Primeiro grupo de motociclistas católicos do Brasil fundado em maio de 2016. REGISTRADO NO TOMBO DA PARÓQUIA DE SANTA ÂNGELA DE RIBEIRÃO PRETO
sexta-feira, 1 de março de 2024
SANTO DO DIA 02 DE MARÇO: SÃO SIMPLÍCIO
SANTO DO DIA 02 DE MARÇO: SÃO SIMPLÍCIO
O santo do dia 02 de março viveu um contexto mergulhado de grande instabilidade enquanto papa da Igreja e pertencente do Clero de Roma. Isso acontecia tanto por parte das heresias que rondavam a Igreja como pela parte externa da sociedade e também do Império que estava ruindo.
São Simplício foi escolhido como sucessor de São Pedro no ano de 468. Isso aconteceu após uma grande trajetória como homem de testemunho e de oração, sensível aos ataques internos que a Igreja vinha sofrendo por parte do Nestorianismo – que espalhava mensagens entre os cristãos dizendo que Jesus não tinha qualquer ligação com Deus e negando o mistério da Ercanação – e do Monofismo, que pregava como verdade que natureza divina suprimiu a natureza humana de Jesus.
Mesmo se deparando com esta realidade, Simplício, com autoridade, cheio do Espírito Santo e em comunhão com o Clero foi se tornando cada vez canal da luz, que é Jesus, para todas as estas situações de perseguições e mentiras.
O santo do dia de hoje demonstrou por meio de sua vida que vale a pena nós caminharmos com nossos corações fixos na recompensa que o Senhor, Nosso Deus, quer nos dar: a Glória.
São Simplício deixou o testemunho de um excelente Papa da Igreja Católica, que em um período difícil da história da Igreja não deixou de liderar o rebanho universal de Cristo. Ele viveu no período em que toda a Roma e toda a Itália estavam sendo invadidas por povos bárbaros, mas não deixou sua fé ser abalada.
Faleceu em 483, em Roma, na Itália, e foi para a Glória de Deus.
ORAÇÃO PARA SÃO SIMPLÍCIO
Devote hoje suas orações com o coração em São Simplício e em Nosso Senhor Jesus Cristo para fazer suas preces. Com muita fé, reze a oração abaixo para o santo do dia de hoje:
Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Simplício governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
QUARESMA: TEMPO DE RECONCILIAÇÃO! - Pe. Gilberto KASPER - Teólogo
QUARESMA: TEMPO DE RECONCILIAÇÃO!
O Quarto Domingo da Quaresma, chamado Laetare, porque de certa forma antecipa as alegrias preparadas neste forte Tempo de Reconciliação, remete-nos a um dos Sacramentos mais ricos da Igreja, embora subestimado, quando não banalizado: O Sacramento da Reconciliação! Depois da Eucaristia, é o Sacramento da Reconciliação que nos coloca de volta, diante do amor e do perdão de Deus. Para mim, o Sacramento da Reconciliação é como um antibiótico espiritual, que nos impermeabiliza espiritualmente, diante de todas as tentações que procuram afastar-nos do amor de Deus. Como é boa a sensação de termos sido perdoados ou de termos conseguido perdoar a alguém que nos machucou, ofendeu ou prejudicou!
O Evangelho de São Lucas nos apresenta os passos do Sacramento da Reconciliação, na parábola do Pai Misericordioso, contada por Jesus no capítulo 15. O filho mais novo sai de casa, vira as costas para o pai, gasta numa vida desenfreada toda parte da herança que lhe coube e chega ao fundo do poço. Sob os escombros da rejeição, da exclusão e da discriminação da sociedade, faz a experiência da vida longe do pai. O pai sofre com a ausência do filho, mas não corre atrás. Fica esperando pacientemente. Deixa o filho fazer a experiência da miséria humana, da vida sem sentido e vazia de amor.
No momento em que o filho se arrepende, ele mesmo dá o passo de volta: a conversão começa a acontecer, a fim de conduzi-lo à reconciliação! Não adianta procurarmos o Sacramento da Reconciliação por mero cumprimento de preceito, ou para agradar os pais, ou o marido a esposa. Deus espera que a iniciativa seja nossa, só nossa. Quando o pai avista a volta do filho, então sim, corre ao seu encontro; nem o deixa chegar. Abraça-o, sinal de acolhida; beija-o, sinal do ósculo da paz, devolvendo-lhe a paz que o pecado, o afastamento, lhe havia roubado; oferece-lhe uma túnica limpa, sinal de que não há mais o direito de culpar-se, pois obteve o perdão incondicional; sandálias nos pés, sinal de dignidade, pois só os filhos dos empregados andavam descalços; anel no dedo, sinal de herdeiro, mesmo que tenha esbanjado tudo o que havia herdado, volta a ser herdeiro do pai. E finalmente, o novilho gordo, a festa, a Eucaristia, que simboliza a ação de graças pela volta do filho, que estava morto e reviveu, perdido e foi reencontrado (cf. Lc 15,1-3.11-24).
Assim também nós somos convidados a celebrar a Reconciliação com Deus, conosco mesmos e com os outros, para que a Quaresma produza seus efeitos saborosos. oração de modo especial, pelo mundo afora. O Papa Francisco, quando trata da misericórdia de Deus, costuma afirmar que o Confessionário é o único Tribunal de onde o réu confesso sai absolvido!
Pe. Gilberto Kasper
Teólogo
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 2,13-25 - Evangelho do dia 03 de março
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
2,13-25
Estava próxima a Páscoa dos judeus
e Jesus subiu a Jerusalém.
No Templo,
encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas
e os cambistas que estavam aí sentados.
Fez então um chicote de cordas
e expulsou todos do Templo,
junto com as ovelhas e os bois;
espalhou as moedas
e derrubou as mesas dos cambistas.
E disse aos que vendiam pombas:
"Tirai isso daqui!
Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!"
Seus discípulos lembraram-se, mais tarde,
que a Escritura diz:
"O zelo por tua casa me consumirá".
Então os judeus perguntaram a Jesus:
"Que sinal nos mostras para agir assim?"
Ele respondeu:
"Destruí, este Templo,
e em três dias o levantarei".
Os judeus disseram:
"Quarenta e seis anos foram precisos
para a construção deste santuário
e tu o levantarás em três dias?"
Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo.
Quando Jesus ressuscitou,
os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito
e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa.
Vendo os sinais que realizava,
muitos creram no seu nome.
Mas Jesus não lhes dava crédito,
pois ele conhecia a todos;
e não precisava do testemunho de ninguém
acerca do ser humano,
porque ele conhecia o homem por dentro.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 15,1-3.11-32 - Evangelho do dia 02 de março
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
15,1-3.11-32
Naquele tempo,
os publicanos e pecadores
aproximavam-se de Jesus para o escutar.
Os fariseus,
porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus.
"Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles".
Então Jesus contou-lhes esta parábola:
"Um homem tinha dois filhos.
O filho mais novo disse ao pai:
'Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'.
E o pai dividiu os bens entre eles.
Poucos dias depois,
o filho mais novo juntou o que era seu
e partiu para um lugar distante.
E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.
Quando tinha gasto tudo o que possuía,
houve uma grande fome naquela região,
e ele começou a passar necessidade.
Então foi pedir trabalho a um homem do lugar,
que o mandou para seu campo cuidar dos porcos.
O rapaz queria matar a fome
com a comida que os porcos comiam,
mas nem isto lhe davam.
Então caiu em si e disse:
'Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura,
e eu aqui, morrendo de fome'.
Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe:
'Pai, pequei contra Deus e contra ti;
já não mereço ser chamado teu filho.
Trata-me como a um dos teus empregados'.
Então ele partiu e voltou para seu pai.
Quando ainda estava longe, seu pai o avistou
e sentiu compaixão.
Correu-lhe ao encontro, abraçou-o,
e cobriu-o de beijos.
O filho, então, lhe disse:
'Pai, pequei contra Deus e contra ti.
Já não mereço ser chamado teu filho'.
Mas o pai disse aos empregados:
'Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho.
E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés.
Trazei um novilho gordo e matai-o.
Vamos fazer um banquete.
Porque este meu filho estava morto e tornou a viver;
estava perdido e foi encontrado'.
E começaram a festa.
O filho mais velho estava no campo.
Ao voltar, já perto de casa,
ouviu música e barulho de dança.
Então chamou um dos criados
e perguntou o que estava acontecendo.
O criado respondeu:
'É teu irmão que voltou.
Teu pai matou o novilho gordo,
porque o recuperou com saúde'.
Mas ele ficou com raiva e não queria entrar.
O pai, saindo, insistia com ele.
Ele, porém, respondeu ao pai:
'Eu trabalho para ti há tantos anos,
jamais desobedeci a qualquer ordem tua.
E tu nunca me deste um cabrito
para eu festejar com meus amigos.
Quando chegou esse teu filho,
que esbanjou teus bens com prostitutas,
matas para ele o novilho cevado'.
Então o pai lhe disse:
'Filho, tu estás sempre comigo,
e tudo o que é meu é teu.
Mas era preciso festejar e alegrar-nos,
porque este teu irmão estava morto e tornou a viver;
estava perdido, e foi encontrado' ".
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 21,33-43.45-46
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus
21,33-43.45-46
Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes
e aos anciãos do povo, disse-lhes:
"Escutai esta outra parábola:
Certo proprietário plantou uma vinha,
pôs uma cerca em volta,
fez nela um lagar para esmagar as uvas
e construiu uma torre de guarda.
Depois arrendou-a a vinhateiros,
e viajou para o estrangeiro.
Quando chegou o tempo da colheita,
o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros
para receber seus frutos.
Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados,
espancaram a um, mataram a outro,
e ao terceiro apedrejaram.
O proprietário mandou de novo outros empregados,
em maior número do que os primeiros.
Mas eles os trataram da mesma forma.
Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho,
pensando: 'Ao meu filho eles vão respeitar'.
Os vinhateiros, porém, ao verem o filho,
disseram entre si:
'Este é o herdeiro.
Vinde, vamos matá-lo
e tomar posse da sua herança!'
Então agarraram o filho,
jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
Pois bem, quando o dono da vinha voltar,
o que fará com esses vinhateiros?"
Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam:
"Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos
e arrendará a vinha a outros vinhateiros,
que lhe entregarão os frutos no tempo certo".
Então Jesus lhes disse:
"Vós nunca lestes nas Escrituras:
'a pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular;
isto foi feito pelo Senhor
e é maravilhoso aos nossos olhos?'
Por isso eu vos digo:
o Reino de Deus vos será tirado
e será entregue a um povo que produzirá frutos".
Os sumos sacerdotes e fariseus
ouviram as parábolas de Jesus,
e compreenderam que estava falando deles.
Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões,
pois elas consideravam Jesus um profeta.
Santos do Dia da Igreja Católica – 01 de Março - Santo Albino, Santa Eudoxia - São Suitberto de Kaiserswerth
Santos do Dia da Igreja Católica – 01 de Março
Santo Albino
Albino nasceu no ano 469, no seio de uma família cristã, que se encontrava em ascensão social e financeiramente, também pertencia à nobreza de Vannes, sua cidade natal, na Bretanha. Era uma criança reservada, inteligente, pia e generosa. Ao atingir a adolescência manifestou a vocação pela vida religiosa. Por volta dos vinte anos ordenou-se monge e cinco anos depois era escolhido, pela sua comunidade, o abade do mosteiro de Tintilante, também conhecido como de Nossa Senhora de Nantili, próximo de Samour.
Durante mais vinte e cinco anos exerceu seu ministério, mantendo-se fiel aos preceitos da Igreja, trabalhando para manter a integridade dos Sacramentos e das tradições cristãs. Nesse período, todas as suas qualidades humanas e espirituais afloraram, deixando visível uma pessoa especial que caminhava na retidão da santidade. Fez-se o pai e irmão dos pobres, dos humildes, dos perseguidos e dos prisioneiros. Tanto que foi eleito, para ocupar o posto de bispo de Angers, pelo clero e pela população, num gesto que demonstrou todo amor e estima do seu imenso rebanho.
Nesse posto trabalhou incansavelmente pela moralização dos costumes, contra os casamentos incestuosos que se tornavam comuns naquela época, quando os ricos da corte tomavam como esposas as próprias irmãs ou filhas. Para isso convocou os concílios regionais de Órleans em 538 e 541, participando em ambos ativamente, arriscando a própria vida. Mas com o apoio da Santa Sé adquiriu novo fôlego para prosseguir na difícil e perigosa campanha de moralização cristã. Depois no de 549, se fez representar pelo seu discípulo e sucessor, o abade Sapaudo.
A tradição lhe atribui algumas situações prodigiosas e cobertas pela graça da Divina Providência, como a abertura das portas da prisão, a libertação dos encarcerados e muitos outros divulgados entre os fieis devotos.
Albino morreu no primeiro dia de março de 550 e foi sepultado na igreja de São Pedro em Angers. Devido o seu culto intenso já em 556 foi dedicada à ele uma igreja, na qual construíram uma cripta para onde seu corpo foi transladado. Ao lado dessa igreja foi criado um mosteiro beneditino, cujo primeiro abade foi seu discípulo Sapaudo.
Contudo, as relíquias do bispo Albino encontraram o repouso definitivo na catedral de São Germano em Paris, no ano 1126, quando o seu culto já atingira, além da França e Itália, também a Alemanha, Inglaterra, Polônia e vários países do Oriente.
Com justiça, Albino foi considerado um dos santos mais populares da Idade Média, que atingiu a Modernidade através da vigorosa devoção dos fiéis, reflexo de seu exemplo de moralizador. A festa litúrgica de Santo Albino é comemorada no dia de sua morte.
Santa Eudóxia
Eudóxia nasceu na Samaria, Palestina, mas vivia na cidade de Heliópolis na Fenícia, atual Líbano. Era uma jovem de extraordinária beleza, cujo ímpeto pagão a fez abandonar a família para levar uma vida de libertina. Teve muitos noivos e admiradores ricos, que vinham de outros países à sua procura. Dessa maneira, enrriqueceu.
Certa vez, pernoitou na casa de um seu vizinho cristão um velho monge, chamado Germano. De madrugada, o monge levantou para fazer suas orações em voz alta, como de hábito, e ler o Evangelho, entoando cânticos ao Senhor. A leitura foi sobre a nova vinda do Redentor e o juízo final. Eudóxia, acordou com aquela voz, que vinha pela parede, da casa ao lado, e ficou escutando. O que ouviu, a impressionou e perturbou o seu espírito.
Bem cedo, foi procurar o homem, que ouvira rezando durante a noite e escutou por muito tempo a orientação do velho monge Germano, sentindo sua alma se encher com a alegria e o amor de Cristo. Ficou isolada com o monge durante vários dias, só ouvindo suas palavras e rezando. Ela teve uma visão de são Miguel Arcanjo, presenciada pelo monge, confirmando assim seu arrependimento e conversão. O monge contou ao bispo de Heliópolis, Teodotos, que batizou Eudóxia. Depois, ela doou os seus bens aos pobres, libertou seus escravos e ingressou no convento feminino, próximo da cidade, de onde só saiu para morrer.
Eudóxia viveu muitos anos, consagrando a sua vida inteiramente ao jejum, orações e purificação da alma. Abraçou a fé com tanta certeza que em pouco tempo alcançou a maturidade espiritual, recebendo muitos dons de prodígios. A tradição diz, que são Miguel Arcanjo, deixou seu dragão para guardar o convento onde Eudóxia estava. A sua fama e os seus prodígios eram tantos que o prefeito pagão Aureliano, mandou alguns soldados ao convento para prendê-la. Mas, foram impedidos pelo dragão que expelia fogo pela boca à medida que tentavam se aproximar do convento. Depois de três dias desistiram, voltaram e contaram tudo ao prefeito.
Irritado, mandou outro grupo liderado por seu filho. Porém o dragão assustou os cavalos e o jovem caiu e morreu na hora. O prefeito consternado decidiu mandar um tribuno pedir ajuda à santa prodigiosa. Eudóxia lhe respondeu com uma carta, que ao ser colocada em contato com o jovem, ele ressuscitou. Aureliano se converteu e com ele toda a família e os seus magistrados. A filha Gelásia foi envida ao convento, o jovem ressuscitado se tornou diácono e mais tarde, o bispo de Heliópolis.
Eudóxia, chegou a ser a superiora do convento. Nesta função, ela concentrou suas forças para auxiliar os pobres, curar os enfermos com seus dons pelas orações, convertendo os pagãos, rezando e jejuando. Na época do imperador Trajano, ela foi denunciada pela disseminação da fé cristã. Acusada de bruxaria e fraude, sem julgamento Eudóxia foi decapitada em 1o. de março de 114. Santa Eudóxia se tornou digna de ingressar no Reino dos Céus, também pelo testemunho da fé em Cristo. O seu culto se manteve ao longo dos séculos e foi mantido pela Igreja, no dia de sua morte.
São Suitberto de Kaiserswerth
Suitberto era um monge beneditino que dedicou praticamente toda sua força vital, física e espiritual, à evangelização do centro-norte da Europa, território anglo-saxão ainda pagão. Inglês, nascido no ano 647, foi considerado um dos mais genuínos continuadores da obra de São Patrício, que evangelizara o território irlandês, um século antes.
Ele foi educado nas rígidas regras dos mosteiros beneditinos, sob a direção espiritual do bispo Egberto, do qual se tornou discípulo e o acompanhou à Irlanda, enquanto se preparava para o apostolado. Egberto, que depois a Igreja elevou aos altares, tinha um projeto para evangelizar as regiões germânicas ainda pagãs, mas não poderia executa-lo pessoalmente. Por isso enviou outro monge, Vigberto, inicialmente para a Frísia, hoje Holanda.
A obra desse primeiro discípulo, foi impedida pelo príncipe pagão Radibodo e Vigberto teve de retornar ao solo inglês, sem atingir os resultados desejados. Então Egberto trabalhou duramente para organizar outra expedição que seguiu para lá com doze missionários, chefiada por Willibrordo, depois também canonizado, que desembarcou às margens do rio Reno, na Alemanha, em 690. Suitberto fazia parte desse grupo.
Ele foi designado para pregar na Frígia. A região era dominada pelo pagão Radibodo, mas acabara de ser conquistada pelo rei Pepino, cristão e muito devoto, como também era a própria rainha. Suitberto estendeu sua árdua missão evangelizadora também para Flandres, atual Bélgica. Sua atuação foi tão produtiva que conseguiu converter milhares de pagãos que viviam nessas extensões, de modo que acabou sendo nomeado Bispo da Frígia pelo Papa Sérgio I. Suitberto pôde então ampliar ainda mais sua evangelização, alcançando o ducado de Berg e o condado de Mark, na Alemanha.
Tudo isso ele realizou enfrentando, além dos problemas com os pagãos, sucessivas invasões das tribos bárbaras dos saxões que, muitas vezes, impediam ou desfaziam todo seu trabalho. Depois de vinte anos nessa intensa luta evangelizadora de apostolado, Suitberto recolheu-se ao mosteiro fundado por ele na ilha de César, situada no rio Reno e que lhe fora doada pelo rei Pepino. Lá ele faleceu, consumido pela fadiga de sua missão apostólica, no dia primeiro de março de 713, sendo sepultado na igreja desse mosteiro.
A fama de sua santidade correu veloz por todas regiões que atravessara levando a Palavra de Cristo. Por sua intercessão, muitas graças e prodígios foram confirmados, tornando vigorosa a sua veneração entre os fiéis cristãos. Em 810, o Papa Leão III proclamou Santo Suitbeto, oficializando o seu culto para o dia de sua morte.
Mais tarde, um braço do rio Reno foi desviado, de forma que a ilha deixou de existir. No lugar se formou a próspera cidade de Kaiserswesth, Alemanha. Em 1126, quando Santo Suitberto já era chamado de “o velho”, para ser distinguido do outro, que viveu um século depois, sua urna foi transladada para a catedral da cidade, onde permanece até hoje.
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Apolônio de Carvalho
"CONFIAR EM DEUS"
#PassaPalavra: (01/Março/2024)
A minha reflexão hoje é sobre a confiança na misericórdia de Deus.
O que tenho para oferecer a Deus? Tão somente as minhas misérias, nada mais.
A minha incapacidade de fazer a vontade de Deus com perseverança, a minha postura infiel diante dos Seus planos, a minha fraqueza que parece ser mais forte do que a minha fé. Olho a minha vida e a vejo cheia de infidelidades, de misérias.
Porém, hoje entendi que Deus não quer que eu lhe ofereça as minhas virtudes, mas justamente as minhas faltas, os meus pecados, juntamente com a confiança de que é a Sua graça que me sustenta e faz ir ao seu encontro na oração e no contato com os irmãos e irmãs.
Somente Deus pode me dar um coração puro e um espírito resoluto. (Cf. Sl 51[50],12)
(Apolonio Carvalho Nascimento)
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