nunca antes das Quermesses realizadas pelas inúmeras Paróquias por todos os lados. Milhares de pessoas surpreenderam positivamente com sua presença e efetiva participação. Isso também é percebido nos grandes shows ao ar livre e nas festas comemorativas de cunho social. Eu ficaria muito feliz se o mesmo acontecesse com nossas celebrações de Missas, que em comparação, se percebe bem mais devagar e tímido. Quermesses e barzinhos, bem como tantos outros eventos sociais contam com multidões, quando para a participação nas Missas de nossas Igrejas ainda se ouve inúmeras desculpas. Há exceções, muito raras de algumas Comunidades, que têm seus espaços litúrgicos lotados, tanto nas celebrações dominicais, como nas especiais. Não esqueçamos que “Domingo sem Missa é Semana sem Graça”! Mas também os encontros de pessoas que sentem saudades umas das outras, participando de nossas Quermesses, podem servir de testemunho de que nos amamos e desejamos formar uma grande e linda Família de Deus! Por isso lanço o convite para que todos participem da Quermesse na Igreja Santa Tereza de Ávila no Jardim Recreio nos próximos dias 9 e 10 de agosto (sexta e sábado), sempre a partir das 19 horas. Sou testemunha da dedicação exemplar de uma equipe de Eventos coordenada pelo Sr. Daniel Dandun e sua linda Família, que ao longo de meses prepara com profundo amor à Igreja, essa Quermesse, cuja renda será destinada às necessárias reformas e melhorias de nossa Paróquia, que o Dízimo ainda não consegue cobrir e contemplar. Estaremos aguardando a todos de braços abertos para esse encontro de irmãos e irmãs na fé, independente da forma como cada um a professa. Contamos com a participação de todos e desde já agradecemos profundamente a cada um e a todos os benfeitores que nos ajudam a preparar essa Quermesse, que só será linda com a sua presença e participação! Pe. Gilberto Kasper Teólogo

Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Agosto - Santo Eusébio de Vercelli - São Pedro Julião Eymard - Santo Estevão I - Zeferino Gimenez Malla (Bem-Aventurado)

Santos do Dia da Igreja Católica – 02 de Agosto Santo Eusébio de Vercelli Eusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Depois da morte do seu pai, em testemunho da fé em Cristo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sua mãe levou-o para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos, foi ganhando a admiração do povo cristão e do papa Júlio I, que o consagrou bispo da diocese de Vercelli em 345. Nessa condição, participou do Concílio de Milão em 355, no qual os bispos adeptos da doutrina ariana tentaram forçá-lo a votar pela condenação do bispo de Alexandria, santo Atanásio. Eusébio, além de discordar do arianismo considerou a votação uma covardia, pois Atanásio, sempre um fiel guardião da verdadeira doutrina católica, estava ausente e não podia defender-se. Como ficou contra a condenação, ele e outros bispos foram condenados ao exílio na Palestina. Porém isso não o livrou da perseguição dos hereges arianos, que infestavam a cidade. Ao contrário, sofreu muito nas mãos deles. Como não mudava de posição e enfrentava os desafetos com resignação e humildade, acabou preso, tendo sido cortada qualquer forma de comunicação sua com os demais católicos. Na prisão, sofreu ainda vários castigos físicos. Contam os escritos que passou, também, por um terrível suplício psicológico. Quando o povo cristão tomou conhecimento do fato, ergueu-se a seu favor. Foram tantos e tão veementes os protestos que os hereges permitiram sua libertação. Contudo o exílio continuou e ele foi mandado para a Capadócia, na Turquia e, de lá, para o deserto de Tebaida, no Egito, onde foi obrigado a permanecer até a morte do então imperador Constantino, a quem sucedeu Juliano, o Apóstata, que deu a liberdade a todos os bispos presos e permitiu que retomassem as suas dioceses. Depois do exílio de seis anos, Eusébio foi o primeiro a participar do Concílio de Alexandria, organizado pelo amigo, santo Atanásio. Só então passou a evangelizar, dirigindo-se, primeiro, a Antioquia e, depois, à Ilíria, onde os arianos, com sua doutrina, continuavam confundindo o povo católico. Batalhou muito combatendo todos eles. Mais tarde, foi para a Itália, sendo recepcionado com verdadeira aclamação popular. Em seguida, na companhia de santo Hilário, bispo de Poitiers, iniciou um exaustivo trabalho pela unificação da Igreja católica na Gália, atual França. Somente quando os objetivos estavam em vias de serem alcançados é que ele voltou à sua diocese em Vercelli, onde faleceu no dia 1o. de agosto de 371. Apesar de ser considerado mártir pela Igreja, na verdade santo Eusébio de Vercelli não morreu em testemunho da fé, como havia ocorrido com seu pai. Mas foram tantos os seus sofrimentos no trabalho de difusão e defesa do cristianismo, passando por exílios e torturas, que recebeu esse título da Igreja, cujo mérito jamais foi contestado. Com a reforma do calendário litúrgico de Roma, de 1969, sua festa foi marcada para o dia 2 de agosto. Nesta data, as suas relíquias são veneradas na catedral de Vercelli, onde foram sepultadas e permanecem até os nossos dias. São Pedro Julião Eymard Pedro Julião Eymard nasceu no norte da França, em Esère, no dia 4 de fevereiro de 1811, primeiro filho de um casal de simples comerciantes, profundamente religioso. Todos os dias, sua mãe levava-o à igreja, para receber a bênção eucarística. Assim, aos cinco anos de idade, despontou sua vocação religiosa e sacerdotal. Mas encontrou a objeção do seu pai. Apesar de muito religioso, ele não concordou com a decisão do filho, porque precisava da sua ajuda no trabalho, para sustentar a casa. Além disto, não tinha condições de pagar as despesas dos estudos no seminário. Diante desses fatos, só lhe restava rezar muito enquanto trabalhava e, às escondidas, estudar o latim. Em 1834, conseguiu realizar o seu sonho, recebendo a ordenação sacerdotal na sua própria diocese de origem. Após alguns anos no ministério pastoral, em 1839, padre Eymard entrou na recém-fundada Congregação dos Padres Maristas, em Lyon. Nesta Ordem permaneceu durante dezessete anos, chegando a ocupar altos cargos. Foi quando recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da eucaristia. Aliás, padre Eymard já notava que havia um certo distanciamento do povo da Igreja. Algo precisava ser feito. Rezou muito, pediu conselhos aos superiores e para o próprio papa Pio IX. Entretanto, percebeu que por meio do Instituto dos Maristas não poderia executar o que era preciso. Deixou o Instituto e foi para Paris. Lá, em 1856, com a ajuda do arcebispo de Paris, fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento. E, depois de três anos, a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Mais tarde, também fundou uma Ordem Terceira, em que leigos comprometem-se na adoração do Santíssimo Sacramento. Padre Pedro Julião Eymard foi incansável, viajando por toda a França, para levar sua mensagem eucarística. Como seu legado, além da nova Ordem, deixou inúmeros escritos sobre a espiritualidade eucarística. Muito doente, ele faleceu na sua cidade natal no dia 1o. de agosto de 1868, com apenas cinqüenta e sete anos de idade. Beatificado pelo papa Pio XI em 1925, foi canonizado pelo papa João XXIII em 1962. Na ocasião, foi designado que a memória litúrgica de são Pedro Julião Eymard deve ser celebrada em 2 de agosto, um dia após o de sua morte. Santo Estevão I Estevão era italiano, de origem romana e seu pai se chamava Júlio. Não se tem registro de mais nada sobre sua família. Ele viveu no século II, quando a Igreja estava estremecida pela crise interna e sofria com as perseguições impostas aos fiéis, pelos imperadores de Roma. Ele foi eleito sucessor do Papa Lúcio I e o primeiro com este nome. O seu pontificado foi marcado, no início, por um período de paz, concedido aos cristãos, pelo então imperador Valeriano e, depois, pelos inúmeros problemas internos, que dividia os sacerdotes católicos na ocasião. A Igreja estava dividida quanto ao tratamento a ser dado aos “lapsi”, como eram chamados os fiéis que renegaram Jesus Cristo, abandonando a Igreja com medo do martírio no período das perseguições e que depois arrependidos queriam retornar ao Cristianismo. Este era o árido terreno que dividia o clero entre rigorosos e indulgentes. Nesta época, dois Bispos da Espanha, ambos “arrependidos”, desejavam voltar ao Cristianismo. Os cristãos concordavam que fossem aceitos, mas apenas como simples fiéis. Estes, porém, queriam ser aceitos como antes, na condição de Bispo e à frente das mesmas dioceses. Ambos, enganando o Papa Estevão I, reassumiram os postos, dizendo à todos que tinham a sua autorização. Houve então muita confusão e revolta em toda a Igreja, que se espalhou da Espanha alcançando o norte da África, onde o Bispo de Cartago era o grande Cipriano, hoje venerado como Santo. Estevão I, teve de enfrentar toda a rejeição daquela decisão, que não havia sido sua, por parte de Cipriano que, de Cartago, liderou um movimento de revolta contra ele. O seu pontificado se complicou ainda mais quando em 257, a Igreja inteira voltou a ser perseguida pelo imperador Valeriano, que endureceu o governo, na tentativa de manter o Império unificado na guerra contra a Pérsia. No dia 02 de agosto de 257, o Papa Estevão I morreu martirizado na sede da Igreja em Roma. Encontramos, esta narração no Martirológio Romano, que diz: o Papa Estevão I, celebrava o Santo Sacrifício da Missa, quando repentinamente apareceram alguns soldados. Corajoso continuou firme diante do altar celebrando os santos mistérios. Foi morto e alí mesmo o decapitaram. As perseguições continuaram violentas por todas as regiões do Império, chegando no ano seguinte na África, onde o Bispo Cipriano também foi decapitado, na sua diocese de Cartago. As relíquias de São Estevão I, foram encontradas na Sepultura dos Papas, no Cemitério São Calisto, em Roma. Em 1682, seu corpo foi transferido para a Catedral da cidade de Pisa, na Itália. A sua veneração litúrgica foi designada para o dia de sua morte. Zeferino Gimenez Malla (Bem-Aventurado) Zeferino Gimenez Malla nasceu na Catalunha, Espanha, em 26 de agosto de 1861. Descendia do povo cigano daquela localidade, que chamava o menino de “El Pelé”. A família vivia na pobreza, que se intensificou quando o pai a abandonou para ficar com outra mulher. Por isso Zeferino não pôde ir à escola, precisou ajudar no sustento da casa, confeccionando e vendendo cestas de vime. Quando completou vinte anos, transferiu-se para Barbastro e ali se casou com Teresa Gimenez Castro, ao modo cigano, sem rito religioso. O casal não pôde ter filhos, então resolveram adotar Pepita, uma sobrinha de Teresa. Zeferino não tinha uma profissão fixa, era habilidoso com cavalos e mulas, mas tornou-se um comerciante autônomo depois de um episódio que encantou toda Barbastro. Um homem tuberculoso, vertendo sangue contaminado pela boca, estava agonizando na estrada. Todos tinham receio de ajudá-lo, afinal a tuberculose era extremamente contagiosa. Porém isso não intimidou Zeferino, que o ajudou prontamente, abrigando-o em sua casa e tratando de sua doença. Quis o destino que a família daquele homem fosse uma das mais poderosas do local, e Zeferino foi muito bem gratificado pela sua boa ação. Com o dinheiro, ele iniciou um pequeno negócio, que rapidamente prosperou. Ele acabou enriquecendo, mas, mesmo assim, continuou praticando sua caridade. Com o sangue nômade nas veias, passou a pregar pelas estradas, munido do rosário. Socorria aos mais pobres, especialmente os ciganos, seus irmãos de sangue. Porém para ele todos eram o “próximo”, tornando-se a razão de sua existência e de seu trabalho caridoso. Cristão, devoto da Virgem Maria e da eucaristia, freqüentava a santa missa todos os dias, na qual fazia questão de receber a comunhão. Zeferino oficializou seu casamento pelo rito católico em 1912. Na ocasião, passou a freqüentar a “Quarta-feira eucarística”, da Ordem Terceira de São Francisco, quando, então, todos os religiosos reconheceram naquele comunicativo cigano um grande modelo de virtude e santidade. Empenhou-se com grande generosidade nas Conferências de São Vicente de Paulo, porque desejava tornar sua caridade mais eficiente. Mesmo sendo analfabeto, também se dedicava à catequese das crianças, ciganas ou não. Era muito querido por elas, pois, conhecendo muitas passagens da Bíblia, ele as contava com especial inspiração. Em 1936, explodiu a guerra civil espanhola. No dia 2 de agosto daquele ano, Zeferino foi preso ao tentar libertar um padre que era prisioneiro de um grupo anarquista. Tinha, então, setenta e cinco anos de idade. Mesmo sob a mira das armas, Zeferino protestou de cabeça erguida. Todos puderam ouvir seu último grito, brandindo o rosário, seu companheiro, antes do fuzilamento: “Viva Cristo Rei!” Por ordem dos rebeldes, todos os fuzilados foram enterrados numa cova coletiva. Entre eles estava Zeferino, cujo corpo nunca pôde ser encontrado. Em 1997, numa bela cerimônia solene celebrada pelo papa João Paulo II, em Roma, na presença de milhares de ciganos cristãos do mundo todo, Zeferino Gimenez Malla foi declarado bem-aventurado. Assim, ele se tornou o primeiro cigano a ser elevado aos altares pela Igreja, cuja festa foi marcada para o dia de sua morte.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,54-58

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,54-58 Naquele tempo, dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: "De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?" E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: "Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!" E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

Apolônio de Carvalho

"PRESERVAR A SERENIDADE NO CORAÇÃO"

#PassaPalavra: (02/Agosto/2024)

Para mim, o que me faz preservar a serenidade é a oração.

Em todos os momentos procuro rezar: nos momentos de dedicação exclusiva, mas também quando estou no trânsito, em uma sala de espera, quando viajo. Enfim, em todos os momentos possíveis. Até mesmo durante o trabalho ou outra atividade, procuro oferecer a Deus o que estou fazendo. Isso também é oração.

O fruto disso é a serenidade em meu coração.
Mantendo a serenidade, consigo enfrentar os momentos difíceis sem perdê-la, porque nessas ocasiões intensifico a oração.

Preservo a serenidade em meu coração quando o meu relacionamento com Deus é íntimo e contínuo.

(Apolonio Carvalho Nascimento)

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Santo Afonso Maria de Ligório 1 de agosto

Santo Afonso Maria de Ligório 1 de agosto Origens Afonso Maria de Ligório nasceu em 27 de setembro de 1696, na cidade de Nápoles, Itália. Filho de pais cristãos, provenientes de uma família rica e nobre, teve acesso a excelentes oportunidades de educação tanto nos estudos seculares quanto religiosos. Aos 16 anos, já era um doutor em Direito Civil e Eclesiástico, demonstrando sua notável capacidade intelectual. O jovem Afonso atendia a ricos e pobres com igualdade e justiça, ganhando reconhecimento como advogado de sucesso. No entanto, uma experiência marcante o levou a repensar sua vida. Das Leis Humanas às Leis de Deus Em determinado momento de sua carreira, Afonso se envolveu em uma causa de grande repercussão social, mas a interferência política acabou por levá-lo à derrota. Essa experiência o abalou moralmente, e ele decidiu abandonar a advocacia e dedicar-se à vida religiosa. Inicialmente, seu pai discordou dessa escolha, mas ao ver Afonso abrir mão de sua herança e títulos de nobreza, apoiou sua decisão. Aos trinta anos, em 1726, ele concluiu seus estudos de teologia e foi ordenado sacerdote. A partir desse momento, dedicou-se inteiramente aos mais pobres, uma missão que ele abraçou com amor e devoção. Fundação da Congregação do Santíssimo Redentor Em 1730, Afonso decidiu deixar Nápoles e retirar-se para o eremitério beneditino da Vila dos Escravos, próximo a Caserta. Foi lá que ele fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, uma comunidade dedicada à pregação para os pobres e abandonados, por meio de missões e retiros espirituais. Sua mensagem foi tão bem recebida que cerca de 30 mil pessoas se inscreveram para serem educadas pela congregação. Afonso percorreu quase todo o sul da Itália, pregando a Palavra de Deus e incentivando a devoção a Maria. Sua abordagem simples e apostólica conquistou o coração das pessoas, e a congregação cresceu rapidamente. Bispo e Legado Cultural Em 1762, com a idade de 66 anos, Afonso foi nomeado Bispo de Santa Águeda dos Godos, em Benevento. Ao longo de 15 anos de serviço, ele se dedicou com paixão à arte de ensinar e fazer pregações, utilizando métodos inovadores, como a música. Suas composições, incluindo a famosa “Tu scendi dalle stelle”, ainda são entoadas nas celebrações de Natal. Além de seu trabalho como bispo, Afonso escreveu inúmeras obras importantes, entre elas a “Teologia moral”, que abordava questões como a virgindade de Maria e a infalibilidade do Papa. Seus escritos foram estudados e tiveram grande influência mesmo antes de serem considerados dogmas pela Igreja. Legado e Canonização Afonso Maria de Ligório faleceu em 1787, aos 91 anos de idade, na cidade de Nocera dei Pagani, Itália. Ele deixou um impressionante acervo de 120 livros e tratados, que continuam a ser estudados e apreciados até os dias atuais. Em 1839, Afonso foi canonizado como santo pela Igreja Católica e, em 1871, foi proclamado Doutor da Igreja por Pio IX. Mais tarde, em 1950, Pio XII o declarou “Padroeiro celestial de todos os confessores e moralistas”. A vida de Santo Afonso Maria de Ligório é um exemplo inspirador de dedicação aos mais necessitados e devoção à fé cristã. Sua obra continua a impactar a vida de muitas pessoas ao redor do mundo, tornando-o uma figura significativa da história da Igreja Católica.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,47-53

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 13,47-53 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: "O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E ai, haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?" Eles responderam: "Sim". Então Jesus acrescentou: "Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas". Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

Apolônio de Carvalho

"ALEGRAR-SE COM OS DONS DE DEUS"

#PassaPalavra: (01/Agosto/2024)

Eu me alegro com os dons recebidos de Deus, a começar pelo imenso dom da vida.

Eu me alegro com tudo o que Ele me dá, por me livrar do mal e por me abençoar em tudo o que faço de bom.

Alegro-me pela minha família e pelos amigos.
Posso também me alegrar pelas dores que consigo suportar com a sua ajuda, pelas dificuldades, pelas alegrias e pelas tristezas, por tudo o que me ajuda a chegar mais perto Dele.

Eu me alegro pelos desafios que me fazem superar o medo e aumentar a confiança em seu amor.

Tenho uma imensa alegria por sua misericórdia que anula o meu pecado e me faz forte, que sustenta a minha pouca fé e me faz mover montanhas.

Alegro-me sempre no Senhor, por tudo e para sempre!

(Apolonio Carvalho Nascimento)