terça-feira, 2 de julho de 2024

São Bernardino Realino 2 de julho

São Bernardino Realino 2 de julho São Bernardino Realino foi um sacerdote da Companhia de Jesus que se destacou por sua imensa caridade e bondade. Nascido em Carpi (Modena) em 1 de dezembro de 1530, ele era o filho mais velho de um senhor ao serviço dos tribunais no norte da Itália. Desde jovem, Bernardino mostrou-se dedicado ao estudo, passando pelas Universidades com vivacidade e sucesso em áreas como medicina, literatura, filosofia e direito. Além disso, ele também desfrutava das diversões da vida estudantil em Modena. Dedicação ao serviço religioso Após formar-se em Direito em Bolonha, em 1556, Bernardino entrou ao serviço do Marquês Francesco Ferdinando d’Avalos, vice-rei da Sicília. Contudo, em 1564, ele decidiu seguir sua vocação e tornou-se religioso da Companhia de Jesus. Desde então, dedicou-se ativamente ao trabalho apostólico, especialmente em Lecce, onde veio a falecer em 2 de julho de 1616, aos 86 anos. Suas relíquias são veneradas na Igreja do Gesù em Lecce. Padroeiro de uma cidade Bernardino Realino foi tão amado e respeitado em vida que tornou-se o padroeiro de uma cidade inteira. Sua atuação junto aos presos, doentes e necessitados, assim como seu ministério da palavra e da penitência, conquistaram os corações das pessoas ao seu redor. Rejeitando as honras mundanas, ele escolheu dedicar-se inteiramente ao serviço de Deus e do próximo, espalhando bondade e caridade por onde passava. Homilia de canonização Canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII, São Bernardino Realino deixou um legado de fé e devoção que perdura até os dias atuais. Em sua homilia de canonização, o Papa destacou a profunda fé religiosa e o amor honesto que guiaram todos os passos do santo. Seu desapego às riquezas, honras e apegos humanos o levaram a consagrar-se completamente ao Senhor, tornando-se um exemplo de vida santa e virtuosa. “Diante de seus passos, abre-se o caminho brilhante do judiciário, a voz de Deus, que discretamente fala ao seu coração, você o vê aos trinta e quatro anos apresentando-se ao noviciado em Nápoles Bernardino conhece cada vez mais a fugacidade do que o cerca, desprende-se cada vez mais resolutamente de tudo o que passa, riquezas, honras, laços de afeições mesmo legítimas, mas demasiado humanas, para consagrar-se sem reservas Àquele que permanece imutável, Senhor, Inspirador, Governante e Recompensador de todo o bem no meio do fluxo desta vida mortal”. O legado de São Bernardino Realino São Bernardino Realino é um exemplo de vida dedicada ao serviço de Deus e do próximo. Sua caridade e bondade brilharam intensamente em meio às dificuldades e desafios da vida. Seu sacrifício e desapego às coisas materiais o tornaram um verdadeiro santo, cujo exemplo inspira pessoas em todo o mundo a seguirem o caminho da virtude e da fé. Que sua vida e seus ensinamentos continuem a iluminar os corações daqueles que buscam viver de acordo com os valores do Evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8,23-27

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8,23-27 Naquele tempo, Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: "Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!" Jesus respondeu: "Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?" Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. Os homens ficaram admirados e diziam: "Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?"

Apolônio de Carvalho

"SALVAGUARDAR A LUZ NO CORAÇÃO"

#PassaPalavra: (02/Julho/2024)

Imaginemos uma casa totalmente escura, onde teríamos de realizar todas as tarefas domésticas. Seriam muitos os transtornos.

Assim é o nosso coração quando perdemos a luz do amor. Os sentimentos ficam em desalinho e todas as nossas ações se atropelam na desordem.

A luz que provém do amor nos dá serenidade, e os nossos atos são o reflexo desse amor.

Vale a pena salvaguardar, a todo custo, a luz em nosso coração.

Essa luz ilumina as nossas ações, as nossas ideias e os nossos relacionamentos.

Toda a nossa vida será iluminada por essa luz que vem do amor, que vem de Deus.

(Apolonio Carvalho Nascimento)

segunda-feira, 1 de julho de 2024

01/07 – Santo Galo

01/07 – Santo Galo POR PROF. FELIPE AQUINO Filho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489 na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro Santo da Igreja, o Bispo Gregório de Tours. Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isto, ele estava predestinado a se casar com uma jovem donzela de nobre estirpe. Mas Galo, desde criança já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese. Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da Santa Missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento. Mas, suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, Rei da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto. Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho, Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados, foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de Galo teriam aplacado as chamas que se apagavam na medida em que ele rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença. Ele morreu em 01 de julho de 554, causando forte comoção na população que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade, antes mesmo que sua canonização fosse decretada. Com o passar dos séculos, São Galo foi incluído no Livro dos Santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua morte como quer a tradição cristã. Outros Santos do mesmo dia: Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, São Aarão, São Esquenúdio, Santo Teodorico, Santo Carilefo, São Epárquio, São Simão Salos, São Servano, Beato Tomás Maxfild, Santos Casto e Segundino, Santa Ester, Beato João Nepomuceno Chzan, Beato Inácio Falzon, São Nicasio, São Olivério Plunkett, Santa Regina de Denain, São Teodorico de Mont-d’Or e São Teodorico de St. Evroult.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8,18-22

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 8,18-22 Naquele tempo, Vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: "Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás". Jesus lhe respondeu: "As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça". Um outro dos discípulos disse a Jesus: "Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai". Mas Jesus lhe respondeu: "Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos".

E A FAMÍLIA, COMO VAI? - PADRE GILBERTO KASPER

E A FAMÍLIA, COMO VAI? Um de meus primos jesuítas, Pe. Attílio Ignácio Hartmann, sempre que chegava a alguma Comunidade, Igreja Matriz da Paróquia e, principalmente, a casa de alguma família para benzê-la, onde almoçaria ou simplesmente tomaria um chimarrão, sempre expressava seu cumprimento com a pergunta: “E a Família, como vai?” Enquanto criança, sentindo desde então o desejo de ser padre, imitava o Pe. Attílio com a mesma saudação. Achava a preocupação do Padre para com as famílias, de uma sensibilidade ímpar! A minha infância não foi nada fácil, mas não a trocaria por nada deste mundo. Não obstante as inúmeras dificuldades impostas pela então já “cultura da sobrevivência” à minha família, nossa resposta sempre foi de esperança e otimismo: “Nossa Família vai muito bem, obrigado”! Meu pai faleceu aos 27 anos de idade, quando minha mãe tinha 25, meu irmão mais velho 6, eu 4, o mais novo 2 e minha irmãzinha que com 5 meses faleceu no dia do enterro de meu pai. Fomos morar com os avós paternos. Minha mãe optou por educar-nos, e dedicar seus 73 anos de vida por nossa manutenção sozinha. Com 5 anos de idade, junto com meus irmãos, dividíamos as tarefas do lar; estudávamos gratuitamente num bom Colégio da Congregação das Irmãs de Santa Catarina de Alexandria em Novo Hamburgo (RS). Mais ou menos gratuitamente. Enquanto nossos coleguinhas de escola iam para suas casas almoçar, meus irmãos e eu limpávamos a Escola. Só depois de tudo em ordem éramos dispensados para andar a pé 4 km até chegarmos em casa e então almoçávamos. Limpávamos a casa, cumpríamos as tarefas de escola e só então íamos brincar. Enquanto meus irmãos juntavam seus amigos para uma “pelada de futebol” num campinho em frente de nossa casa, eu convidada outro bom grupo de vizinhos, para brincarmos de “rezar missa” no curral de vacas. Era a estrebaria mais limpa da vizinhança. Quando uma de nossas “artes” era descoberta, apanhávamos com relhos de animais, já que nosso avô era veterinário e fazia os arreios para carroças e animais como cavalos e bois. À noite, antes do jantar, nos reuníamos em torno da mesa e rezávamos o terço, em família. Em cada quarto havia uma estampa emoldurada com a Sagrada Família e em volta um Terço, com a frase: “A FAMÍLIA QUE REZA UNIDA, PERMANECE UNIDA”! Aos sábados, juntamente com nossa avó e nossa mãe, passávamos o dia lavando a Escola das Irmãs, deixando-a um “brinco”. Assim, segundo a pedagogia das Irmãs, aprenderíamos a dar valor ao estudo que parecia ser gratuito, mas que pagávamos com nossos serviços braçais, o que hoje daria um bom processo, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, e a proibição de crianças e pré-adolescentes trabalharem. Imagino que muitos discordarão, mas confesso que o trabalho só nos edificou. Quando passamos a trabalhar com carteira registrada, entregávamos o salário todinho para a mãe, que administrava o caixa comum da família. Depois dos 18 anos de idade, pagávamos uma chamada “pensão” determinada pela mãe, para ajudar nas despesas da casa. Isso acontece até os dias de hoje em muitas famílias, até que os filhos deixam a casa dos pais. Nos dias atuais os filhos nem sabem quanto se gasta para manter uma casa. Quando trabalham, utilizam o salário para gastos pessoais. Quando não trabalham, contam com os pais para manterem seus gastos, nem sempre modestos. Não me contenho em testemunhar que sou uma pessoa muito feliz, e profundamente agradecida pela educação que recebi, tanto de minha mãe, uma heroica e corajosa mulher, como de meus avós paternos. Penso que se tal cultura fosse cultivada, não precisaríamos responder à pergunta do Pe. Attílio, que a Família continua de bruços. Pe. Gilberto Kasper Teólogo

Apolônio de Carvalho

Bom dia!

01 de julho de 2024

CONFIEMOS NO SENHOR!

Ter total confiança em Deus é uma prática da fé, que deve ser demonstrada a todo momento, em todas as situações.
Nós acreditamos em um Deus que nos ama imensamente, que diz que até os cabelos de nossa cabeça estão contados e que nada acontece sem a sua permissão. E também que tudo pode acontecer através de sua ação.
É um Deus que, por amor, veio até nós e se tornou o nosso guia, o nosso companheiro de jornada, o nosso Bom Pastor.
 Na sua voz, que significa na sua Palavra, nós caminhamos confiantes.
Quando estamos com Ele, nada pode perturbar a nossa paz, pois Ele é a nossa paz.
Quando estamos com Ele, não perdemos a rota do caminho, pois Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Apolonio Carvalho Nascimento